Tan Solo Soy

27 Yo soy así


Notas iniciais
demorei mas finalmente apareci...
gente eu não sei oq acontece que toda vez que eu vou postar, alguma coisa impede IAUSHAISUHAISUH mas enfim...
Juju Santos, muito obrigada pela recomendação *-* pirei aqui.
Essas recomendaçoes são uma beleza, me deixam super empolgada hahaha
o cap tá meio chatinho, mas já sabem, vai melhorar (sempre digo isso e nunca melhora hahaha)
le aí

Claro que eu sequer tive tempo de elaborar alguma resposta para León naquele momento, Ludmila já continha as palavras certas para respondê-lo na ponta de sua língua, e adivinhem? Ela me cortou mais uma vez:

– Qual é Lion, a Viluzinha vai ficar aqui na Espanha, cursando a faculdade e você vai embora. Voce realmente acha que esse relacionamento de vocês dois tem futuro? Não me venha com esse papo que vocês vão manter um relacionamento à distância porque todos nós sabemos que isso não rola no mundo real. E claro, só pelo fato de ela ficar aqui sozinha, sem ninguém do Studio (inclusive você) para atrapalhar, ela com certeza vai voltar com o Tomás. É duro pra mim afirmar isso, porque não é novidade pra ninguém que eu gosto dele, mas é a realidade, eu tenho que aceitar – ela disse com a cara mais irônica e nojenta que poderia haver em uma pessoa.

Pude notar de longe a cara que León fazia, completamente confusa. Porém eu consegui observar uma certa dor naquele olhar dele, é como se o que Ludmila acabara de falar fizesse algum sentido na cabeça dele.

– Tudo bem – León começou a falar – eu sempre soube que um dia eu vou embora, até porque minha vida inteira está em Buenos Aires, mas eu também sei que a Violetta não vai me deixar, quer dizer, ela não faria isso – disse com incerteza para Ludmila.

– Como você tem tanta certeza? – Ludmila logo retrucou – ela já fez isso, e mais de uma vez. Aceite que esse romance que todos estamos tendo agora é coisa passageira – ela balançava a cabeça negativamente – León, ela vai ficar quatro anos aqui com o Tomás, não seja iludido.

Se eu já estava com vontade de descer o coro naquela Ludmila, agora então nem se falava. Estava me segurando ao máximo para não começar a gritar e esperniar, mas eu tinha que agir com sabedoria e jogar o jogo deles ao invés de sair fazendo barraco igual uma louca (que era o que eu tinha vontade de fazer). Claro que o maior motivo para eu querer voltar para Buenos Aires era o León, e Ludmila sabia disso, sabia que a forma mais inteligente de me prender em Madrid seria acabando completamente com o meu relacionamento com o León... Mas eu não permitiria isso, lutaria pelo amor de León mais do que tudo dessa vez. Não suportaria perdê-lo de novo, ainda mais para o Tomás e a Ludmila.

– Amor, vamos sair daqui que esse povo já falou asneira demais – disse já pegando a na mão de León e me retirando da sala, em sentido à escada.

– ISSO GENTE, APROVEITEM MESMO! – Ludmila gritou enquanto nos retirávamos.

– Cadela – murmurei tão baixo que somente León pôde ouvir.

León soltou uma breve risada ao ver meu estado de stress e então nós dois já seguimos subindo para o meu quarto. Haviam muitas coisas pendentes para conversar com León e esse seria o momento ideal para esclarecer o que aconteceria futuramente.

Adentramos o meu quarto e León logo se sentou na minha cama. Ele me fitava tão cautelosamente que de certa forma eu fiquei preocupada em saber o que se passava pela mente dele. Eu sabia que ele não queria me largar por nada, tanto quanto eu a ele.

– Ei – eu disse enquanto me aproximava dele, já colocando as mãos no seu rosto – não se preocupe, esquece o que você ouviu da Ludmila, tá?

León deu uma breve suspirada.

– Não é isso Vilu. É que eu temo em saber que isso é verdade... não que necessariamente você vai ficar com o Tomás ou algo do tipo, pois eu confio em você, mas as coisas vão ficar muito difíceis... cada um vai para um lado e não dá pra manter um relacionamento fantasma, quero dizer, a gente tem que estar perto um do outro, entende? – ele dizia com tanta dor que meu coração se partira.

– Eu sei León, eu sei. Mas eu não quero e nem pretendo ficar aqui – afirmei seguramente.

– Como assim? – León parecia confuso.

– Você acha realmente que eu quero ficar aqui e cursar uma faculdade? Qual é León, meu sonho é estar nos palcos, cantando e tocando para quem quiser ouvir e isso já não é novidade para ninguém, e eu não vou fazer isso se eu tiver estudando igual uma louca, dedicando todo o meu tempo a matérias e mais matérias.

