Terapia do Amor
9 Sinto Muito
... Sou parceiro de um doutor...
Capitulo VIII – \'Sinto muito.\'
Rin passou mais uma noite em claro, preocupava-se com Sesshoumaru no quarto sozinho. Ele podia passar mal a qualquer momento e não ter ninguém para ajudá-lo. Foi pensando assim que ás duas da manhã saiu discretamente de casa e voltou para mansão, foi até o quarto de Sesshoumaru. Era inaceitável a condição dele, e teria que haver um modo de convencê-lo.
Ele continuava dormindo, o corpo ensopado em suor, mas estava bem. Ela ficou despreocupada, voltou para casa e dormiu.
Na manhã seguinte, Rin cumpriu uma rotina diferente. Havia uma reunião na escola onde Sango estudava e como Maeda não poderia ir, Rin estava automaticamente escalada para comparecer. Naquela manhã, não acordou Sango cedo, tampouco ela acordou em seu horário, por causa da noite mal dormida.
Acordou em cima da hora de ir à reunião, teve que apressar-se para chegar no horário e a reunião durara a manhã inteira, quando Rin saiu eram 11h45min.
- Nossa não sei para que essas reuniões extensas para crianças tão pequenas. – ria uma das mães conhecidas de Rin no caminho de casa.
- Concordo senhora Takashi. – sorriu ela.
- Muito bonito o hóspede novo do centro de apoio. – cutucou a outra – Até eu acho que vou aparecer por lá para dar uma forcinha.
- Seria ótimo, estamos mesmo precisando de ajuda nas lavagens de lençóis. – sorriu Rin queimando em ciúme. – Se a senhora pudesse aparecer...
- Oh querida, eu vou marcar um dia, certo? Eu preciso ir andando, até mais querida. – e saiu apressando o passo.
Rin sorriu e meneou a cabeça. \' É cada uma que aparece \' Continuou todo o caminho pensando em Sesshoumaru, seu humor estava tão bom esses dias que talvez até tivesse esperando-a para o almoço como no dia anterior.
- Boa tarde mãezinha. – saudou Rin.
- Rin, como você demorou. Venha traga essas travessas ai em cima, estão quase todos esperando. – disse Maeda.
- Quase... – repetiu Rin, e entendeu quando entrou na sala de refeições. – Onde está o senhor Tashio?
- Ele não desceu essa manhã, e eu não quis incomodá-lo. – respondeu Maeda servindo o almoço.
- Eu vou vê-lo volto já.
- Oh Rin por favor, me ajude aqui antes. Sua tia Kaede ainda não chegou também, estou tendo que me dividir em várias. – suplicou Maeda – Onde está sua irmã? Encontre-a primeiro.
Rin saiu à procura de Sango e encontrou-a do lado de fora.
- Venha à mamãe já está servindo o almoço. – levou-a para dentro.
E continuou ajudando a mãe, servindo, lavou os pratos e guardou, até que finalmente estava livre para vê-lo. Olhou o relógio de parede da cozinha 13h10min.
Subiu e bateu na porta, Sesshoumaru não respondeu, ela bateu novamente e chamou seu nome, continuou sem resposta, fez o que sempre fazia, abrindo uma pequena fresta por onde pudesse passar. Certamente ele estaria dormindo, preguiçosamente espalhado em toda cama, como das outras vezes. Mas dessa vez ela o acordaria de forma carinhosa.
Porém a cena que Rin encontrou, assustou-a profundamente. Sesshoumaru estava caído no chão, inconsciente. O corpo cheio de manchas roxas, como hematomas. Rin aproximou-se correndo e agachou-se ao seu lado.
- Sesshy, fale comigo. – ela o sacudia freneticamente. – Mãe, Tia Kaede, Sango, alguém me ajude. – gritava Rin.
Ela o virou para cima, seu corpo estava suado e a respiração dificultosa.
- Sesshoumaru, fale comigo. – suplicava. – Acorde.
Nesse momento Lily apareceu na porta do quarto.
