Terapia do Amor
8 O Início, um Amor
Notas iniciais
... But dont worry, isso não é mais um temporal...
Capitulo VII – O Início, um amor.
Cada segundo agora parecia passar devagar, como se o mundo estivesse em câmera lenta para acompanhar os sentimentos de duas pessoas fluindo ao mesmo tempo, ao menos era isso que Rin sentia. Os braços de Sesshoumaru enlaçavam seu corpo de modo possessivo e que ela nunca esqueceria. Não importava se aquele era o primeiro ou o último, até mesmo o único beijo com ele, o que importava era que ela nunca esqueceria a felicidade do seu coração palpitando dentro de si.
Ele a afastou delicadamente, estavam ficando sem ar. Não havia o que dizer, Rin sorriu e baixou os olhos encostando a cabeça em seu peito. Ele apertou-a mais forte.
- Não devia estar fazendo isso. – disse ele baixinho – É um erro envolver ainda mais você no meu problema.
- Já estou envolvida até o último fio do cabelo. – sorriu ela – Envolvida por você.
- Mas você vai sofrer quando eu for embora.
Ela afastou-se bruscamente.
- Você não vai embora, vai? Você disse que dependia do que lhe prendia aqui? Eu não sou uma boa razão? Eu pensei que... Pensei que você quisesse... – perdeu as palavras quando ele lhe silenciou com um dedo.
- Eu quero meu anjo, quero você e ficar sempre ao teu lado. Não quis dizer nesse sentido, mas sim no sentido pleno. Final.
- Por que você é cabeça dura senhor Tashio. Acha que a dor que vai sentir no tratamento será maior que a dor que sentirá se... Se não se tratar. Claro que não. – tentava ela convencê-lo.
- Não quero discutir isso Rin. – disse ele pondo as mãos nas têmporas sentando-se novamente.
- Mas não posso entendê-lo, ficar trancado o dia todo sofrendo enquanto a vida acontece lá fora. É primavera, a vida se renova e você está perdendo tudo isso. Aqui, sozinho com dores. Há um modo de que se passe isso e se torne definitivo. – completou sentando-se ao seu lado.
- Não Rin, há dois modos.
Ela suspirou.
- Pessimista.
- Pode tornar os meus dias mais felizes? – perguntou ele dengosamente.
- Só você pode, quando decidir salvar sua vida.
- Não estou falando disso. Estou falando de nós, eu quero você só pra mim, trocaria tudo por um dia com você, uma vida.
Um sorriso tomou conta do rosto dela, as mãos tremeram quando as dele tocaram-lhe.
- Vou entender que tudo isso seja um sim, certo? – perguntou ele parecendo inseguro pela primeira vez desde que chegara.
- Sim. Sim. – disse ela lançado-se em seus braços. – Eu vou cuidar de você e fazer o que estiver ao meu alcance pra te salvar, você não pode me deixar. Promete?
- Vou ser seu enquanto viver, eu prometo. – disse beijando-a novamente. – Meu anjo. – e novamente.
- Rin, a mamãe... – Sango parou á porta contemplando a cena.
A irmã nos braços de um homem.
- Oh Sango. – disse Rin assustando-se e levantando de uma vez. – O que foi pequena?
- O homem de gelo, você o beijou, eu vi Rin. – disse Sango confusa.
- Homem de gelo?- repediu Sesshoumaru contraído – Explique-se Rin.
- Desculpe senhor, ela tem uma imaginação fértil. – sorriu sem graça. – O que foi que a mamãe disse Sango?
- Pra você descer agora, ela precisa de ajuda lá embaixo.
- Eu já vou. Vai descendo que eu já vou. – Sango saiu deixando os dois á sós novamente. Rin virou-se.
- Ai que susto. – disse aliviada.
- Acha que sou de gelo?
- Não, a Sango só te acha... Diferente das pessoas daqui. – disse ela pausadamente.
- Ótimo, porque quem é de gelo não sente o que estou sentindo nesse momento. – sorriu.
- Oh, eu já conheço esse olhar. É melhor eu ir andando.
- Ainda não.
Rin começou a gargalhar.
