Terapia do Amor
17 Eternamente
Capitulo XV- Eternamente. ... Quando eu lhe vejo, meu coração sai pela boca que verborragia, que coisa louca se eu morrer de amor não se preocupe eu vou pra céu Bastou ver o teu olhar, teu charme ao fotografar vamos ver o por do sol, dividir o luar bastou ver você sorrir, quem não vai se apaixonar parece loucura sei, mais eu me sinto em paz ... Rin nem sequer esperou por Sesshoumaru, abriu a porta do carro e correu ao encontro de Maeda que cruzava o jardim rapidamente. — Oh mãe. – disse Rin abraçando-a – Que saudades! A voz da mãe saiu entrecortada em função da emoção que sentia em reencontrar a filha, Sesshoumaru vinha logo atrás a passos lentos, com as mãos nos bolsos da calça observando a cena. — Onde está a Sango? – perguntou Rin depois de um tempo, enxugando as lágrimas do rosto da mãe. — Está lá em cima. – respondeu Maeda. Rin sorriu. — Vou buscá-la, volto já. – e saindo deixou Sesshoumaru e Maeda na entrada da casa. — Como você está meu filho? – perguntou Maeda a Sesshoumaru – Fico feliz que tenha saído do hospital. — Estou indo, Sra. Higurashi. – respondeu ele – Venho aqui por um assunto importante. Me convida para um café? – perguntou com um leve sorriso. — A casa também é sua. Venha. – respondeu a senhora seguindo para a cozinha, acompanhada por ele. Eles começaram a conversar sobre o tratamento de Sesshoumaru, quando Rin chegou a cozinha trazendo Sango no colo. — Sesshoumaru. – exclamou a menina vendo o homem sentado a mesa. — Como vai Sango? – perguntou Sesshoumaru. A menina estendeu os braços e ele hesitou, depois estendeu os braços pegando a menina e pondo-a no colo. — Tudo bem. – respondeu ela rindo – Por que está careca? – perguntou inocente a criança. — Meus cabelos caíram e eu tive que cortar, mas a Rin disse que vão voltar a crescer. – disse Sesshoumaru a ela. — Se a Rin disse é porque vai crescer mesmo, uma vez ela disse que ia sair um pintinho do ovo do quintal e saiu mesmo. Todos riram. — Então você vê o futuro? – perguntou Sesshoumaru a Rin. — Oh sim. Vejo você curado agora. – disse ela pondo a mão na testa como se tivesse tendo uma visão. O semblante dele mudou. — Pois foi sobre isso que viemos falar. – disse ela olhando para Sango. Maeda percebeu que o assunto era sério e pediu a filha menor que fosse para fora brincar. — Agora Rin. – disse Sesshoumaru – Por que não conta a sua mãe seu plano para me salvar? — Ah. – disse Rin pega de surpresa, vacilou por um momento e depois se tornou séria. – Mãe, o Sesshy agora não tem muito tempo, não encontramos doadores e a única opção seria o transplante das células do próprio Sesshoumaru como conversamos ontem à tarde quando te liguei. O que não te contei, porque não sabia se ele iria aceitar, foi à decisão que tomei. Maeda olhou a filha com atenção, enquanto Sesshoumaru observava a determinação de Rin. Sabia que desde o início Maeda não aprovava o relacionamento dos dois. O que parecia estar mudando há pouco tempo. — Bem. Temos uma opção que seria um transplante de células do cordão umbilical de um bebê, por isso mãe... – ela parou um momento respirando fundo – Decidi que vamos ter um filho. Não há muito a dizer, é a opção que temos. Sesshoumaru esperou que Maeda fosse bradar e apoiá-lo contra a sandice de Rin, mas a mulher nada fez. — Já disse que tenho orgulho da mulher que você se tornou em tão pouco tempo? – perguntou a mãe a Rin – Quando você vivia aqui, e corria em nossos gramados e tocava violão à noite inteira, eu enxergava a minha menina que com vinte dois