- Rin... O que ... Oh meu Deus. Eu vou chamar sua mãe. – ela saiu apressada voltando em segundos com Maeda com o telefone a mão.
- O que aconteceu Rin? – disse agachando-se também.
- Eu não sei já o encontrei assim quando entrei. – disse trêmula. – Ele não esboça nenhuma reação.
- Eu já liguei para ambulância, eles estão vindo. Lily chame a Kaede, e o Tenshi lá embaixo, sim? Vamos colocá-lo na cama. – pediu Maeda.
Lily saiu e voltou trazendo consigo só Tenshi.
- A senhora chamou? – perguntou o hóspede que havia tido Meningite, um ruivo alto e pálido.
- Sim Tenshi, nos ajude a colocá-lo na cama. – pediu Maeda, Rin estava alheia a tudo mantinha a cabeça de Sesshoumaru no colo, os lábios moviam-se numa prece baixinha.
Tenshi pegou com ajuda de Maeda o enorme homem do chão e com dificuldade colocou-o na cama.
- Ta demorando a ambulância, mãe. Ele quase não respira. – disse Rin angustiada.
- Só faz cinco minutos Rin, acalme-se, por favor. Vai dar tudo certo. – disse Lily.
Passaram-se mais cinco minutos até que finalmente a ambulância chegou com um médico e dois enfermeiros.
- É o rapaz do qual me falou Maeda? Eu sabia que isso não ia demorar a acontecer. Vamos levá-lo ao hospital para avaliá-lo. – disse o médico.
Levaram-no rapidamente ao hospital e internaram Sesshoumaru. Rin estava muito aflita quase não se controlava, algumas vezes chorava, mas mantinha-se calada todo o tempo. Maeda cantava baixinho de olhos fechados. Horas passaram-se até que o médico chamou as duas no consultório.
- Como ele está Hiroshi? Ele vai sobreviver? – perguntou Rin nervosa.
- Há quanto tempo ele sabe da doença Rin? – perguntou o médico.
- Creio que há umas quatro semanas pelo que ele me disse. – respondeu ela.
- E por que não iniciou o tratamento?
- Porque ele é cabeça dura, não me explicou direito suas razões e nem eu podia perguntar. Ele não gosta de tocar no assunto.
- Este hospital é pequeno para situação dele. O senhor Tashio... – disse olhando na ficha – Tem que iniciar seu tratamento imediatamente, se quiser salvar sua vida. Ele está desacordado, como deve permanecer por um bom tempo. Sabe se têm boas condições econômicas?
- Ele é advogado, dono de um grande escritório de advocacia em Londres.
- Hum, familiares?
- Um irmão, uma cunhada e uma madrasta. – disse ela pondo as mãos na cabeça baixa.
- Então é melhor que você os procure Rin, para que eles providenciem sua transferência imediata.
- Como? Eu não tenho contato com nenhum deles. Nem mesmo o Sesshoumaru tinha nestes últimos dias. – disse triste.
- Não sei, mas aqui ele não tem grandes chances. Não temos muito suporte, sinto muito.
\'Sinto muito. \'
\'Sinto muito. \'
\'Sinto muito. \'
Todo mundo sente...
\'Sente muito\'...
\'Mas só o Sesshy sente toda a dor. Sente muito mesmo. \' pensou Rin, em casa mais calma. Havia o deixado no hospital e fora em casa, tomar um banho e se acalmar. Naquele momento estava no quarto de Sesshoumaru, pensando em revirar suas coisas atrás de contatos. \'Ele iria amar essa idéia \' pensou sarcástica.
Nada havia nas gavetas, nem na mala de tão importante. Achou seu notebook, mas precisava de senha. Continuou revirando e encontrou uma foto no bolso de uma das suas calças.
Ele, um homem que tinha seus cabelos, e altura, porém o semblante descontraído e duas mulheres sorridentes. Uma mais velha e a outra em seus vinte e seis anos, mais ou menos.
Encontrou sua identidade. – Sesshoumaru Tashio. 1979.
- Trinta anos.
