Take on Me

36 Is It Truth?


Notas iniciais
Hey people Peço mil desculpas pela demora, mas tá foda a vida. Peço paciência comigo, eu não quero entrar em Hiatus e estou dando meu máximo para trazer a atualização, e atualização com qualidade. Estou respondendo os comentarios devagar, tambem peço desculpas por isso, mas saibam que leio todos com muito amor. Vou parar de enrolar e deixar vocês lerem. Boa Leitura!

Sarah

Quando o carro parou, abri os olhos e notei termos chegado ao destino. Tínhamos chegado aonde, segundo minha pequena invasão no sistema, o agente Jasper Sitwell estaria em reunião com o senador Stern. O plano parecia até fácil: capturar Jasper e descobrir o que a Hydra estava tramando. Eu tinha tentado descobrir, mas sem conseguir nenhuma resposta. Odiava quando aquilo acontecia.

Os três estavam discutindo os últimos detalhes do plano e eu preferi ficar em silêncio. Eu não tinha nada a acrescentar e nem para melhorar. Quando finalizaram, Sam se virou e acenou com a mão em despedida para mim, e eu retribui. A ruiva saiu e quando fechou a porta, curvou-se para falar comigo pela janela.

— Juízo vocês dois. – Pediu antes de piscar para mim. – Não quero chegar com Jasper e ver vocês dois na pegação ou transando.

— Não estraga a diversão, Natasha. – Ela acenou e se afastou. – Como se fôssemos pensar em nos pegar justamente nesse momento. Confesso que tenho curiosidade, mas não acho que sexo esteja na sua lista de fantasias. – Perguntei indiretamente, só que ele estava com uma cara pensativa. – Na minha está na lista de pensar, tenho curiosidade, sabe? Mas nada... – Parei de falar ao vê-lo sair. Estava prestes a perguntar o que ia fazer, mas ele abriu a porta da parte traseira e sentou no lugar em que Natasha estava alguns segundos atrás. – Como disse não é a hora para isso, deixa para depois. Podemos fazer quando as coisas acalmarem e ...

— Do que você está falando? – Indagou não entendendo nada. De repente, seu rosto mudou de expressão e deu um leve sorriso. – Do que a Natasha disse? Acha que eu...

— Vamos esquecer isso. – Interrompi-o pedindo para parar. – O que quer falar?

— Sobre uma coisa que aconteceu. – Assenti para continuar. – Quando Natasha e eu fomos para o shopping, a SHIELD nos localizou e mandou a equipe STRIKE. – Novamente assenti. – Eu planejava lutar para que a Natasha escapasse.

— Ideia idiota. – Comentei – Eles teriam te pegado.

— Na hora não parecia e eu teria escapado. – Rebateu e eu só o encarei brava. – Natasha bolou um plano e podemos dizer que ficamos invisíveis para os agentes.

— Invisíveis? A ruiva também tem poderes? – Ele me encarou e eu soltei uma risada. – Me explica melhor isso.

Steve explicou tudo que ocorrera no shopping. Desde os abraços, risadas, todo o fingimento que fizeram para que os agentes não os vissem e achassem serem um simples casal. Aquilo até me incomodou um pouco, mas entendi que era tudo fingimento.

— Quando estávamos descendo a escada rolante. – Ele parou de contar e pegou minha mão – O Rumlow estava do lado que subia. Natasha teve uma ideia e me beijou.

— Ela o que?!

Ele não repetiu e nem era necessário, eu tinha entendido perfeitamente o que ele dissera. E não sabia o que dizer.

— Sarah, eu não quis o beijo e deixei claro para Natasha que não deveria fazer isso sem minha permissão. – Afastei minha mão da dele e olhei para a janela. – Mas se não tivesse feito aquilo, eu poderia estar preso.

Sentia tanta raiva, ciúme e, por mais estranho que parecesse, felicidade. Steve podia não ter me contado, podia ser um segredo dos dois, mas não, ele tinha feito questão de me dizer. Ele não queria segredos entre nós.

Eu tinha entendido o que ela havia feito, era o único jeito de não serem reparados já que demonstrações de afeto em público deixavam as pessoas em voltas desconfortáveis e nem ferrando Rumlow olharia. Mas estávamos falando de Natasha Romanoff, quem eu era perto daquela mulher? Linda e sexy e nem sabia quais mais elogios poderia dar, enquanto eu era só uma garota.

— Tudo bem, eu entendo. – Disse, mas minha voz falhou.

— Sarah.... Olha para mim. – Virei o rosto – Eu não queria que isso lhe magoasse.

— Mas magoou. – Respondi – Eu entendo, ok? Mas caramba, foi com a Natasha e... Porra, é a Natasha! Olha ela! E, bem, olha para mim!

— Estou olhando para você e sabe o que vejo? A mulher que eu amo. – Rebateu colocando a mão em meu rosto. – Não precisa ficar insegura ou com ciúmes, Natasha é só uma amiga.

