Take on Me

35 You Need Help


Notas iniciais
Hey people o/ Sei que demorei para atualizar, mas aconteceu tantas coisas. Espero que me perdoem. Hoje Take on Me faz 3 anos e estou surpresa com o feedback que recebi esse tempo todo. Não esperava o carinho e o apoio que vocês me deram. Muito obrigada! Vejo vocês nas notas finais! Boa Leitura!

Sarah

— São cinquenta dólares.

Peguei as notas do meu bolso e entreguei ao funcionário da loja, nem esperei o troco para sair. Ajeitei o meu boné, no lado de fora, e observei em volta garantindo se não tinha alguém me vigiando. Andei em direção ao carro, que deixei à duas quadras de distância, parecia burrice mas se eu fosse pega, a última coisa que eu iria querer é que pegassem o que tinha no porta-malas.

Assim que avistei o carro, apertei meus passos e entrei. Rapidamente liguei o carro e dei a partida, não querendo ficar nem mais um segundo naquele lugar. Minha mente estava à mil e eu já sentia uma dor de cabeça se aproximando, devia ter pego algum remédio, além das roupas.

Ainda estava surpresa pela Annabelle ter me enganado direitinho, sei que não devia por ser uma agente, mas ela me surpreendeu com sua atitude. Me fez acreditar que estava ao lado da SHIELD e que queria que eu traísse Steve. Confesso que sentia uma grande raiva dela, afinal depois de tudo, da convivência com os heróis e, principalmente; de Steve. Ver que preferiu acreditar na organização, realmente me magoou. Demorei para entender seu plano, as coisas foram fazendo sentido depois da mensagem com as coordenadas de onde eu devia ir, compreendi que Anna só estava garantindo a confiança do Pierce

Sair do apartamento não foi tão difícil, Anna sabia que eu precisava derrubá-la para dar credibilidade, que ela não tinha nada ver. Dar um choque nela não foi fácil, pensei até em pedir desculpas antes de acertá-la, mas acabou não saindo. O problema foi derrotar os outros agentes, tive de apelar para algumas das minhas criações, no entanto, quando vi que um deles chamou reforços, não tive escolha, tive de usar minha armadura, o que eu realmente não queria.

Fugir usando uma armadura, estava pedindo para ser encontrada, por sorte o local que Anna passou era um estacionamento distante da cidade e que nem câmera tinha. Guardei a armadura no porta-malas e quando entrei no carro, me senti a versão feminina de Jason Bourne. Encontrei escondido placas de carros, de alguns estados e uma quantia de dinheiro de vários países, além de passaportes de Anna e uma arma com munição. Então soube se algo acontecesse, ali estava o plano de fuga dela.

Olhei para o celular e vi as horas, precisava parar e pensar em algo, não podia ficar rodando pela cidade sem rumo e com risco de alguém me reconhecer. Petrov não deu nenhum sinal de vida ou alguma informação, o que também seria arriscado e podiam pegá-la. Precisava invadir a SHIELD, não podia fazer como fiz com as empresas Stark e nem como tentei fazer com a Friday, me descobririam muito fácil. Então lembrei de uma coisa que meu pai contou.

— Friday, preciso falar com Jarvis imediatamente.

— Sim, senhorita.

— Boa Tarde, senhorita Stark. — Cumprimentou o IA

— Jarvis, você ainda tem acesso a Shield? Sei que durante o ataque de Loki, você invadiu o sistema para obter informações que Fury estava escondendo.

— Sim, senhorita — Confirmou Jarvis. — Senhor Stark gosta de ficar de olho na SHIELD.

— Ele por acaso viu o que está acontecendo nas últimas vinte quatro horas?

— Não até o momento.

— Ótimo. — Parei o carro no semáforo. — Preciso de informações da situação de Steve.

— Sim, senhorita. — Esperei um tempo até o semáforo abrir e então virei a direita. — Capitão Rogers é considerado foragido e está no topo da lista da SHIELD como procurado.

— Merda! Mais alguma coisa?

— A senhorita também está na lista de procurados.

Puta merda!

— Peço que não informe isso ao meu pai.

— Não posso esconder essa informação se o senhor Stark pedir.

— Que merda. — Respiro fundo. — Algo mais relacionado ao Steve?

— Foi enviado um grupo de agentes em um shopping por suspeitas de Capitão Rogers e Agente Romanoff estarem no local.

— Natasha está com ele?! — Peguei o celular e encarei o aparelho. — E por que eles iriam para o shopping?

