Tentazione
45 Capítulo 44 – the end
CAPÍTULO XLIV – THE END
Depois de ficar alguns minutos estático vendo aqueles homens armados até os dentes saírem para resgatar Bella, os tiros e a gritaria me trouxeram de volta aquela maldita realidade. Saí correndo em direção a casa sem me importar com o que acontecia ao meu redor, o meu único objetivo era chegar a minha mulher o mais rápido possível.
Passei pela porta da casa escancarada, que com certeza fora arrombada. Os homens de Demitri haviam conseguido conter a maioria dos capangas de Aro, ainda pode ver o corpo daquele desgraçado de relance, mas não parei para apreciar a vista, pois a gritaria e os barulhos vindos do segundo andar capitavam toda a minha atenção. Cheguei à porta do quarto a tempo de ver Riley e Embry escoltar um James transtornado, ele se debatia sem parar.
Assim que me viu ele parou e deu mais um dos seus sorrisos doentios. Avancei sobre ele lhe enchendo se socos, que iria mata-lo com as minhas próprias mãos. Varias mãos e braços tentavam nos separar, mas era uma missão quase impossível, pois eu tinha ódio puro correndo em minhas veias.
– Olha só quem chegou! Claro que atrasado como sempre, mas sempre me atrapalhando. O que você vai fazer agora? Vai me matar? É isso? – olhei para aquele ser desprezível com asco. Ele era o causador de todo o mal que estava acontecendo.
– Senhor, por favor, não faça nada que possa se arrepender depois. Esse homem tem muitas contas a acertar com a justiça, ele será preso sem direito a fiança e, ficará aguardando por julgamento lá – disse Peter a mim antes que pudesse responder as provocações de James.
Vi o medo cruzar pelo rosto de James. Para um homem vazio e mimado como ele a mera possibilidade de arcar com as consequências dos seus atos era impossível. Aquele filho da puta sempre teve o que quis, mas agora era diferente o seu amado dinheiro não o ajudaria, ele tinha ido longe de mais, finalmente James teria que pagar por todos os crimes que havia cometido.
– Como sempre você covardemente procurando a saída mais rápida não é seu merdinha? Tenho todos os motivos do mundo para te matar e livrar o mundo de um verme como você, mas isso seria muito pouco. Quero que você viva, aliais de depender de mim você viverá muitos anos dentro de uma cadeia imunda, privado de todo luxo e dinheiro que você tanto ama. Esse é o pior castigo que um filho da puta mimado como você merece. Saber que eu estarei aqui fora vivendo o melhor que o mundo pode oferecer ao lado de Isabella, desfrutando dos seus beijos, do seu corpo e do seu amor, enquanto você está lá trancado e definhando como um bicho asqueroso que é – cuspi essas palavras em sua cara. Eles puxaram o corpo de James pelas escadas, enquanto o mesmo ainda me amaldiçoava aos gritos.
– Demitri chame o helicóptero, precisamos tirá-la daqui o mais rápido possível – ouvi o pedido de Carlisle vindo de dentro do quarto.
Não sabia quando e como Carlisle e Charlie tinha conseguido chegar antes que eu no quarto, mas quando entrei me deparei com os dois ao lado da minha Bella. Meu sogro corria sua mão pelos cabelos da filha com tanto cuidado, que mesmo de longe a gente podia ver, enquanto meu pai parecia examina-la.
– Edward... Edward... Edward... – a voz fraca de Bella dizia meu nome sem parar. Minhas pernas voltaram a ganhar vida, obedecendo a seu chamado.
– Sou eu Bella, Edward, eu estou aqui com você e não vou mais sair – disse ajoelhado ao pé da cama. Eu tinha a mesma necessidade de Charlie de tocá-la, parecia que só assim nós poderíamos acreditar que ela finalmente tinha voltado pra gente. Minha Lolita esta pálida e gelada, parecia não estar totalmente consciente. Ela estava deitada de lado e abraçava sua barriga, como se a estivesse protegendo – Você está segura meu amor, você e o nosso bebê.
