Templo das Bacantes Vol. 2

61 Quero mais é viver assim ao seu ladinho.


Notas iniciais
Olá meus amores... prontos para mais um capítulo? e esse está bem Mushakistico XD Será que o carneiro brabo vai se entender com a praga lora? Nota especial para essa capa LINDONAAA que a Rosenrot fez *-*

Quando chegou ao deck do piso a fisionomia de Shaka de Virgem era de intimidar Hades no Inferno. Em seu rosto, cujas maçãs e nariz já estampavam uma discreta vermelhidão devido às horas na piscina sob o Sol, fulgurava um semblante extremamente austero, duro, o que só reforçava sua reputação pavorosa de violento, impiedoso e também o mais intragável dos cavaleiros de ouro. Tinha os olhos abertos, e o azul profundo de suas íris em destaque com a pele bronzeada reluzia ainda mais incrível do que já era. Uma visão rara, por sinal, para as pessoas que estavam ali bebericando drinks coloridos nas mesas dispostas na borda da plataforma de mergulho ou mesmo nadando nas águas cerúleas do Egeu.

Uma delas era Fúlvia, que acompanhada de Yumi, mais duas outras bacantes e alguns dos garotos de programa do Olho do Oráculo se divertiam saltando de um trampolim improvisado.

Quando a garota viu o virginiano se aproximar da plataforma prontamente cutucou as amigas o indicando com o olhar, e na mesma hora todas olharam sem sequer disfarçar, afinal era raríssimo ver o Cavaleiro de Virgem mesmo nos arredores no Santuário o que dirá então vê-lo ali, de sunga, sozinho — diga-se sem o marido — e com os olhos abertos.

— Olha lá, é o marido do Seu Mu. — disse Fúlvia aos cochichos à uma das garotas, mas logo, efusiva e entusiástica como era, ergueu o braço e acenou para Shaka — Eiiii! Moço monge! Oi! — gritou a plenos pulmões.

Embora estivesse irritadíssimo Virgem respondeu ao cumprimento apenas olhando para ela, sem amenizar sua expressão sisuda ou sequer externar um ligeiro sorriso, jamais com simpatia, mas também sem ignora-la por completo, e continuou caminhando até a borda da plataforma onde haviam dois jet skis emparelhados e um instrutor que estava ali para conduzir os convidados.

— Nossa... ele parece bravo, né? — disse Fúlvia recolhendo a mão.

— Sabe que não reparei? Só consegui olhar na bunda e nas pernas. — disse Yumi sorrindo com malícia — Assim, sem aquela roupa toda que ele usa, dá até para saber o que o seu Mu viu nele. Nossa, o cara é um gato, ui!... Adoro homens com pernas longas.

— Hum... Eu achei que ele fosse mais fortinho. É muito magro, credo. O Seu Mu gosta de carnes, de gente gostosa que tem onde pegar. — disse Fúlvia levando as mãos aos seios os apalpando.

Yumi e as outras garotas deram uma sonora gargalhada em uníssono.

— Eu heim, Fúlvia. Se liga. Como você pode saber do que ele gosta? Seu Mu foge de você como Diabo da cruz, iludida.

— Como eu sei? Ora, eu sou puta, querida. Eu sei quando um homem me olha com desejo. — disse Fúlvia provocando mais risos nas amigas — Pois, espero que eles tenham brigado. Seu Mu merece uma mulher fogosa, que goste de sexo, que o deixe sem fôlego e com as pernas bambas, não um monge magricela.

— Hum, vai ter a chance de perguntar isso para ele. — disse Yumi apontando para o fundo do deck onde Mu vinha apressado.

Ao vê-lo ali Fúlvia rapidamente correu a seu encontro.

— Seu Mu!

— Ah! Oi Fúlvia... — o lemuriano respondeu com um sorriso forçado sem interromper seus passos e passando apressado por ela. A bacante era a última pessoa com quem gostaria de falar naquela hora, mesmo assim não conseguia ser rude.

Logo Mu chegou à borda da plataforma, e quando Shaka o avistou cogitou largar ali o instrutor que lhe estendia a chave do jet ski, mas seu orgulho mais uma vez falou mais alto e ele a pegou, permanecendo no mesmo lugar. Estava firme no propósito de se divertir sozinho, embora seu conceito de diversão fosse totalmente avesso à tudo aquilo. Preferia estar em casa com o lemuriano, de preferência assistindo a um filme abraçadinhos ou mesmo ouvindo uma música alegre enquanto dançavam descalços no jardim como faziam nas noites de lua crescente, quando o céu estava mais escuro e era possível namorar as estrelas.

