Templo das Bacantes Vol. 2

63 Pode vir quente que eu estou fervendo.


Notas iniciais
FINALMENTE CHEGAMOS NELE... O PENÚLTIMO CAPÍTULO *-* Chega de enrolações... bora ler.

Santuário de Atena, Décimo Terceiro Templo, 04:38pm.

Após um longo e desgastante dia de reunião com os membros da máfia grega nas docas do Porto de Pireus, cujo objetivo era traçar novos estratagemas de ação para firmar o controle em regiões mais afastadas da capital grega e consequentemente aumentar os lucros, Gêmeos agora atravessava a passos duros o corredor de acesso ao gabinete principal do Templo de Atena, e ao chegar em sua sala seus olhos coléricos imediatamente desviaram o foco para o convite timbrado com selo vermelho que jazia na mesa ampla de carvalho. Foi nesse momento que o seu descontentamento ganhou forma para além de dentro de si como um grito potente e austero.

— GIGARS.

Como se perscrutasse pelo lado de fora junto à porta — e talvez o fizesse mesmo — prontamente o assessor despontou na sala.

— Pois não, Grande Mestre. — respondeu em meio a uma breve mesura.

— Onde estão os Cavaleiros de Ouro nesse momento? Por que somente a Casa de Leão está guarnecida?

A voz rouca e trêmula disfarçava o real deleite do velho baixotinho em responder à indagação.

— Meu senhor, acredito que estejam ainda a festejar com o Cavaleiro de Peixes. Pois como bem o senhor pode observar, até mesmo daqui do pátio desse sagrado Templo, o iate suntuoso ainda está ancorado a alguns quilômetros da costa do Cabo Sunion.

Sem pensar duas vezes, Gêmeos seguiu para o pátio externo, a última e mais alta construção do Monte Zodiacal, de onde viu ao longe, ancorado nas águas plácidas e de infinito azul do Mar Egeu, o iate Vênus.

O Santo de Gêmeos custou a acreditar no que seus olhos enfurecidos lhe mostravam, visto que nem mesmo do ponto onde estava a distância era capaz de diminuir a grandiosidade do iate.

Com uma rápida checagem buscou o Cosmo de todos os que ainda se mantinham na tal festa; praticamente toda a patente dourada e prateada. Mas, estranhamente, dentre tantos ali, um Cosmo em especial lhe chamou a atenção, principalmente pelo momentâneo enlevo que este lhe transmitia.

Não sabia explicar ao certo o que tal percepção lhe causou...

Talvez raiva, inveja, ou até mesmo... ciúmes?

Todavia, o fato é que nada do que achava estar sentindo naquela hora era mais assustador para si do que de se surpreender incomodado por esses sentimentos.

Foi tomado por uma sanha repentina em desvendar tal agonia e pôr em pratos limpos para si mesmo o que significava aquele mistério por trás das emoções que o tomavam ultimamente, as quais tinha certeza absoluta que não lhes pertenciam.

Provavelmente seriam de Saga, pensava consigo.

Porém em breve colocaria um ponto final nesse martírio.

Com o rosto transfigurado em uma carranca por onde brotavam gotículas de suor, desabotoou o paletó escuro já se livrando dele enquanto ditava enfático ao subalterno:

— Entre em contato com aquele maldito iate e mandem enviar um transporte para mim... Não é possível que esse pedaço amaldiçoada de Cocito precise que a todo momento eu o vigie! — resmungou a última frase entre dentes dando as costas para o mar ao fundo e já rumando para o interior do Templo.

***

Cerca de meia hora depois um dos helicópteros pousava no heliporto do Vênus e dele desembarcava furioso o Patriarca, que a passos ágeis e largos cortava o deck fazendo o tecido azul escuro da indumentária característica de seu cargo tremular agitado. Foi conduzido até à mesa reservada para si por uma das belas recepcionistas de biquíni sem perceber todas as belezas e luxo no caminho que traçava até o centro da embarcação. Estava convicto a pôr um fim naquela patifaria e certo de nunca mais permitir que tal episódio se repetisse no Santuário envolvendo os Cavaleiros sob seu governo, já que Afrodite em momento algum lhe dissera que a tal festa teria proporções de um evento megalômano, tampouco que o famigerado iate, o qual pensou ser uma modesta embarcação, mais parecia um transatlântico. Aquilo tudo estava chamando muita atenção, e seus soldados da patente maior haviam passado praticamente o dia todo fora de seus postos.

Porém, antes mesmo de encontrar o anfitrião, Gêmeos se deparou com o inusitado a lhe saltar aos olhos.

De pé, ao lado da primeira mesa, a qual a moça de biquíni lhe deixara, estava Geisty com um bebê rechonchudo de cabelos vermelhos como fogo nos braços. Enquanto o embalava distraída ela entoava uma canção de ninar, e mesmo em meio à poluição sonora do ambiente a voz doce de Serpente parecia se sobressair aos ouvidos do geminiano, que olhava estático para aquela cena, o pequeno lemuriano ressonando com a cabeça debruçada no colo da amazona que o fitava com uma doçura ímpar, enquanto a pequena mãozinha gordinha segurava uma mecha de seus fios negros.