– Edward... você veio me buscar, sabia que você viria. – disse Bella abrindo os olhos e me fitando com aquele seu olhar amoroso, mas dessa vez havia algo a mais ali e para me desespero reconheci o medo – Eu estava com tanto medo de não vê-lo novamente e nem de poder dizer que te amo, porque eu te amo Edward, quero que sempre se lembre disso...
– Bella não fale mais nada, vamos tirar você daqui e tudo ficará bem, daqui a pouco estaremos na nossa casa, eu você e o nosso bebê – disse deixando um rastro de beijos pelo seu rosto.
– James é louco Edward, ele quer machucar o nosso bebê, ele é capaz de tudo... eles mataram Paul e Sam na minha frente – minha Lolita chorava cada vez mais forte, agarrada a mim.
– Bella, por favor, sem grandes emoções ok. Você precisa tentar ficar o mais calma possível, nos vamos cuidar de você. Cuide dela, voltarei logo. – disse Carlisle. Meu pai se levantou saindo do quarto, com certeza indo atrás de Demitri para saber a onde estava o caralho do helicóptero.
– Minha cabeça doí muito Edward e minha barriga também, estou com tanto medo pelo nosso bebê. Eu não posso perdê-lo, por favor, não me deixe perdê-lo – ela dizia chorando.
Abracei seu corpo com todo amor e cuidado do mundo. Meus olhos encontraram os de Charlie, meu sogro chorava silenciosamente ao lado da filha a vendo sofre daquele jeito. Pela primeira vez eu consegui entender a dimensão da sua dor, pois eu agora também era um pai que tinha seu filho ali correndo risco, sem poder fazer nada.
– O helicóptero chegou me ajudem a levá-la, com cuidado, por favor. – disse Carlisle. Quando Emmett tocou Bella, ela simplesmente se desesperou, e começo a gritar.
– NÃO! NÃO! ME SOLTA! EDWARD NÃO DEIXE ELES ME LEVAREM! ELES VÃO MATAR O NOSSO BEBÊ! NÃO, POR FAVOR, ME SOLTA – Bella gritava a agarrada ao meu pescoço. Seu desespero era que senti suas unhas marcarem o meu pescoço.
– Calma Bella, ninguém vai tocá-la. Shhhh... minha Lolita não precisa ter medo, ninguém vai machucar você ou o nosso bebê. Por favor, solte-a Emmett, eu a levarei – tomei Bella em meus braços e ela se aninhou em meu colo como uma criança amedrontada. Jasper e Emmett abriam caminho entre as pessoas até o helicóptero, Bella se encolhia em meus braços toda vez que ouvia vozes, eu sentia seu corpo tremer. Eu ficava repetindo em seu ouvido sem para: – Calma meu amor, você está segura, ninguém mais vai te tirar de mim.
Aterrissamos no heliporto do hospital alguns minutos depois, já havia uma maca com uma equipe médica no local, pude reconhecer a Dra. Zafrina no meio daquelas pessoas. Como Bella dormiu durante o voo ela não ofereceu resistência na hora de transporta-la para maca. Uma vez que eles deitaram ali, correram a levando pra longe de mim. Eu estava vazio de novo.
Charlie, Emmett, Jasper e eu seguimos em silêncio absolutos para uma sala a onde receberíamos notícias sobre o estado de Bella, pelo menos foi isso que Carlisle me prometeu antes de sair atrás da Dra. Zafrina. Sentei em uma cadeira e aguardei, segundos tortuosos, viram minutos que viraram malditas horas, mas ninguém vinha me dizer nada.
Tinha meus cotovelos apoiados em minhas pernas, minhas mãos seguravam meus cabelos com força, a qualquer barulho eu pulava pensando que fosse alguém com notícias. Ouvi o clicar de soltas no corredor, levantei a cabeça e vi Esme e Renee correndo em nossa direção.
– Oh Charlie graças a Deus você a encontrou! Onde está minha menina? Eu preciso vê-la. – perguntou Renee nos braços do marido.
– Calma minha querida, Bella ainda está sendo atendida... – disse Charlie com a voz derrotada.
– O que você está me escondendo Charlie? Porque Bella ainda está sendo atendia? Ela está machucada? Não me esconda nada, preciso saber o que está acontecendo com a minha filha e o meu neto – exigiu Renee.
