Notas iniciais
Mais um cap e agora com nosso casal mais engraçado e pitoresco XD Segurem o leme e vamo que vamo!

O Sol já havia deixado a parte mais alta do céu há algumas horas quando Camus deixou o convés do Vênus e com a discrição felina do predador profissional que era adentrou às dependências internas da embarcação em direção à cabine do comandante, a qual ficava na parte mais alta e por isso proporcionava uma vista panorâmica de toda a proa graças aos enormes vidros espelhados com os quais era revestida e que davam visão somente para quem estava do lado de dentro.

Durante o caminho todo até ali, irritado enquanto fumava o segundo cigarro, o aquariano pensava em dar uma boa lição em Afrodite, enquanto este, que já o esperava na cabine sentado em uma das três enormes poltronas de couro brancas que ficavam em frente à imensa mesa de comando, com as pernas cruzadas e esticadas sobre os monitores e sua infinidade de botões, segurava uma taça de champanhe na mão e olhava através do vidro a festança lá embaixo.

Peixes adorava proporcionar alegria às pessoas que amava, e ver os amigos ali, comendo, bebendo, sorrindo e brincando, já era motivo de sobra para saber que tinha feito a coisa certa, afinal a vida de cavaleiros, amazonas e profissionais do sexo era dura e recheada de adversidades, e toda oportunidade de se esquecer um pouquinho dela era válida, ainda que isso significasse magoar a pessoa que mais amava.

— Minha deusa, qual será o equê dessa vez? — resmungou para si mesmo enquanto olhava ao longe Hyoga que se divertia na cascata da piscina nos ombros de Aldebaran — A lôca diz que eu podia fazer uma festa e chamar quem eu quisesse e ai fica bicuda?... Será que foi porque chamei o Polly? Mas o Polly é meu amigo! Que inferno!... Depois a bicha chiliquenta sou eu, né Camus?... Só me faltava ser isso! Ah, mas se for eu mesmo vou dar uns tapa na sua cara sardenta, Camus, e agora é por querer! Para você largar de ser besta... Seu viado maluco... gostoso... delícia... ai que calor! — suspirou dando um gole no champanhe.

Por mais irritado que estivesse não conseguia ficar com raiva de Camus.

Fosse em outros tempos teria transado com quase todos aqueles gogo boys sarados que contratara, mas agora não encontrava neles nada que pudesse lhe despertar algum interesse, já que não tinham o cheiro, a voz, as minúsculas sardas em tom de cobre vivo salpicadas no rosto sério, não tinham os olhos incríveis de um tom de avelã único no mundo, nem os cabelos mais macios que suas mãos já tocara, tampouco aquela bunda perfeitamente redonda e enorme. Não. Nenhum homem ali, nem no mundo inteiro, quiçá até no outro mundo, chegava aos pés do seu ruivo.

Piscou os olhos vagarosamente soltando outro suspiro longo, então nessa hora ouviu o ruído do trinco da porta da cabine sendo destrancado. Girou a cadeira para ficar frente à frente com ele.

Encarando o sueco com ar de poucos amigos, Camus adentrou a cabine trancando a porta atrás de si. Estava tão irritado que precisava tragar fundo o cigarro para não avançar no pescoço do namorado e esgana-lo. Por isso sem dizer nada e ainda mantendo o silêncio desconfortável entre eles, levou o cigarro aos lábios e deu uma última tragada antes de apaga-lo em um cinzeiro próximo.

— Por que me chamou aqui? — finalmente quebrou o silêncio ao cruzar os braços e se encostar em uma das cabines de comando — Se pretende fazer mais alguma surpresa ridícula e vexatória, ou mais alguma chacota, dispenso!

Peixes estreitou os olhos confuso. Analisou por breves segundos o que tinha acabado de ouvir e levantando-se da cadeira caminhou vagarosamente até ele. Em uma situação normal o abraçaria e o beijaria matando a vontade daqueles lábios que ansiou tocar com os seus desde que pisara naquela convés, mas tanto as palavras quanto a expressão sisuda de Camus deixavam claro que ele não estava receptivo.

— Surpresa ridícula? Chacota? — perguntou parando diante do aquariano — Não sei do que está falando nem qual é o equê dessa vez, mas chamei você aqui justamente para saber. Está escrito na sua testa que tem algo errado.