Sentiu a garganta sufocar, e dentro do peito seu coração bateu doloroso em um gemido mudo que fez seu corpo todo ficar imóvel enquanto seus olhos vidrados apreciavam aquela dolorosa visão que alimentava os pensamentos inevitáveis que surgiam diante dela.

Podia ser um de seus filhos ali a ser embalado com tanta doçura.

Podia ela ser a mãe daquela criança que desfrutava de toda aquela devoção.

No entanto não era nem um nem outro.

E a realidade era cruel ao ponto de lhe esfregar isso na cara.

E se tinha ido até ali atrás de respostas, agora estava mais coberto de incertezas e dúvidas que nunca.

No entanto, nem bem havia tido tempo de se recuperar daquele baque logo a sua presença silenciosa ali foi sentida.

A voz doce que entoava os versos da canção de ninar de súbito se silenciou e o olhar doce que antes passeava pelos contornos suaves do rosto do bebê agora desconfiado fitava o Patriarca por cima do ombro.

Antes mesmo que Gêmeos pudesse delinear os traços do bebê adormecido nos braços de Geisty ela cobriu sua cabeça com uma fraldinha fina e na ligeireza de um piscar de olhos o colocou no carrinho logo em frente, em seguida se pôs de costas a protege-lo com o próprio corpo enquanto encarava o geminiano sisudo que lhe devolvia uma expressão vazia e indecifrável.

O Cosmo, antes dócil e maternal, se tornou hostil, e com o queixo erguido e olhar firme a encara-lo a amazona questionou:

— O que faz aqui?

Gêmeos ergueu as sobrancelhas afastando de seus pensamentos as divagações que julgava inoportunas para assumir a costumeira postura prepotente de sempre quando se dirigia a seus subordinados.

— Apesar de ter sido convidado, eu vim até aqui exigir explicações a Peixes e pôr um fim nesse charivari.

— Por quê? — questionou indignada.

— Porque não foi para ISSO que o Cavaleiro de Peixes solicitou minha autorização. Isso é aquém de uma simples comemoração em uma embarcação próximo à costa do Santuário... Tudo aqui é um exagero desproporcional ao que foi relatado por Peixes. A começar pelo tempo que se estende essa baderna com meus cavaleiros longe de seus postos.

— Seus não, de Atena! — corrigiu seca a italiana recebendo um olhar fulo do Patriarca — Nada e nem ninguém aqui é seu patrimônio para crer que sejam sua propriedade.

— Não enfrente a minha autoridade, amazona. Eu sou seu Patriarca! — disse entre dentes dando um passo à frente.

— Não estamos no Santuário... — desafiou Geisty sem desviar o olhar e também dando um passo à frente, avançando enquanto protegia o carrinho com Kiki atrás de si.

Mas a iminente discussão foi interrompida quando a voz falsamente festiva de Afrodite sobressaiu-se à deles.

— Grande Mestre! — disse em alto e bom tom enquanto se aproximava às pressas — Que honra receber eminentíssima figura em meu humilde iate... Estou vendo que já foi devidamente recepcionado por uma das homenageadas... Obrigado Mosca, digo, Geisty.

O olhar colérico do Grande Mestre antes fixado em Geisty foi direcionado a Afrodite o fazendo ficar um tanto apreensivo, mesmo assim ele manteve o sorriso amistoso e claramente nervoso no belo rosto.

— Não tente me ludibriar mais uma vez com sua falsa modéstia, Peixes!

— Mas que isso, vossa Santidade? Aqui não tem falsidade muito menos modéstia.

— E essa porra toda aqui?

— Uma confraternização no meu iate. Exatamente como eu disse à vossa eminentíssima.

Gêmeos franziu a testa e estreitou os olhos severos.

— Dias atrás quando me solicitou autorização para essa... confraternização, não mencionou as proporções desta, Peixes. Não disse que seria uma porra de evento ostensivo em um transatlântico!... Esse... esse seu iate é uma alegoria colossal que está atraindo atenção desnecessária e perigosa ao Santuário, está colocando nosso sigilo em cheque, seu invertido exagerado!

— A culpa então não é do Afrodite. — interrompeu a amazona com um ar triunfante — A culpa é sua por desdenhar dele.

Ao ouvir aquilo Peixes arregalou os olhos e seus lábios fizeram um bico. Rapidamente ele levou o dedo mindinho à boca e mordeu uma lasquinha de unha, apreensivo.

Com a tez contorcida em ira se voltando para Geisty o Grande Mestre estava a um triz de iniciar um embate ferrenho, mas o pisciano, astuto como era, foi muito mais rápido e se aproveitando de um garçom que se aproximava com uma bandeja a servir coquetéis ornamentados se muniu de dois deles oferecendo rapidamente um a Gêmeos e outro à amiga, o que cortou abruptamente a possível discussão.

