Taste of danger - Percabeth
15 Festa!
Notas iniciais
Aquela farsa de namorados já estava me enchendo. Precisava me preocupar com Viviam causando problemas querendo que eu a levasse naquela maldita festa. Não me entendam mal! Sempre gostei de festas e sempre tive o prazer de ser uma das pessoas que é carregada por estar quase em coma alcoólico no meio da festa. Sabem aquelas pessoas que cuidam dessas que criam problemas, e fica sóbria a noite toda, do tipo motorista da rodada? Pois é, eu nunca fui uma delas.
Eu não pretendia ir até aquela festa. Eu não iria até aquela festa. Ninguém iria me obrigar...
...até eu saber que ela iria.
Por alguma ironia do destino, ou não, eu era uma das pessoas sóbrias da festa, e me diverti (sqñ) analisando cada movimento de Annabeth Chase, que dançava bêbada em cima de uma mesa ao som de Drinking From The Botttle, rodeada pela parcela masculina que ia ao delírio a cada movimento.
Todo mundo na mansão sentiu a indireta que ela me lançou na escada, inclusive Viviam. Isso fez com que ela ficasse ainda mais frenética querendo ir junto. Neguei, é claro. Tudo o que eu não precisava era de uma prostituta ciumenta que é minha falsa namorada junto enquanto eu tomava conta de Annabeth.
Eu já tinha preocupações o suficiente para uma noite para ter que lidar com mais uma. Se eu pudesse escolher, pagaria para não me incomodar, ou para no mínimo, ter uma arma que aniquilasse a vida de todos os homens que estavam se agarrando em Annabeth. Eu mesmo os caçaria, só por diversão.
Sem falar que Annabeth estava gostosa!
O cabelo loiro descia ondulando pelas costas nuas, preso do lado por uma presilha em flor preta. Não bastava o vestido vermelho ser totalmente aberto nas costas. Ele precisava ter um decote em "v" fundo deixando a mostra o vão entre os seios. O vestido era colado, como se ele tivesse sido embalado a vácuo no corpo dela.
Apesar de tudo isso, o que mais me incomodava, não era o fato dela estar extremamente sexy, ou então, de ter vários homens se agarrando nela. E sim, ver que ela dançava (lê-se: se esfregava como uma prostituta) em todos os homens que havia na festa, mas seu olhar volta e meia, se voltava na minha direção, como se para me mostrar que aquilo era para mim, minha punição, meu castigo.
Eu observava a tudo no canto mais recostado da casa perto das escadas. Sim, dentro da casa, porque começou a chover e o luau precisou ser transferido para a parte coberta.
– Não vai dançar?
– O que você quer Underwood?
Grover sentou calmamente do meu lado seguindo meu olhar.
– Por isso que está de mau humor? Devia ter trazido Viviam.
– Eu não estou de mal humor. E trazer ela teria sido um grande erro.
– Viviam é gostosa.
– Annabeth também é. — comentei.
Grover sorriu de canto ao ouvir meu comentário.
– Se você a quer porque simplesmente não vai lá e a pega?
Dei uma risada amarga.
– Não é tão simples assim garoto bode.
– Eu pegaria.
Lancei um olhar assassino na direção de Grover que ergueu as mãos como quem pede calma.
– Só fiz um comentário.
– Pois guarde esse tipo de comentário para você! — respondi azedo, enquanto escutava a música Revolver começar nas caixas de som.
Annabeth agora dançava entre as pernas de um cara, balançando seu corpo de forma sensual, passando as mãos pelo seu corpo e cabelo, com uma carinha sexy. Quando o cara tentava tocar o corpo dela, recebia um tapa no braço e mais provocação da parte dela. Isso é claro não a impediu de continuar a me lançar olhares discretos enquanto dançava.
Grover assistiu ao show por um tempo quieto e por fim chegou à mesma conclusão que eu.
– Isso é para você.
– Não sou eu que estou sentado no sofá.
– Isso é apenas um detalhe, se você não estivesse nessa festa, ela não estaria fazendo metade dessas coisas. Ela quer te irritar.
– Pois ela esta fazendo um excelente trabalho.
– Vou repetir: se a quer, pegue.
– Não funciona assim. — resmunguei mais baixo que um sussurro. — Ela me mataria.
– Cara! Duvido que ela te mate. Ela ia é vibrar de entusiasmo.