— Algo? Está tudo errado, Afrodite! — Camus respondeu massageando a ponte entre os olhos. Era incrível como Afrodite conseguia tira-lo do sério tão fácil — A começar por você gastar o meu dinheiro para me humilhar dentro do meu iate comparando o seu namorado, o Batman, a gigolôs ridículos de sunga, então você convida todo seu extenso histórico de amantes, e para finalizar vem a cereja do bolo: você convida a mim e ao meu filho para presenciar essa baixaria.

Afrodite arregalou os olhos verdadeiramente surpreso.

— Mas que me façam um peeling facial com o sangue fervente do Estige!... Então é por isso que você está ai todo borocoxô? Eu não tô acreditando, Camy! E corrija-se! Agora Hyoga é MEU filho também e está nem aí para macho de sunga, santa. — balançou a cabeça piscando os olhos, colocou a taça de champanhe sobre o painel de controle e com as mãos livres segurou nos antebraços cruzados do francês os apertando levemente — Camy... percebe o absurdo que você está falando, mon amour? Foi apenas uma brincadeira para reforçar o seu anonimato... É claro que não comparo você... digo... o Batman, a nenhum cafuçu de sunga. E por Dadá, por que está se sentindo humilhado?

Camus puxou os braços para se soltar das mãos do namorado.

— Brincadeira de péssimo gosto, Afrodite! Péssimo!... Non gostei nada de ser comparado a essas bichas de fio dental.

— Mulher, escuta o que você tá dizendo! Comparar você? VOCÊ?... Não estou comparando você a nada nem a ninguém, Camus. Não faz a bilôca, gata! Ninguém sabe que você é o Batman.

— Mas eu sei! — Aquário disse num ranger de dentes.

Afrodite abriu a boca, embasbacado, indignado.

— Sim, você sabe, e essa é justamente graça. Pela deusa, Camus, como posso humilhar alguém que ninguém conhece? — disse acariciando o peito do aquariano com as pontas dos dedos — Depois, você não é o Batman, você é o Camus de Aquário!

— Hum... — o ruivo resmungou baixando a cabeça para olhar para os dedos do pisciano que beliscavam levemente seus mamilos.

— Um homem mil vezes melhor, mais poderoso, mais bonito, mais bundudo e mais gostoso que o Batman. O meu homem!... Meu Camy. — aproximou-se mais uma vez e deu um beijo no queixo do aquariano.

— Mas era realmente necessário por todo mundo de sunga?

— Garota, o que você acha? Isso é uma festa de dia, debaixo do Sol escaldante da Grécia, em um iate ancorado em uma das praias mais cobiçadas do mundo! Você queria que os convidados vestissem o quê? Paletó? Apatá*?

— Os convidados que usem o que quiserem, Afrodite, mas os garçons? A tripulação?... E você está completamente enganado se acha que Hyoga non está nem aí para esse espetáculo ridículo de viadagem!

— Que espetáculo de viadagem? Homens de sunga?... Para com isso, mon amour. E desde quando homem de sunga é ridículo? — olhou bem fundo nos olhos de Aquário — É ridículo dentro da sua cabeça, Camy, porque te ensinaram a achar ridículo.

Non! — o francês respondeu enérgico ao se afastar novamente e apontar o dedo para o rosto do sueco — Você sabe muito bem que non é coisa da minha cabeça, Afrodite. Esse non é o ambiente para Hyoga, e se eu soubesse que faria do nosso iate uma parada gay eu nunca teria trazido o menino para cá.

— E qual é o ambiente correto para Hyoga, Camus? A Vory v Zakone? — disse e na mesma hora se arrependeu, mas já era tarde, por isso fechou os olhos, respirou fundo e ergueu as mãos em sinal de trégua.

Camus respirou fundo apertando os lábios e estreitando os olhos ainda o encarando.

Non distorça as coisas, Afrodite... Admita que non pensou no seu filho e nem em mim quando trouxe toda a longa lista de homens que passaram por sua cama para esse iate.

Afrodite olhou para Camus e dessa vez ponderou no que deveria dizer. Não queria brigar com o amado. Estar com ele era tudo o que mais desejava, e também não podia culpa-lo por estar incomodado com os homens de sunga em seu iate, afinal tinha consciência de que para alguém como Camus, erradicar todo o preconceito enraizado em sua essência não era tarefa fácil e também não se daria da noite para o dia. Levaria tempo.