— Meus queridos, que tal um brinde? Hum? — praticamente empurrou a taça para o geminiano que não teve alternativa senão apanha-la — Grande Mestre, saiba que fico muito grato com sua ilustre presença nesse evento colossal... digo... nessa confraternização. Todos já estavam se perguntando se não viria, afinal, uma celebração à favor da vida e para ostentar o poderio do Santuário de Atena sem a presença do nosso Patriarca não seria legitima. — disse também pegando um drink para si para brindarem — A sua presença aqui simboliza o início de uma nova... Era. E não se preocupe, tem mais puta e michê aqui que cavaleiro. Se algum curioso assuntar o bafo ele passa fácil por mais uma das tantas festinhas que ricos excêntricos fazem aqui pelas ilhas gregas. Por isso, relaxe, sua Santidade. Por que não aproveita para tomar uns baygons e comer um ajeum caprichado... Lembre-se do ditado: só trabalho sem diversão faz você pirar o cabeção.

Vendo que precisava sair pela tangente Afrodite mais que de presa pegou no ante braço do geminiano e lentamente o conduziu de volta à mesa reservada a ele, que ficava ao lado.

— Eu falo sério, e de todo coração, Grande Mestre. — disse cuidadoso — O dia está quase no fim, alguns cavaleiros já até retornaram ao Santuário, então por que não fica um pouco? Reservei essa mesa para vossa eminentíssima e o Cavaleiro de Aquário, que agora é o Vor da máfia russa. Ele deve estar na piscina com o filho, mas mandarei avisá-lo que está aqui, assim vocês podem colocar o papo em dia, podem falar dessa charufinácia toda de máfia sem serem incomodados.

Geisty os observava atenta os dois se afastando. Parecia que Afrodite tinha conseguido convencê-lo a ficar.

Ter o geminiano ali de certo modo a deixava um pouco desconfortável, mas era algo com o qual teria de se acostumar, ou pelo menos até que Saga resolvesse voltar à sua sã consciência.

Sempre se perguntava quanto tempo isso levaria...

Assim que o pisciano saiu da presença do Grande Mestre não tardou para que o Cavaleiro de Aquário surgisse ali ainda molhado do banho de piscina e se colocasse diante dele.

Houve um pequeno momento de silêncio entre os dois enquanto se encaravam nos olhos. O último encontro que tiveram semanas atrás não fora nada amigável e era notável a tensão que ainda os rodeava.

Entretanto, Camus tomou a iniciativa e pôs em prática o discurso que planejara em segredo com o namorado.

— Fico feliz que tenha comparecido, Gêmeos. Estive a sua espera a tarde toda. — estendeu a mão em um gesto cortês — É bom saber que aceitou o acordo de colaboração pacífica entre nossos homens.

Os olhos severos de Gêmeos fitaram por um breve momento a mão que lhe era estendida no ar. Não havia ido àquele engodo de confraternização a fim de firmar aliança nenhuma com Aquário, mas diante dos últimos acontecimentos sua mente lógica trabalhou rápido e percebeu que não teria outra alternativa a não ser aceita-la de vez, afinal ter a Vory v Zakone como aliada era de fato muito mais vantajoso que tê-la como inimiga. Por isso o Patriarca levantou-se de seu lugar e aceitou o cumprimento apertando a mão de Camus com uma firmeza sutil enquanto encarava sua face impassível.

— Digo o mesmo por você. — Gêmeos respondeu com voz baixa e ríspida para em seguida se sentar novamente — Temos mais a ganhar unidos do que competindo, Aquário. Então o melhor mesmo é deixar às claras que o acordo de cooperação entre o Santuário e a Vory v Zakone prossegue, agora com novos contornos — encarou firme o olhar gélido do cavaleiro à sua frente. Se Camus havia se deslocado até aquele local completamente fora de seu ambiente apenas para aceitar a trégua, então valia a pena tentar.

— Excelente. De agora em diante trataremos dos negócios como os líderes que somos. Sócios? — Camus perguntou apenas para verbalizar e certificar o acordo.

— Sócios!

Finalmente soltaram as mãos, e de longe Afrodite, que acompanhava tudo na surdina, pode respirar aliviado.

Entretanto, sem ter muito o que conversar, porém sabendo que era seu papel recepcionar Gêmeos ali, Aquário se sentou à mesa com ele. O clima entre eles era estranho e ambos bebiam envoltos em um silêncio incômodo, por isso minutos depois o ruivo deu graças aos deuses quando o filho correu em sua direção o chamando.

— Papa, papa! Colocalam uma boia de escolegar na piscina gande! Eu quelo i lá, me leva?

Camus deixou na mesa o copo de vodca vazio e antes de sair se dirigiu mais uma vez ao geminiano:

— Com licença. Hyoga está me chamando.

