Taste of danger - Percabeth

8 Annabeth se torna uma arremessadora de pênis


Notas iniciais
Gostaria de dedicar esse capitulo para a Lili que fez a primeira recomendação da fic. Você é linda! Eu vomitei arco iris quando li as suas palavras! Amei! Esse capitulo é todo seu. ♥ Para os demais, nos vemos nas notas finais. ;) Boa leitura! ♥

Inicio Flashback Annabeth – Mais cedo naquele mesmo dia

– Alô? – alguém atendeu ao telefone de forma entediada.

– Onde está meu pai?

Senti quando a pessoa do outro lado da linha sorriu. Então o telefone ficou mudo. Tornei a ligar.

– Alô? – Miranda atendeu ao telefone novamente.

– Não pode me impedir de... – o telefone ficou mudo novamente.

Tornei a ligar.

– Alô? – Miranda parecia não se cansar daquele joguinho psicótico.

– Escute com atenção antes de desligar. – falei tão rápido que quase me perdi nas palavras. Ela esperou. – Eu vou conseguir contato com ele Miranda. Não pode me impedir. É guerra que você quer, é guerra que terá. – minha voz era fria. Ao longe escutei quando meu pai perguntou Quem é? e quando Miranda respondeu Foi engano. E então ela desligou.

Aquela cena havia se repetido muitas vezes desde que eu havia chegado à mansão. Eu nunca havia dado a sorte que meu pai atendesse ao telefone e acredito que Miranda devia ficar como um cão de guarda ao lado o tempo todo.

Senti vontade de chorar pensando que meu pai também não havia tentado contato. Deitei na minha cama abraçando meus joelhos. Então escutei batidas suaves na porta.

– Toque, toque...

– Oi Luke! Pode entrar.

– Ta tudo bem sabidinha?

Sorri para o apelido.

– Ta sim.

Luke não deixou que minhas palavras o enganassem lendo a mentira nos meus olhos.

– Problemas em casa?

– É... – falei sorrindo fraco. – Mas eu não quero falar sobre isso.

Luke acariciou minha bochecha. Os olhos azuis estavam ternos.

– Vai dar tudo certo. Eu estou aqui agora.

Ele continuava fazendo carinho no meu rosto e eu me senti protegida. Eu ainda não conseguia acreditar que ele estava ali.

– Não achei que ia vir. – ele me olhava, tentando encaixar o que eu queria dizer. — Sabe... Quando eu te liguei. Você teve que viajar meio mundo para atender a um capricho meu. – falei sem graça.

Luke sorriu fraco.

– Não foi nenhum incomodo na verdade.

Eu sabia que era mentira. Luke teve que comprar as passagens tudo de última hora. Sem falar que precisou falar com a senhora Castellan. Não era fácil explicar para uma mãe que você ia atravessar o mundo por causa do pedido de uma garota.

Depois precisou falar com a senhora Chevalier para ver se seria aceito na mansão. Ok, talvez essa parte tenha sido a mais simples, porque ela adorava Luke.

Ainda lembro quando eu e Luke nos escondíamos dela atrás das arvores de mangueiras. Ela sempre nos encontrava porque sempre nos escondíamos no mesmo lugar. Mas ela fingia que não nos encontrava rápido e que o nosso esconderijo era super secreto só para deixar duas crianças arteiras felizes.

Peguei a mão de Luke fazendo pequenos carinhos para depois soltá-la. Caminhei em direção da janela observando um canto escuro e escondido da mansão que ninguém nunca se preocupou em ir.

Aquele era o lugar proibido. Senti a aproximação de Luke e quando suas mãos se assentaram na minha cintura. Achei o carinho gostoso e enlacei meus dedos nos seus puxando mais seus braços por volta do meu corpo para que ele me abraçasse mais forte.

Suspirei lembrando aquele dia. Luke é claro percebeu. Ele seguiu meu olhar e viu para onde eu estava olhando.

– Precisa esquecer esse dia Annie. – olhei triste para ele, que sorria fraco. – Eu já esqueci.

Mas como eu poderia me esquecer se a cicatriz estava ali para me lembrar todos os dias da minha vida o que eu havia feito com o rosto de Luke. Ele colocou seu rosto na base do meu pescoço sentindo meu perfume enquanto me abraçava mais forte.

Observei enquanto o pessoal jogava vídeo game na casa de vidro. Luke seguiu o meu olhar e senti quando ele sorriu contra o meu pescoço. Então ele me soltou.

– Vem. Vamos ganhar de alguns manes no vídeo game.

Olhei uma última vez para o lugar proibido. Só então deixei que ele me puxasse para fora do quarto.

