Tan Solo Soy

28 Te regalo el silencio.


Notas iniciais
Gente, como sempre me desculpem pela demora. Mas aí, tentei compensar com um capítulo grande pra vcs :)
A gente, queria dar um recado: Pra quem ainda não sabe (desinformados como eu) agora eu estou escrevendo a "Podemos" com a Gabs (Segunda temporada da "Te Esperare") Cara, a história já é incrivel, se vc ainda não leu, LEIA. Eu não posso dizer que vou fazer muita diferença na escrita, pois a Gabs é uma escritora incrível, mas nós estaremos nos esforçando MUITO para deixar a história melhor do que já é! Se possivel, LEIAM.
esse cap tá meio chatinho de ler e tals, mas vcs sabem, todos são importantes.
Espero que gostem e tentem não dormir ao ler IAUHSAIUSHAIUSH

Acordei e como sempre no maior estresse possível. Dessa vez o sol não estava batendo na minha cara – o céu estava nublado, bem do jeito que eu gostava – mas eu tivera um terrível pesadelo na última noite. Não me lembrava muito bem de como havia acontecido, exatamente o que eu havia sonhado, mas eu tinha certeza de que envolvia eu e o León em uma situação ruim.
Senti um incrível frio na espinha, eu tinha até vontade de chorar... E aparentemente sem motivo nenhum, o que era muito estranho.
Tentei me recompor e com muita dificuldade me levantei. Andei até o banheiro para lavar o meu rosto, e ao olhar para a minha face eu pude perceber que eu estava completamente acabada, cheia de olheiras e com a face super cansada. Pesadelos sempre deixavam uma marca física em mim, o que era terrível.
Desci para a cozinha a fim de tomar café, e como sempre León e Tomás já estavam sentados à mesa fazendo cara feia um para o outro. Dessa vez Ludmila não estava, o que era muito estranho, pois ultimamente ela havia passado todos os dias na minha casa – e sem a permissão de ninguém – então eu me tranquilizei de certa forma.

Passamos o café da manhã da mesma maneira de sempre: várias trocas de olhares entre mim e León e aquela cara horrível do Tomás interferindo tudo, como sempre. Nada muito fora do normal acontecera, exceto pelo fato de eu já estar completamente estressada e tensa.

Depois do café eu fui até a sala a fim de refletir um pouco, descansar a minha mente e PRINCIPALMENTE me afastar do Tomás e da Ludmila, cujo já estavam me deixando em um estado de Stress muito alto há tempos. León não perdeu tempo e veio logo atrás de mim, provavelmente a fim de conversar ou passar algum tempo.

Não estava para romantismo naquele dia, durante várias vezes León tentara me abraçar e roubar selinhos, foi todo carinhoso comigo como sempre, mas até na hora de conversar eu estava o rejeitando. Motivo? Não sei responder exatamente, mas a aflição que havia dentro de mim aumentava a cada respirada. Não, eu não estava daquela forma por Ludmila e muito menos por Tomás. Havia algo a mais, mas eu simplesmente não sabia o que era.

– O que você tem, amor? – León disse enquanto me fitava com cautela, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.

– Não é nada – disse enquanto abria um meio sorriso.

– Eu te conheço, pode falar – insistia.

– É sério mesmo, relaxa amor.

Eu com certeza não iria falar para o León que estava paranóica, já bastava as últimas experiências que tivemos juntos, não queria acrescentar mais um trauma na vida dele.

Para minha sorte, pelo menos uma vez na vida Olga não fora inconveniente, ela apareceu bem na hora que – eu sei – León ficaria insistindo até eu falar algo:

– Vilu, parece que seu pai já resolveu toda a documentação e em menos de uma semana chega aqui – disse enquanto invadia a sala com o maior sorriso no rosto.

Eu simplesmente dei um sorriso sem graça e voltei ao meu estado silencioso. Não sabia exatamente se a volta do papai seria uma coisa boa, afinal isso significava que decisões haviam de ser tomadas o mais breve possível, e talvez eu não estivesse preparada pra ser tão adulta.

Eu não tinha dúvidas quanto onde eu queria ficar, com certeza escolheria voltar para Buenos Aires com León e levar a minha vida por lá. Mas encarar a fera do papai não seria nada fácil. Se eu tivesse um pouco de sorte, talvez Angie me apoiaria. Só talvez.

– Que ótimo Olga, obrigada – disse ainda seca.

Olga somente assentiu e se retirou da sala, deixando eu e León sozinhos novamente.

León soltou uma breve risada.