Gêmeos fez um aceno entediado com a mão e o aquariano não perdeu tempo, saindo imediatamente dali para se distrair da presença pesada do Grande Mestre.

E se para Camus a presença do Patriarca ali era incômoda e sobrecarregada, para Geisty, que estava na mesa ao lado, o desconforto era duplo. Naquele momento não havia lugar pior para se estar naquele iate que ali, perto de Gêmeos e de Aquário.

Deu graças à deusa quando o francês deixou a mesa e foi até a piscina, e já se preparava ela também para sair dali retirando o bebê adormecido do carrinho quando ergueu os olhos ao convés e viu ao longe Shaka e Mu que vinham caminhando de mãos dadas. Virgem parecia bem mais bronzeado do que quando saíra dali, e Áries... bem, Áries também estava um tanto mais corado, mas andava de um jeito estranho, curvado para baixo, as pernas afastadas, e com a mão que tinha livre segurava a parte de trás do cós de elástico do shorts o puxando como se para afastar o tecido da pele. A fisionomia de Mu também não era das melhores.

Por um momento a presença dos amigos distraiu a amazona, que de costas para o Patriarca os observava se aproximando, e bem nessa hora Afrodite também chegava ali à mesa para fazer companhia à amiga sabendo que ela deveria estar incomodada ali sozinha.

— Mosca eu vim te resgatar. Quer que eu fique um pouco com o mini Mu para você ir para a piscina? A Ofiúca finalmente apareceu e está lá procurando por você. — disse o pisciano colocando-se na frente dela.

— Ah, sim, eu vou lá ficar com ela, mas olha quem finalmente está chegando. — disse Geisty sem conseguir esconder o riso, e com a aproximação dos pais ali, sentindo os Cosmos que o acalentara desde as primeiras horas de vida, Kiki despertou e já se agitava no colo da amazona esticando os bracinhos na direção deles animado.

Quando Peixes se virou deu de cara com os dois cavaleiros que chegavam ali, e foi impossível não notar o estado em que se encontravam. Shaka estava radiante. Era visível em sua fisionomia que agora até esboçava um singelo sorriso. Já Mu... Não restava dúvida de que também estava em enlevo, feliz, leve, porém parecia bem desconfortável.

Ma até que enfim vocês apareceram! — disse Geisty que penava para conter um bebezinho espoleta e todo eufórico em seu colo que gritava e emitia sons estranhos como se quisesse dizer algo — Onde já se viu? Sair e ficar a tarde toda fora. Eu já estava achando que o tubarão martelo tinha comido você, Shaka. Igual no filme. — riu divertida.

— A gente se distraiu. — Mu respondeu com um sorriso sem graça e sem dar maiores detalhes.

Afrodite, que não era nada inocente tampouco ingênuo, já desconfiava qual fora o motivo da ausência dos dois na festa, e aproximando-se de Mu se colocou atrás dele e correu os olhos por suas costas notando que estava com uma visível insolação, pois a pele estava extremamente avermelhada. Deu um puxão no cós do shorts trazendo a cueca junto e confirmou sua teoria.

— O tubarão martelo pode até não ter comido ele, mas o carneiro martelador com certeza comeu. — disse às gargalhadas ao espiar dentro dos shorts do ariano e ver as nádegas vermelhas como um pimentão maduro, em um estado bem pior do que as costas.

Na mesma hora Shaka lhe deu um tapa forte na mão e ele soltou o elástico o fazendo chicotear de encontro à pele queimada do lemuriano, que soltou um grito alto de dor.

— Aaaaaaaaaaaaaaawwwwww. Pela deusa, não faz issoooo... Ai ai ai...

Kiki ergueu os bracinhos e gritou remedando o pai.

Geisty arregalou os olhos e contraiu os lábios para não gargalhar junto do pisciano.

Shaka, que já tinha as maçãs do rosto queimadas pelo Sol ficou ainda mais corado.

— Mas como você é inconveniente, Peixes. Em vez de ficar fazendo troça por que não vai pegar um roupão de tecido leve pare ele? Mu precisa tirar as roupas de baixo. A pele dele está ferida.

— Santa insolação! Eu fico perplexo com o amadorismo de vocês. — Peixes riu enxugando as lágrimas que escorriam de seus olhos — Eu vou lá buscar um roupão de seda que tenho na minha suíte... Já trago também uma loção pós Sol para ele passar nesse rabo queimado. Ai... minha deusa. Já volto.

Shaka suspirou e balançou a cabeça levemente irritado. Rapidamente trocou um olhar com Gêmeos que estava mais afastado na mesa ao lado e voltou-se para Geisty e Kiki, enquanto Mu se servia de um copo gigantesco de água fresca. Nunca sentira tanta sede em sua vida.

— Hum, então o proxeneta ébrio veio. — disse Virgem à amazona que lhe entregava o bebê festeiro. Assim que o pegou no colo abriu um largo sorriso para ele e lhe beijou os cabelinhos ruivos — Oi meu anjinho!