anos ainda não havia crescido, mas as dificuldades nos fazem amadurecer. Nunca imaginei um futuro para você, tudo que eu desejava é que fosse feliz. – disse Maeda outra vez emocionada. Os olhos de Rin também se encheram de lágrimas e até Sesshoumaru desviou o olhar das duas para esconder alguma emoção. — Claro que imaginei uma faculdade e um casamento, e um filho pode adiar as coisas, mas não torná-las impossíveis. – disse abraçando a filha – Mas tenho uma condição terão que se casar. Rin olhou para Sesshoumaru apreensiva, aquela era a hora da verdade. — Bem, foi o que viemos fazer aqui. Como sua benção, minha sogra, Sra. Higurashi gostaria de pedir a mão da sua filha, Rin em casamento. – e tirou uma caixa vermelha do bolso mostrando um anel dourado com uma pedra cintilante. Maeda concordou a cabeça e Rin lançou-se aos braços de Sesshoumaru beijando-o. — Eu te amo. – disse ele pondo o anel no dedo trêmulo dela. – Vou fazer o que puder para que seja feliz. Rin não podia falar nada, não parava de chorar. — Agora temos que adiantar, por que a essa altura minha mãe já ligou para todos os promotores de casamento de Londres e Kagome para todas as lojas. Você tem um dia para encontrar seu vestido e escolher a decoração. Disse a Izayoi que não fechasse nada sem sua aprovação. — O que quer dizer? – perguntou Rin. — Que marquei a cerimônia para depois de amanhã ás 17 horas. – sorriu ele – Acho até que já saiu no jornal. Fofocas. Rin arregalou os olhos. — Não fiquem me olhando, vamos almoçar e Sra. Higurashi é melhor ligar para tia Kaede e avisá-la que venha de malas prontas e quem mais queiram chamar. Temos que sair logo, ou chegaremos muito tarde. A correria estava formada, Maeda correu para ligar para Kaede e arrumar as malas dela e de Sango, enquanto Rin e Sesshoumaru almoçavam na cozinha. — Sesshy, por que não me contou o que estava planejando. – perguntou ela enquanto lavavam os pratos. — Surpresa! – sorriu ele – Tem alguma coisa que queria levar daqui? — Tem algumas coisas que quero sim. Sesshy onde iremos morar? – perguntou a ele. — Já moramos onde vamos morar, somos proibidos de nos mudar daquela casa por Izayoi. Se cada um de nós, eu e Inuyasha, tivermos cinco filhos moraremos os quinze na mesma casa. Rin sorriu. — Então, quer ter muitos filhos? — Não... Não foi isso que eu quis dizer, mas... Ah deixo por sua conta. – sorriu ele. Meia hora depois saíram de casa deixando algumas mulheres da cidade sob o comando do centro. Chegaram a Londres pouco depois das vinte horas. — Alguém em casa? – perguntou Sesshoumaru trazendo Sango adormecida no colo. — Sesshoumaru, você demorou. Acha que é fácil arrumar um casamento em dois dias, por mais simples que ele seja, temos os convidados, a comida, a decoração... – bradava Kagome – Oh, desculpe a minha falta de educação. — Kagome, essas são a mãe e a tia de Rin, Maeda e Kaede Higurashi e essa a pequena Sango, irmã da Rin. – disse Sesshoumaru. – Essa é a minha cunhada Kagome Tashio. Todos se cumprimentaram. — Venha Rin, Izayoi está te esperando. – disse Kagome pegando Rin pela mão – Licença. Rin fez menção de dizer algo, mas Sesshoumaru antecipou-se. — Vou cuidar delas. Pode ir. As mulheres ficaram trancadas no escritório até tarde. Maeda e Kaede se recolheram á onze, cansadas da viagem, já Kagome, Izayoi e Rin á uma da manhã ainda estavam lá dentro. — Licença. – disse Inuyasha entrando acompanhado por Sesshoumaru – Kagome vem dormir amor. Kagome olhou para o marido como cara de carente. — É eu ainda quero uma noiva pela manhã, olha