– Sabe o que eu vivo me perguntando? Que fim deu o encontro de Olga e de Ramalho, ninguém comentou nada até agora – ele disse ainda entre risadas.

– Deve ter sido bom, já que ninguém está nos atormentando – eu disse enquanto olhava para a parede, concentrada.

Acho que León havia perdido um pouco a paciência.

– Ok, Violetta. O que foi?

– Não é nada, León. Eu já falei. Só me deixa em paz, ok? – Aquilo soou mais rude do que eu previa.

– Tudo bem então – León disse em um tom de defesa enquanto erguia as mãos – Não pergunto mais.

Infelizmente foi daquela maneira que eu passei a tarde com o León. O coitado não tinha culpa das minhas paranóias, mas como sempre eu fazia questão de estragar as coisas com ele. Mas a minha aflição era tanta que eu sequer me dava conta do que estava fazendo.


–----


Depois de uma tarde torturante em casa, finalmente chegara a hora de ir pra faculdade. Como sempre, eu e León fomos juntos (nós não estávamos exatamente brigados), mas nenhuma palavra fora dita durante o caminho.

Ao chegar lá, corremos logo para a aula de dança – já estávamos atrasados – e como sempre aquela professora arrogante (que eu sequer sabia o nome) nos encarou feio e prosseguiu com a aula.

Durante a aula inteira eu não consegui me concentrar. Estava muito mal, caía toda hora, errava os passos e eu não tinha ânimo nenhum para ficar ali. E quer saber? Eu nem precisava. Aproveitei na hora em que ninguém estava olhando e fugi da aula em um pulo.

Corri entre os corredores da universidade sem rumo nenhum, a única coisa que eu precisava era arranjar um lugar tranquilo o suficiente para arejar a cabeça, tentar arranjar as soluções para os meus problemas e afastar a minha paranóia.

Fui para fora, mas dessa vez pelos fundos da faculdade. E para a minha surpresa, me deparei com um jardim incrivelmente lindo e grande, que inclusive tinha até uma espécie de lago (minúsculo, mas tinha). Era um lugar completamente iluminado, cheio de bancos e flores, perfeito para esfriar a cabeça. Me perguntava como não havia visto esse lugar no campus antes.

Corri em direção ao banco (estilo de praça) que tinha bem em frente ao lago – que era bem em frente MESMO, por sinal... tanto que ao sentar pude notar que meus pés balançavam já quase em cima da água, me deixando até com um pouco de medo de cair dali.

Relaxei os meus ombros, respirei fundo e então finalmente me senti aliviada. Sem ninguém para atormentar, finalmente colocaria meus pensamentos em ordem e...

– Violetta! – A voz mais docemente familiar gritava o meu nome.

Me virei para ver, apesar de já ter certeza de quem fosse.

– León? O que faz aqui? Você não tinha que estar na aula de dança?

León fez uma cara de desprezo.

– Digo o mesmo.

– Você ainda não respondeu a minha pergunta.

– Eu vi você saindo da aula, e também vi a maneira como você estava. Você pode até ficar se recusando a me falar o que tem, mas não pode me impedir de cuidar de você. Então se você quer ficar aqui, mesmo que em silêncio, eu prometo não fazer barulho algum e deixar você relaxar. – Disse enquanto já sentava ao meu lado.

Como sempre, León me fazendo derreter com tanta fofura. Como eu ia dizer não para uma pessoa dessas?

– Obrigada. – Foi só o que eu disse enquanto lhe deixava um beijo na bochecha.

León não disse mais nada. Pegou a minha mão e ficou em silêncio assim como havia me prometido. Mas é claro, quem disse que eu me concentraria em coisa alguma com aquele ser maravilhoso do meu lado? Fiquei em silêncio só por um tempo, mas logo eu cedi à minha própria vontade e me aproximei mais dele, bem devagar.

Logo León começou a me fitar com curiosidade, mas com o olhar completamente sereno como sempre. Aqueles olhos claros começaram a me deixar já em transe, e o perfume dele ficava cada vez mais forte à medida que nos aproximávamos. Quando ele colocou sua mão sobre o meu rosto eu já estava praticamente fora de mim: Não demorou muito até que nossos lábios finalmente se juntaram com a maior serenidade e calma possível que podia existir, mas o amor e o cuidado que estavam evidentes ali eu nunca tinha sentido tão forte antes. León realmente se importava comigo, e isso já estava mais do que evidente.