– Não seja estúpido Grover! — rosnei. — Não estou falando de Annabeth. Estou falando... deeeela.
Falei olhando para Grover para que ele pudesse entender de quem eu me referia. Era bem verdade que "minha" senhora me mataria. Não só me mataria, ela me esquartejaria, mas não sem antes me torturar de forma lenta. Não. Annabeth era proibida para mim. Olhei para o lado oposto de onde ela estava quase transando com o garoto sentado e observei enquanto Di Ângelo me analisava.
Ele nem havia se preocupado em desviar o olhar quando o olhei. Olhava de Annabeth para mim como que para mostrar que estava de olho. Em um momento de loucura me levantei e caminhei na direção dele.
– Aonde você vai? – Grover perguntou enquanto eu me afastava.
– Se divertindo? — perguntei enquanto sentava.
– Tanto quanto você.
– Não é fácil ser babá.
Em outro canto da casa Piper e Jason estavam no maior amasso no sofá. Eu o invejava. Uma inveja boa, se é que tem como isso ser bom em algum sentido. Thalia não estava em lugar algum visível da casa.
– Você a quer. — não foi uma pergunta.
– Quero quem?
– Não se faça de estúpido Jackson. – Nico bradou com pouca paciência. — Você quer Annabeth.
– E porque você acha isso?
Nico deu um sorriso sombrio antes de falar. — Esta nos seus olhos, você não consegue nem disfarçar mais.
– Não é verdade.
– Minta para você mesmo o quanto quiser Jackson, mas não pode mais mentir para mim ou para os demais.
Nico se levantou e ergueu as mãos para cima para se espreguiçar.
– Essa festa já deu o que tinha que dar para mim. — e então o seu olhar repousou sobre mim novamente como se quisesse me dar um recado claro: vou embora, é sua oportunidade.
– Vai embora? — eu perguntei estupidamente.
– Vou. Diga para Thalia, Jason e Piper me ligarem quando quiserem ir para casa.
– E Annabeth?
Nico deu outra risada sombria antes de responder. — Sei que pode levá-la para casa em segurança. Afinal de contas, VOCÊ é a babá e não EU.
E falando isso ele se afastou. Meu corpo se encheu com um liquido fervente, me deixando inquieto. Olhei na direção de Annabeth que agora parecia lutar para se livrar de um dos garotos que a estava assediando. Não sei o que me deu, meu corpo reagiu muito mais rápido que minha mente. Levantei e segui a passos largos na direção deles, puxando Annabeth para o lado antes de dar um soco na cara do infeliz que tinha a ousadia de tocar nela. Ahhh aquilo havia sido bom.
– O que pensa que está fazendo? — Annabeth gritou quando se deu conta do que havia acontecido.
– Já deu de festa pra você, já esta na hora de ir pra casa. — falei puxando ela pelo braço.
– Me solta! Eu não vou para casa. – ela gritava enquanto puxava o braço e prendia os pés ao chão. — Eu estou me divertindo! – com um último puxão forte ela conseguiu se soltar.
– Você vai para casa sim!
– E quem vai me obrigar? — ela quase grudou nossos rostos quando disse isso de modo que pude sentir o seu hálito acariciando meu rosto.
Meu cérebro não conseguiu processar uma resposta em tempo hábil antes de a música mudar. Annabeth gritou ensandecida quando escutou a música Hotel Room tocar. Quando fiz menção de pegar seu braço de novo ela girou rindo como uma criança travessa.
– Que foi Percy Jacksom? – ela me olhava de forma sexy. – Com medo que eu seduza você?
Annabeth começou a embalar seu corpo no ritmo da música, jogando o cabelo para os lados, ao mesmo tempo em que jogava as mãos para os lados e passava novamente no cabelo e corpo. Em determinado momento ela girou, deixando seu corpo mais próximo do meu. Virou as costas para mim e deixando o corpo se embalar pelo ritmo da música foi jogando seu corpo para trás até colar ele no meu.
Tentei ao máximo me manter parado enquanto ela continuava a remexer o corpo junto ao meu, mas não tive controle o suficiente para manter minhas mãos longe do quadril dela. Annie foi me envolvendo no seu feitiço aos poucos e em poucos minutos me vi movimentando meu corpo junto do dela enquanto ela segurava minhas mãos de forma firme contra o seu quadril. O cheiro do perfume dela invadiu minhas narinas mexendo com meus pensamentos. Não pude evitar pressionar meu nariz contra a base do pescoço dela e aspirar profundamente.