Viu quando Mu chamou o instrutor e lhe disse que queria sair com o outro jet ski, então este rapidamente lhe passou as instruções, que eram muito simples, enquanto já lhe entregava as chaves. Com ela nas mãos Mu lançou um olhar atravessado a Shaka e ficaram por um instante assim, calados e bicudos, e quando enfim o ariano quebrou o contato e subiu no veículo já colocando a chave na ignição o indiano decidiu que faria o mesmo, mas eis que no momento exato em que dava as costas para Mu, Fúlvia apareceu ali toda faceira dando saltinhos animados.

— Seu Mu! Vai andar de jet ski? Vai sozinho? — dizia alegre e esperançosa ao ver que o casal iria em veículos separados.

Ao ouvir a voz da bacante Áries imediatamente olhou para trás, mas ao em vez de ver a garota ali o que viu foi as costas largas de Shaka, com a cabeleira loira e desgrenhada presa em um rabo de cavalo e os ombros ligeiramente bronzeados a deixar mais evidentes as pequenas sardas que ele tinha na pele naquela região.

— Não, ele vai comigo. — disse Virgem lançando um olhar severo para a bacante.

— Mas... o senhor não ia no outro? — a jovem perguntou confusa.

— Não vou mais, sua sirigaita oferecida. — Shaka respondeu ríspido, devolveu a chave de seu jet ski para o instrutor e montou na garupa de Mu, que olhava para aquela cena com os olhos arregalados tentando conter o riso. Ver o esposo com ciúme era algo raro e sempre engraçado, porém a surpresa da resposta atravessada o deixara sem reação.

— Vai ficar aí com essa cara de bobo ou vai dar logo a partida? — o indiano resmungou baixinho o encarando.

Mu não respondeu. Em vez disso ligou o veículo e elevou um pouco a voz fitando o rosto da bacante.

— Desculpe, Fúlvia, mas eu vou levar é minha praga loira para um passeio. — levou um beliscão ardido na costela que o fez dar um pulinho — Ai!... Enfim, fica para uma próxima. — acenou.

— Que não vai existir. Anda, toca esse negócio dos seis infernos. — disse Virgem irritado.

— Claro que não vai, mas diferente de você eu não queria ser grosso com a moça. — Mu respondeu já arrancando dali e logo estavam deslizando sobre as águas sem saber que toda a cena fora minuciosamente observada e analisada por um certo ex marinheiro caolho.

O Cavaleiro de Áries nunca tinha pilotado um jet ski, mas aprendia tudo com tanta facilidade e ligeireza que logo pegara o jeito, e quando se deram conta já estavam bem distantes do Vênus, divertindo-se com os saltos que a máquina dava sobre as ondas.

Por causa dos longos cabelos do lemuriano que voavam livres chicoteando o ar, Shaka mantinha o corpo ligeiramente tombado para o lado, pois molhadas as madeixas lavanda ficavam pesadas e açoitavam sua pele como se fossem finos fios de arame, com isso aproveitava para agarrar-se com força no tronco do marido.

Lá pelas tantas, quando já estavam bem distante e o Vênus virara uma embarcação pequena no horizonte, Mu desacelerou o jet ski apenas para que parasse de dar saltos e pudessem apreciar aquele infinito mar azul de beleza ímpar. Foi então que sentiu as mãos firmes de Shaka deslizarem lânguidas por seu torso molhado, com os dedos finos a examinarem cada músculo robusto até delinearem os mamilos. Quando estas mesmas mãos reouveram a força de minutos antes elas se espalmaram em seu peito largo o puxando para trás, e na mesma hora em que suas costas se chocaram com o peito aprumado do homem atrás de si o ariano sentiu quentes lábios deslizarem por seu pescoço até fecharem-se num beijo molhado no lóbulo de sua orelha.

Mu fechou os olhos e com um gemido tombou a cabeça para trás, mas manteve ambas as mãos firmes na direção do jet ski para não perder a velocidade nem o controle da máquina, já que o seu ele estava certo de que não manteria por muito mais tempo.

E se Mu ainda tentava manter o controle, Shaka já tinha mandado o seu para os infernos na hora em que decidiu montar na garupa daquele jet ski.

Aquela briga boba com o marido já o estava deixando louco. Louco de saudades, louco de tesão. Sabia que não conseguiria colar seu corpo ao de Mu daquele jeito e simplesmente manter a birra, ignorar a falta que sentia dele, dos lábios, do chamego... e fazia questão de deixar isso claro.

