Tentazione
46 Capítulo 45 – Sweet and bitter memories
Notas iniciais
CAPÍTULO XLV – SWEET AND BITTER MEMORIES
– Papai?
– Eu sinto muito meu filho... – disse Carlisle com lágrimas já correndo pelo seu rosto – Edward eu sinto tanto meu filho... Nada pode ser feito... o estado que Bella chegou ao hospital era praticamente irreversível... Sinto tanto...
– O quê você... o que você está dizendo? – não conseguia formar frases direito ou até mesmo raciocinar com clareza, e nem sabia se realmente queria saber o que estava acontecendo. Não havia como ter esperança depois de Carlisle dizer aquelas malditas palavras que estavam estampadas em seu rosto.
– Bella perdeu o bebê... – disse ele finalmente. Vozes e gritos tomaram conta do corredor do hospital, mas em meus ouvidos tudo o que ressonava eram aquelas palavras Bella perdeu o bebê..., Bella perdeu o bebê... Bella perdeu o bebê...
– Não, você está enganado. Isso não pode estar certo, se Bella ouvir você falar uma asneira dessas, pode ficar estressada e passar mal. Ela e o bebê...
– Edward, por favor, me escute! Eu não estou enganado. Depois de tudo o que aconteceu a pressão de Bella subiu muito e o bebê não resistiu...
– NÃO! VOCÊ NÃO SABE O QUE ESTÁ FALANDO! Bella está grávida, nosso bebê está lá vivo dentro dela...
– Sinto muito meu filho... Sinto muito... – respeita Carlisle abraçado a mim. Seus braços me mantinham em um cerco apertado como se quisesse que suas palavras penetrassem em mim.
As lembranças amargas daqueles acontecimentos continuavam se repetindo em minha cabeça, mesmo agora tanto tempo depois, elas ainda eram meio embaçadas. Lembro-me de Charlie e Renne abraçados se reconfortando, de um Emmett com o rosto casado e olhos vermelhos ligar e avisar para algumas pessoas, enquanto eu continuava sentado naquele maldito corredor esperando que alguém me disse-se que tudo aquilo era apenas um triste engano, mas não foi o que aconteceu.
Dra. Zafrina veio mais tarde confirmar e explicar o tinha acontecido. Em meio a palavras esquisitas e termos médico, ela disse que por Bella ser uma pessoa hipertensa o aborto já era uma possibilidade real, o que apenas havia se agravado com todo o estresse que ela sofreu. Que apesar da perda do nosso bebê, ela estava bem, sua pressão ainda era um problema, pois estava muita alta e esse aumento da pressão pode danificar os órgãos e tecidos do organismo, além de fazer com que o sangue não possa executar suas funções. E ainda, pode romper as artérias mais frágeis, causando hemorragias. Quando isso ocorre nas artérias do cérebro acontece o que se chama Acidente Vascular Cerebral – AVC, por isso ela estava sedada e continuaria assim por algum tempo.
Eu ainda tentava absorver tudo o que acontecia ao meu redor, como eu diria a Bella que o nosso bebê não existia mais? Como eu poderia dizer uma coisa dessas sem fazê-la sofre ainda mais? Eram perguntas como essa que giravam em minha cabeça.
– Edward você devia aproveitar esse tempo e ir para pra casa tentar descansar um pouco – disse Jasper.
– Não, eu vou ficar com a minha mulher – falei de forma firme, sem deixar margens para discussões a se assunto. Eu não deixaria Bella de novo.
– Ok! Entendo que não queira deixa-la nesse momento, mas pelo menos aproveite esse tempo para pensar e descansar. Temos que estar fortalecidos quando Bella acordar, ela precisará de todos nos ao seu lado, mas principalmente de você. Então quero que você saiba que eu estarei aqui por você para qualquer coisa que precisar – ouvi as palavras de Jasper, sem realmente absorve-las, e então dividi com ele a minha maior preocupação no momento.