— Eles acessaram um arquivo da SHIELD de um pen drive numa loja de eletrônicos.

— Qual arquivo?

— Não tem informações.

Bati meus dedos no volante, isso significa que não querem em registro. Isso estava cheirando a coisa muito errada, muito errada mesmo.

— Jarvis, qual foi o shopping que eles foram? E qual foi a loja?

— 4500 Wisconsin e a loja da Apple, senhorita.

— Mostre a rota para mim, Jarvis.

Entrei na loja Apple e para minha sorte, não estava cheia. Olhei para o celular e mostrava qual notebook foi usado. Aproximei do aparelho e o encarei, pensando se teria alguma chance de terem deixado rastro do que seja que abriram, mas acho difícil ter acontecido isso. Natasha – quem eu creio que deve ter feito essa parte – deve ter tido cuidado em não deixar nada de informações.

— Precisa de ajuda? — Questionou uma moça.

— Olá, eu não sei se poderá me ajudar. — Peguei meu celular e mostrei uma foto que foi tirada no meu aniversário e apontei para a Natasha e Steve. — Mas viu por acaso esses dois aqui hoje?

— Não, não vi. Cheguei agora há pouco. — Respondeu encarando a imagem — Mas acho posso perguntar para os outros funcionários. Aaron! — Chamou um homem, que estava à poucos metros de nós duas, usava o uniforme da loja. Tinha cabelos compridos loiros e uma barba da mesma cor. Estava um pouco acima do peso. — Viu esses dois aqui hoje?

Ele olhou para a foto por alguns segundos e balançou a cabeça em afirmação.

— Vi sim, eu atendi eles hoje. Ele estava um pouco diferente. — Seus olhos desviaram do celular e foram para mim. — Eu te conheço?

— Depende. — Guardo o celular. — Eles mexeram nesse notebook, sabe o que eles faziam?

— Estavam procurando um lugar para irem a lua de mel. — Me encarava de um jeito bem estranho. — Eu realmente te conheço, já apareceu na televisão.

— Verdade, eu também já te vi. — A atendente concordou.

Droga, devia ter colocado um par de óculos ou qualquer outra coisa.

— Tudo bem, eu sou Sarah Stark.

Os dois me olharam surpresos e até alegres, o que estranhei.

— Eu sabia! — Exclamou a atendente.

— Gente, menos. — Algumas pessoas já nos encaravam. — Olha, esses dois são amigos da minha família e queríamos muito dar um presente para eles. — Eles acenaram com a cabeça para eu continuar. — Porém, eles não deixam escapar nenhuma palavra para onde querem ir, acho que eles desconfiam do presente e por isso vieram em algum lugar que não tínhamos como descobrir.

Nossa, eu minto muito bem.

— Muito legal da parte de vocês.

— Obrigada. — Sorri. — Agora me diga que conseguiu ver a cidade.

— Ele mesmo me contou. — Suspirei de alívio. — Nova Jersey.

— Muito obrigada, você é demais. — Levantei a mão para um high five e ele aceitou. — Agora irei lá organizar tudo, muito obrigada. — Saí da loja e peguei de novo meu celular. — Jarvis, quero que pesquise lugares que pertencem a SHIELD. Todos os lugares, que estejam na lista da organização, até as desativadas.

Durante o percurso, Jarvis me listou os lugares, os ativados e os desativados, eram muitas possibilidades. E não conseguia achar um jeito de diminuir essa lista, já que não sabia o motivo de irem para Nova Jersey. Única ideia que tive era vigiar a organização e esperar um alerta. Isso se, claro, foram até uma das bases, senão, estou de mãos atadas.

Já era final da tarde e tinha chegado na cidade. Parei numa lanchonete e comprei algo para comer, fiquei no estacionamento. Meu pai tinha ligado e tive de inventar uma pequena mentira. Não inventei onde estava, disse que estava em Nova Jersey mesmo, porém, informei que estava passeando com a Anna e que no momento ela não poderia falar, por estar no banheiro. Não sei se ele fingiu acreditar ou se realmente acreditou, eu só espero que a segunda opção seja verdade. Para não levantar mais suspeitas, pedi para que Friday tivesse acesso aos arquivos da organização e assim Jarvis ficaria livre.

Peguei o guardanapo e limpei minha boca, amassei o papel onde estava segurando meu sanduíche e joguei no saco de papel. Peguei o copo de refrigerante e levei o canudo até meus lábios, onde tomei um gole. Preciso pensar em algo, não posso ficar aqui parada. Peguei o celular e olhei para a lista.