— Olha, mon amour, não vamos brigar, tudo bem? Eu... admito... o close foi ruim. Agora eu sou uma mãe de família, né? Isso exige algum recato... eu acho... Enfim... Ainda estou me acostumando com a ideia, considera... E não sofra pelo que você não sabe. Eu não transei com todo mundo que está aqui. Não faz a lôca.

— Com todo mundo non, mas com pelo menos metade! — Camus soltou um bufada ao cruzar os braços novamente. Também não queria brigar com o namorado, mas certas situações eram difíceis de engolir — Hyoga já me fez perguntas sobre Polifemo, e por Dieu, Afrodite, eu non soube o que responder... e sinceramente nem quero saber.

Peixes arregalou os olhos e mordeu a unha do dedo mindinho, nervoso.

— Perguntou é? Bom... Polly é um cara grande e usa um tapa olho... chama a atenção, né? — deu de ombros — O que você disse a ele? Podia ter falado que ele é um pirata. — piscou os olhos aflito.

— Eu non disse nada. Graças à deusa Kiki nos salvou... Ele adora aquela criança. Saiu correndo para brincar com ele na piscina sem que eu tivesse que responder.

Afrodite soltou um suspiro aliviado e abraçou o pescoço do francês lhe fazendo uma carícia na bochecha com a ponta do nariz.

— Sinto muito, mon amour... Eu não imaginei que ficaria chateado. Quando disse que eu podia trazer quem eu quisesse aqui achei que não se importaria. Assim como eu disse que não teria graça nenhuma trazer alguém aqui sem você estar junto, porque a única pessoa que importa para mim nesse mundo é você.

Camus, ainda com o rosto fechado e visivelmente emburrado, passou os braços ao redor da cintura no pisciano deixando que sua mão repousasse displicentemente sobre suas nádegas.

— Eu deveria ter imaginado que você me aprontaria alguma... Non! Correção! Eu imaginei, mas non que seria essa palhaçada toda. — mais uma bufada, no entanto agora o aquariano também acariciava o rosto do namorado com o seu.

Afrodite fechou os olhos e apertou com força o francês contra seu corpo. O incômodo de Camus com os homens de sunga, as palavras que usara e seu discurso claramente homofóbico lhe davam plena consciência de que ele ainda não sabia lidar com sua própria sexualidade, mesmo estando juntos a mais de dois anos, e não o forçaria a ser o que não era antes do tempo certo.

Sem dizer nada Peixes beijou os lábios de Aquário com ternura, e ao final de um breve momento olhou nos olhos dele e sorriu.

— Camy, é só uma festa. São só pessoas. Esquece isso. — disse descendo as mãos para as nádegas avantajadas do ruivo já as metendo para dentro da sunga.

— É só uma festa, mas você tem que pensar antes de fazer as coisas, ma belle... Ainda vai me matar do coração, seu desmiolado.

— Humm... Eu tenho certeza que só faço bem para o seu coração, mon amour... E estou pensando em fazer umas coisas bem boas agora mesmo. — disse fitando os lábios rosados do francês.

— Ah é? E no que está pensando? — Camus perguntou interessado enquanto era puxado pelo pisciano que recuava alguns passos até chegarem ao balde de gelo onde deixara o champanhe.

— Estou pensando que já fizemos sexo em cada canto desse iate... menos aqui, na cabine do comandante. — disse Peixes enquanto retirava uma das mãos da sunga do aquariano para alcançar a garrafa de champanhe e com ela entre os dedos despejar um tanto da bebida no peito nu de Camus, imediatamente em seguida botou a língua para fora e lambeu o caminho percorrido pelo espumante até parar em um dos mamilos e suga-lo com avidez, arrancando um gemido longo do namorado.

— Hum... non sei se você está merecendo esse... agrado. — disse Aquário esboçando um sorriso quase forçado.

— Me diz então o que tenho que fazer para merecer. — disse o pisciano beijando o pescoço do francês.

Camus suspirou excitado.

Culpava-se por estar mais uma vez cedendo a seus instintos, sabia que nem ali deveria estar, trancado naquela cabine com Peixes quando praticamente todo o Santuário estava a poucos metros de distância, era arriscado, mas lhe parecia simplesmente impossível resistir ao sueco. Com a respiração já pesada e o coração aos pulos esticou o braço para o lado e apanhou o quepe do comandante o colocando na cabeça.