a cara de cansada dela. Izayoi você é muito mal, o dia foi muito duro para ela. – disse Sesshoumaru dando a mão a Rin que estava sentada numa poltrona quase cochilando. – Vem amor. – disse pegando-a no colo. — Ohh... – disseram todos caçoando os dois. Rin sorriu e escondeu a cabeça no ombro de Sesshoumaru que saiu sem se importar com eles. O outro dia foi ainda pior. Kagome e Rin saíram logo cedo para escolher um vestido para cerimônia, ambas confessaram que foi uma tarefa muito difícil, pois Rin tinha pouquíssimo tempo, num caso de sorte encontraram um vestido que parecia sido moldado para Rin. Tomara que caia, moldava-se perfeitamente as curvas de Rin. Izayoi ficou encarregada da decoração e do Buffet que já havia sido aprovada pelos noivos e Inuyasha e Sesshoumaru da segurança e outros detalhes. Era quatro da tarde quando Kagome estacionou em um grande pátio desconhecido para Rin. — Kagome eu estou exausta, não sei como vou me casar amanhã. Não imaginei que fosse tão difícil. – suspirava Rin – Meus pés doem, estou com sono e com fome, nem vi o Sesshoumaru hoje. — Tá, tá para de reclamar Rin. Essa é nossa ultima parada, quero fazer uma surpresa para você para que você faça uma ao Sesshoumaru. – Kagome parou apontando pela janela – Estamos na segunda maior faculdade de Londres, trouxe você aqui para que conheça os cursos. Mesmo que se case amanhã e engravide terá pelo menos a oportunidade de estudar neste primeiro semestre, depois você tranca e quando o bebê estiver maior você retorna, o que acha? — Acho... não sei. Acho que deveria incluir o Sesshoumaru nisso não? – perguntou ela – Amanhã ele será meu marido, ainda que uma surpresa seja interessante creio que ele deva participar de minha decisão. Mas quero conhecer a faculdade. – completou ela descendo do carro. Passearam pelos corredores e foram nas coordenações dos cursos que interessaram a Rin, conversaram e Rin saiu decidida a fazer gastronomia, na saída o celular de Rin tocou. — Alô. – respondeu ela rapidamente. — Querida, onde está? A Kagome seqüestrou você? – perguntou uma voz masculina do outro lado. — Não Sesshy. – derreteu-se ela – Já estamos voltando, conseguimos resolver tudo a tempo. Preciso de um banho quente e como seria boa uma massagem... — Posso me encarregar disso com prazer. Espero-te em casa amor. — Tchau. – ela respondeu antes dele desligar. Estava mesmo exausta quando chegaram em casa, deixou os sapatos e a roupa jogada no chão do quarto e tomou uma ducha quente, já estava vestida para dormir quando Sesshoumaru entrou no quarto. — Nervosa? – perguntou ele sentando na beira da cama. — Não sei, acho que estou mais cansada. – disse ela recostando-se nos travesseiros – Amanhã estarei de olheiras. — Dei ordens a todos que não te incomodem enquanto você não acordar e sei que você tem um 'Dia de Noiva' marcado para amanhã. — Graças, te amo! – disse ela fazendo uma reverência ao céu. – A massagem está de pé? — Claro. – disse ele apanhando um dos seus pés e massageando com carinho – Creio que seja aqui não é? Ela corou e afirmou com a cabeça. — Aproveite seus últimos momentos de solteira, depois de amanhã será só minha. – sorriu ele. Rin dormiu pensando nas últimas palavras dele... 