Notas iniciais
MAIS UM CAP ESPERO QUE GOSTEM! NAO DEIXE DE COMENTAR BJUS!

POV LAUREN HOLLAN

Porque eu tinha essa mania de ignorar os meus instintos? Todos eles me diziam pra jogar aquele cara de volta pela janela, mas no entanto eu cuidava de seu ferimento e salvava sua vida.
Terminei de suturar as veias e enfaixei bem o pulso, devia ser um homem de muita coragem pra conseguir cortar a própria mão.
Coloquei soro pra mane-lo hidratado, eu só tinha mais duas bolsas que peguei de uma ambulância abandonada.
Sai do quarto deixando o homem desacordado. Horas depois regressei ele estava sentado na cama arrancando o soro da sua veia sem o menor cuidado, bem pra quem cortou a própria mão arrancar uma agulha não era nada.
Peguei a minha arma e apontei imediatamente pra ele.
Conversamos um pouco, ele parecia agradecido por te-lo ajudado então eu baixei a arma, mas fiquei em alerta. Desde que toda essa loucura começou ninguém mais era confiável, ainda mais um estranho que invadiu meu apartamento.
_Meu nome é Lauren Hollan.
_Merle Dixon, disse ele estendendo o punho enfaixado. Ele olhou com desgosto e me estendeu o outro braço. _Acho que vou demorar a me acostumar a viver sem ela, fazíamos tanta coisa juntos. Disse ele irônico.
_Está com fome? O jantar ta servido vou te trazer um prato. Falei
_Não eu perdi a mão não a perna, posso andar. Disse ele rispidamente levantando da cama.
Ele me seguiu até a cozinha, eu fiz um prato e entreguei a ele. Ele comeu rapidamente e sem muito jeito com os talheres parecia faminto.
_Você cozinha bem. Disse ele.
_Eu era a mais velha de 6 irmãos, minha mãe morreu tive que aprender a me virar muito cedo. Falei
_6 irmãos? Seus pais eram coelhos por acaso?
Eu ri e balancei a cabeça.
_Ta sozinha aqui? Perguntou ele levantando da mesa e se aproximando.
Eu imediatamente peguei uma faca escondida sob o pano de louça e fiquei segurando sem que ele visse, ele chegou bem perto eu dei um passo pra traz me encostando na pia, um pouco assustada. Mas ele apenas pegou uma garrafa que estava sob o balcão, abriu a rosca com os dentes e bebeu. Respirei aliviada.
_Não precisa ter medo de mim, não vou te machucar estou te devendo uma. Disse ele se afastando._Tem banheiro aqui?
_Ultima porta a esquerda falei indicando o corredor.
Fazia um bom tempo desde a ultima vez que falei com alguém vivo, quando tudo começou eu e meu pai tentamos sair da cidade com meus irmãos, mas tudo parecia lotado daquelas coisas, acabei perdendo todos eles. Bem quase todos.
Ouvi um estrondo vindo do corredor e corri pra ver o que era. Merle se preparava pra atravessar a cabeça do meu irmão com uma lasca de madeira arrancada da porta quebrada, eu pulei nas costas dele enfiando meus dedos nos seus olhos ele levantou e bateu as minhas costas contra a parede, não com muita força. Eu levantei enquanto ele esfregava os olhos e corri até meu irmão que estava amarrado com as mãos pra trás, mas mesmo assim tentava me atacar com mordidas, eu peguei a seringa sobre o criado mudo e injetei no seu pescoço em segundos ele ficou mole e caiu sob os meus braços. Merle me olhava com os olhos arregalados.
_você é louca! Gritou ele.
_Sai da minha casa agora! Gritei ainda mais alto.
_Essa coisa vai te matar sua imbecil!
_Essa coisa é meu irmão, agora vai embora você não é mais bem vindo aqui! Vai embora! Gritei