— Senhorita Sarah, a equipe STRIKER foi acionada para a captura do Capitão Rogers e a Agente Romanoff.

— Para onde, Friday? — Liguei o motor do carro.

— Base Lehigh e já tracei a rota mais rápida para o local.

— Essa base não é onde Steve foi treinado?

— Sim, senhorita.

Tentei dirigir o mais rápido possível, sem chamar atenção da polícia. Friday ia me passando informações do lugar enquanto estava a caminho. O lugar era fora da cidade e estava desativado, o que significa que somente no sistema estava desativado.

Meu coração estava a mil, pensando se chegaria a tempo em ajudar. Por alguns segundos, meus olhos desviaram do caminho para o porta-luvas. Ali estava a arma guardada e devo dizer que por algum motivo, estava com medo de usar. Desde a minha volta, eu vim treinando a parte de lutar, porém, a parte de usar arma estava evitando. Se eu tiver de usar para ajudar Steve e Natasha, eu sei que conseguirei, na verdade espero.

De longe pude ver o lugar, mas logo foi atingido por um míssil e explodiu o local. Eu parei a alguns metros e encarei os destroços. Segurei a respiração por alguns segundos, só consegui pensar que havia chegado tarde. Abri a porta e encarei aquela destruição, não poderia perder a esperança.

Andei pelos destroços chamando pelos dois, esperava alguma resposta, mas não estava obtendo nenhuma. Escutei um barulho estranho e fui em direção, corri com cuidado para não cair. Soltei um suspiro de alívio ao ver ele, segurando a Natasha no colo, saindo de um buraco.

— Steve! — Ele me olhou estranho, mas não pode falar nada, pois ouvimos o barulho das aeronaves da SHIELD se aproximando. — Me siga!

Eu corri, mostrando o caminho onde estava o carro e, por sorte, estava perto. Entrei no lado do motorista, esperei Steve colocar Natasha no banco de trás e assim que ele entrou, acelerei para longe dali. Olhei pelo retrovisor e pareceu que não nos viram.

— Eles não estão nos seguindo. — Informou Steve olhando para trás.

— Natasha tá bem?

— Só desmaiada. — Respondeu antes de me encarar. — O que você faz aqui? Como nos achou? E onde está a Anna?

— Uma pergunta de cada vez, Steve.

Resolvi contar tudo, desde que ele fugiu até chegar na base. No meio da conversa, Natasha acordou e ficou surpresa com minha presença, mas ficou feliz em me ver. Ao terminar de contar, já estávamos próximos da capital.

— É bom termos alguém que podemos confiar dentro da SHIELD. — Comentou a ruiva.

— Friday, descubra o endereço de Sam Wilson. Era da unidade cinquenta e oito, de resgate Aéreo.

— Sim, Capitão Rogers.

— Quem é ele? — Questionei.

— Alguém que conheci nas corridas.

— Ele é confiável? — Indagou Natasha

— Sim.

— Encontrei o endereço e encontrei a rota mais rápida, Capitão.

— Espero que ele adore acordar cedo como você, Steve — Digo antes de soltar um suspiro e torcendo que o cara não nos expulse.

Steve ajudou Natasha sair do carro e eu observei em volta, não tinha quase movimento e estranharia naquele horário tão cedo. Steve fez sinal para segui-lo e prontamente fiz, ao verificar que o carro estava fechado. Paramos umas quadras de distância, a pedido de Steve, e fomos a pé até a casa de Sam.

Entramos pelos fundos para não chamar muita atenção. Estava preocupada com Natasha que parecia abalada, creio que pelo o que aconteceu na base. Eles me contaram e fiquei surpresa pela Hydra ter sobrevivido todos esses anos e ter esses caras na SHIELD. Anna veio na minha mente, estava preocupada e mesmo tendo recebido uma mensagem dela me garantindo estar bem.

Paramos em frente a porta e meu namorado bateu. Esperamos só alguns minutos para um homem moreno abrir.

— Oi, cara.

— Desculpe, mas precisamos de um lugar para ficar.

— Todos que conhecemos querem nos matar. — Completou Natasha.

Nos olhou por alguns segundos até nos dar passagem.

— Nem todos.

Natasha entrou e eu logo seguida, agradeci pela ajuda. Fomos direto para a sala, que dividia o espaço com uma cozinha. O lugar não grande, mas nem pequeno. A casa estava organizada para um homem que mora sozinho.

— Obrigado, Sam. — Steve Agradeceu a ele.