— Tem que obedecer o seu comandante. — disse entrelaçando os dedos nos cabelos macios do pisciano, e na mesma hora Afrodite arregalou os olhos faiscantes e abriu um largo sorriso.

O sexo com Camus nunca era monótono. Para uma pessoa de libido efervescente e apetite sexual voraz como Afrodite, um relacionamento estável, duradouro e monogâmico inevitavelmente cairia rápido na monotonia. Mas, a realidade deles era outra. Peixes nunca se sentia entediado no sexo com Camus, visto que o francês, apesar da personalidade introspectiva, sempre tinha uma carta na manga, além de ser adepto de vários fetiches.

E lá estava ele, lindíssimo com o quepe do comandante na cabeça. Sua figura era imponente, forte e dominadora. Bem diferente da princesa submissa que Peixes tanto gostava de sodomizar.

— Hmmmmm comandante eu obedeço! — disse manhoso o sueco esfregando-se todo no outro — Por que me chamou à sua cabine? Esse marujo aqui fez alguma coisa de errado?

— Ah, fez! Fez sim! — disse Aquário apertando a cintura de Peixes com ambas as mãos, e com um só movimento o empurrou contra o leme e usou o próprio corpo para mantê-lo preso ali — E agora eu vou ter que puni-lo.

— Oh! Oh! — Afrodite arregalou os olhos — E o que eu fiz para merecer uma vil punição de suas próprias mãos, meu comandante?

— O que você fez? Você ficou jogando charme para mim desde a hora em que pisei nesse maldito iate. — Camus pressionou ainda mais seu corpo contra o dele já usando as mãos para desafivelar o cinto e descer o zíper do shorts do pisciano.

— Mas é que o senhor é muito gostoso, comandante. Eu não consegui evitar. — disse o sueco mordiscando o lóbulo da orelha do ruivo, sentindo toda a pele dele arrepiar-se no ato.

— E além de me jogar charme, você também roubou uma coisa minha. — beijou os lábios do namorado enquanto descia os shorts já junto das duas cuecas de tecido firme e grosso que ele usava deixando sua ereção livre.

— Eu roubei?

— Sim, você roubou. Agora vou ter que te revistar, marujo.

Pegando o pisciano de surpresa, Camus o segurou forte pelos braços e com um movimento apenas, rápido e bruto, o virou de costas para si.

Peixes agarrou o leme com ambas as mãos soltando um longo gemido.

— Aaaaah comandante! Eu não roubei nada, juro! — disse ofegante e excitado com aquele jogo.

— Eu non acredito em você, marujo. — Aquário respondeu levantando a camisa que ele vestia até o meio das costas, deliciando-se com a visão daquele corpo delgado e quente, das nádegas empinadas. Enquanto com uma mão corria as unhas pelas costas do namorado com a outra baixava a própria sunga — Abra as pernas. — chutou levemente o tornozelo de Afrodite de dentro para fora para que ele obedecesse ao comando.

— Aaaaaah comandante, por favor meu comandante, me deixe ir... hummm eu sou inocente. Eu sou puro! — disse em êxtase o sueco que sentia as mãos poderosas de Camus apertar sua carne sem misericórdia. A ereção firme dele roçava entre suas nádegas e a boca arquejante deixava escapar o hálito quente que lhe arrepiava toda a nuca.

— Hmmm será que é inocente mesmo? — o francês sussurrou afundando o rosto na curva do pescoço perfumado, aspirando profundamente aquele odor instigante e entorpecente que só ele tinha no mundo, e que o enlouquecia — Eu acho que non.

— Sou sim!... Uuhhmmm... o que o senhor vai fazer comigo, meu comandante?

— Shii... quieto, marujo. — disse Camus que agora acariciava os pontos sensíveis do sueco com maestria. Após tanto tempo juntos já conhecia todos, e enquanto o fazia agachava-se atrás dele, e quando Peixes menos esperava sentiu uma mordida em uma das nádegas.

— Aww! — contraiu os músculos arregalando os olhos e dando um pulinho.

Imediatamente Camus levantou-se e voltou a colar seu corpo contra o de Afrodite o pressionando com mais força contra o leme.

