Terapia do Amor
7 Ele e Ela
Notas iniciais
... Não fuja de mim, eu não me programei também...
Capitulo IV – Ele e Ela.
\' Droga, onde será que ele foi? E se passar mal e não tiver ninguém para ajudá-lo. \' Rin apavorou-se.
- Mãe, o senhor Tashio foi embora? – perguntou Rin preocupada.
- Não Rin, ele saiu e não disse nada. Mas as coisas dele permanecem lá no quarto. –respondeu Maeda. – Por que, aconteceu alguma coisa?
- Não, mas e se ele passar mal enquanto dirige? – fechou os olhos imaginando a cena.
- Por que está tão preocupada? Aconteceu alguma coisa?
- Ele não estava muito bem essa tarde, parecia cansado sem nem mesmo ter saído daquele quarto, estava febril.
Maeda olhou-a de soslaio.
- Isso não é apenas uma preocupação com um hóspede? – soltou a frase no ar.
- O que é então? – Rin sussurou.
- Que tal você me responder. – deu ênfase as palavras.
- Não sei. – disse baixinho. Rin saiu da cozinha e foi para casa, sentou-se a janela e esperou. Naquela noite não ajudou a servir o jantar, nem comeu, ficou ali horas e quando deu por si Maeda estava chamando o seu nome em casa.
- Rin. – gritou mais uma vez.
- Oi mãe, estou aqui.
- O que estava fazendo?
- Nada, eu ...- parou no meio da frase – Ele... – parou outra vez.
- Não, ele não voltou. – respondeu Maeda segundos depois. – Coma seu jantar, já deve estar frio.
Ela sentou-se e começou a comer, mas estava sem apetite. Eram duas da manhã quando foi vencida pelo sono, deitou-se e tentando não se preocupar adormeceu. Foi perturbada por pesadelos em que Sesshoumaru batia o carro depois de desmaiar no volante e em outro pedia socorro sozinho na estrada. \' Não deve ficar pensando coisas ruins antes de dormir \' dizia Maeda, \' O que você pensa, é o que você sonha. \'
Ela devia ter escutado. Levantou para beber água, a camisola ensopada de suor. Olhou pela janela, mas o carro dele não estava de volta no estacionamento. Voltou a dormir.
A manhã veio nublada após os dias de sol e choveu de modo que Rin não conseguiu e buscar Lily no hospital, nem levar Sango até a escola, sorte da pequena que dormiu ainda mais naquela manhã. Kaede chegou e ajudou-a com os afazeres. Teria que esperar a chuva passar e isto só aconteceu depois do almoço.
- Rin, ligaram do hospital. Pode ir buscar a Lily, não se preocupe, pois vão trazê-las na ambulância.
Rin seguiu para cidade, o dia estava fechado, mas não voltou a chover. Acompanharam Lily até em casa e quando retornou Sesshoumaru ainda não havia chegado. Estava aflita e impaciente.
- Como se sente Lily? – perguntou quando acomodaram a jovem morena.
- Como nova Rin, até estou com fome.
- Ótimo, eu vou lhe preparar um lanche. – disse Kaede.
Não adiantava esperar, as horas arrastavam-se e ele não chegava. Sua inquietação só passou quando viu os faróis de um carro se aproximando pela estrada. Correu para sala de espera, para vê-lo chegar.
Alguém bateu na porta, era 01h00min.
- Residência de Repouso Higurashi. – disse Maeda abrindo a porta.
Apesar do horário sempre estavam abertas as portas daquele lugar. Nunca se sabe quando alguém vai precisar.
- Olá senhora Higurashi. – Rin reconheceu imediatamente aquela voz. – Creio que este paciente seja seu. – disse a moça ajudando- o entrar.
- O que ele tem? – perguntou Maeda preocupada ajudando Sesshoumaru a sentar-se.
- Foi me procurar ontem à noite ardendo em febre, e ainda está, porque onde estou hospedada não há nada que pudesse oferecê-lo, na verdade nem sei como lhe dar com isso. A viagem foi longa para trazê-lo de volta. Mas se eu não sirvo para estar ao seu lado no amor, também não sirvo na dor. Não acha? – perguntou Kagura insensível. – Além do mais, esteve o tempo todo chamando por \'Rin\'. Creio que seja sua filha não é?
- Sim, é a minha Rin.
O coração de Rin parou alguns segundos, então ele chamara por ela, lembrara-se dela mesmo estando com outra? O que significava tudo aquilo.
Rin correu para sala, ajoelhando-se frente a ele.
- Sesshoumaru, por favor, fale comigo. – disse tocando seu rosto. – Está me escutando?
- Oh Rin, você está aqui. – disse ele levantando a cabeça, o rosto ardendo. – Fique comigo Rin.
- Pois bem. – disse a outra, a voz tomada de desprezo – Faça bom proveito dele, enquanto ainda pode. Enquanto ainda vive. – e foi embora.
- Venha senhor Tashio, vamos para sua cama. – disse Rin esforçando para ajudá-lo a subir as escadas. Maeda ajudou-a a deitá-lo na cama e foi buscar compressas de água e um analgésico para sua febre.