– Obrigado Jasper sei que posso contar com toda a nossa família. Mas tudo que eu tenho na minha mente agora é de como vou dizer a Bella que nosso bebê não está mais aqui. Como você diz pra mulher que você ama, que aquela miniatura nossa que ela tinha dentro de si e, que já amava tanto já não existe mais. – esperei pela resposta de Jasper. Meu cunhado era um dos homens mais calmos e inteligentes que conhecia, se existia alguém que poderia me ajudar era Jasper Swan.
– Eu não sei. – disse derrotado. Depois disso, nós dois simplesmente continuamos sentados uma ao lado do outro.
As horas continuavam correndo, pessoas iam e viam, sempre muito solicitas. Em algum momento lembro-me de sentir os braços pequenos de uma Alice muito emocionada ao meu redor, ela não falou nada apenas me abraçou chorando muito. Rose e Sue também vieram ao hospital pouco antes de ser permitida a minha entrada no quarto de Bella. A medicação já estava sendo diminuída e agora era aguardar Bella acordar, sua pressão estava mais controlada e ela foi transferida para um quarto. Me mantive ao seu lado em total silêncio, apenas segurando sua mão, aguardando minha Lolita voltar pra mim.
Não sabia exatamente que horas eram ou mesmo em que dia estávamos sinceramente não fazia ideia de quanto tempo já havia se passado. Eu me mexia de maneira totalmente robótica, fazia tudo sem questionar, trocando de roupa quando me foi solicitado, comendo o que quer que eles coloquem na minha frente, a minha única recusa era quando alguém sugeria que eu fosse pra casa.
Continuei olhando para minha Bella, ela tinha o rosto pálido e sua aparência muito frágil, deixava claro por tudo o que minha Lolita tinha passado. Depois de tantos entra e saí daquele quarto, finalmente estávamos a sós. Eu estava sentado em uma poltrona ao lado de sua cama, quando vi Bella mexer os olhos dando sinal que estava acordando, ela abriu seus olhos devagar, trouxe meu corpo para seu campo de visão e segurei sua mão, não queria nunca mais que ela se sentisse sozinha ou desprotegida.
– Bella... – minha voz saiu em um sussurro por todos os sentimentos misturados que corriam dentro de mim. Seus olhos encontraram o meu e em uma conversa muda, nenhuma palavra foi trocada, ficamos ali apenas nos olhando, enquanto meus dedos percorriam lentamente seu rosto secando algumas lágrimas que não paravam de sair de seus lindos olhos – Por favor, não chore meu amor, eu estou com você agora.
– O nosso bebê... Perdi o nosso bebê Edward... – aquela não era uma pergunta, ela sabia e eu apenas acenei confirmando suas palavras. Bella segurou minha mão e fechou os olhos com força, toda a dor pela nossa perda esta ali em seu choro silencioso e a forma como ela se agarrava a mim.
Abracei seu corpo e beijei seu rosto esperando ela colocar pra fora tudo o que estava sentindo. Eu mesmo não conseguia enumerar os meus sentimentos. Havia raiva e a incompreensão do porque de ter passado por todo aquele inferno, havia dor por todas as nossas perdas, havia uma saudade imensa por todo tempo que ficamos separados, mais também felicidade e gratidão por tê-la novamente em meus braços. Em algum momento eu me deitei ao seu lado naquela cama estreita, tinha nossas testa coladas, enquanto meu braço cercava seu corpo sentindo os tremores causados pelo choro irem diminuindo.
– Sabe Edward eu acho que isso é o fim – ouvir aquelas palavras de Bella me fizeram tremer de medo. Eu tinha pensado na possibilidade que ela ficasse tão machucada por todo aquele terrível episódio que talvez em algum momento Bella simplesmente desistisse de nós.
– Com assim? – perguntei com verdadeiro temor pelo que vinha a seguir.
– Quando era pequena minha ideia de felicidade era viver literalmente um conto de fada. Sabe aquele onde a princesa encontra seu príncipe encantado, eles se apaixonam imediatamente e vivem felizes para sempre. Nos livros e nos filmes da Disney não há pessoas ruins que matam e ferem sem se importar com nada, eles só descrevem a felicidade e o amor, nunca a dor da perda. A maneira que nos conhecemos, o amor intenso e quase instantâneo que sentimos, o nosso casamento e logo depois nosso bebê, só concretizaram que eu realmente vivia um verdadeiro conto de fadas. Mas hoje depois de tudo pelo que passei eu finalmente que esse é o fim desse pensamento infantil.