– Eu não sei Renee, ninguém nos disse nada desde que chegamos aqui. Todo o que sei é que ela estava pálida e fria, com tanto medo... a nossa minha menina estava apavorada – disse Charlie com a voz quebrada pelo choro.
– Ela vai ficar bem meu querido, nossa filha é forte, ela já enfrentou situações difíceis antes ela vai superar isso também – disse Renee abraçando forte o marido. Jasper se juntou há eles segundos depois, e os três ficaram ali abraços dando força um ao outro.
– Edward você está machucado meu filho? – ouvi sem entender a pergunta da minha mãe.
– O quê?
– Suas roupas estão manchadas de sangue – olhei para minhas roupas querendo entender do que Esme falava, e só assim me dei conta a minha blusa branca tinha uma mancha enorme de sangue. Comecei a tremer sentindo o medo e o choro tomar conta de mim. – Edward, você está machucado?
– Não é meu... esse sangue não é meu... esse sangue é de Bella – disse finalmente – Ela estava sangrando e eu nem percebi, que merda de marido que eu sou?
– Para com isso Edward, você fez tudo o que foi possível – balancei a cabeça negando as palavras de Emmett – Sabe por que você não viu que ela estava sangrando? Porque você lá ao seu lado e deu a Bella o que ela mais precisava naquele momento, que é aliais o que você sempre dá a ela, o seu amor e carinho, meu irmão. Não consigo imaginar o que você está sentindo agora, porque se fosse a minha Rose e o meu Pietro lá dentro eu também estaria aqui surtando, mas de uma coisa tenho certeza Bella sabe que você sempre esteve e sempre estará ao seu lado para tudo, fazendo tudo o que ela e bebê de vocês precisam.
Olhei para o meu irmão vendo não a eterna criança brincalhona mais vi o meu irmão que tinha me apoiado esse tempo todo. Emmett esteve ao meu lado como uma rocha desde primeiro momento, às vezes em silêncio, me oferecendo apenas sua presença, para que eu não me sentisse sozinho.
– Obrigado meu irmão – disse o abraçando.
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POV BELLA
Minha cabeça latejava de dor, era quase insuportável, apesar do terrível pesadelo que tive essa noite, mantive meus olhos fechados aproveitando do calor e do conforto da minha cama. As imagens de carros, sons de tiros ainda estavam vivas em minha mente, era como se realmente aquilo tivesse mesmo acontecido. Senti dedos correm pelo meu rosto.
– Uhh... Edward?!? Edward ?!? – chamei pela única pessoa que conseguiria me fazer esquecer não só daquela bendita dor de cabeça, também daquele terrível pesadelo – Edward?!?
– Shhh... minha bonequinha! Você está segura agora, estou aqui ao seu lado e nada mais vai nos separar – Não, isso não podia estar realmente acontecendo. Meu corpo estremeceu e medo e repulsa, abri meus olhos e encontrei James deitado ao meu lado. – Calma meu amor, sei que aqueles brutamontes do Aro lhe assustaram, mas foi um mal necessário, como as pessoas gostam de dizer, afinal agora que você está livre de todos aqueles que querem nos afastar, finalmente podemos ser felizes juntos.
Não sabia o que sentir, havia a tristeza e a culpa por saber que Sam e Paul realmente estavam mortos e de que a culpa disso era minha, ou melhor, a culpa era desse verme lunático a minha frente, tinha a dor que aumentava a cada segundo, eu sentia um frio tomar meu corpo e os dedos das minhas mãos e pés estavam dormentes, mas mais forte do isso havia o medo, o medo de nunca ver Edward ou minha família e meu pelo meu bebê.
– James... por favor... eu quero ir para casa... por favor – supliquei tentando trazê-lo de volta a realidade, talvez ele percebesse a loucura que estava fazendo – Não estou me sentido bem... por favor, me leva pra casa...
– Bella você está em casa, eu sou tudo o que você precisa meu amor – quase vomitei ao sentir sua caricia asquerosa pelo meu rosto.
– Tudo o que eu preciso é sair daqui e voltar pra minha família e pro meu marido – disse com ódio, tentando me afastar o máximo dele.