- Por que saiu desse modo, sabia que não estava bem. – perguntou Rin ajeitando o travesseiro sob a cabeça dele.
- Por que me deixou? – perguntou ele abrindo os olhos dourados e parecendo muito sóbrio apesar da febre alta.
- Eu... – Rin não se lembrava.
- Deixou-me para sair com seu namoradinho. – disse fechando novamente os olhos.
- Ele não é meu namorado, e por que foi procurar sua namorada? Por que correu de volta para ela?
- Ela não é mais minha namorada, eu precisava de ajuda, de um amigo. Ela era a mais próxima já que está passando as férias aqui perto. Eu precisava de cuidados, que não recebi aqui porque a pessoa que deveria estar cuidando de mim estava tomando sorvete com outro. – sua voz estava carregada de ciúme.
- E por que não procurou minha mãe? Minha tia? Não negamos cuidado a ninguém aqui. – ela estava de pé. – Como sabe onde eu estava?
- Por que eu queria você, caramba. E elas não são você. – disse ele como se fosse muito óbvio. – Eu sei de muitas coisas sobre você. E suas flores, seu jardim, seu riso, seu cheiro. – ele suspirou.
Ela emudeceu.
- Pronto aqui está. – disse Maeda entrando no quarto com tudo que fora buscar. Rin continuava parada. – Tome esse analgésico, vai fazê-lo sentisse melhor. Rin ajude-o a tirar os sapatos.
Rin tirou os sapatos de Sesshoumaru e cobriu-o. Maeda lhe aplicava compressas enquanto ela apenas olhava. Calada. Eram 02h10min quando a febre cedeu, Sesshoumaru parecia dormir, tranqüilo e elas deixaram o quarto.
- Que gritaria foi aquela lá em cima. – perguntou Maeda quando voltavam para casa.
- Verdades sendo ditas. – respondeu Rin pensativa. – Boa madrugada. – e foi dormir.
Quase não dormiu, na verdade, pensando em Sesshoumaru, nas coisas enigmáticas que ele dizia, no que ele lhe desperta e na dor que ele estava sentindo. Claro, que tudo poderia ser delírio da febre ou poderia ser real, e ele... Estaria amando ela? Rin sorriu, impossível. Não aquele Sesshoumaru.
Quando amanheceu cumpriu todas as suas obrigações com rapidez, queria saber como ele estava. Levou Sango a escola e na volta comprou o jornal em outro lugar. Não tinha como encarar Kohaku.
- Posso perguntar aonde vai com isso mocinha? – perguntou Maeda sorrindo.
- Vou levar o café do senhor Tashio. Ele já acordou?
- Eu passei por lá, mas não vi nenhum barulho resolvi não incomodar.
- Certo. Então deixa que eu faça isso. – disse ela fazendo uma cara travessa.
Rin subiu e bateu na porta, ele respondeu pedindo que entrasse.
- Vai acabar ficando mal acostumado conosco lhe trazendo as refeições na cama. – disse Rin pondo a bandeja diante dele.
- Bom dia Rin, na verdade não estou com fome.
- Eu não perguntei isso. Agora pode tratar de comer, ou não vai conseguir ficar de pé. Como se sente?
- Melhor a febre baixou, os meus remédios estão fazendo efeito. – ele começou a comer.
- Que tipos de remédios? – perguntou interessada sentando-se perto dele na cama.
- Uns entorpecentes.
- Não deveria tomar remédios sem orientação médica. Pretende morrer dormindo?
- Pode ser se você estiver ao meu lado Estou cansado de ter você somente nos meus sonhos. – ele olhava-a fixamente.
- Olha senhor Tashio, acho melhor que não fique me falando essas coisas. É errado brincar com os sentimentos dos outros. – disse ela séria, mesmo que por dentro estivesse derretida com as palavras dele.
- Acha que estou brincando com seus sentimentos? – perguntou ele ainda mais sério.
- Não tenho intenção de ser seu \'brinquedinho\'. Claro que um advogado rico e importante, tão conhecido não ia sair de Londres para casar-se com uma \'camponesazinha\'. – disse ela utilizando os termos empregados por Kagura.
- E se isso for verdade?
Ela virou-se para janela pensando na melhor resposta. Na verdade queria ganhar tempo, a cabeça estava a mil, turbilhão de sentimentos corriam em sua mente, veias e coração. Uma confusão que significava algo...
- Olhe para mim Rin. – ele estava de pé atrás dela, girou-a pela cintura e pôs um dedo em seu queixo erguendo-o. – E se este advogado aqui, fraco e doente. Estiver mesmo apaixonado por você?
Rin encarou seus olhos e fez uma prece silenciosa, então sentiu os lábios dele pressionados sobre os seus, seus dedos apertando sua cintura. Enquanto ela levou suas mãos aos cabelos dele e então, entregou-se.
Notas finais
Sesshyyyyyyyyyyy você é lindooooooooooo!
Opa desculpa meninaas...
viajei.
Obrigado por mais essas reviews.
E até a próxima....
Kissus
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