— Eu disse quieto, marujo. Agora você vai fazer exatamente o que eu mandar... Tire toda a sua roupa. Quero você completamente nu. Permaneça de costas, abra as pernas e non olhe para trás... ou terei que jogá-lo aos tubarões, e Dieu... Seria um desperdício deixar os tubarões comerem você. — disse, e em seguida beijou a orelha do sueco e se afastou alguns passos — Ah! E non solte o leme! Essa embarcação está sob seu comando, marujo. Se soltar o leme ficaremos à deriva.

Peixes sentiu o corpo todo estremecer, inebriado pela excitação que só crescia.

Ficava absolutamente alucinado quando Camus lhe dava ordens e agia daquela forma autoritária. Era o mafioso malvado que estava ali agora, e Afrodite tinha verdadeira loucura por ele.

A mordida na bunda fora um tanto dolorida, mas ele gostou, afinal mordidas, bofetadas, assim como toda a sorte de safadezas eram com ele mesmo e Camus parecia ter lido a enciclopédia completa de como agradá-lo, por isso obedeceu à ordem no mesmo instante.

Despiu-se rapidamente sem descuidar-se do leme, como havia sido ordenado. Quando retirou a camisa o segurou com um dos joelhos, adorando aquele jogo proposto pelo namorado, e já totalmente nu abriu as pernas e voltou a segura-lo com ambas as mãos.

— Meu comandante, piedade! Sua embarcação é grande demais para mim, eu não aguento... Não posso conduzi-la sozinho. — disse manhoso segurando o riso.

Peixes e Aquário tinham esse dom peculiar. Excitavam-se em meio a piadas infames e jogos sexuais excêntricos, quanto mais absurda a situação, maior era o tesão.

Após passar um momento correndo os olhos pelo corpo perfeito do namorado, Camus reaproximou-se e enquanto esfregava sua ereção entre suas coxas roliças para lhe estimular o períneo levou uma das mãos ao pênis do pisciano e o segurou com força entre os dedos.

— Deixe-me ajuda-lo, marujo. Eu seguro para você. — sussurrou no ouvido do sueco, e o masturbando agora remexia o corpo esfregando-se todo nele e o sentindo remexer no mesmo ritmo cadenciado — Uuhmmm... você é muito safado, marujo... Bem que me alertaram para ficar de olho em você... mas acho que vou ter que olhar mais de perto.

— Aaaaaah sim, meu comandante... tudo bem de perto é bem melhor hmmmm. — murmurou o sueco entre gemidos languidos, já que Aquário lhe masturbava com um vigor delirante — Oh, o... o senhor é muito cruel... comandante! Não judia assim de mim.

Camus estava quase perdendo o juízo. Afrodite gemia e se remexia, e a cada ondulada de seu corpo empinava os quadris forçando ainda mais contato. Com palpitações segurou no queixo dele e o fez virar a cabeça para o lado, então beijou seus lábios úmidos com furor e paixão.

Naquela altura já tinha mandando aos infernos aquele jogo de marujo e comandante, e tudo o que ansiava agora era por tomar aquele homem e saciar seus desejos, por isso apartou o beijo, depositou um tanto de saliva nos próprios dedos e o lubrificou os esfregando em sua intimidade.

Afrodite ofegou em expectativa, e suas mãos seguraram o leme com ainda mais força quando sentiu Camus forçar o pênis contra seu corpo. Relaxou e empinou mais os quadris para facilitar o trabalho do namorado, que logo se arremetia para dentro de si com uma estocada forte e vigorosa.

Huummm... avec un cul serré comme ça je veux te chercher et te baiser tout le jour, marin. (Com um cu apertado desse eu vou querer te revistar e te foder todos os dias, marujo.) — Aquário sussurrou mordiscando os ombros de Peixes enquanto o estocava já em ritmo acelerado, em um vai e vem ininterrupto que fazia seus corpos se chocarem com violência. Vez ou outra Camus baixava os olhos para as nádegas de Afrodite e sentia um frenesi desvairado ao ver como seu pênis desaparecia por completo mergulhado naquelas carnes febris para depois ressurgir. Adorava observar como seus corpos se uniam e se completavam.

— Aaaaaaaaaah oui, meu comandante... me fode, vai... huummmm... me mostra quem manda, acaba comigo.