– Bella olhe pra mim, me mata saber pelo que você passou e que nada pode fazer para impedir, que infelizmente não temos mais nosso bebê aqui, mas não quero que você desista dos seus sonhos, eu estou aqui para torna-los realidade esse meu amor é o meu trabalho – disse olhando em seus olhos. Bella procurou minha boca e me deu mais um delicioso beijo.
– Eu sei meu amor, e é por isso que não preciso mais sonhar com contos de fadas, porque mesmo a realidade sendo dolorosamente dura como agora você a transforma sempre em algo melhor. Quando acordei me senti vazia, de alguma maneira eu sabia que tinha perdido o nosso bebê, mais bastou olhar para você tão cheio de amor e forte ao meu lado que me deu certeza que nada é insuperável, nem essa terrível dor e vazio que estou sentindo agora. Você Edward é minha melhor realidade, eu não trocaria isso por nenhum conto de fadas.
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Chegar a nossa casa depois de um dia de trabalho cansativo e estressante era com certeza o ponto alto do meu dia. Principalmente por saber que assim que passar pela porta encontrarei minha Bella esperando por mim, isso fazia valer a pena aguentar tantas ligações e todas aquelas reuniões intermináveis.
– Bella! Beelllaaa! – gritei deixando minha pasta na sala e partindo ao seu encontro.
– Aqui na cozinha! – sorri indo na direção do seu lugar favorito da casa, claro que ela estava lá. Minha Lolita adorava passar seu tempo na cozinha com Sue, era comum encontrá-las entre sorrisos e conversas animadas. Mas hoje era apenas Bella usado mais uma das minhas camisetas que ela simplesmente adorava vestir quando estava em casa.
– Oi meu amor, como foi seu dia? – Bella me pergunta sorrindo depois de me receber com mais um dos seus beijos deliciosos, agora sim realmente estou em casa, à sensação de lar vinha todos os dias ao tocar minha Lolita.
– Movimentado, mas vendo o quanto você está ocupada aqui, acho até que foi bem tranquilo – falei olhando a bancada da cozinha cheia de fornadas de cookies, cupcakes e tortas – O que é isso tudo? Síndrome de Buddy Valastro? Eu sabia que ver todos aqueles episódios daqueles bolos malucos do Cake Boss não te faria bem.
– Não é nada disso seu bobo e, deixe meu programa favorito em paz – ela disse sorrindo – Bem como você deve estar sabendo nos vamos ter um bebê...
– Acho que ouvi alguma coisa sobre isso – a interrompi todo orgulhoso, deixando beijos em seu pescoço.
– Como eu ia dizendo, vamos ter um filho e quero ser a melhor mãe do mundo para o nosso bebê, por isso estou testando umas receitas, porque também tenho que ser capaz de fazer as melhores guloseimas, assim não só nosso filho, mas nossos netos também dirão que não há nada melhor do que os cookies do que os meus – minha Lolita sempre deixava transparecer o imenso amor que ela já sentia pelo nosso filho.
– Querida, você não acha que é muito cedo para pensar em netos? Afinal nosso bebezinho ainda está aqui dentro – disse a abraçando por trás, tocando sua barriga.
– Talvez seja, mas esse bebê e só o começo da nossa família Edward, e pra mim é quase impossível não ficar animada com o nosso futuro juntos – ela me disse com aqueles lindos olhos verdes brilhantes.
– Você tem toda razão – foi tudo o que consegui dizer ao ver tanto amor nos olhos da minha menina.
– Claro que tenho razão, aliais eu sempre tenho razão, é bom que aceite logo este fato, vai evitar muitas brigas ao logo dos anos, porque nos vamos viver muitos anos juntos. Você Edward Cullen está condenado a viver ao meu lado para sempre! – segurei seu rosto com carinho e olhei em seus olhos para que ela visse neles toda a veracidade das minhas palavras.