— Disponha. Creio que queiram se lavar. — Apontou para o final de um corredor. — Ali fica o banheiro, vou pegar toalhas e creio que minha ex deixou algumas roupas. — Encarou nos duas de cima a baixo. — Devem servir.

Ele saiu do cômodo, nos deixando sozinhos.

— Pode ir primeiro, Sarah. — Expressou Natasha

— Melhor você, está péssima.

— Por isso mesmo.

Pensei em argumentar, mas achei melhor aceitar o pedido. Me afastei de ambos e segui em direção ao banheiro, Sam surgiu no momento que tinha chegado no cômodo. Me entregou uma toalha e algumas peças de roupa. Acho que um banho quente seria bom para relaxar um pouco.

Estava ajudando Sam a arrumar a mesa para o café. Ele era um cara bem legal e estava tentando melhorar o clima. Olhei para o corredor, esperando algum sinal dos dois. Não tinha conversado com Steve, quando saí do banheiro, o vi sério e pensativo, resolvi não atrapalhar.

— Deve muito legal viver num prédio cheio de heróis. — Comentou Sam chamando minha atenção.

— Às vezes, quando não destroem algo ou a sala toda. — Digo soltando uma risada. — Como aguentou Steve nas corridas?

Aproveitei e enchi os copos de suco.

— Sabe que não sei. — Respondeu e se juntou a mim, colocando pães na mesa. — Até pouco tempo, não tínhamos nos falado de fato, então era um cara que só via correr, e muito.

— Não me diga que ele falava de prestar atenção…

— Na esquerda? — Interrompeu. — Sim, muito.

— Comigo era só todos os lados. — Olhei novamente para o corredor. — Por isso parei de correr com ele.

Ele olhou para o relógio e viu que estava já na hora.

— Vou chamá-los.

Aproveitei e me sentei, não sentia fome. Com sono? Talvez, mas virar a noite assim é comum para mim. Peguei meu copo e bebi um pouco. Os três voltaram, a expressão de Natasha estava melhor, até sorriu para mim. Steve se sentou ao meu lado, na ponta da mesa, e pegou minha mão que estava em cima da mesma.

— Está bem?

— Sim, estou. — Respondi. — Você está?

Ele sorriu em resposta, porém, não acreditei naquele sorriso.

— Então a questão é: quem na SHIELD atacaria o país com um míssil? — Indagou a ruiva para nós.

— O único que tem poder para isso. — Peguei meu copo novamente. — Pierce.

— Que por acaso fica no prédio mais bem vigiado do mundo. — Comentou a ruiva encostando em um móvel.

— Mas ele não está sozinho nisso. — Expôs Steve. — O algoritmo do Zola estava no Estrela de Lemúria.

— Assim como Jasper Sitwell.

Esse nome não parecia estranho para mim, pensei em perguntar, porém, Steve mudou a expressão e notei que pensou em algo.

— A questão é: como as duas pessoas mais procuradas em Washington sequestram um oficial da SHIELD em plena luz do dia?

— Duas não, três. — Digo e os dois me encaram. — Eles devem saber que eu iria encontrar com vocês.

Nenhum dos dois pode falar algo, pois Sam chamou a atenção de todos nós.

— A resposta é: não sequestra. — Se aproximou e colocou na mesa uma pasta e em cima desta pasta, uma foto dele com um cara, ambos usando um tipo de protótipo de asas.

— O que é isso? — Perguntou Steve se levantando.

— Pode chamar de currículo.

Fiz o mesmo e Natasha se aproximou, ela pegou a foto para observar melhor.

— Isso é Bakhmala? — Indagou a ruiva olhando para a foto. — Missão Khalid Khandil foi com você? — Ele ficou só nos olhando. — Não me disse que ele era do Resgate Aéreo.

Ela entregou a foto ou Steve.

— É o Riley?

— É.

Steve me entregou a foto e pude examinar melhor o equipamento. A tecnologia era de ponta, bem avançada, não acho que meu pai tenha participado desse projeto, mas quem participou era um gênio.

— Soube que não puderam usar helicópteros por causa dos mísseis. – Mencionou Natasha. — O que usou? Paraquedas camuflados?

— Não. — Pegou a pasta e entregou ao Steve. — Isto.

Ele leu e ficou surpreso pelo o que estava escrito.

— Achei que tinha dito que era piloto.

— Nunca disse a palavra piloto.

— Não posso pedir que faça isso Sam. — Expressou. — Você saiu por um bom motivo.