— É, o estupor veio... e já veio pronto para arrumar confusão. Era melhor nem ter vindo, assim nos poupava do desprazer de ter de aturá-lo. — disse Geisty que quase cochichava nos ouvidos de Shaka.

— Confusão? Com você? — perguntou curioso o indiano que lutava para tirar um chumaço de cabelo seu das mãos rechonchudas do bebê que os puxava afoito enquanto olhava para seu rosto fazendo biquinho e resmungando alguma coisa indecifrável.

— Comigo, com Afrodite, e com quem mais aparecesse pela frente. Parece que está sempre acompanhado do próprio Hades. Hump!... Graças à deusa que sossegou ali na mesa dele.

Mu, que ouvia a tudo atento, apesar de dolorido depois do terceiro copo de água olhou em volta e questionou a amiga:

— Mas... e cadê o Debão? Não era para ele estar aqui?

Geisty torceu a boca num bico e cruzou os braços olhando para o ariano.

— Hum... Onde você acha que ele está? O safado usou Kiki para se arranjar com uma das garotas de biquíni e agora está com ela por aí... Guerreira ela, por sinal! — a amazona ergueu as sobrancelhas e sorriu.

— Leviano burlão! — disse Shaka — O que eu te disse, Mu? Que não era prudente deixar Kiki aos cuidados do Touro.

— Ah, você não começa, praga. — reclamou o ariano, e antes de Shaka poder rebatê-lo, como se estivesse esperando pelo momento certo Kiki bateu os bracinhos, olhou para cima, para o rosto do pai indiano, abriu a boca e disse em alto e bom tom:

— PAGA!... PAGAAAA! PAGA! PAGA! — apontava sorridente com o dedinho para Shaka.

Aquela vozinha infante imediatamente calou as vozes e a mente de todos ali, Geisty, Shaka e em especial Mu, que arregalou os olhos e encarou o bebê no colo do marido, incrédulo.

“Ai cacete... Geisty, lascou de vez!” — o lemuriano falou diretamente à mente da amiga enquanto trocava com ela um olhar nervoso.

"Porca Madonna! Ele disse o que estou pensando que ele disse?” a amazona de rosto pálido respondeu ao chamado telepático atônita, com os olhos violetas a quase saltar das órbitas.

“Sim... ele disse.”

“Fudeu, Mu! FUDEU!”

Ambos, apesar de tomados pela surpresa e entusiasmo de ver o bebê dizer as primeiras palavras, não conseguiram fazer festa tampouco alardes, pois tinham os olhos cravados no rosto de Shaka.

— Vocês ouviram isso? — disse o virginiano que tinha os olhos arregalados e as feições num misto de espanto e encantamento — Ele falou! Ele falou! — eufórico segurou o bebê de frente para si e o levantou até a altura de seu rosto — Filho! Meu anjinho! Fala de novo com o papai! O que você disse?

— PAGA! PAGA! — repetiu o bebezinho abrindo e fechando as mãozinhas que esticadas tentavam tocar o rosto do indiano.

— O... quê? — Shaka perguntou com um sorriso enorme no rosto. Embora tivesse uma audição excelente sentia que a emoção do momento o confundia — Eu não entendi, anjinho... O que ele está tentando dizer, Mu? — perguntou, para o terror do ariano, que agiu rapidamente.

— PAGA! PAGA!

— Baba? Isso filhotinho repete: BABAAA... — Mu disse nervoso e aparentemente empolgado trocando propositalmente as sílabas — Baba!

Geisty levou a mão à boca abafando uma risada. Não queria estar na pele de Mu se Shaka desconfiasse que a primeira palavra dita pelo filho fosse justamente aquela que o ariano mais repetia.

— Paba!

— Baba! — insistiu Áries com gotículas de suor a escorrer pela testa.

— PAGA!

— Isso, filhote, Baba! Vamos lá! Baba! — pegou na mãozinha o bebê e fez festinha com ele — Eeee Baba!

— Paba! Babaaa! — o neném repetiu misturando as duas palavras enquanto apontava animadíssimo com o dedinho para Shaka, feliz da vida.

— Aí Shaka, ele disse Baba! É papai em hindi! Ele falou em hindi, luz da minha vida. — disse Mu analisando o rosto confuso do indiano.

— Baba?... Mas... eu nunca ensinei essa palavra a ele... — disse Shaka encarando Mu com um olhar deveras desconfiado, mas a alegria de ver o filho falando era maior que qualquer outra ideia que pudesse se formar em sua mente, e justamente nesse hora Afrodite chegava ali trazendo nas mãos um roupão longo de seda rosa coral com plumas nas mangas e na gola. Era a única peça de tecido leve que tinha ali no Vênus, pois fazia parte das roupas femininas que deixava a seu dispor para usar quando traziam Hyoga.