E por fim, entre outros, o celular. Rin olhou toda extensa agenda, nomes que ele nunca mencionara e que não fazia sentido nenhum. Somente o de Kagura, mas ela seria a última opção. Não sabia o nome de seu irmão, nem outro familiar. Por fim encontrou um que poderia ser útil.
- Doutor Houjo... – disse ela.
Discou imediatamente o número. Tocou quatro vezes até que finalmente alguém atendeu.
- Tashio seu grande cabeça oca! Onde você se meteu? Tem idéia do quanto estamos aflitos sem noticias suas? Além de que, anda parecendo um fantasma, sendo visto aqui e ali. Acha que isso vai durar, estou esperando sua boa vontade de voltar. Tashio, diga algo. – esbravejou o homem.
Rin parou uns instantes, não sabia como começar.
- Tashio? Ligou-me para ouvir minha voz, ou para brincar?
- Queira me desculpar senhor. O meu nome é Rin Higurashi, o senhor Tashio não está aqui, mas precisa muito de ajuda. – disse trêmula.
- Senhora ou senhorita Higurashi? – perguntou ele curioso, fazendo charme.
- Senhorita Higurashi.
- Sim, senhorita Higurashi. Eu, Doutor Miroku, estou a seu dispor e sou todo ouvidos.
- O senhor Tashio precisa muito de ajuda, neste momento ele está em Yama e precisa ser transferido para um hospital para início de seu tratamento, urgente. Não sabemos quanto tempo ele vai suportar.
- Entendo. – disse o médico em tom preocupado – E quem é a senhorita?
- O Sesshoumaru estava hospedado aqui na minha casa, um centro de recuperação. Mas passou mal essa manhã. O senhor conhece a família dele? O irmão, ou a cunhada ou a madrasta?
- Sim, conheço todos.
- Pode, por favor, pedir que um deles ligue para o celular do Sesshoumaru? Estarei aguardando.
- Sim. Vou fazer isso imediatamente.
- Obrigada, senhor.
- O prazer foi todo meu senhorita Higurashi. Espero que tenhamos oportunidade para conhecermos melhor, pessoalmente. Até logo.
Rin sentou-se e continuou a olhar a fotografia quando Maeda entrou com uma bandeja.
- Trouxe seu jantar minha filha. – disse carinhosa.
- Não estou com fome mãe. – suspirou.
- Mas você precisa se alimentar, terá que ser forte para ajudá-lo.
- Nada desce na minha garganta mãe, deixa ai que mais tarde tento comer um pouco.
- Conseguiu algo?
- Sim, falei com o médico dele. Ele vai entrar em contato com a família, estou esperando o retorno. – nesse momento o celular tocou.
- Alô. – disse a voz do outro lado – Meu nome é Inuyasha Tashio, sou irmão do Sesshoumaru. Quem fala? Senhorita Higurashi?
- Sim, meu nome é Rin Higurashi.
- Estamos muito aliviados com a sua ligação, senhorita. O doutor Miroku nos contou toda história. Como ele está neste momento? – perguntou o rapaz preocupado.
- Ele está internado no hospital da nossa pequena cidade e precisa ser transferido imediatamente. – ela também estava preocupada.
- Tudo já está sendo providenciado senhorita. Chegaremos para buscá-lo amanhã, pela tarde. Sabe se no hospital tem heliporto?
- Não, não tem senhor. Mas tem um vasto estacionamento.
- Obrigada senhorita Higurashi pela sua ajuda. O meu irmão é muito teimoso e independente, deixou todos nós aqui preocupados. – disse Inuyasha.
- Sim, eu sei. – disse ela tristemente. – Vou passar a noite no hospital com ele e está ficando tarde, até amanhã senhor Tashio.
- Até amanhã, senhorita Higurashi e mais uma vez obrigado. – ele desligou.
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Notas finais
O Sesshy tá mal... mas eu o amo assim mesmo e com uma enfermeira como a Rin... ele tá seguro. Agora chegam os participantes que faltavam, o Inu, a Kagome, a Isayoi, e o Miroku que continua como sempre.... rsrsrs... vocês vão ver...
Obrigadoooooooo!
Kissus
Até a próxima!
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