Peixes gemia alto, ofegante, e atracado ao leme mantinha os olhos bem abertos voltados para o convés de seu iate. Dali tinha uma visão panorâmica e privilegiada dele, e nunca imaginou que pudesse sentir tanto tesão ao ser fodido ali por Camus enquanto olhava para todas aquelas pessoas lá embaixo que nem faziam ideia que eles estavam atrás daqueles vidros.

O Francês era tão intenso na penetração e tão deliciosamente excitante nas palavras obscenas que lhe dizia ao pé do ouvido que sentia um prazer insano arrebatar todo seu corpo, uma sensação que era difícil até de ser definida.

Ali era como se estivessem fazendo sexo explícito na frente de todos e só essa ideia era o suficiente para levar Afrodite à loucura e fazer todo seu corpo vibrar.

À partir de maintenant tu seras ma petite putain, marin... je vais baiser ton cul insatiable où et quand je veux... Autant de fois que je veux, parce que tu es à moi!...Aaahhhh... (Daqui para frente você será minha putinha, marujo... eu vou meter nesse seu rabo insaciável onde e quando eu quiser, e quantas vezes eu quiser, porque você é meu.) — o aquariano falava com a voz rouca pela excitação sem nem ter muita noção do que dizia. Sempre que sucumbia daquela forma ao desejo insano que sentia pelo pisciano o raciocínio parecia lhe faltar e outra faceta vinha à tona.

No sexo Camus era um homem de múltiplas facetas, e Afrodite adorava todas elas.

— Aaaaaaah... sim... sim meu comandante... eu serei a sua puta... hmmm eu dou para você aqui na sua cabine quantas vezes quiser... me fode até eu não ter mais forças nem para respirar uuuhmmmmmm.

E Aquário de fato tomou Peixes até quase à exaustão.

Quando os dois corpos já estavam banhados de suor, exauridos e ofegantes Camus levou a mão até o pênis de Afrodite, que se masturbava alucinadamente, então sua mão tomou o lugar da dele e bastaram apenas mais alguns estímulos para que o sueco logo atingisse seu prazer máximo.

Assim que Peixes gozou deixando escapar um longo e alto gemido, Camus saiu de dentro dele, o segurou por um dos braços e o virou de frente para si. Beijou rapidamente os lábios inchados e arfantes e recuou um passo olhando nos olhos do namorado.

— Ajoelha, abra a boca e chupa. — disse também ofegante enquanto se masturbava em ritmo constante e frenético.

Bastou ouvir aquilo para Afrodite na mesma hora lançar-se de joelhos no chão e pronto e ávido acatar a ordem. Segurou o pênis do aquariano com firmeza e o enfiou todo na boca de uma só vez, deliciando-se com a rigidez potente, com o pulsar tão frenético quanto sutil, sugando e o masturbando ao mesmo tempo.

Camus afundou os dedos na vultosa cabeleira azul piscina e quando sentiu as primeiras contrações do orgasmo segurou forte a cabeça do sueco para que ele parasse de chupar e apenas engolisse seu esperma.

— Aaaaaaaaaaaaaaaaah... mon amour... uuuhhmmmm... — gemeu alto e sem ponderar. Seus músculos do corpo todo vibravam, o coração parecia que a qualquer momento lhe irromperia do peito e saltaria para fora, a respiração chegara a faltar.

Aquário ainda tremia de prazer quando sentiu a língua quente de Peixes serpenteando em torno de seu sexo que aos poucos voltava a ficar flácido, e com as pernas bambas e trêmulas a única opção que teve quando finalmente Afrodite deixou de chupa-lo foi puxar a poltrona do comandante e praticamente cair sentado nela, exausto.

— Vem cá. — disse tirando o quepe da cabeça e o jogando no chão para em seguida esticar o braço e pegar na mão do sueco o puxando para seu colo.

Peixes sentou-se em uma das coxas do ruivo tombando o corpo para deitar a cabeça em seu ombro.

— E então, comandante, achou o que queria? — o pisciano perguntou passando a língua entre os lábios, ainda sentindo o gosto do francês em sua boca — Espero que sempre que perder alguma coisa você venha procurar no mesmo lugar! — riu da própria tirada infame.

Camus sorriu de volta acariciando os cabelos azuis piscina enquanto de olhos fechados esperava recobrar o folego.

Non... non achei... Porque o que você roubou eu sei bem onde está, mas non me pertence mais. — disse soltando um longo suspiro e em seguida abriu os olhos e segurou no queixo do pisciano o fazendo olhar para si — Você roubou meu coração, Afrodite. Ele agora é seu, portanto non brinque com ele.