— Aqui, Mu. E não reclama que é o que tem para hoje. — disse o sueco entregando a peça para o amigo — Eu trouxe uma cueca seca para você também.

— Ei! Ele não vai vestir roupa de baixo dos outros. — Shaka interrompeu pegando ele o roupão e entregando a Mu — Eu trouxe roupa limpa e seca de casa.

— Paga!

— OUVIRAM ISSO? — Afrodite apontou para o bebê no colo do virginiano com um gesto efusivo — Kiki falou prag...

— BABA! — Geisty rapidamente impediu a tragédia interrompendo o pisciano — Ele está falando, bicha! Olha que coisa fofa! — deu um beliscão em seu braço o alertando.

— Aiiiin lôca, porque tá me beliscando?

A amazona suspirou incrédula, e vendo que Virgem estava distraído ajudando o marido cochichou todo o ocorrido para o sueco.

Ao lado deles Mu calado e entre gemidos de dor e resmungos vestia o roupão. Terminado o fechou e em seguida discretamente desceu o shorts e a cueca molhados e vestiu a peça seca que Shaka lhe entregou.

— Ah... ainda tá ruim, mas já melhorou um pouco. Só não dá pra sentar. — disse Mu.

— Acho melhor irmos embora. Em casa você pode deitar na cama de bruços. — disse Shaka.

— Nem pensar! O melhor da festa vem de noite. Vai ter queima de fogos. — disse Afrodite animado — Vamos até a piscina. Você pode deitar de ladinho em uma espreguiçadeira para não machucar mais o rabo, Kiki pode brincar mais um pouco com Hyoga... Anda vem! — falou já puxando o lemuriano pelo braço.

Shaka revirou os olhos balançando a cabeça, então resignado pegou na mão de Geisty e a puxou também dali para a piscina. Não a deixaria ali sozinha e nem ficaria ali também enquanto eram observados pelos olhos sagazes do Grande Mestre.

E este não fazia a mínima questão de disfarçar sua insatisfação com aquele ambiente festivo e regado por excessos, os quais julgava ser um desvio de conduta dos cavaleiros sob seu comando. Olhava com fastio na direção da piscina enquanto Mu, vestido naquele robe de seda rosa ornado de plumas, tentava se deitar em uma das espreguiçadeiras sendo ajudado por Afrodite e mantendo as nádegas para cima na tentativa de aliviar o desconforto. O desagrado pela figura do pisciano Gêmeos já carregava de longa data, mas ver o Santo de Áries, seu tesoureiro, ferreiro celestial e Cavaleiro de Ouro, ridículo naqueles trajes era indigesto demais. Igualmente ridículo era ver o Cavaleiro de Virgem dobrar sua postura altiva para reduzir-se à figura de um pai babão que fazia caretas e distribuía sorrisos a um bebê que mal entendia o que ele dizia. Ao lado Camus, o Vor de face blasé gozando indolência enquanto bebericava sua dose generosa de vodca e posava de pai do ano.

Toda a cena era fastienta a Gêmeos. E pensava consigo que Saga em absoluto errara no quesito disciplina com o exército que tinha sob seu domínio.

De súbito desviou o olhar carregado de desgosto para a outra extremidade da piscina, este então foi capturado pela figura submersa na água cristalina a deslizar lânguida como um ser marinho até emergir radiante na borda oposta. Gêmeos sentiu a boca secar e em um movimento instintivo buscou matar aquela sede repentina com um gole lento de whisky, mas sem cortar o contato visual com a figura que tanto lhe atraíra a atenção. Agora esta parecia engatar uma conversa animada com Ofiúco que estava sentada à beira da piscina. Tinha se perdido por um momento ali, observando a mesma cena, até que de repente sua atenção entrara em alerta quando aproximou-se delas um dos esdrúxulos garçons de tanguinha e serviu uma taça de Martini para cada uma.

Dali do ponto em que estava, mesmo de longe o Grande Mestre notou o sorriso charmoso de Geisty ao garçom, e também o de Shina. Esta por sinal sem discrição alguma delineava os lábios com a língua enquanto parecia devorar o rapaz com os olhos. Ambas aceitaram as taças e ao toma-las entre os dedos tiveram todo aquele carisma correspondido pelo rapaz que lhes deu uma piscadinha de olho faceira.

Um tanto perplexo o Patriarca acompanhou, mesmo que de longe, todo o desdobrar da cena com o copo de whisky apoiado nos lábios sendo preenchido por sua respiração quente. Quando o garçom enfim se afastou as duas amazonas ficaram a cochichar entre risinhos abafados. Sem compreender bem por que aquilo o incomodara virou o líquido amargo garganta abaixo, já se servindo de outra dose.

O fato é que sentia uma inexplicável raiva além do incômodo indecifrável, e então aquele momento de contemplação deu lugar a uma controversa sensação de revolta que o fazia tecer pensamentos involuntários, alguns sem o menor sentido para si.

“Essa maldita amazona de Serpente... Leviana!”