– Ta gostoso? – a voz rouca dela enquanto sussurrava para mim fez o meu corpo esquentar.
Ela me surpreendeu, fazendo minhas mãos passearem pelo corpo dela. Uma parte pequena do meu cérebro tinha consciência de que estávamos no meio da sala lotada com provavelmente um público alvo grande de homens babando em cima dela.
– Eu não estou usando calcinha. – ela continuava a jogar provocações enquanto dançava.
– Porque está fazendo isso?
Annabeth riu como uma criança que sabe que será castigada mais tarde porque esta fazendo arte, mas não liga à mínima.
Minhas mãos continuaram a explorar seu corpo, enquanto a música se aproximava do fim. Ela girou e colocou sua boca no meu ouvido sugando o lóbulo. Apertei mais o corpo dela que sorriu baixinho contra o meu ouvido antes de sussurrar:
– Apreciando o show? – a pergunta veio seguida de uma mordida no pescoço. Fechei meus olhos com as sensações que invadiam meu corpo.
– Annie...
– Shiii... Quieto Jackson, eu não te mandei falar. Infelizmente para você isso vai ser o mais perto que você vai chegar do meu corpo.
A música parou fazendo com que todo mundo voltasse seus olhares para nós. Cada molécula do meu corpo protestou quando ela afastou o corpo dela do meu. Novamente meu instinto reagiu muito mais rápido, que o meu pensamento, e eu me vi caminhando na direção dela, aproximando nossos rostos para selar nossos lábios em um beijo, mas algo estava errado na situação.
Os olhos acinzentados analisaram meu rosto antes de adquirirem um tom irônico e debochado.
– O que?
– Eu não fico com caras comprometidos. – o sorriso dela se alargou.
– O que? – repeti novamente como o babaca que eu era.
– Ohhh... – Annabeth fez uma expressão de quem esta se divertindo muito. – O cabecinha de alga achou mesmo que ia levar a sabidinha para a cama hoje? Pois sinto desapontá-lo Percy Jackson, eu já tenho minha carona para casa.
Ela olhou para os lados procurando por qualquer cara disponível para levá-la para casa e se decidiu pelo que ela havia dançado mais cedo. Demorei uns segundos para me dar conta do que estava para acontecer.
– Você não pode! – rosnei.
– Eu sou maior de idade, posso fazer o que eu bem entender.
– Você vai para casa comigo. – Piper achou que essa era uma boa hora para aparecer perguntando da carona. Peguei o celular do meu bolso e joguei na direção dela com pouca paciência.
– Achem Thalia e ligue para Di Ângelo, ele vai levar vocês.
– E Annabeth? – Piper perguntou.
– Eu vou levar ela para casa, não se preocupem. – meus olhos não desgrudaram do dela.
– Eu não vou com você! – Annabeth bateu o pé cruzando os braços na frente do corpo. – Quero ver quem vai me obrigar.
– Ah você quer ver?
– Quero.
– Então me observe.
Ignorando os protestos dela, a joguei contra o meu ombro e a carreguei para fora da casa sem esperar para ver se alguém nos seguia.
– Me coloca no chão! Você não pode fazer isso! SOCORRO!!
– Isso! Grita bastante! Ninguém vai vir atrás de ti!
– Estúpido! Eu te odeio!
– Que bom o sentimento é mutuo!
Joguei ela no banco de trás do carro sem nenhuma cerimônia. Quando me virei para sair de cima dela Annabeth envolveu meu corpo com as suas pernas como havia feito uma vez no seu quarto.
– Me solta! – rosnei.
– Que foi? Não gosta quando te prendem?
– Annabeth eu não vou falar duas vezes.
– Ótimo, faça um favor a todos nos e cale essa maldita boca. – Annabeth se movia de forma proposital contra o meu corpo fazendo movimentos de vai e vem enquanto mantinha seus olhos nos meus.
– Quer ver como que eu calo a minha maldita boca Annabeth?
Segurei firme nos seus cabelos, puxando a cabeça dela para trás, de forma que pude unir nossos lábios em um beijo feroz. Senti como se uma onda de felicidade me envolvesse, mas esse sentimento não pode ser desfrutado por inteiro. Foi com pesar que escutei a sirene soar antes de alguém em um alto falante falar:
– Saiam do carro e coloquem suas mãos para cima onde eu possa ver.
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