Fim Flashback Annabeth – Mais cedo naquele mesmo dia

Eu havia soltado um grito medonho.

A cena na minha frente me dava vontade de vomitar. Havia quatro mulheres! Ele estava sentado no meio da hidromassagem como se fosse um rei. Uma das mulheres fazia massagem nas costas dele. Outra estava sentada nele fazendo movimentos nada ortodoxos. Ele parecia estar com o rosto dele enterrado nos peitos dela. Parecia porque não tinha como ver ele exatamente.

As outras duas mulheres beijavam cada parte exposta do corpo dele, estando uma de cada lado. Os barulhos eram ainda piores com as portas abertas.

Quando todos ouviram meu grito todo mundo se assustou e ai as coisas ficaram um pouco vagas na minha cabeça. Eu sentia as lágrimas escorrendo do meu rosto. Eu agarrava o pênis de borracha na mão decidida a fazer com que ele engolisse aquilo.

Marchei na direção da hidromassagem. Eu não via mais nada direito. Tudo estava vermelho. Um vermelho tão vivido e tão intenso como o sangue. Então eu senti quando alguém me agarrou pela cintura e aquilo foi o ápice para a minha loucura.

Todos os sentimentos que eu vinha reprimindo desde que sai de casa estavam em conflito.

Era como se eles estivessem em um grande copo de liquidificador e por alguma ironia (ou não) do destino ele houvesse sido ligado. Estava tudo uma bagunça.

Comecei a chutar para todos os lados tentando me libertar. Eu não sabia quem era porque não olhei para trás, mas provavelmente devia ser Luke. Nenhum outro teria tido a coragem suficiente para vir atrás de mim quando eu estava naquele estado. Luke não. Luke era diferente. Era por isso que ele era a pessoa certa para mim. Não ele. Não Percy.

Ele era abominável. Todas as células do meu corpo pareceram se agitar quando eu compreendi aquela cruel verdade. Eu definitivamente não estava apaixonada por ele. Por nenhum deles. Mas eu estava no caminho. Eu me via agora em uma encruzilhada. Um lado me levaria para Percy. Outro lado me levaria para Luke. E o caminho a minha frente não me levaria para nenhum dos dois.

A decisão parecia ser simples se vista de um primeiro momento, mas não era. A decisão era cruel. Eu não podia seguir um caminho sem machucar alguém.

Todas essas coisas passaram pela minha mente enquanto eu era carregada. Estava tudo uma confusão. Mas eu não deixaria que me levassem assim tão fácil. De algum modo consegui me soltar. Quando cai me segurei no chão e vi uma pedra logo à frente.

Não pensei duas vezes quando arremessei aquilo contra a casa de vidro. Ouvi os estilhaços. Ouvi gritos. Ouvi até os passos das empregadas correndo e gritando desesperadas. Ouvia Luke gritar para mim. A voz dele estava diferente, rouca e grossa.

Uma pequena parte do meu cérebro achou aquilo estranho, mas eu deduzi que devia ser por causa da situação em si.

– ME SOLTA! ME SOLTA! – eu gritava desgovernada quando senti os braços de Luke me agarrando de novo.

– ANNABETH PARE! – ele tentava. Pedia. Implorava. Mas eu não parei.

As mulheres da casa de vidro estavam estarrecidas. Quando eu comecei o meu ataque de fúria elas apenas me olharam da hidromassagem sem se preocupar em sair dela correndo. Quando eu arremessei a pedra, as coisas começaram a ficar diferentes.

De algum jeito consegui me soltar de novo, mas dessa vez não havia nenhuma pedra ao meu alcance. Então olhei para a sacola da sex shop na minha frente e comecei a arremessar o que havia lá dentro. Observei com certo gosto quando acertei as bolinhas de gel na cabeça de uma das vadias.

O restante não sei dizer onde foi parar. Consegui pegar o pênis de borracha do chão antes que Luke me pegasse novamente pela cintura agora com forças renovadas. Ele parecia determinado a me levar para longe da confusão. Então eu olhei para o pênis e olhei para a casa de vidro tendo um pequeno vislumbre da cabeça dele quando a prostituta saiu de cima do seu colo.

Não tive tempo de olhar nos seus olhos antes de agir. Luke já me carregava enquanto continuava a gritar e implorar para que eu me acalmasse. Então eu joguei. Com uma força que eu não sabia ter ainda eu joguei o pênis de borracha na direção dele.

Não pude conferir se eu havia acertado, mas eu torcia que sim. Com certeza aquilo não era tão bom quanto fazer com que ele engolisse aquele treco, mas eu teria outras oportunidades. Oh sim, eu teria.