- É sério. – disse quando ele abraçou-a – Tenho que ir.
- Certo, mas leve isso com você. – Sesshoumaru tirou do pescoço um fino cordão dourado com um coração de cristal pequeno. – É um presente, frágil como eu estou. – sorriu.
- Oh Sesshy... – ela ainda demorou uns minutos a descer.
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- Estou dizendo que vi mamãe. A Rin estava beijando o homem de gelo. Eu vi, lá em cima.
Rin parou á porta, não tinha coragem de entrar. \' Que é que eu faço? \'
- Mãe, a senhora pediu pra me chamar? – disse devagar.
- Ah sim. Sango ajude sua tia Kaede a molhar as plantas lá fora, sim? A Rin fica me ajudando com a cozinha.
- Certinho, mamãe. – a pequena seguiu saltitante para o vasto quintal.
- Pode me ajudar com estes legumes? – sorriu Maeda.
Sim acenou positivamente e pegou a bacia de legumes para descascar, minutos se passaram num silêncio constrangedor. Rin queria falar, mas não sabia como, Maeda cantava baixinho.
- Então, vai me contar ou prefere guardar segredo? – perguntou a mãe depois de alguns instantes.
- A Sango já lhe contou mamãe. – disse corada.
- Mas eu quero saber de você.
- Que eu estou apaixonada? Sim, acho que é esse o nome do que estou sentindo.
- É só encanto Rin, você nunca conheceu um homem tão bonito. Ele é diferente dos rapazes de Yama, é normal você se sentir assim. – disse a mãe carinhosa.
- E se não for mãe? Deixe-me tentar, eu quero descobrir.
- Não. – respondeu Maeda. – Lembra da conversa que tivemos antes de você conhecê-lo, eu quero algo além pra sua vida. Quero que se case com alguém real e tenha filhos.
- E isso não pode acontecer com ele?
- Ele está doente Rin, você sabe que ele não faz tratamentos. Esse homem está entregue a morte.
Rin estremeceu ao comentário da mãe.
- E mesmo assim, porque iria escolher você com tantas mulheres no mundo, viria a uma cidadezinha escolher você. – Maeda pegou em sua mão – Acredite Rin, eu quero a sua felicidade. Você mesma me contou o que ele fez com a namorada.
- Mas ele não queria mais ficar com ela mãe.
- Não vou impor nada a você Rin, tenho te protegido tanto desde a morte de seu pai. Feito de você uma criança como a Sango na minha mente, mas está na hora de você fazer suas escolhas. Juízo, minha Rin. Eu sempre vou estar aqui para amar você. – ás lágrimas brilharam nos olhos de Maeda.
- Oh mamãe eu te amo. – Rin abraçou a mulher fortemente.
As duas ficaram abraçadas alguns instantes quando a risada de Sango chamou sua atenção. A menina ria com gosto lá fora. Aproximaram-se da janela e viram Sango correndo com a mangueira na mão, Sesshoumaru jazia ao seu lado, caído no chão.
- Sesshoumaru. – Rin preocupou-se e tentou se virar, mas a mãe a segurou.
- Veja.
Sango apontou a mangueira de volta para ele, e Sesshoumaru engasgou-se com a água. Ele tentou alcançá-la com o braço mais ela foi mais rápida correndo para longe. Ele levantou-se e correu atrás da menina alcançando-a logo, levantou-a nos braços e começou a molhá-la com a mangueira. Ambos estavam radiantes.
- Quem sabe há uma salvação? – sussurrou Maeda.
O almoço foi tranqüilo, estavam todos presentes até mesmo Sesshoumaru e Lily. À tarde Rin continuou a fazer suas atividades, Sesshoumaru estava no jardim, com ela enquanto cuidava da horta e do pequeno pomar.
- Rin, vamos sair essa noite? – perguntou enquanto ela regava as novas mudas. – Que tal um passeio na cidade? A Sango pode ir conosco.
- Claro Sesshy, só que tenho que ajudar minha mãe a servir o jantar primeiro. Pode ser?
- Tudo bem, meu anjo eu espero.