– NÃO, VOCÊ É MINHA! Você está confusa com todas as mentiras que aquelas malditas pessoas inventaram. Mas não têm problema, porque vamos embora, e quando formos apenas nós dois, você verá o quanto eu te amo e se lembrará de que me ama de volta.
– Você está louco James! Isso nunca vai acontecer, porque eu amo somente o Edwar... – seus gritos me assustaram ainda mais. Eu não tinha nem tempo e nem paciência mais com aquele louco. A dor de cabeça havia aumentado minha visão já estava turva eu precisava fazê-lo voltar à realidade agora.
– CHEGA BELLA! Você está proibida de pronunciar o nome daquele filho da puta, ouviu bem. PROIBIDA! Basta todo esse tempo que tive que esperar por você sabendo que estava ao lado do maldito Cullen. Não minha bonequinha, você não precisa sentir medo, tudo o que eu quero e a sua felicidade, e você só pode ser feliz ao meu lado!
– James, eu não me sinto bem, minha cabeça doí muito. Preciso de um médico agora, por favor! – me encolhi ainda mais protegendo minha barriga. A voz de James ia ficando cada vez mais longe, enquanto meu corpo parecia ficar cada vez mais pesado.
– Não se preocupe meu amor, vou resolver tudo. Logo, logo eu exterminarei qualquer vestígio do Cullen das nossas vidas, e ai seremos somente nós dois, como sempre deveria ter sido – fechei meus olhos com força e simplesmente chorei. Ele ia matar o meu bebê, era isso que aquele lunático quis dizer com aquelas malditas palavras.
– Senhor James? O senhor Aro o pede sua presença do escritório – a voz de Marcus me trouxe mais uma onda de enjoo. Como aquele traidor tinha coragem de fazer isso com a minha família, afinal ele me viu crescer. A maldade de seres humanos como aqueles dos exemplares ainda me surpreendiam.
– Descanse meu amor, vou providenciar tudo para a nossa partida, ok?! – seus lábios tocaram os meus, mesmo que o gesto sendo rápido, eu me senti imunda e contaminada – Não se preocupe, voltarei logo.
Quando ouvi a porta do quarto fechar, abri meus olhos com dificuldade tentando descobrir onde eu estava. Olhei em volta e vi um quarto grande e luxuoso, ricamente decorado, não consegui me lembrar de já ter estado ali antes. Sem ter forças para explorar o local, eu simplesmente me encolhi e rezei. A dor no meio abdome aumentava, e o medo de perder o meu bebê também.
Não sei quanto tempo se passou até que comecei a ouvir barulhos de tiros de vozes ficando cada vez mais altas. A porta do quarto se abriu e James entrou por ela com um semblante tresloucado e uma arma na mão.
– Vamos minha bonequinha temos que ir embora daqui – ele dizia me puxando, mais eu não tinha mais forças – MERDA ISABELLA VAMOS EMBORA!
– Não consigo, estou com muita dor. Por favor, me ajuda, eu preciso de um médic...
– PARADO! LARGUE ESSA ARMA E SE AFASTE DA MOÇA! AGORA! – ordenou homem apontado uma arma em direção a James. Tudo estava confuso e misturado, eu já não conseguia acompanhar o que estava acontecendo ao meu redor – Vamos filho da puta de afaste da moça agora!
– Calma amigo! Eu tenho muito dinheiro, posso te fazer um homem extremamente rico e poderoso, tudo o que você tem que fazer é ajudar a escapar com a minha mulher daqui – não, por favor, não faça isso era o que eu queria gritar.
– Quero que você e todo esse seu dinheiro imundo vão pro quintos dos infernos. Você seu riquinho de merda vai pagar muito caro por ter tirado a vida de Paul e Sam – disse o homem com ódio.
Instantes depois outros homens entraram no quarto, ainda podia ouvir a gritaria de James e outras vozes ao meu redor. Queria me levantar e pedir ajuda, eu precisava que me levassem de volta para Edward, ele poderia salvar o nosso bebê.
– Bella?!? Bella sou eu Carlisle. Estou aqui pra te ajudar minha queria. Me diga o que está sentindo??? – eu podia ouvir a voz de Carlisle, mas já não sabia mais se era alucinação ou não.