– Graças a Deus por isso, porque não desejo viver um segundo sem você ao meu lado – então a beijei.
Olhei para nossa cozinha, a mesma cozinha que tinha sido cenário dessa e tantas outras lembranças me trazia tanta dor, que chegava a ser realmente física. Essa era a mesma dor de entrar no nosso apartamento, não movido pela euforia, mas pela a apatia de saber que Bella não estaria aqui. Uma dor mais intensa do que a que vinha sentindo desde que soube do desaparecimento da minha Lolita. Depois de ouvir de Jasper tudo o que aconteceu, e sentir a sua angustia do relato da batida do carro, a descrição dos gritos de Bella e dos seguranças, até ele finalmente chegar à parte dos tiros, para finalmente ter minha Lolita de volta aos meus braços, mesmo que por um curto espaço de tempo.
Arrastei meus pés pelo apartamento, tocando alguns vasos de flores e porta-retratos que tinham sido escolhidos por Bella. Ela tinha marcado cada canto daquele lugar, era só fechar os olhos para vê-la deitada no sofá lendo um livro, ou ouvir sua deliciosa risada ecoar por todo o apartamento. Fui em direção ao escritório, me servi de uma bebida qualquer e sentei na minha cadeira fechando os olhos.
– Edward! Não acredito que você ainda está ai preso atrás dessa bendita mesa, enquanto estou lá em cima te esperando – o tom aborrecido da voz de Bella quebrou mina concentração. Minha Lolita estava de pé na porta do escritório com as mãos na sua cintura diminuta, com o seu famoso olhar de gatinha raivosa.
O nosso escritório tinha pego um caso difícil que estava exigindo mais de mim. Além das horas ininterruptas de trabalho no escritório, hoje tive que trazer uma papelada importante que precisava da minha atenção para analisar em casa, o que tinha deixado Bella chateada. Ela se conformou um pouco depois de algumas promessas minhas de que não demoraria a encontrá-la no nosso quarto, o que tinha sido há mais de duas horas atrás, foi o que constatei olhando o relógio do computador.
– Bella... – disse atordoado pela visão da minha mulher vestido mais uma das suas malditas camisolas sexy que faziam minha cabeça latejar, as duas aliais. Fechei os olhos tentando me concentrar no motivo de estar aqui trabalho e não aproveitando cada pedaço delicioso daquele corpo – Me desculpa se te fiz esperar, mas esse caso é importante, tenho que analisar esses papéis para reunião de amanhã. Vá para cama eu te encontrarei daqui lá daqui a pouco.
– Você já disse isso há duas horas, mas continua ai trabalhando. Isso não faz bem Edward, você não jantou direito para correr para esses papéis, tenho certeza que hoje não deve ter se alimentado direito. Venha descansar comigo? – me pediu manhosamente. Bella acompanhava de perto cada aspecto da minha vida. Estava sempre se preocupando com minha alimentação, saúde, descanso e diversão ela não deixava passar nada. Era incrível ter alguém assim em sua vida. Um calor gostoso tomava meu corpo pela sensação de zelo da minha mulher.
– Odeio declinar um dos seus convites, e logo um tão tentador como esse, mas preciso terminar isso aqui. – disse voltando minha atenção aqueles fodidos documentos, rezando que Bella voltasse para o quarto, porque mais um minuto com ela no meu escritório, me fariam esquecer o que diabos estava fazendo ali.
– Ok eu entendo! – pela carinha sapeca que Bella estava fazendo agora, tinha certeza que ela estava aprontando alguma coisa – Só acho uma pena que logo hoje que a noite está tão quente, você trouxe todo esse trabalho pra casa. Mas não se preocupe pode continuar com todos os seus papéis importantes, que eu vou estar lá em cima tomando um longo banho de banheira, talvez isso abaixe um pouco a temperatura do meu corpo.
Acompanhei com os olhos aquela diabinha provocadora subir as escadas rebolando que me deixou de queixo caído. Aquela mulher ainda seria a ruína dos meus negócios, mais quem diabos se importava, bem pelo menos eu e o Sr. Cullen que já estava babando só por ver a polpinha daquele belo traseiro. Deixei toda aquela merda pra traz e segui minha Lolita como um cãozinho obediente.