– Mas é faculdade de música, Vilu – ele debatia – isso vai ser ótimo para a sua carreira, vai te levar muito mais adiante. Você sabe que você já é uma musicista incrível, afinal você ganhou a bolsa de estudos aqui, então imagina depois que terminar o curso... eu não vou deixar você desistir – disse com firmeza.

– Mas então por que você não aceitou a bolsa? Você também ganhou, lembra? – fiz uma cara esperta.

– Ué, por que eu não quero fazer faculdade, não é um dos meus objetivos. E por você, de certa forma – disse enquanto se lembrava da nossa situação há meses atrás.

Eram exatamente os mesmos motivos que os meus, as vezes era bem difícil compreender León.

– Mas então você vai ser um tremendo hipócrita se não me deixar desistir, afinal eu to querendo sair pelos mesmos motivos que você não quis entrar – disse com uma cara de barraqueira do guetto.

León fez uma cara de quem concordava comigo aquela hora, até que enfim.

– Tudo bem então... mas o que você pretende fazer? – disse enquanto me fitava com curiosidade.

– Assim que meu pai voltar, eu vou convencê-lo de não assinar os papéis e explicar para ele que eu quero voltar para Buenos Aires, então eu tento seguir a minha vida por lá... Vou pedir um trabalho para o Pablo no Studio, ainda não sei direito.

– Violetta, pensa bem na burrada que você vai fazer – León nunca deixava de ser cauteloso, e isso às vezes irritava – pensa bem, é muito arriscado.

– Eu já pensei, León – quase gritava com ele – e eu tenho motivos o suficiente para arriscar as coisas.

– Me diz um, pelo menos?

– Você – ao dizer aquilo eu finalmente consegui calar León – você é o maior motivo de eu fazer isso, e eu não vou medir esforços até que a gente fique junto pra valer.

Acho que León ficou meio fascinado com que eu acabara de falar, pois seu olhar havia mudado completamente e nenhuma palavra era pronunciada naquele quarto. Então, ele me puxou para mais perto dele até que eu finalmente sentei em seu colo (mas nada com perversão, claro).

– Você acha que eu sou motivo suficiente para tudo isso? – ele dizia em um tom tão baixo que aquilo era quase um sussuro.

– Não acho, tenho certeza – sequer pensei para responder – eu prometo que a gente não vai mais se separar, até porque eu não suportaria – acariciava o rosto dele.

– Eu te amo – finalmente ele disse enquanto olhava no mais fundo dos meus olhos.

– Eu te amo – disse e então eu finalmente selei nossos lábios.

Eu estava com um certo medo do que viria, pois convencer o meu pai não seria nada fácil... E explicar para ele que eu estava namorando o León então? Nossa, muitas lutas estavam por vir, mas cada vez que eu olhava para aqueles olhos verdes cuidadosos eu tinha certeza de que tudo valeria a pena, por mais duro que fosse.

Tomei um banho e depois fiquei algum tempo curtindo a companhia de León: nós assistimos filmes, conversamos, brincamos e até cantamos até que o cansaço tomou conta do nosso corpo e nós fomos nos deitar, afinal aquele dia fora realmente longo... eu acordei em um carro velho, fui praticamente chamada de tarada, recebi a notícia da suposta prisão do meu pai e discuti com Ludmila, Tomás e León tudo em um dia só, estava realmente cansada.


–----


Quando eu finalmente havia pego no sono, já no mais profundo dos meus sonhos eu consegui sentir alguém me cutucando. Com muita dificuldade eu abri os meus olhos e percebi que estava escuro, provavelmente estava no meio da madrugada. Então depois de esfregar muito os meus ohos eu pude avistar a figura loira mais repugnante – e que eu queria bater – já vista na face da Terra.

– O que você quer aqui, Ludmila? – disse com uma voz manhosa e sonolenta.

– Ouvi sua conversa com o León – afirmou.

– E daí?

– Nada – disse com a voz completamente sínica – é coisa besta sabe? Eu só vim te avisar que se você sequer pensar em voltar para Buenos Aires de novo, sua vida vai virar um inferno, queridinha.

– Isso é uma ameaça, Ludmila? – Pude ouvir a grande alteração na minha voz.

– Não é uma ameaça, pois quem ameaça não faz, e você não tem ideia do que eu sou capaz de fazer.

– Tudo bem, não tenho medo de você – afirmei com segurança.

– Sem problemas, só não diga que eu não avisei – Ludmila somente disse isso e então se retirou do quarto.

Não sei porque, eu nunca tive medo da Ludmila antes. Eu sempre soube que ela não prestava mas nunca a levei como uma ameaça séria, porém dessa vez era diferente: apesar de eu ter afirmado completamente segura para ela que eu não tinha medo, algo me dizia que dessa vez ela seria capaz de fazer uma loucura devido ao bebê que ela agora carregava. Alguma coisa não estava bem.

Notas finais
Necessitando de reviews IUAHSAIUSHASIUH
não tenho muito pra falar hoje, só que eu aguardo vocês hahaha
enfim, beijos