Te Quiero, Mon Amour!

9 Barrière Brisée


Notas iniciais
Simmm, gente! Voltei depois de mil anos! Como você estão? Alguém ainda lê fic/os aqui? Talvez com não o melhor capitulo de todos, mas não vou ficar justificando. Vou apenas entregar o conteúdo que me propus a fazer, pois estou inspirada novamente. Muita coisa vai mudar, meus planos originais eram totalmente diferentes. Mas farei o meu melhor para ser uma história inesquecível, uma história única, com direito à clichês mas sem ser chata! Boa leitura!

Minha grande descoberta da semana foi que a pessoa que Lola mais odiava no mundo era Adele Dubois por inúmeros motivos. De acordo com os relatos de Jade, Adele havia participado do Grande Fratello enquanto morava na Itália para cursar moda. Durante o período do reality show, Adele confessou aos outros participantes que mantinha um caso com o prefeito de Paris, e isso manchou a imagem dela no país. Sua fama já era considerável antes mesmo disso, pois ela, sendo modelo e estampando outdoors de uma marca francesa esportiva em ascensão, atraiu a atenção do público.

Jade e Leroy não pouparam palavras ao advertir Simon por ter deixado Lola sozinha na praça de alimentação. Por mais que Heloisa tenha tentado ajudá-lo alegando que o viu saindo do banheiro segundos antes, eles não compraram essa ideia. Simon, extremamente furioso, arrancou com sua moto para longe. Quinze dias se passaram, e as nossas preocupações só deram uma pausa quando eu recebi mensagens de Simon no meu celular.

simon_berny: “Gabi, me perdoa por não ter retribuído seu abraço enquanto meus pais estavam me ofendendo naquele dia.”

“Te conheço há pouco tempo e já te considero minha sœur. Pardonne-moi!”

“Eu tava em choque, acho que é o que eles chamam de transe.”

“Ouvir dos meus pais que fui culpado de tudo me fez enxergar que preciso dar um jeito de viver por conta própria.”

“Logo, logo, você vai entender o que eles querem dizer. Te atualizo de tudo. Estou ficando na casa de um amigo por uns dias. Beijos. Je t’aime!”

Na escola, minha rotina seguiu seu curso habitual, permeada pelos corredores movimentados e pelos murmúrios dos alunos enquanto se dirigiam às salas de aula.

Fiquei apreensiva quando Michel me chamou para uma conversa a sós no fim da aula. O som dos passos ecoava pelo corredor vazio enquanto nos dirigíamos para a frente do projetor da aula. O tilintar distante das vozes dos outros alunos desvanecia-se à medida que nos aproximávamos, e eu sentia uma tensão quase que palpável no ar. Não conversávamos desde o dia que, de alguma forma, acabei o afrontando para defender Scarlett.

— Gabriela, estive pensando no que você tinha dito a respeito do tratamento dos parisienses em comparação com os porteños. — começou Michel, e a seriedade do assunto me fez engolir a seco. Ele penteou seus fios escuros para trás com as pontas dos dedos, transparecendo uma pitada de nervosismo.

— Ah, é mesmo? — Cruzei os braços e soltei uma risadinha. Michel fez uma cara engraçada.

— Você tinha razão! — admitiu, colocando as mãos dentro dos bolsos da calça. Suas íris castanhas expressivas me deixaram intrigada desde o primeiro dia que o vi, como se ele pudesse me enxergar por dentro. Segurei a vontade de perguntar se ele por acaso não havia cursado psicologia ao invés de letras.

— E o que você quer dizer com isso? Vai me expulsar porque disse aquilo na aula, sobre a forma como vocês tratam os outros? — Simulei drama no tom de voz, e ri para mascarar o fato de que eu estava esperando pelo pior.

— Não, não. Eu vou te provar que nem todos os parisienses são assim. — Michel respondeu, e eu vi a chama da determinação em seu olhar.

— Fico feliz se você puder me provar do contrário. — Umedeci meu lábio inferior ao resmungar, pendendo a cabeça para o lado esquerdo. — Mal posso esperar pra saber o que você está planejando, Michel! Vai ser o que?

— Logo, logo, você saberá, Gabriela. Prometo.

Suspirei, dando-me por vencida.

— Eu só estava brincando, você sabe né? — enfatizei, tentando soar o mais sincera possível, numa tentativa de que Michel acreditasse. — Depois que aquilo no shopping aconteceu, realmente fiquei com uma impressão ruim, mas depois que conversei contigo, passou. Eu notei que você, aparentemente, não é como a sua namorada. Bem, apesar de achar extremamente estranho alguém tão legal como você namorar justo ela, tão arrogante, tão meti…-

Ele parecia não dar muita atenção ao meu papo até ouvir a última palavra.

— Prima! — Michel interrompeu-me de repente, e eu senti o tom de correção em sua voz quando ele pigarreou, evidentemente incomodado. Arqueei minha sobrancelha esquerda, em choque.

— Prima?

— Por que você está surpresa? — ele indagou, confuso.

— Nada. — Respirei fundo, dando de ombros e desviando o olhar ao sentir meu rosto pegar fogo. Eu estava morrendo de vergonha por ter tocado no assunto.

— Você nunca tinha ficado tão falante de repente. — Michel pontuou, estalando a língua. — Foi a primeira vez que te ouvi falando uma frase tão longa e tão depressa, estou surpreso!

— Talvez eu só tenha me sentido um pouquinho menos desconfortável, não sei ao certo.

Ou talvez você simplesmente tenha o dom de me deixar ainda mais ansiosa… não sei se devo confiar em você ou não…, pensei.

— Quebrei a barreira, então? — Michel riu, constatando que estava tudo bem outra vez.

— Suponho que sim, apesar de achar que nunca houve uma, professeur Dubois — Brinquei, numa tentativa de soar amigável. — Continuo achando injusto você fazer mistério.

— Prometo que valerá a pena! Se me permite, Mademoiselle… — Ele olhou para o relógio na parede da sala. — Vejo você daqui a algumas semanas no grandioso evento.

Dito isso, ele se retirou da sala com um sorriso tão largo que parecia alguém que acabou de ganhar um prêmio.

Notas finais
Link do trailer da fanfic: https://youtu.be/LX1qLRTXwWI?si=55WCHw4kxjHw2p3V Playlist da fanfic (ouçam na ordem, cada capítulo é uma canção): https://open.spotify.com/playlist/3nqnfGHPeW6Z0ismULPlbY?si=CBFteePcSQKt9RlULrSILQ&pi=u-DihW8LqXRDCO https://linktr.ee/dgwoman (elenco da fic)