Luke me levou com dificuldade até a outra casa de vidro. Eu ainda me debatia um pouco, mas já não era com tanta intensidade mais. Eu havia jogado tudo o que podia e começava a sentir meus músculos cansando. A adrenalina havia passado. Eu me sentia tonta.

Alguma parte do meu cérebro ainda queria sangue e eu não pude evitar tentar me soltar para voltar quando senti que ele estava afrouxando o aperto que fazia contra a minha cintura.

– PÁRA ANNABETH!

As lágrimas desciam miseravelmente pelo meu rosto.

– ME SOLTA LUKE! EU VOU MATAR ELE! ME SOLTA!

– EU NÃO...

– ME SOLTA! – eu não parava de gritar para ouvir o que ele dizia. Apenas me debatia com mais força.

– ANNABETH ME ESCUTA! EU...

– EU VOU TE ARREBENTAR! – eu continuava gritando enquanto apontava para a janela em direção à hidromassagem.

– ANNABETH! – ele tentou de novo sem sucesso.

– IDIOTA! ESTUPIDO! EU TE ODEIO! EU TE ODEIO!

Minha cabeça girava enquanto eu continuava me debatendo. Eu me surpreendi com o gesto brusco de Luke. Sem nenhuma cerimônia ele me jogou de costas contra o chão da sala de boxe agarrando meus pulsos um de cada lado do meu corpo. O choque contra o chão fez minhas costas doerem. Fechei meus olhos por puro reflexo.

Luke estava em cima de mim agora e eu tinha as minhas pernas, uma de cada lado da sua cintura. Eu me revoltei ainda mais com aquilo. Comecei a chutar mantendo meus olhos fechados.

– ANNABETH! – ele chamava desesperado. — ANNABETH! PARE! – ele implorava.

– ME SOLTA LUKE! ME SOLTA!

Senti seus dedos apertarem meus pulsos com mais força me fazendo arquejar de dor.

– EU NÃO SOU O LUKE PORRA!

E então eu parei. O choque foi tão grande que fiquei imóvel ainda de olhos fechados. Algo no meu cérebro fez um clique. Eu reconheci a verdade.

– Abra os olhos Annabeth. – ele dizia agora ofegante.

Eu não queria abrir, mas meu corpo não me obedecia. O cabelo moreno estava bagunçado. A pele do pescoço dele estava vermelha e arranhada. E o que era pior. Os olhos que eu via na minha frente não eram azuis.

Os olhos verdes da cor do mar me encaravam preocupados e furiosos.

Involuntariamente minha mente voou para minha infância de novo. Estávamos eu e meu pai na baia de São Francisco encarando o por do sol. A brisa era fraca.

Meu pai havia escolhido aquele lugar para me contar que iria se casar com Miranda. Chorei muito naquela noite. Para mim era como se a memória da minha mãe pudesse ser substituída. Voltei para a realidade quando percebi que ele me chamava.

– Annabeth, não chore. Por favor, não chore. – sua voz estava carregada de dor. Ele ainda segurava uma das minhas mãos contra o chão, mas a outra ele passava na minha bochecha limpando as lágrimas.

Só então eu percebi que estava chorando novamente. Senti a minha cabeça girar enquanto encarava os olhos dele. O olhar dele era terno.

– Não era você. – eu falei debilmente.

Minha mente nublou.

Foi encarando os olhos verdes mar de Percy Jackson que eu permiti que a escuridão me envolvesse.

Notas finais
husauhsahusauhsauhsa Chocaram? sauhsauhsauhas Eu podia escrever esse capitulo de muitos jeitos, mas achei que essa era a que ia pegar o pessoal todo de surpresa. Falem a verdade, estavam todos esperando ser o Percy naquela banheira né? uasuhasuhasuh Recadinho para o povo que ainda não comenta: - Para você que nos acompanha e não comenta. O que esta esperando para comentar? Não vi ninguém perder os dedos ainda por fazer isso além de deixar a autora radiante. - Para você que não nos acompanha, mas lê a fic. O que esta esperando para nos acompanhar e comentar na fic. As atualizações iram para teu perfil e sempre saberá quando entrou capítulos novos. Dependendo posso dar alguns spoilers por MP. - Para você que nos acompanha e comenta. Que tá esperando para seguir o exemplo da Lili e recomendar negada? Essa fic é feita por vocês leitores. Sem vocês não há o porque escrever. Acompanhem, favoritem, comentem e recomendem. Não custa nada e deixa uma autora mais feliz! Beijinhos e até o próximo capitulo. ♥