Shaka sentiu a pele de Mu arrepiar-se e ele contrair ligeiramente os ombros quando mordeu sua nuca experimentando um gosto salgado, então sorriu esfregando o nariz no pescoço pulsante do marido, aspirando ao odor do almíscar muviano que tanto lhe enlouquecia e que agora tinha um toque de maresia.

Nessa altura Virgem constatou que seu próprio corpo queimava por dentro e um tremor intenso tomava seu estômago. Se Mu o repelisse mais uma vez como vinha fazendo desde o famigerado episódio da luta de boxe perdida tinha certeza que enlouqueceria.

Mas não era isso que o corpo do ariano lhe dizia, e para tirar de vez a prova, enquanto beijava a nuca molhada e passava a língua quente na pele eriçada, Shaka deslizou as mãos pelo abdome de Mu até sem nenhuma cerimônia ou pudor segurar seu pênis por cima do tecido fino do shorts que ele usava.

Sorriu novamente ao senti-lo grande e duro como pedra, então mordeu os próprios lábios e o apertou forte com os dedos.

— Eu quero você dentro de mim. — as palavras escaparam de sua boca, ditas sem muita, ou quase nenhuma, ponderação, e a reação do ariano fora imediata.

— Hmmmm. — Mu soltou um gemido alto e rouco, instigado pela expectativa.

Àquela altura estar dentro do marido era tudo o que mais queria.

Com a visão um pouco turva tanto pelo Sol forte quanto pela excitação que fazia seu sangue entrar em ebulição, Mu olhou ao redor enquanto sua mente buscava uma maneira de saciar os desejos da carne. Foi então que avistou ao longe uma ilhota, o que de certo modo facilitou seu trabalho. Naquela região haviam várias como aquela. Aprumou-se como conseguiu, já que Virgem o bolinava como se fosse uma própria divindade indiana com muitos braços, e acelerou o jet ski tocando para lá.

Logo chegaram a uma pequena praia deserta cujas ondas quebravam fracas, então avançou até o veículo estacionar sobre areia de modo a ficar bem firme. Mal desligou a chave do contato já virou-se de frente para o marido ficando meio de pé, visivelmente afoito.

Na hora em que os olhos verdes e enegrecidos de desejo do ariano encontraram os azuis do virginiano ambos se analisaram por um momento. Mu então levou a mão ao rosto de Shaka, porém não o tocou com a sutileza e delicadeza habituais, não fez uma carícia, desta vez seus dedos correram firmes pela bochecha corada até sua mão se fechar e estes apertarem firme a pele molhada chegando a marca-la.

Virgem fechou os olhos e dos lábios entreabertos deixou escapar um gemido, e quando voltou a abri-los encontrou os do marido que o encaravam com uma intensidade bem diferente da costumeira. Mu não tinha o olhar doce com o qual também estava tão habituado. As íris verdes agora pareciam furiosas e extremamente instigadas.

E Shaka gostou do que viu. Mu olhava para si como se quisesse fulmina-lo e ao mesmo tempo devorá-lo, o que fez seu corpo todo estremecer, especialmente quando o sentiu avançar para cima de seu corpo feito uma fera que dá o bote, o obrigando a escorregar o quadril para baixo até ficar deitado de costas no banco de couro.

Ainda apertando com força o rosto do virginiano Mu acomodou-se entre suas pernas e deitado por cima dele o encarava em silêncio, ainda resistindo aos tentadores lábios entreabertos que arquejavam em expectativa. Porém, por mais magoado que estivesse Áries era incapaz de resistir a Virgem, principalmente depois de três dias sem um único beijo trocado e de toda aquela provocação tão obscena e atrevida.

— Praga! — Mu sussurrou rente à boca do loiro para que ele sentisse seu hálito, então sucumbiu a atacando com um beijo faminto e até um tanto rude com o qual parecia devora-la, enquanto suas mãos aguerridas corriam pelo corpo lânguido abaixo do seu comprazendo-se da pele molhada, apertando as carnes macias e firmes.

— Hmmmm... — Shaka gemeu nos lábios do lemuriano — Eu sei que você quer tanto quanto eu quero. — sussurrou levando as mãos aos cabelos lavanda dando um leve puxão.

— Sim eu quero! Quero muito!... Eu quero entrar em você! — o lemuriano disse com voz rouca ao pé do ouvido do virginiano jogando com as palavras que ele lhe dissera, ao passo que empurrava o quadril contra o dele esfregando suas ereções volumosas — Eu preciso...

