Tem Um Mosca No Meu Coração
10 O Discurso
Notas iniciais
Nicole pegou o microfone, subiu no palco e começou a dizer:
– Fico muito feliz com a presença de todos vocês aqui comemorando comigo esse dia mais do que especial para mim. Espero que todos vocês estejam se divertindo, tanto quanto eu. Hoje eu vi pessoas que fazia tanto tempo que eu não as via... Meus colegas de orfanato e principalmente minha melhor amiga de lá: a Clarissa. — a luz do holofote surgiu em cima da morena que apenas sorria — Como dizem, toda loira tem a sua morena e ela é a minha. — a frase foi seguida por um coro de awn — Mas o que muitos podem não saber sobre a Clarissa é que ela é a pessoa mais falsa que existe — todos ficaram chocados com as palavras principalmente a menina referida a qual os olhos começaram a lagrimejar — Vocês acreditam que ela teve coragem de matar os próprios pais para que fosse para uma familia mais rica? Mas é obvio que eles perceberam depois e o que ela fez? Matou todos... Inclusive a irmã mais nova. E quem desconfiaria de uma menina tão meiga e pura? Que sempre chamava a atenção de todos naquele orfanato e que nunca dava trabalho? Ainda bem que fui embora logo daquele lugar e agora eu posso dizer tudo que ela é sem que ela me ameaçasse de morte de novo. — a loira disse soltando lágrimas profundas de seus olhos azuis — Mas enfim, — ela disse limpando as lágrimas — esse é um momento maravilhoso, e ela não estragará isso. Muito obrigada a todos novamente. — e ela desceu do palco sendo acudida por seus familiares e amigos perguntando se ela estava bem. A vingança estava concluída e ninguém desconfiaria dela.
Clarissa não podia acreditar nas palavras que ouvira e muito menos na pessoa falsa que Nicole havia se tornado. Tirou os saltos e saiu correndo daquela festa com lagrimas nos olhos e uma dor gigante no peito. Sua cabeça girava e quando mais corria mais confusa ficava. Mosca correu atras parando apenas para pegar as coisas que haviam deixado na festa. Por mais que corria não conseguia alcançá-la e cada vez de desesperava. Chegaram finalmente ao orfanato, escuro e silencioso. Clarissa abriu a porta dos fundos e saiu correndo para sala, onde desabou no frio chão de madeira e deixou que as lágrimas falassem por si. Mosca entrou em seguida. Trancou a porta e guardou suas coisas em um canto da cozinha. Correu para a sala e abraçou a amiga que aos prantos se encontrava.
Após um tempo Clarissa se acalmou e Mosca decidiu lhe perguntar o que havia ocorrido na festa.
– Mas o que houva na festa? Digo por que ela disse aquilo para você?
– Eu também não sei...
– Mas vocês não eram amigas?
– Eu achava que sim.
– Mas o que ela disse era verdade?
– Claro que não... Bom uma parte era, mas não toda a história...
– Então por que ficou tão chateada?
– Por que ela mentiu sobre mim para desconhecidos.
– E qual o problema? Você nunca os verá novamente...
– E se eu ver? E se ninguém quiser me adotar por causa disso? E mesmo se eu não ver... Quem dá esse direito a ela?
– Você poderia me contar a história verdadeira... Pra eu saber o quão grave foi a mentira dela.
– Você realmente acha que eu seria capaz de matar meus próprios pais? — ela o olhou incrédula.
– Claro que não. Apenas quero saber mais sobre a sua história.
Ela o encarou e começou a narrar a sua longa história.
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