Notas iniciais
Me perdoem por a história não estar focada em MosLi por enquanto, mas prometo que é questão de tempo. Não prometo que irão chorar no capítulo, mas garanto que ele está bem mais triste que o normal... Enfim, espero que gostem ;)

– Antes de eu começar... Apenas me prometa que você nunca dirá a ninguém o que eu lhe contar.

– Eu prometo.

– Mesmo se nós brigarmos?

– Com certeza.

– Ok. Bom, eu tinha uma família como qualquer criança teve. Não me lembro direito de como meus pais eram, mas as vezes sonho com os dois. Os dias ao lado deles não passam de vagas memórias, mas eu me sentia feliz sabe? Uma casa confortável e pais amorosos, do que mais eu precisaria? Mas tem um dia que eu nunca me esqueci... Minha mãe me colocou para dormir, como devia sempre fazer, me deu um leve beijo na testa e saiu... Eu tinha 5 anos na época e eu achei estranho ela não me contar uma história para dormir. Decidi esperar pelo meu pai, mas ele não apareceu. Estava quase pegando no sono quando eu ouvi um barulho, algo quebrando e eu fiquei com medo. Me encolhi na cama e puxei as cobertas, e uma longa discussão no andar debaixo se seguiu. Pensei em encarar os meus medos e ver o que estava acontecendo. Me levantei e fui andando lentamente até a minha porta e quando eu parei ali tentei me inclinar para ver por cima da sala e de repente eu estrondo se seguiu... Foi um tiro. Me assustei e sai correndo de volta para a minha cama fechei os olhos com força e esperei. — Mosca ouvia tudo atento e e Clara já começava a lagrimejar os olhos — Quando dei por mim, senti que estava quente, muito quente. Comecei a gritar para a minha mãe e ela não respondia. Tentei chamar o meu pai, mas nada também. Olhei ao meu redor e as chamas consumiam minha casa, quando pensei que fosse ser queimada também senti as mãos do bombeiro me levando para a parte de fora da casa. — Meus pais tio, meus pais — eu dizia para o bombeiro. — Me desculpe querida, mas seus pais não está mais entre nós... — ele disse me abraçando e eu só pude chorar. Logo depois a assistente social chegou e eu entrei no orfanato. Daquele dia, o que me restou foi uma pequena cicatriz na barriga causada pego fogo.

– Uau, que história Clara. — dizia Mosca ainda chocado pela narrativa.

– E ainda não acabou...

– Não? Bom pode continuar então...

– Você entende... Eu tinha apenas 5 anos, por que mataria meus pais por causa de dinheiro? Após 3 anos vivendo passando de orfanato em orfanato, finalmente fui adotada por uma família rica, que tinham uma filha de 3 meses. Minha vida estava finalmente voltando ao normal e eu me sentia feliz e segura depois de tantos anos. Por volta dos meus 12 anos foi quando tudo deu errado. Estávamos viajando de carro e Melissa e eu estávamos no banco de trás e foi quando aconteceu... Um caminhão foi fazer uma ultrapassagem ilegal e tivemos que desviar. Meu pai perdeu o controle do carro e batamos em um paredão de pedras da estrada. Quando acordei do impacto estava no hospital, havia ficado 5 dias em coma e perdi muito sangue em corte profundo na barriga... Todos haviam morrido menos eu. Ainda tenho a cicatriz do acidente e novamente voltei ao orfanato. Encontrei Nicole em um desses e nos tornamos melhores amigas. Ela era im ano mais velha e sempre me protegia das demais. Éramos carne e unha até ela ser adotada e se transformar nesse monstro. — as lágrimas já desciam como uma cascata, e foi quando elas começaram a falar mais que suas palavras.

Mosca a abraçou forte, afagando seus cabelos. Clarissa foi aos poucos recuperando o fôlego e as lagrimas foram cessando.

– E essa é a minha história — ela disse por fim.

– E que história... — disse o garoto lhe fazendo soltar um leve riso. — Você deveria fazer um filme de terror com a sua história, seria sucesso total.

– Deixa de ser bobo.

– É sério, mas mesmo assim, saiba que estarei aqui para o que der e vier... Sempre ao seu lado.

– Eu também digo o mesmo a você. Conta comigo sempre ok?

– Melhor amiga.

– Melhor amigo.

E o clima de tristeza foi embora e os dois jovens começaram a se aproximara cada vez mais. Chegaram até mesmo a encostar as suas testas, a respirações já haviam se tornando uma só e o inesperado aconteceria se não fosse pelo:

– Atrapalho? — a voz fez com que ambos se agastassem bruscamente.

– Claro que não, Sofia — disse Clarissa com a voz ainda embargada.

– Aconteceu algo com você? — perguntou a senhora preocupada.

– Sim, digamos que foi a pior noite da minha vida.

– Vocês saíram sem a minha autorização, certo?

– Sim — disseram ambos

– Então, agora sofreram as consequências...

Notas finais
E agora? O Sofia fará? Sugestões/ideias/dúvidas podem me mandar sem nenhum problema... Espero que tenham gostado, mesmo não sendo MosLi e nos vemos nos comentários