Shaka sorriu chupando os lábios doces colados aos seus e estreitando os olhos azuis que faiscantes encaravam voluptuosos os do marido.

Ouvir aquelas palavras saírem da boca do homem que amava carregadas de lasciva o deixou ainda mais excitado.

— E o que está esperando, seu carneiro turrão? — sussurrou em êxtase fechando os olhos e esfregando os lábios febris no rosto de Mu com luxuriante ânsia.

— Quem disse que eu estou esperando, seu loiro metido? — o lemuriano respondeu deslizando a mão pela lateral do corpo dourado até enganchar seus dedos na sunga que ele usava e puxa-la para baixo.

— Eu te amo... aaah eu te amo. Te amo tanto! — Virgem disse enlouquecido enquanto mordendo o queixo de Áries usava os pés para descer seus shorts até metade das coxas. Sentiu um frisson lhe percorrer a coluna quando a ereção úmida e avultada dele tocou a sua.

— Eu também te amo Shaka. — Mu sussurrou de volta sugando os lábios afoitos do loiro — Hummmm... Vira! — pediu ofegante ao se afastar apenas para ceder espaço ao outro para que se movesse — Não estou mais aguentando de vontade, mas não quero te machucar.

Igualmente sem condições de esperar mais, e sem ponderar se aquela ideia maluca de fazer amor em cima de um jet ski ia funcionar, Shaka terminou de se livrar da sunga e virou-se apoiando o peito e a barriga no estofado de couro, com o quadril levemente levantado e as pernas abertas em paralelo no banco.

Apressado e instigado com aquela posição tão despudorada do marido Mu salivou umedecendo os lábios de forma sensual, depois também terminou de tirar os shorts junto da cueca e os jogou na areia a uma distância segura do mar para que não fossem levadas pelas ondas. Perdeu dois ou três segundos admirando a visão deliciosamente excitante do virginiano completamente exposto esperando para ser tomado, então lhe apertou forte ambas as nádegas e curvando-se distribuiu beijos e mordidas na pele que naquela região estava bem mais clara por não pegar sol.

— Hummm Mu... — o indiano gemeu sensual em expectativa.

Mu aproveitava o sabor salgado da pele quente do marido para estimular seu paladar, sabendo exatamente o que fazia, pois desse modo deixava escorrer sua saliva abundantemente por entre as nádegas dele enquanto acariciava sua intimidade com os polegares a fim de relaxa-lo e lubrifica-lo ainda que pouco.

Porém, a urgência e o tesão que moviam os desejos de ambos não permitiram ao lemuriano se demorar demais naquela preparação.

— Pelos deuses... Não tem ideia do tesão que está me dando te ver desse jeito.

Mu confessou a Shaka já erguendo o tronco e se posicionando para penetrá-lo, mas antes o provocou um pouco mais segurando firme o próprio pênis e o esfregando em sua intimidade também para lubrifica-lo, visto que estava tão excitado que sentia sua glande molhada como nunca, até que não suportando mais segurou forte na cintura dele e começou a penetra-lo lentamente, pois como havia dito antes não queria machuca-lo. No entanto percebeu que Shaka movia-se quase em desespero empinando os quadris e o incentivando a prosseguir, então sem ponderar mais cravou as unhas na cintura dele e empurrou tudo de uma vez chocando seus corpos com força e deixando escapar um gemido alto da boca sequiosa.

— Aaaaaaaaaaaaaaaaah... Mu! — gemeu junto dele o virginiano que com o tranco cerrou os olhos e apoiou ambas as mãos no banco para se manter no lugar enquanto recebia as primeiras estocadas, que eram lentas, porém fortes e lhe causavam dor, mas que nem de longe esta excedia o prazer delirante que arrebatava seu corpo e seu espírito.

— Hmmmmmm... Isso! Geme, Shaka... Aaaaah... geme para mim, meu amor... hmmm... — dizia o ariano sentindo o coração palpitar frenético enquanto gemia sem pudor e chocava seu corpo contra o dele com impressionante força.

E Virgem gemeu, alto e forte, a cada nova estocada funda e vigorosa que lançava seu corpo para frente. Estava tão excitado que mesmo sem ainda ter rompido totalmente a barreira da dor sentia pulsar-lhe deliciosamente o pênis com contrações repetitivas.

— Mu... aaaaaaaaah... — quase gritava de prazer para deleite de Mu.

