Notas iniciais
Heeey! É a primeira vez que escrevo uma fic envolvendo personagens de livro e espero realmente conseguir superar as expectativas. Qualquer erro nesse capítulo, por favor me avisem. A gente revisa e revisa, mas sempre há algo que precisa ser mudado. Nos vemos nas notas finais tenham uma ótima leitura.

Então assim que era morrer?

A ausência do calor não era o que me incomodava. Nem mesmo o sangue que jorrava com força inundando minha roupa. O incomodo vinha do fato de eu não conseguir dizer às palavras que mudariam tudo. Ele merecia ter ouvido elas em outro momento, não a beira de uma tragédia, mas infelizmente nem sempre as coisas podem ser como queremos. Tentei falar novamente, sentindo a dor rasgar o meu peito com o menor dos esforços. Eu te amo, tentei sussurrar, mas as palavras saíram tão baixas e incompreensíveis que senti os seus dedos contra a minha boca em um sinal mudo para que eu não falasse.

Eu senti a mão dele apertar com força o meu braço e palavras indistintas sendo sussurradas. Ao menos era o que me pareciam tão distante era a sua voz. Nenhum som fazia mais sentido. Por mais longe que a minha mente já estivesse, envolvida por trevas e escuridão, eu ainda conseguia ver encoberto por uma fina camada de nevoa os olhos verdes dele me penetrando. Eu não estava vendo nenhuma luz ou entidade, mas dizem que quando estamos prestes a morrer a nossa vida passa como um filme pela nossa mente.

Meus olhos foram ficando escuros e todo o meu corpo parecia irradiar dor, mas eu não conseguia sentir verdadeiramente. Só o que eu sentia era o calor que vinha do corpo dele e tocava minha pele gelada. Sorri fraco para a luz que eu via na minha frente que transformava o seu rosto em uma espécie de borrão. Mesmo envolto de nevoa e escuridão ele continuava lindo e eu não pude resistir mesmo naquele momento à vontade de chorar.

Apesar de saber que ele fora a pessoa que me causará tudo aquilo eu não conseguia sentir ódio dele. Não... Eu o amava, e sabia que não podia culpá-lo pelas minhas escolhas. Isso era parte do que a vida ensinava para cada um de nós. A cada escolha existe uma conseqüência, a cada decisão impensada nós pagávamos um preço. A irresponsabilidade não poderia simplesmente brotar e ficar impune. Eu sabia que uma hora as forças divinas se lembrariam de mim e viriam para o acerto de contas. Então eu segui o meu lema diário: já que eu ia para o inferno mesmo precisava aproveitar enquanto estava viva. E eu aproveitei.

Eu não espero que você fique e leia a minha história, mas dizem que quando a morte conta uma história você deve parar para ler.

Meu nome é Annabeth Chase e está é a minha história.

Notas finais
E então, gostaram? Não deixem de comentar, se gostaram, não gostaram, odiaram, amaram. é realmente importante ter esse feedback de vocês.