_Isso ai não é mais seu irmão Lauren, ele ta morto isso ai é um monstro comedor de carne!
_Quando encontrarem a cura, ele vai melhorar! Falei amarrando Dereck a cama.
_Você é louca, to indo embora tenho coisa mais importante pra fazer do que discutir com um futuro cadáver! Adeus e boa sorte com seu monstrinho. Disse ele me olhando.
_Não esqueça de fechar a maldita porta! Gritei.
Ele virou as costas e saiu, ouvi o barulho da porta batendo com força.
_Ta tudo bem Dereck, não vou deixar ninguém te machucar, falei afagando seus cabelos, era o meu irmão eu sabia que uma parte dele ainda existia naquele corpo eu não ia desistir dele eu não tinha mais ninguém. Dei-lhe um beijo no seu rosto, que a cada dia ganhava uma expressão mais assustadora, e um cheiro putrefato, olhei pra minha mao havia chumaços de cabelo castanho. Comecei a chorar, debruçada sobre o corpo imóvel dele.
_Por favor Dereck, você tem que aguentar não me deixe sozinha irmãozinho por favor.
Talvez Merle estivesse certo e eu cuidando e zelando por um cadáver que ao mínimo descuido poderia me matar, aquele corpo não lembrava em nada o garoto sapeca, que adorava me irritar, jogar vídeo game e gozava da energia e primor dos seus 13 anos de idade. Mas eu não podia perder a esperança, em algum lugar havia cientistas trabalhando dia após dia pra encontrar a cura e encontrariam, os doentes seriam curados e tudo voltaria ao normal e eu teria pelo menos o meu irmão de volta, já que o resto de minha família estava perdida pra sempre.
Fechei a porta do quarto agora quebrada, voltei a sala e sentei-me no sofá. Olhei pra estante não enxerguei minha arma.
_Maldito filho da puta me roubou! Gritei.

[...]
Caminhei até a janela, a noite já reinava e o movimento dos infectados aumentava na rua. Fazia um bom tempo que eu não saia do apartamento, mas logo teria que fazer isso, a comida estava acabando. Abri a porta desci as escadas e verifiquei se as portas estavam bem trancadas.

“Pelo menos aquele ladrão fechou a porta e não deixou esse lugar se encher de doentes” pensei

Verifiquei as armadilhas consegui pegar 3 ratos, na gaiola. Não era difícil a cidade estava entregue a eles. Sacudi forte a gaiola os deixando bem machucados. Voltei ao apartamento e me preparei pra hora mais difícil do dia. Entrei no quarto Dereck se retorcia na cama grunhindo.
eu o soltei deixando apenas suas mãos presas e o levei até o banheiro. Larguei a gaiola, aberta os animais se arrastavam lentamente. Cortei as fitas que prendiam as mãos de Dereck nas costas dei um empurrão e o jogando longe saindo imediatamente do banheiro trancando a porta. Sentei no chão, tentando controlar o choro, aquilo era torturante, as vezes eu tinha vontade de deixa-lo trancado naquele banheiro e nunca mais abrir a porta. Ouvi um barulho na porta, peguei minha faca e caminhei em direção a sala. Merle estava dentro do apartamento comendo um pacote de biscoitos.
_Seu ladrão! Como tem a cara de pau de voltar aqui!
_Nao roubei, so peguei emprestado, disse ele me jogando a pistola eu apeguei no ar e apontei imediatamente pra ele.
_Sai da minha casa agora!
_Nao acha que vai precisar disso? Falou ele colocando o cartucho de balas sobre a mesa com um sorriso irônico.
_Preciso de mais daqueles remédios. Disse ele.
Peguei dois frascos da estante e joguei na direção dele.
_Agora desaparece! Falei
_Não devia tratar assim seus convidados.
_Quem disse que é meu convidado? Cai fora da minha casa agora.
Ele caminhou na minha direção e me empurrou contra a parede.
_Assim que você der um jeito nisso eu vou. Disse ele me mostrando as ataduras ensanguentadas.

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