Sozinhos ali, longe de tudo e de todos ambos se permitiam uma entrega como há muito não podiam se dar ao luxo, antes pela tristeza que abatia seus corações, depois pela ausência de tempo e a chegada de Geisty em Virgem. Amavam-se quando tinham ainda uma faísca de fôlego ao deitar à noite antes de sucumbirem pelo cansaço, mas o sexo era sempre contido, os suspiros e gemidos abafados, o que para amantes habituados à intensidade com a qual se entregavam um ao outro desde a primeira vez não era o bastante.

Não fosse pelos anos de prática da meditação e controle quase que absoluto de seu corpo Virgem tinha certeza de que teria atingido o orgasmo logo que foi penetrado, sem nem ao menos se tocar. E tal controle quase foi perdido quando sentiu Mu correr uma das mãos por suas costas até alcançar seus cabelos molhados e agarra-los com força, então um puxão o fez virar ligeiramente o rosto para o lado, e nessa hora Shaka percebeu que o ariano queria que olhasse para ele. Mu queria olhar em seus olhos enquanto o tomava. E assim ele o fez.

— Mu... aaaaaaaaaaaaaaaaah... — mordeu os lábios em êxtase quando seus olhos encontraram os do marido, que exalavam luxúria — Assim... aaaaah... mais rápido... hummmm.

— Ah Shaka assim você me deixa louco... sua praga gostosa... — disse Áries entre gemidos correndo os olhos para as nádegas do loiro que tremelicavam a cada choque forte de seus corpos para depois voltarem a fitar o rosto afogueado.

— Aaaaaaaah Mu... e eu quero que... você enlouqueça... e que enlouqueça seu marido... hmmmm aaaaah vai... isso...

Áries sorriu mordendo os lábios.

— Aaah... deuses você... é uma delícia... Eu quero toma-lo todos os dias da minha vida, Shaka... aaaaaah... — sussurrou Mu fitando o rosto do indiano que virava os olhos em êxtase, então com o corpo todo a vibrar de desejo debruçou-se sobre Shaka, passou um dos braços por debaixo de seu peito e o segurando firme para que não chacoalhassem tanto passou a estoca-lo com furor, enterrando-se dentro dele e ainda imprimindo mais força, o fazendo gemer ainda mais alto.

Mu arfava e esfregava o rosto ao de Shaka fundindo seus hálitos, enlouquecido de prazer. Não sabia se todo aquele furor sexual que tomava seu corpo e entorpecia seus sentidos vinha da recente abstinência de sexo, ou se vinha do fato de estarem sozinhos em uma ilha paradisíaca, sob um Sol escaldante e em cima de um jet ski, um cenário bem pitoresco para quem estava acostumado ao conforto do lar, mas a verdade é que sentia-se muito mais instigado que o normal.

O sal do suor de ambos misturava-se ao do mar impregnado em suas peles.

As respirações em ebulição se provavam e se provocavam.

Bem seguro pelo ariano Shaka soltou as mãos do banco e as levando para trás agora apertava as laterais das nádegas de Mu, acompanhando os movimentos pélvicos frenéticos de vai e vem cadenciados, deliciando-se com a musculatura firmíssima do ariano que se contraia e relaxava. Como ansiava por sentir aquele corpo viril cobrindo o seu daquela forma tão intensa e até meio bruta...

— Aaaaah Mu... aaaah assim... Shaka gosta assim... — gemia alto, quase gritava, para delírio do lemuriano que em êxtase começava a sentir o corpo abaixo do seu trêmulo, e sabendo que o indiano estava às margens de chegar ao orgasmo deu algumas estocadas mais lentas para toca-lo mais fundo.

Shaka gritou, e então mordeu o punho de Mu quando sentiu um arrepio intenso lhe percorrer a coluna e culminar em uma contração fortíssima em toda a região pélvica. Com um gemido abafado e longo gozou sem auxílio de nenhum outro estímulo além da penetração.

Enquanto trêmulo e lânguido Virgem ainda sofria os espasmos do intenso orgasmo, em delírio Áries aumentou a velocidade das estocadas retomando o ritmo de antes. Ver o marido chegar ao clímax primeiro era tudo que precisava para permitir-se, enfim, atingir o próprio prazer e gozar dentro dele, pois para o lemuriano não havia visão mais excitante que Shaka de Virgem desmanchando-se de prazer em suas mãos.