– Ahh minha safadinha, vou te provar que só eu posso acabar com esse seu fogo – disse dando uma palma na sua doce bundinha. Bella gargalhava, enquanto a levava para o nosso quarto, presa no meu ombro.
A bebida desceu amarga pela minha garganta, me despertando daquelas doces lembranças. Toda aquela paz e felicidade pareciam estar em um passado tão distante, elas eram tão diferentes da minha atual realidade, mas elas eram todo o que tinha me haviam restado, era o que me sustentada de pé, as minhas doces lembranças.
Esvaziei o copo sem dificuldade, peguei a garrafa sabendo que logo iria reabastecer meu copo e saí do escritório. Parei no meio da sala e olhei em volta, não sabendo aonde ir, estava perdido dentre da minha própria casa. Subi as escadas sentindo um peso enorme não só sobre meus ombros mais também sobre meu peito. Parecia que a gravidade aumenta cada vez mais sobre mim cada maldita notícia que vinha daquela sala se cirurgia.
Inconscientemente meus pés tomaram um rumo muito conhecido. Parei diante da porta do quarto do nosso bebê, empurrei a maçaneta devagar e acendi a luz. Meus olhos percorrera cada canto daquele quarto que ainda não estava devidamente decorado porque ainda não sabíamos o sexo do bebê, mas já estava abarrotado de coisas. Sobre a cama havia algumas roupinhas e sapatos, eu sabia muito bem o porquê delas estarem ali. Minha Lolita nunca se cansava de vê-las.
– O que você tanto olha com esse sorriso lindo nos lábios? – perguntei ao entrar no quarto do nosso bebê. Bella estava sentada no meio da cama rodeada de miniaturas de roupas e sapatos, com um sorriso de tirar o fôlego.
– Estou admirando as coisas que comprei hoje pro nosso bebê. Sei que eu devia afinal não sabemos ainda se é menino ou menina, mas olhei esses macacõezinhos na vitrine não pude me conter – disse Bella me mostrando orgulhosa suas compras, no meio de alguns sapatinhos e babadores, tinham três lindas miniaturas de roupas – Você pode visualizar o nosso bebezinho aqui dentro?
Meus dedos sentiram aquela incrível macieis ao tocá-los, a sensação era indescritível, naquele momento tão simples fez com que o nosso bebê fosse mais real. Realmente eu podia facilmente ver uma miniatura minha e de Bella vestindo aquele fofo e delicado macacãozinho. Eu seria pai, eu amaria, na verdade eu já amava aquela pequena miniatura dentro da minha Lolita com loucura...
– Edward? Meu filho o que você faz ai? – a voz de Esme me trouxe de volta de mais uma das minhas doces lembranças. Atordoado, olhei ao redor e vi que estava no chão do quarto e em minhas mãos estava um daqueles pequenos macacões – Vamos ficar aqui agora não lhe fará bem. Vá tomar um banho e descansar um pouco, afinal foram tantos dias dentro daquele hospital, ainda bem que Bella finalmente te convenceu a vir pra casa.
– Mãe... – foi tudo o que consegui dizer antes de deixar todo àquele enorme peso sobre os meus ombros e peito finalmente sair. Entreguei-me a um choro lembrando tudo o que havia perdido em tão pouco tempo, de como o paraíso imaculado foi transforma do no inferno. Os braços quentes de Esme me cercaram como se ela estivesse tentando juntar todos os meus pedaços.
– Shhh... chore Edward... Não tente mais se fazer de forte. Sou apenas eu e você, aqui você não precisa ser essa fortaleza que vem demonstrando ser por sua mulher... Aqui você pode simplesmente chorar a perda do seu filho. Chore tudo o que tem pra chorar agora, porque tenho certeza que toda essa tristeza vai ser apenas uma nuvem sobre nós que vai passar, pode ser clichê, mas nada vence o amor, principalmente um amor tão forte como o seu e o da Bella. – e com essas palavras eu me agarrei a ela chorando.
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