— O Capitão América precisa da minha ajuda. — Explicou sua decisão. — Não tem motivo melhor para eu voltar.

— Onde arrumamos uma dessas coisas?

— A última está em Fort Meade, atrás de três portões e uma grossa parede de aço.

Ele olhou para Natasha e ela só deu os ombros.

— Não deve ser problema. — Declarou Steve.

— Comigo aqui não. — Digo chamando a atenção para mim. — Tem um computador aqui, Sam?

— Tenho, vou pegar.

— Sarah, você não vai se envolver mais. — Informou Steve me encarando.

— Você está dispensando minha ajuda? — Questionei surpresa.

— Não, estou garantindo sua segurança.

— Eu posso ajudar! — Bufei ao vê-lo me olhar como fosse um dos seus homens. — Não esqueça, se não fosse por mim, agora vocês dois estariam em alguma prisão.

— Eu prometi a mim mesmo que não a colocaria em perigo. — Declarou. — Vamos achar um jeito de você voltar para Nova York.

— Acho que já tá na hora de todo mundo parar de me colocar numa redoma de vidro. — Cruzei meus braços. — Vocês estão em desvantagem e vão precisar de toda ajuda possível.

— Não, você irá para um lugar seguro.

— Não, eu vou ficar.

— Ela tem razão. — A ruiva concordou comigo. — Ela pode nos ajudar.

Sam entrou na sala e me entregou seu note. Steve me encarou por alguns segundos e soltou um suspiro irritado.

— Você vai ver as informações para nós e depois irá para Nova York.

— Não irei. — Digo e lhe dou as costas. — Sam, posso usar seu quarto?

Não esperei uma resposta e fui rapidamente para o cômodo, escutei os passos do Steve me seguindo. Sentei na cama e fiquei aliviada do notebook estar desbloqueado. Tinha deixado meu casaco em cima da cama, peguei o cabo USB e conectei meu celular ao aparelho.

— Sarah, isso não é um treinamento.

— Eu sei. — Concordei e deixei um programa rodar, antes de apoiar o notebook na cama. — Quer que eu mostre meu currículo também? Eu ajudei o Homem de Ferro e Máquina de Combate a derrotar o Mandarim e claro, salvar o presidente. — Levantei e o encarei irritada. — Eu também lutei contra contrabandista de armas.

— Contrabandista? Quando foi isso? Onde estava Anna?

— Quando eu fui para Nova Orleans. — Respondi e passei a mão no meu cabelo.

— Quando foi ajudar Melly. — Completou bravo. — Sarah…

— Steve, eu não sou feita de vidro. — Digo um pouco mais calma. — Eu posso fazer mais do que ficar trancada em um lugar para proteção.

— Eles não vão ligar se você é uma Stark. — Avisou e viu que eu mantive firme. — O que vamos fazer põe em risco nossas vidas, não é um treinamento.

— Eu sei. — coloquei minhas mãos na minha cintura. — Por isso trouxe a armadura.

Ele passou por mim e ficou de costas.

— Eu não quero repetir o que senti... O que vi quando te resgatamos. — Começou a contar. — Naquele momento que você desmaiou nos braços do Tony, achei que tinha sido atingida por alguma bala e que tinha te perdido.

— Steve, eu não planejo morrer nem agora e nem por muito tempo, mas não pode me impedir de querer fazer o bem. — Me aproximo e coloco minha mão em seu ombro, ele se virou e me deixou por minha mão em seu rosto. — Eu quero ser mais do que uma jovem indefesa. Eu quero ser minha heroína e ser dos outros, quero também te proteger como você me protege.

Steve se inclinou e me beijou.

— Me prometa que você não irá se arriscar sem necessidade e que fará o que eu mandar.

— Tudo bem, mas com uma condição. — Ele assentiu. — Você não vai me impedir se eu achar que a decisão que tomei seja certa para qualquer situação.

— Se isso colocar sua vida em risco, eu vou te impedir.

— Se a vida de inocentes tiver em jogo, não quero que me impeça. — Argumentei o olhando profundamente. — Você arrisca sua vida para que o mundo viva em paz. Eu farei o mesmo e quero que você entenda.

Ele balançou a cabeça concordando, mas sei que na hora ele vai tentaria me impedir. Porque Steve é assim, ele faz tudo pelas pessoas que ama.

Notas finais
O que acharam do capitulo? E agora? O que eles farão? E a Anna? Onde ela entra nessa história? Não deixem de comentar o que acharam Beijos