Como fizera Shaka, ao sentir o corpo arrebatado pelas primeiras contrações do orgasmo, alucinado Mu mordeu a nuca do virginiano enquanto derramava-se dentro dele em abundância, e após aqueles segundos de frenesi arrebatador sentiu suas forças exauridas, a mente nublada, os músculos frementes, e abandonou seu peso todo sobre o outro, suspirando e gemendo alto.

— Aaaaaaaaaaaah... pelos... deuses... Luz da minha vida... que delícia! — disse o ariano de olhos fechados enquanto ofegante beijava a lateral do rosto suado do indiano — Como eu precisava disso... Eu quero andar... de jet ski... todo santo dia.

Virgem riu alto deixando os braços caírem sem força em paralelo sobre o banco de couro.

— E eu já estava... subindo pelas paredes... Nunca mais faça isso com Shaka... Deixe ele sem água, sem comida, sem televisão... mas nunca sem o Mu. — murmurou com a voz meio abafada por estar com os lábios quase colados no banco de couro.

Áries riu, e após distribuir alguns beijinhos no ombro do loiro ergueu o tronco saindo de dentro dele com cuidado. Seu corpo ainda estava extremamente sensível e estimulado pelo sexo.

Virgem virou-se com cuidado e saltou do jet ski para a areia. Sentia-se molhado. O prazer do marido lhe escorria por entre as coxas. Pensou em entrar no mar para ao menos lavar aquele excesso antes de vestir a sunga, mas tinha que fazer algo antes.

— Mu. — chamou o ariano que tinha saltado também do veículo e recolhia as roupas de ambos na areia. Quando este olhou para si lhe estendeu a mão — Vem cá.

O lemuriano bateu as peças para retirar o excesso de areia e caminhou até ele. Segurou na mão que Virgem lhe oferecia e este o puxou pela cintura unindo seus corpos.

Shaka então olhou profundamente nos olhos verdes que o fitavam agora com a doçura da qual estava tão habituado e lhe acariciou ternamente o rosto.

— Eu sinto muito por tê-lo feito perder a luta de boxe. — disse Shaka — E sinto mais ainda por ter dito que a casa de Shaka é dele e a televisão também... A casa de Shaka é onde o Mu estiver, porque sem o Mu não existe morada para o Shaka nessa Terra... Você perdoa ele?

Mu sorriu retirando do rosto do indiano alguns fios de cabelo que estavam grudados na pele bronzeada. Beijou sua fronte delicadamente, pouco acima do bind que com aquele esfrega esfrega todo tinha se reduzido a um borrão vermelho, então voltou a olhar para ele.

— E eu consigo ficar bravo com você? — disse ainda sorrindo de modo carinhoso e completamente arrebatado. Amava aquela praga loira e jamais seria capaz de lhe negar nada, muito menos perdão — Minha chateação não foi apenas pela luta e sim pelo modo como você falou comigo. Shaka não pode ser grosso com o amorzinho dele. — fez graça falando com manha ao roubar um beijo do marido — No caso, eu.

O virginiano suspirou piscando os longos cílios dourados e o abraçou forte.

— Eu te amo Shaka, muito! Odeio brigar com você. — disse Áries.

— Eu também te amo, Mu.

Ficaram ali abraçados selando aquelas juras até que todo aquele sal do mar e do suor em seus corpos começou causar certa ardência em partes mais sensíveis.

— Vem... vamos aproveitar que estamos só nós dois aqui e dar uma de nudistas? — propôs o ariano jogando na areia as roupas de banho que segurava enquanto puxava o marido pela mão em direção à orla, mas este o segurou de volta mantendo-se no lugar.

— Espera! — disse Shaka que agora tinha um semblante sério.

— O que foi?

Houve um momento de silêncio absoluto entre eles, até que o indiano arregalou os olhos azuis e com o dedo indicador apontou para a mata fechada atrás de suas costas.

— Está ouvindo isso?

Mu franziu a testa e seus olhos passearam rapidamente pela paisagem à sua frente. Estava de frente para a mata.

— O quê?... Não ouço nada.

— Barulho de água.

Mu riu.

— Será que é porque... estamos numa praia? — brincou encolhendo os ombros.

— Besta!... Não é de ondas, é de água corrente... caindo sobre... pedras. — disse parecendo concentrado, e de repente virou-se para a mata e puxando o ariano pelo braço caminhava apressado em direção à ela — Vem, Mu. Acho que tem alguma nascente de água doce nessa ilha... Buda ouviu minhas preces! Muito melhor se lavar em água doce limpinha do que nesse mar emporcalhado.