Ainda que buscasse organizar tais pensamentos, entende-los, estuda-los, era mais fácil para ele alimentar-se deles, visto que o ódio e a raiva eram terrenos sentimentais aos quais estava mais habituado.

“Se faz de desalentada para se esgueirar dos compromissos para com o Santuário. Fingida! Caso contrário não estaria se embebedando e se expondo nessa festa extravagante que Peixes promoveu em homenagem a ela também. Ordinária! Desse bando de insubordinados que Saga protegia sob suas asas, essa amazona sem dúvida é a pior. Ela barganhou a garantia de impunidade ao se deitar com Saga... Ardilosa!”, pensava enquanto desprendia uma espreita carregada em ira para Geisty.

Há alguns metros dali, na borda da piscina, o som das risadas das amazonas se extinguiu quando, parecendo sentir o peso do olhar carregado do Patriarca sobre si, Geisty olhou para a direção da mesa em que ele estava. Foi com tristeza que ela constatou que Gêmeos estava completamente sozinho desde que chegara ali praticamente. Sozinho também ele repetia o gesto de despejar o whisky garganta abaixo para em seguida encher novamente o copo e tornar a executar a ação enquanto fitava o vazio com um olhar vago.

A figura dele ali contrastava de forma cruel com tudo à sua volta, inclusive com a memória de Saga, que vivia presente e saudosa na lembrança dos amigos, e cuja presença sempre fora amistosa.

Dentro de si Geisty sentia, ainda que de forma incompreensível e inusitada, como se aquela solidão fosse sua também... Sofria ao olhar para ele, mas sofria por Saga, pelo seu cavaleiro, que de alguma maneira estava preso dentro se si mesmo, à mercê daquela criatura que tão pouco, ou quase nada, compreendia, e incapaz de reagir. Sofria por não saber como ajudar o homem que amava, mas em seu íntimo tinha certeza de que precisava fazê-lo. Porém, ao mesmo tempo sentia repulsa por aquela criatura odiosa que agora controlava o corpo de Saga, a fazendo se afastar dele.

Enquanto a amazona divagava em seu universo particular de dolorosas constatações, a seu lado Shina suspirava e comentava animada sobre a festa e as beldades que desfilavam pelo convés. Karina, a bacante sérvia que talvez fosse uma das garotas mais próximas à elas, estava junto e era pura animação. Mesmo assim, toda a euforia das amigas parecia não ser o suficiente para atravessar a barreira invisível erguida inconscientemente por Geisty, que havia se fechado para o mundo a sua volta.

Percebendo isso Shina discretamente fez sinal à Karina e lhe pediu que fizesse a gentileza de buscar alguns bombons belgas para repor a bomboniere do quiosque em que estavam que já estava vazia. Perspicaz, porém discreta como era, a bacante loira rapidamente foi atender ao pedido deixando as duas amazonas a sós para que pudessem conversar.

Foi quando Shina chamou a atenção da amiga se debruçando próximo ao seu ouvido e pondo a mão em seu ombro.

— Ei. Assim ele vai perceber que você está olhando... A não ser que queira que ele perceba, né? — disse dando um sorriso acolhedor sendo observada pela outra que ainda mantinha um ar entristecido e meio atônito.

— Não. Não quero que ele perceba... Não quero mesmo, até porque nem é para ele que estou olhando... — disse firme e de imediato mudou sua expressão para uma cara emburrada dando um gole em seu Martini.

— Você ainda procura algum traço do Saga ali, não é?

— Eu preciso... E, ainda que eu saiba que aquela criatura não é o meu marido, não consigo deixar me sentir mal por...

— Por querer estar longe dele? Por evitar contato? Pela deusa, né Geisty. E quem gostaria de estar na presença indigesta desse sujeito? Ele é medonho, intragável... — Shina dizia gesticulando ao modo tipicamente italiano e tentando manter a voz baixa, tarefa que para si era deveras complicada.

— Exato! Ele é isso tudo que você falou, mas... em algum lugar ali dentro está o meu Saga, e isso me dói. Dói perceber que todos o evitam. — completou Geisty que acompanhava a amiga nos mesmos modos extravagantes de se expressar.

— Não. Todos evitam o Patriarca. Todos evitam quem Saga se tornou. Esse monstro cruel e irracional movido à ambição, ódio e vingança. — disse Shina, que tinha dentro si viva a memória de Milo e a injustiça que acreditava ele ter sido vítima.

— Sim. E eu não posso condenar a todos, já que até eu o evito, mas também não posso evitar me doer vê-lo ali, sozinho... Me dói imaginar que ali, em algum lugar, ainda que eu não o enxergue, Saga deva estar sofrendo com essa rejeição, e que não nos tenha restado outra escolha... Principalmente pela pessoa que ele era, sempre tão receptiva, amável e companheira e que sempre buscou a presença de todos os amigos, agora está completamente sozinho, preso dentro de si mesmo... e só lhe restou a companhia daquela criatura desprezível que tomou tudo dele... tudo! — Geisty praticamente cuspia as palavras com os olhos marejados em ódio e terminando sua taça de Martini em um único gole.