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- Anda logo Sango, sabe que o Sesshoumaru não é muito paciente. – gritava Rin esperando a irmã no andar debaixo.
Sango não seria a única culpada. Ela mesma demorara mais do que gostaria para se arrumar, por fim decidira por um vestido verde e sandália rasteira, os cabelos soltos com um arranjo de pedras completavam o visual. Estava simples e bonita.
- Sango, são 19:30 hr daqui a pouco ele vai desistir. – gritou Rin mais uma vez.
- Pronto Rin. – apareceu finalmente a menina.
As duas seguiram para casa e encontraram Sesshoumaru conversando com Maeda na sala de visitas.
- Ainda bem que apareceram, já estava desistindo. – disse ele suavemente.
- Desculpe-me Sesshoumaru, a Sango demorou muito a vestir-se. – disse Rin tentando explicar-se.
- Não Rin, você que vestiu cinco roupas diferentes. – acusou Sango.
Rin lhe deu língua, Sango devolveu.
- Estava conversando com sua mãe Rin, sabia que ela conheceu meu pai, e me conheceu também?
- Sério?
- É claro, a cidade toda se lembra quando sua mãe foi embora. – Maeda pareceu constrangida. – Digo cidade pequena, foi um escândalo. – disse ela tentando consertar o que disse.
- Tudo bem senhora Higurashi, eu ainda me lembro. – respondeu ele sério – Agora com sua permissão, eu vou levar essas duas princesas a um passeio.
- Vão com Deus.
- Amém. – disseram os três em perfeito unissono.
Quando saíram à noite estava agradável, ventava, mas não muito forte e as estrelas tornavam a noite perfeita para um passeio.
- Então, aonde vão me levar? – perguntou Sesshoumaru.
- Aonde você quer ir? – perguntou Rin carinhosa.
- To com fome Rin. – reclamou Sango.
- Então porque você não jantou? – perguntou a irmã.
- Então vamos todos jantar. Entrem no carro.
Elas continuaram no mesmo lugar.
- Eu pensei que iríamos andando Sesshy... – disse Rin.
- Estou evitando esforços Rin, por isso desistir das caminhadas no parque, por favor, entre. Meu carro não vai lhe morder.
Ela olhou o Nissan Murano novinho, ( *.* Muito liiiindoooo! ), claro que não sabia que carro era aquele mas sabia que não era qualquer um.
Sesshoumaru pegou Sango e acomodou no banco de trás, colocando o cinto, então Rin sem opção sentou-se no banco de carona confortavelmente e seguiram rumo a cidade.
Rin escolheu outro restaurante e jantaram tranquilamente, rindo de Sango.
- Sango, fique na calçada. – gritava Rin para menina que corria em sua frente. Caminhavam de mãos dadas, despertando a curiosidade de todos onde passavam.
- Sempre quis ter filhos. – dizia Sesshoumaru observando a menina, estava pálido – Você seria uma mãe perfeita. É cuidadosa, atenciosa, paciente, mas acho que não me daria bem com crianças.
- Tudo só depende de você Sesshy, da sua vontade de viver, então vai descobrir. – respondeu Rin.
Ele parou apoiando-se em uma parede, suava muito, estava ofegante.
- Sesshy, está tudo bem?
- Não, estou com uma forte dor de cabeça. Preciso me sentar Rin.
Ela ajudou-o a sentar-se em um banco chamando Sango para perto.
- O que foi Rin? – perguntou a menina inocente.
- O Sesshy não está se sentindo bem, fique por perto, certo? Onde eu possa vê-la. – disse Rin preocupada.
A menina sentou-se ao lado de Sesshoumaru e segurou sua mão desocupada.
- Vai ficar tudo bem, nós vamos cuidar de você. – disse inocente a criança.
Sesshoumaru sorriu.
Esperaram quase meia hora, até que ele estivesse em condições de dirigir. E rumaram para casa. Rin acomodou Sesshoumaru, e ele tomou um dos seus remédios adormecendo em seguida.
- Ele não está nada bem, não é? – perguntou Maeda.
- Não mãe, ele está morrendo. – Rin chorou copiosamente.
Notas finais
É só!
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