— Nossa!... Isso foi adoravelmente brega, Camy. — disse Peixes sorridente.

— É eu sei. — Camus deu de ombros.

Peixes então aos risos abraçou o pescoço de Aquário e o beijou com todo amor sentia, um beijo lento, dedicado, apaixonado, que levou bons minutos até que afastou as bocas apenas para poder olhar em seus olhos avelãs:

— O meu coração também é seu, afinal o ladrão profissional aqui é você, mon amour... E eu te amo. Te amo muito. Você me faz o homem mais feliz desse mundo!

Beijaram-se novamente, riram um para o outro por longos minutos mais, e quando suas forças já haviam se reestabelecido levantaram-se, vestiram-se, tomaram uma taça de champanhe e decidiram voltar à festa. Já estavam sumidos há muito tempo e alguém poderia desconfiar e achar estranha a ausência repentina dos dois.

De costas para o painel de controle Camus ajeitava os cabelos bagunçados enquanto Afrodite prendia os seus com um coque e mais uma vez corria os olhos pelo convés da embarcação, eis então que viu algo que o fez arregalar os olhos azuis em espanto.

— Pelas trombetas dos cornos do séquito de búfalos albinos de Dadá no dia da anunciação! — disse atônito quase num grito.

Camus virou-se para ele curioso.

— O que foi?

— Vem cá!... Aquenda quem acabou de chegar.

Ao se aproximar e olhar para a direção na qual o pisciano apontava Camus ergueu as sobrancelhas e sua fisionomia assumiu um ar de espanto.

— Hum... Realmente achei que ele non viria.

***

A quilômetros dali, na pequena ilhota paradisíaca.

— Aaaaaaah... huuummm... pelos... deuses... Shaka... quando foi que... uuuuhmmm aprendeu a fazer... isso?

Mu arfava suavemente saboreando cada segundo daquele momento. Seu coração batia forte dentro do peito e as palpitações ecoavam tão intensas que podia as sentir reverberando em todo seu corpo, na garganta, nas pontas dos dedos, no estômago e pelves...

Horas antes quando adentraram a pequena mata logo encontraram a fonte de onde vinha o som de água corrente que Virgem tinha ouvido. Havia ali entre algumas rochas rodeadas por vegetação local uma pequena nascente oriunda de um lençol subterrâneo, e um pouco mais à frente dava para ver a entrada de uma estreita gruta. Seguiram para lá após se lavarem para explorar e também se protegerem um pouco do Sol escaldante, mas aquele lugar, as vozes solenes da Natureza somadas ao furor que ainda queimava de desejo seus corpos os fez entregarem-se mais uma vez à paixão que instigava seus instintos.

No entanto dessa vez, já livres do ímpeto tresloucado de antes agora se amavam de forma calma e devota. Nunca tinham feito um sexo de maneira tão lenta e prazerosa, tão conectados a si mesmos e à Natureza que os rodeava.

Sentado sobre os quadris do ariano, que estava deitado de costas sobre uma ampla rocha na entrada da gruta, de costas para o rosto de Mu Shaka o cavalgava em ritmo lento e com movimentos variados, ora subindo e descendo até sentir-se totalmente preenchido pelo pênis dele, ora rebolando sem nenhum pudor. Com os joelhos e os dedos dos pés apoiados no solo erguia os braços e acariciava os próprios cabelos curvando as costas para trás enquanto contraia a musculatura para prender o pênis do lemuriano dentro de si. Era a primeira vez que explorava no sexo toda a disciplina corporal adquirida pelos anos da pratica de ioga.

Repetia incansáveis vezes os movimentos alternando sempre com a cavalgada, enlouquecendo Áries de todas as formas possíveis, então tombou o corpo para frente até seu peito tocar os joelhos do marido, esticou os braços e segurou forte em seus tornozelos. Sabia que naquela posição proporcionaria a Mu uma visão explícita e excitante da penetração, e era exatamente o que queria. Queria enlouquece-lo de prazer.

E nem era preciso tanto. Áries já era completamente louco por aquele homem.

— Uuuhmmm Shaka... — Mu gemia contraindo os dedos dos pés e empurrando o quadril para cima acompanhando os movimentos ritmados do indiano.

Estava mesmo no céu!