Ao nos separarmos, como sempre León nunca quebrou o clima. Olhou profundamente nos meus olhos, abriu um sorriso de criança nos lábios e depositou um beijo na ponta do meu nariz, nos fazendo rir como bobos.

Aquele com certeza era o melhor remédio para paranóia. (N/A RISOS)

Mas como todo momento meu com o León dura pouco, ao desviar um pouco o olhar para o lado, León percebeu uma pessoa nada agradável vindo em nossa direção e logo seu olhar mudou de apaixonado para desesperado.

– Violetta, a professora de dança está vindo em nossa direção, vamos! – Ele disse enquanto se levantava e me puxava para levantar também.

– León, cuidad... – eu tentei alerta-lo que ele estava à 1cm de cair no lago.

Tarde demais, ao me puxar, nós dois levamos o maior tombo e caímos no lago. Para a nossa sorte era raso demais para nos afogarmos, muito raso.

– Por que toda vez que estamos juntos nós acabamos molhados? – León fez essa breve observação enquanto ria.

– Eu fico me perguntando a mesma coisa. Mas quem será que foi o inteligente que colocou aquele banco ali? – eu ria também.

– Pois é, e quem foi o mais inteligente pra sentar lá? – Ele já brincava.

Depois de uma sessão de longas risadas, eu e León finalmente decidimos nos levantar, e adivinha? A água batia nas nossas canelas, mas mesmo assim estávamos completamente molhados. Pelo menos aquilo foi bom para nos deixar com um humor melhor. Porém, era incrível como nós já havíamos esquecido de que aquela anta da professora estava ali. Me assustei ao notar que ela assistia tudo o que acontecera.

– Que lindos os pombinhos – dizia com ironia enquanto batia palmas – agora saiam já daí e vão tomar uma ducha e se trocar para prosseguirmos com a aula, ou então eu vou denunciá-los a direção da Universidade! – Já gritava histericamente.

– Calma, calma – León dizia enquanto me ajudava a sair dali.

– CALMA? Eu estou sendo até boa demais com vocês. Eu deveria denuncia-los agora mesmo, pois é uma falta de respeito sair da classe sem mais nem menos para namorar. Andem! – Só faltava nos puxar pela orelha.

– Espanhóis – León disse com muita raiva entre os dentes, porém baixo o suficiente para somente eu conseguir ouvir.

Nós dois não demoramos muito ao nos retirarmos dali. León e eu caminhamos para dentro da faculdade – tremendo de frio – e então cada um foi para o seu respectivo vestiário. O que foi realmente estranho, é que ao me separar de León aquela sensação ruim já voltou, a vontade de chorar, a aflição, a angústia. Estava completamente aflita de novo.

Tentei ignorar todos os meus pensamentos e adentrei o vestiário feminino. Logo de cara pude notar que somente eu estava ali, e como aquilo me deu medo, já me via em um cenário de filme de terror. Corri para o chuveiro a fim de tomar uma ducha, aquilo ia passar, tinha que passar.

Quando terminei, fui até o meu armário com muita pressa e então vesti a roupa que ali estava. Finalmente terminei de me trocar e então voltaria para o convivo com as pessoas – o que me tranquilizava muito.

Mas como sempre, para a minha surpresa, logo que eu cheguei à porta do vestiário para sair, do nada as luzes se apagaram. Pude notar que nos corredores tudo estava escuro também, o que indicava que havia acontecido um black-out. Não preciso nem dizer que fiquei desesperada. Automaticamente minhas pernas começaram a tremer, eu comecei a gritar e então a procurar incansavelmente a saída dali, mas todas as minhas tentativas foram falhas, estava muito escuro.

Depois de ter desistido de tudo, deixei que meus joelhos falhassem e então caí no chão. Permaneceria sentada ali até que alguém me achasse, mas não em silêncio. Acho que aquela foi a cena mais aleatória possível que poderia existir: alguém sentado no chão de um vestiário enquanto acontecia um black-out gritando por socorro igual uma louca.

Quando do nada, senti alguém chegando por trás de mim, tapando a minha boca e me carregando para qualquer lugar. Tentei relutar com essa pessoa, não me importava quem fosse, já que pelos meus cálculos, minha paranóia já não era mais simplesmente uma paranóia. Eu estava com medo.

Notas finais
Cap chatinho né povo? Mas enfim, como vcs já estão cansados de saber: A Lari precisa de reviews!
Espero que tenham entendido o cap, tipo MESMO AUISHASUIHASIUH aiaiai
muito obrigada por toda a paciência e fidelidade que vocês tem comigo ♥
beijos