***

Há quilômetros dali, no iate Vênus, a festa de Afrodite de Peixes rolava solta.

Havia sido servido um cardápio com carnes variadas, saladas e outro tanto de iguarias sofisticadas, mas a preferência dos presentes era mesmo pela variedade imensa de bebidas, desde cervejas de todo tipo à drinks coloridos, caipirinha brasileira e champanhes sofisticados, e com quase todos já bem soltos pelo álcool muitos dançavam ao som da batida agitada na pista improvisada no convés ou brincavam na piscina, monitorados de perto por cinco salva vidas de micro sunga vermelha que circulavam por ali.

A alegria imperava, e pelo menos por aquelas horas conseguiam esquecer as agruras da dura vida de cavaleiro, amazona e profissionais do sexo, já que quase metade dos civis presentes eram desse ramo.

Polifemo, imponente e impressionante como a casa noturna subversiva que dirigia no centro de Atenas, conversava descontraído com Afrodite em um dos quiosques montados na área da piscina enquanto tomava uma taça de champanhe. Junto deles estavam também Geisty, que dava uma papinha de ervilhas e cenoura para Kiki, e Aldebaran. O grandão brasileiro reforçava o protetor solar do pequeno lemuriano, e era impressionante como que com sua mão avantajava e extremamente poderosa distribuía com delicadeza ímpar o produto na pele do neném.

Do outro lado do convés, na área onde estavam as mesas, outra criança também recebia cuidados das mãos fortes do pai.

Shi... pare de se mexer, Hyoga. — disse Camus enquanto espalhava protetor nas costas do filho que sentado à mesa comia às pressas alguns pedaços de carne acompanhados de aspargos — E coma tudo que coloquei no seu prato ou não te deixo voltar à piscina. Não comeu nada que preste a manhã toda.

Mas não quelo mais. — disse fazendo birra chacoalhando os braços enquanto olhava ao longe para Afrodite e Polifemo no quiosque — Quem é aquele homem esquisito que tá convesando com a Maman Di, papa? Eu nunca vi ele no Santuálio... nem aquelas pessoas que estão com eles. — referia-se aos garotos do Olho do Oráculo, que sem cerimônia nenhuma brincavam na piscina aos risos, abraços e gritos eufóricos junto das bacantes e também de um ou outro cavaleiro que periodicamente aparecia por ali.

Camus franziu as sobrancelhas visivelmente incomodado e irritado. Guardou o tubo de protetor solar na bolsa do filho, limpou as mãos em um guardanapo de pano que havia ali e sentou-se à mesa, só então respondeu:

São... pessoas da vida... você nunca os viu porque eles trabalham à noite em casas para adultos e você é novo demais para saber o que é isso. — sendo filho de um Vor seria inevitável que Hyoga logo tivesse conhecimento de certos detalhes da profissão do pai, e isso incluía o ramo da prostituição, um dos maiores campos de atuação da Vory v Zakone, por isso o aquariano não mentiu, embora também não lhe respondesse com exatidão para preserva-lo dos detalhes — Não quero você perto deles, entendeu? — serviu-se de uma dose de vodca a qual bebeu com um só gole.

O menino ficou em silêncio por um tempo como se processasse em sua mente infantil a informação, até que balançou positivamente a cabeça. Porém ainda curioso logo voltou a indagar o pai.

E aquele gandão?... Ele não tem um olho, papa?

É, ele não tem um olho... Perdeu na guerra. Quando os adultos brigam às vezes isso acontece.

Nossa!... E Maman Di é amiga dele, papa?

Camus apertou os lábios e respirou ruidosamente.

Não sabia exatamente que relação bizarra de amizade era aquela que existia entre o namorado e o ex marinheiro cafetão sadomasoquista, e preferia continuar na ignorância.

Olha Hyoga! — disse Camus apontando para a piscina — Parece que Kiki acabou de almoçar. Estou vendo Aldebaran leva-lo para a cascata menor, ali no raso.

EU VÔ LÁ COM ELES! — gritou o menininho pulando da cadeira na mesma hora.

Vá, mas não saia de perto do Touro! E fique ali no raso. Não vai nadar no fundo agora que acabou de comer, ouviu? — disse elevando a voz porque o pequeno já corria desembestado para lá — Hyoga?

Ouvi, papa, pode deixa! — respondeu aos berros enquanto cruzava a pista de dança.