A visão de seu pênis enterrado em Shaka lhe causava frisson, e extenuado o segurou pela cintura e passou a estoca-lo forte com os olhos vidrados naquele único ponto onde seus corpos se uniam.

O modo como Virgem se expunha para si era obsceno e delicioso. Em seu íntimo perguntava-se como era possível um monge, um cavaleiro que tinha a virtude como lema ser tão sensual e safado.

Ficou ainda longos minutos ali o estocando, gemendo extasiado até enfim sucumbir ao prazer e experimentar um orgasmo tão sublime quanto todos os que tinha quando amava Shaka.

Ainda tremia por inteiro quando sentiu o virginiano erguer o tronco e dessa vez tombar para trás, deitando-se de costas em seu peito enquanto ainda o tinha dentro de si.

Ofegante Shaka virou o rosto para o lado e beijou os lábios de Mu enquanto tocava-se em busca de alívio. Gozou pouco depois gemendo na boca do ariano, que o envolveu com os braços sentindo a delícia de perceber o corpo dele aos poucos relaxar até jazer languido sobre si.

— Hummmm... luz da minha vida... você me deixa maluco assim... — Áries falou com voz rouca no ouvido de Virgem — Isso que você fez com... Ah, deuses!... Isso que você fez, Shaka... isso é muito gostoso.

O indiano sorriu ainda ofegante, então entrelaçou seus dedos aos do lemuriano e fitou o céu sobre eles, que era de um azul impressionante.

— Sabia que um dia desses eu estava esquentando a mamadeira do Kiki e de repente me peguei pensando em fazer amor com você em um lugar exatamente como esse? — disse entre arquejos.

Mu sorriu remexendo-se sutilmente, pois começava a sentir as nádegas bem ardidas. Deveria ser devido ao contato com a rocha.

— É nessas coisas que você pensa enquanto prepara a comida do nosso filhote? — brincou sorrindo.

— É... as vezes eu penso sim. Você é o marido de Shaka, ele tem a benção dos deuses para pensar coisas mundanas com marido dele.

— Claro que tem. E quanto mais você pensar em coisas mundanas comigo, melhor... Eu admito que também andei pensando em umas coisas aí.

— É? No quê?

— Em fazer amor com você como nos filmes. Eu te salvaria do vilão e depois me apaixonaria quando você dançasse para mim em agradecimento, ou eu mesmo seria o vilão e te perseguiria até captura-lo.

Shaka deixou escapar uma sonora e longa risada.

— Olha só! Que Buda seja testemunha do que acabei de ouvir. — virou o rosto para o lado e encarou os olhos verdes do lemuriano — Então você gosta dos meus filmes, Mu de Áries? Porque parece que ouvi você dizer que eu o obrigava a vê-los.

— É... alguns você me obriga mesmo, admite, praga. Outros não. E eu gosto sim. — Mu acariciou o rosto do marido com ternura — Não há nada nessa vida que eu não goste de fazer junto com você, Shaka.

Envaidecido Virgem beijou os lábios de Áries com tanta intensidade e paixão que logo sentiu o corpo dele reagir, afinal ainda estavam conectados.

— Hummmm... Mu... Será que... ainda temos mais um tempinho... antes de voltar? — sussurrou na boca do lemuriano enquanto remexia-se lentamente fazendo o pênis dele crescer dentro de si.

— Uuurhh... Eu acho que já sumimos por bastante tempo, luz da minha vida... — o ariano respondeu ao deslizar as mãos pelo corpo instigante em cima do seu — Mas, um minuto a mais... outro a menos... hmmm... Nada me tira daqui antes de apagar esse fogo que acabou de acender... Vai saber quando teremos outra oportunidade.

Mu nem precisou dizer mais nada, logo sua boca era tomada novamente pelo esposo que estava simplesmente adorando aquela reconciliação calorosa.

***

No Vênus, Afrodite deixou a cabine do comandante às pressas e desceu para recepcionar a ilustre, e controversa, figura recém chegada que corria os olhos felinos pelo convés à procura de uma pessoa em específico.

Dicionário Afroditesco

Apatá — sapato

Nosso grupo no face "Fics trio ternura"

Tumblr da Rosenrot com várias fanarts da fic

Notas finais
Éé as coisas esquentaram na cabine...e parece que uma figura bem tenebrosa chegou... Bora que o volume ta perto do fim.