– Edward... Edward... Edward... – eu repetia sem parar, enquanto sentia um toque quente e carinho nos meu rosto e cabelos, que me lembravam dos meus tempos de criança quando Charlie ficava ao meu lado depois de pesadelos.
– Demitri chame o helicóptero, precisamos tirá-la daqui o mais rápido possível – pareceu Carlisle falando, enquanto eu continuava a chamar pelo meu marido.
– Sou eu Bella, Edward, eu estou aqui com você e não vou mais sair – finalmente meus pedidos foram atendidos, eu não só podia ouvir Edward mais também podia senti-lo – Você está segura meu amor, você e o nosso bebê.
– Edward... você veio me buscar, sabia que você viria. – disse abrindo meus olhos e fitando meu lindo marido. Parecia que tinha se passado tanto tempo desde última vez que o vi, mas ele continuava lindo. Eu tinha tanta coisa pra dizer a ele. Tive medo que não tivéssemos tempo, então resolvi então lhe dizer a mais importante de todas – Eu estava com tanto medo de não vê-lo novamente e nem de poder dizer que te amo, porque eu te amo Edward, quero que sempre se lembre disso...
– Bella não fale mais nada, vamos tirar você daqui e tudo ficará bem, daqui a pouco estaremos na nossa casa, eu você e o nosso bebê – sentir seus beijos era o paraíso, era muito fácil esquecer de tudo o que estava acontecendo e simplesmente me entregar aquelas sensações, mas eu não podia fazer isso agora eu tinha que proteger as pessoas que eu amo. O louco do James estava à solta ele podia voltar e machucar mais alguém.
– James é louco Edward, ele quer machucar o nosso bebê, ele é capaz de tudo... eles mataram Paul e Sam na minha frente...
– Bella, por favor, sem grandes emoções ok. Você precisa tentar ficar o mais calma possível, nos vamos cuidar de você. Cuide dela, voltarei logo. – Carlisle tentava me acalmar, mas o que eles não percebiam era que todos ali estavam em perigo, principalmente o meu bebê.
– Minha cabeça doí muito Edward e minha barriga também, estou com tanto medo pelo nosso bebê. Eu não posso perdê-lo, por favor, não me deixe perdê-lo – o choro veio forte depois que senti Edward me abraçar.
Senti mãos diferentes me tocar, o medo de que aquilo fosse um sonho e que eu poderia acordar ao lado de James outra vez, morreria se isso acontecesse.
– NÃO! NÃO! ME SOLTA! EDWARD NÃO DEIXE ELES ME LEVAREM! ELES VÃO MATAR O NOSSO BEBÊ! NÃO, POR FAVOR, ME SOLTA – me agarrei a Edward com toda força que me restava, me tranquilizei quando senti o calor do seu corpo me envolver.
Eu tinha chegado ao meu limite, à dor tomado conta de todo o meu corpo, não havia mais como lutar contra ela. Fechei meus olhos e embalada pela voz de Edward sussurrando doces palavras em meu ouvido que eu finalmente me entreguei à escuridão.
– Calma meu amor, você está segura, ninguém mais vai te tirar de mim...
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As horas corriam e continuávamos sem notícias sobre o estado de Bella e do nosso bebê. Os telefones não paravam de tocar, amigos e parentes ligavam em busca de informação. Claro que as mais ansiosas eram Alice, Rose e Sue, as duas primeiras não estavam aqui por causa das crianças. Os Swans eram um trio sólido, eles estavam sentados e de mãos dadas. Esme e Emmett estavam nos dando todo o suporte necessário, como copos de água, café ou apenas palavras de conforto. Eu já estava surtando com toda aquela espera quando uma porta se abre e por ela passar Carlisle.
Meu pai trajava um uniforme verde de hospital, e caminhava lentamente em nossa direção, ele tinha uma expressão cansada, mas foram os seus olhos vermelhos que chamaram minha atenção. Ver nos olhos do meu pai uma dor e um imenso pesar me deu certeza que as notícias não seriam boas. Meu coração parecia que já não batia mais, do mesmo modo que o ar não entrava mais em meus pulmões. Adiantei-me a ele e disse:
– Papai?
– Eu sinto muito meu filho...
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