— Amiga, calma. Calma... Não fica assim. — soltou um suspiro tenso por fim. Era uma situação tão pesada e de difícil solução, mas mesmo assim tentava afastar Geisty do olho desse furacão, pois sabia bem a amiga teimosa que tinha e vê-la querer mergulhar de cabeça nessa arapuca era seu maior medo no momento.

— Ah! Falar é fácil! Vou fazer o quê? Me fazer de indiferente? Já tentei isso também e falhei.

— Eu sei que só te aconselhar é fácil. Também não estou pedindo para que seja indiferente e ninguém aqui está sendo... Estamos com receio, o que é muito diferente. Ninguém abandonou o Saga. Todos estamos com esperança de que ele... volte. — esfregou as unhas no couro cabeludo enervada, pois aquele era um assunto que deixava várias perguntas sem respostas e todos confusos e o olhar interrogativo de Serpente não estava colaborando para que Ofiúco organizasse seu próprio raciocínio — Enfim, olha, relacionamentos nunca foram o meu forte, mas eu só estou te pedindo para ter calma e muita cautela caso você precise, por algum motivo que eu simplesmente não consigo imaginar agora qual seja, se aproximar dele. Pelos deuses, Geisty, eu me preocupo muito com você, sei que não está sendo fácil, mas dê um passo de cada vez ou você vai tropeçar amiga, e o tombo vai ser feio. — Shina era observada atentamente pela amiga enquanto falava, quando distante há alguns metros uma movimentação nada comum chamou a atenção de Ofiúco que reagiu instantaneamente — Ah cazzo! Mas o que essa merda desse homem está fazendo agora!

Surpresa pela mudança repentina da outra Geisty se virou para trás e o espanto foi imediato.

Em sua mesa o Patriarca segurava Karina pelo pulso e parecia força-la a se sentar em seu colo, enquanto a bacante, visivelmente constrangida, com os ombros encolhidos e feições aflitas, negava-se, apesar do medo que aquele homem lhe causava, não apenas por sua aparência funesta e seu perceptível grau de alcoolismo, mas por sua posição, visto que embora estivesse diferente, e doso os buchichos que ouvira desde que tudo acontecera, ele ainda era seu patrão.

Sem pensar duas vezes Geisty deixou a piscina em um único impulso e ainda pingando água seguiu para a mesa a passos decididos apesar dos protestos infrutíferos de Shina que vinha em seu encalço. Ao chegar lá surpreendeu a ambos ao segurar com firmeza no pulso de Gêmeos deixando que suas garras afiadas pressionassem a pele dele enquanto usava a outra mão para desvencilhar o braço fino de Karina do agarre inoportuno.

— Solta ela! — disse Geisty percebendo o suspiro aliviado da bacante.



***

Nosso grupo no face "Fics trio ternura"

Tumblr da Rosenrot com várias fanarts da fic

Notas finais
Pois é pois é pois é. Dona Geisty e seu Coiso parecem que vão se enfrentar =x. Gente e o Mu? uhauhaha a bunda dele ta MUITO queimada pq ele não passou protetor na raba né? uhauha vou postar no grupo a imagem de como Mu e Shaka ficaram uhauha ( Shaka bronze delícia..Mu camarão frito uahha) E O KIKI? Lascou-se olha o que ele aprendeu a falar...EEEE aqui cabe uma nota MUITO importante: Eu (Hamal) e Rosenrot começamos a ler fics de CDZ nas fics do fanfiction . net, com Belier, Pipe.... e na fic " após uma festa de baco" Mu e Shaka tem um filho que chama o Shaka de baba. (se vcs se lembrarem na novela “o clone” baba tbm era usado para pai.)... na verdade nós não sabemos de fato se baba é pai em HINDI, mas é sim pai em alguma língua oriental e que foi usada pela Pipe nas fics dela. Desde então quando eu e a Rosenrot fomos fazer o Kiki nós colocamos ele falando isso: baba é o pai indiano e papai é o pai lemuriano. Porém como o templo é uma fic longa demorou todos esses anos para Kiki aparecer e falar no templo, então já usamos o baba em outras fics sem maiores explicações hahah e que estamos dando agora. O motivo de Kiki falar assim é esse: uma homenagem a Pipe. E para justificar a palavra usamos de licença poética para dizer que é um termo usado nas novelas indianas e que o Mu usou pra disfarçar a grande verdade: A primeira palavra de Kiki foi PRAGA AUHUAHUAHHA e que ao longo do tempo Mu desesperadamente ensinou o nenê a transformar em baba kkkkkkkkkkkk Enfimmmm. o penúltimo cap =x Se tudo der certo semana que vem postaremos o último cap do volume 2 E O PRIMEIRO DO VOLUME 3... pq essa história está só na metade *-*