Na mesa Camus recostou as costas na cadeira e suspirou aborrecido. Estava sendo um suplício suportar tudo aquilo, principalmente sem poder estar junto de Afrodite e tendo que fingir ignora-lo por completo.

Como odiava aquelas reuniões...

Não fosse por Hyoga já teria ido embora há muito, ou pelo menos desde que começou aquela palhaçada de gogo boy com máscara de Batman chacoalhando os quadris por todo o convés de seu iate.

Extremamente irritado passou a mão na garrafa de vodca e serviu-se novamente, dessa vez encheu o copo quase até a boca.

Deu graças aos deuses por Aiolia e Marin terem ido para piscina também, assim podia beber e se enfurecer em paz sem ter que se conter, mas quando ia levar o copo à boca eis que um garçom se aproximou da mesa trazendo consigo uma bandeja e nela o que parecia ser uma sobremesa. Este parou a seu lado e por um breve momento trocaram um olhar.

— Eu non pedi nada. — disse Camus, agora sim dando um gole em sua vodca.

— Senhor. — o rapaz, bem jovem e extremamente bonito, mantendo um dos braços dobrados para trás como exigia as regras da etiqueta, fez uma mesura discreta baixando a cabeça e em seguida apanhou a sobremesa da bandeja e a colocou sobre a mesa, bem à frente de Camus, que indignado não tirava os olhos de si — Com sua licença, senhor. — disse antes de curvar-se ligeiramente e sair dali dando as costas ao francês.

Sem entender nada o aquariano o acompanhou com os olhos por um momento e então olhou para a sobremesa deixada ali.

Seu rosto transfigurou-se numa máscara de fúria e indignação na mesma hora.

— Mas que merde é... Uma rosquinha? — resmungou zangado.

Ergueu o olhar colérico e procurou Afrodite pelo convés, pois aquela patifaria só podia ser coisa daquele pisciano inconsequente lhe aprontando uma das suas, ou quem mais ali lhe mandaria uma rosquinha? Justo uma infame rosquinha!

Viu Peixes no mesmo lugar a conversar com Polifemo e agora também com Geisty. Sentiu raiva, além de uma imensa vontade de ir até lá esmurrar a cara dele e de quebra expulsar toda aquela gente de seu iate, então olhou mais uma vez para a rosquinha afrontosa e só então reparou que havia algo escrito nela; em glacê branco sobre a cobertura de chocolate.

“Abra-me.”

Ao ler aquilo Camus fechou os olhos e respirou fundo.

Queria era abrir a cabeça de Afrodite. Com uma marretada de preferência.

Apoiou um dos cotovelos na mesa e levou à mão ao rosto apertando os dedos contra a fronte.

Não podia acreditar naquilo.

Só podia ser uma piada de mal gosto, então, decidido a ver até onde aquela afronta de Afrodite iria antes de acabar com sua raça e colocá-lo em seu lugar, abriu os olhos e olhou novamente para o doce.

Verificou se havia alguém por perto e certificando-se de que estava sozinho ali enfiou os dois dedos indicadores no buraco da rosquinha a partindo ao meio.

Assim que a massa se rompeu Camus viu que dentro, em meio ao recheio, havia o que parecia ser um papel.

Era um bilhete.

Certificou-se mais uma vez de que ninguém o observava e limpando o excesso de doce do papel o leu ali mesmo sem retira-lo de dentro da massa.

“Encontre-me na cabine do comandante em trinta minutos. Preciso falar com você... Esse bilhete se autodestruirá quando você o congelar.”

Camus respirou fundo e fechou os olhos soltando uma bufada.

Era muita audácia!

No mesmo instante pegou de modo rude a rosquinha junto do bilhete enquanto procurava por Afrodite no convés, e quando teve certeza de que o sueco lhe observava resfriou aquela maçaroca em sua mão até reduzir tudo à um punhado de gelo esfarelado.

Também queria falar com Afrodite. Não apenas falar, mas dar uns belos sopapos na cara daquele pisciano folgado, e uma reunião na cabine do comandante seria uma excelente oportunidade pra deixar bem claro o que tinha achado de toda aquela palhaçada.

Negrito— traduzido do russo.

Nosso grupo no face "Fics trio ternura"

Tumblr da Rosenrot com várias fanarts da fic

Notas finais
Éan... Parece que Mu e Shaka deixaram essa ilha mais quente que a ilha da rainha da morte ein? hahaha enquanto os naturistas dão uns pegas ... Camus e Dite estão se estranhando..então só aguardem que a treta deles ficou para o próximo capítulo hahaha beijossssssssssss