'Só minha'. Aquela era uma sensação muito agradável. _ xXx _ Agora suas mãos estavam suando demais, não imaginava que viria tanta gente com os convites enviados em cima da hora. Era a noiva desconhecida de Sesshoumaru, o casamento estranho de Sesshoumaru, todos estavam curiosos para conhecê-la e agora ela estava completamente nervosa. — Rin, assim você vai amassar seu vestido. – reclamou Kagome tirando as mãos dela da cintura apertada. — Tem muita gente lá embaixo, Kagome. – respondeu ela mais uma vez olhando pela janela. — O que você esperava? Essa é a tradicional Família Tashio e não tem ai a metade das pessoas que Izayoi gostaria de convidar, tem uma cinqüenta pessoas, Sesshoumaru cortou a maioria. — O que falta para começar? — Está com pressa? Não se preocupe, tem sua lua de mel garantida. – riu Kagome – Para começar só falta você, vamos? Rin confirmou com a cabeça e Kagome chamou Inuyasha que seria seu acompanhante. O sol estava se pondo devagar na tarde de outono quando as portas do casarão foram abertas e Rin apareceu ao lado de Inuyasha, todos se levantaram e os olhares foram lançados a ela de forma curiosa. Os primeiros passos foram os mais difíceis. — Relaxe querida, ou sairá estranha nas fotos. – sussurrou Sesshoumaru quando Inuyasha passou a mão de Rin para ele. Sesshoumaru cumprimentou levemente o irmão e voltou a se concentrar na futura esposa – Está linda, não você sempre foi linda. – e dirigiram-se ao altar. Rin relaxou instantaneamente, ele tinha esse poder, fazia tudo parecer mais fácil. — Pode beijar a noiva. – disse o pastor ao final. Sesshoumaru segurou o rosto dela e beijou-lhe a testa, murmúrios ecoaram reivindicando 'beijo de verdade', Sesshoumaru sorriu de lado e beijou-lhe com intensidade arrancando aplausos e vaias de todos os presentes. Depois disso Rin perdeu a conta de todos os rostos que se passaram desconhecidos, em algum momento depois das fotos do álbum, seus pés começaram a doer e ela procurou um canto reservado para sentar-se. — Que noiva se esconde em seu casamento? – perguntou Sesshoumaru de pé ao seu lado. — Tenho que confessar estou muito cansada. – respondeu ela sentando num canteiro debaixo de uma amendoeira – Mas estou muito feliz, ainda não consigo acreditar que estou casada com você. — Vou te mostrar que é real. – Sesshoumaru sentou-se ao seu lado e a pôs no colo, pegou sua mão e pôs sobre a dele, depois retirou a aliança de ambas e entregou a ela – Lê. Rin observou dentro das alianças, primeiro a dela: 'Enquanto viver... ' depois a dele: '... vou ser seu.' Ela sorriu o mais largo que conseguiu e o beijou fortemente. — Serei sua eternamente. Te amo. – gritou ela para que todos ao redor pudessem ouvir – Te amo. _ xXx _ Um vento quente beijou Rin na varanda do hotel, estava fascinada com o mar. Nunca havia visto algo tão belo e mesmo sendo tarde podia contemplar pela orla iluminada, a imensidão de água salgada. Sesshoumaru aproximou-se abraçando-a por trás. — Algum problema meu anjo? – perguntou ele. — Não Sesshy. Eu só estava admirando a paisagem, o mar é lindo. – respondeu ela. — Está feliz agora? — Muito Sesshy, você me faz muito feliz. Ele abraçou-a mais forte, deslizando a mão pelo seu corpo. — Não quero que meu filho seja produzido num tubo de laboratório. – disse ávido. Rin entendeu sua intenção, havia aceitado a proposta. Sesshoumaru levou-a para dentro do quarto entre carinhos cuidadosos para que não houvesse medo, algum tempo depois Rin compartilhava a cama macia com Sesshoumaru. Há algum tempo imaginava como seria estar ali quando casassem, mas a situação fez uma mudança brusca nos planos e agora que estava ali sentia-se entregue. Quando Sesshoumaru abandonou-a por um instante para fechar a porta do quarto, sentiu a necessidade de estar com ele, o homem de sua vida.
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