— É difícil não ficar. Eu só vejo qualidades nela que eu nunca vou ter! Eu vejo que ela é perfeita para você!

— Não, ela não é e sabe por quê? – O rosto dele foi se aproximando do meu, automaticamente fechei os olhos e esperei. – Ela não é você. – Ele me beijou. Não qualquer beijo, um beijo intenso e que me deixava tonta. Coloquei minhas mãos em seus ombros para me segurar. Ele se afastou e encarei seus olhos azuis que estavam mais brilhantes que nunca – Nunca mais pense nessas coisas.

— Tudo bem, mas eu ainda estou brava.

Soltei uma risada para mostrar que estava tudo bem, mesmo que no fundo não estivesse. Pude notar seus ombros relaxarem, e ele sorriu. Ele precisava ficar com a mente concentrada na missão e, sobre aquele beijo, podíamos falar mais para frente. Steve me puxou para si e apoiei minha cabeça em seu ombro, encostando meu corpo no dele.

Meu celular tocou, peguei-o e vi que era uma mensagem do Tony, perguntando se estava tudo bem. Respondi que estava e que ele não precisava se preocupar. Aquilo seria impossível, já que depois do sequestro, o que ele mais fazia era se preocupar. Perguntou sobre a SHIELD e o tranquilizei, não podia falar o que estava acontecendo, ele iria pirar e ia querer se meter, o que Steve não queria, já bastava uma Stark. Steve só observava e fiquei esperando-o falar algo, mas ele não o fez. Estava deixando eu lidar com a situação sozinha, o que agradeci. Tanto ele como meu pai precisam ver que eu podia fazer tudo sozinha. Eu sempre me virara bem daquele jeito e não era por tudo que tinha acontecido que eu me tornaria dependente de alguém.

Natasha informou que estavam com Jasper e se aproximando.

— Sarah, não sei como será a conversa, mas peço que se mantenha firme. – Disse chamando minha atenção. – Entendeu?

Aquelas palavras me assustaram um pouco e só consegui menear a cabeça em concordância. O que ele iria fazer para conseguir as informações? Até que ponto ele chegaria?

Um carro parou atrás do nosso e saímos. Sam e Natasha saíram do carro, o moreno abriu a porta do passageiro e puxou Jasper para fora, que nos encarou com raiva.

— Rogers, é bom vê-lo bem. – Ironizou o agente. – E acompanhado da senhorita Stark, o que não me deixa surpreso. – Levantei a sobrancelha pelo comentário. – Desconfiávamos que iria entrar em contato com seu namorado e encontrá-lo de algum jeito.

Num piscar de olhos, Steve estava na frente dele e segurando a gola de sua camisa. Eu pensei que ele iria bater ou sufocá-lo, mas só o segurou.

— Vamos conversar.

O puxou em direção à porta dos fundos do prédio. Sam passou por mim, em direção ao carro, seguindo com o plano. Eu segui a ruiva que ia na mesma direção dos dois.

— Ele irá usar o namoro de vocês para provocar, esteja preparada.

— Não precisa comentar o óbvio. – Rebati, bruscamente.

Ela me olhou surpresa.

— Aconteceu algo? – Indagou curiosa e logo sua expressão mudou. – Ele te contou do beijo? – Fiquei em silêncio. – Sou a última pessoa de quem deve ter ciúmes.

— Não estou com ciúmes.

Os dois entraram no elevador de serviço e entramos logo em seguida. Steve e Jasper conversavam, não prestando atenção em nós.

— Se fosse para ocorrer, já teria ocorrido.

— Você queria?

— Ele não é meu tipo.

A porta se abriu quando Steve jogou Jasper por ela. Vi o agente rolar pelo chão e se levantar rapidamente, tentando colocar uma distância entre ele e Steve, que já se aproximava. Natasha e eu o seguramos logo em seguida.

— Me fala sobre o algoritmo do Zola. – Mandou Steve.

— Nunca ouvi falar. – Respondeu colocando os óculos que tinham caído. – Já pensou em perguntar a ela?

Olhei feio para ele, sabendo o que estava insinuando.

— Estou perguntando a você. – Rebateu meu namorado irritado – O que estava fazendo na Estrela de Lemúria?

— Eu estava vomitando. – Sem notar, chegou perto da Beira. – Eu enjoo no mar. – Ao tentar dar outro passo para trás, se desequilibrou e se não fosse Steve o segurando pelo colarinho do terno, teria caído. Os dois se olharam e um sorriso de vitória surgiu no rosto de Jasper – Essa encenação é para insinuar que vai me jogar do telhado? Porque não é seu estilo, Rogers.

— Você tem razão. Não é meu estilo. – Concordou, soltou o colarinho do terno do agente e passou as mãos pelos braços do tecido, para alinhá-lo. – É o dela. – Deu um passo largo para o lado em que eu estava e Natasha acertou um chute bem no meio do peito do agente, o jogando para fora do prédio.

Aproximei-me da borda e me escorei para ver a queda. Eu não tinha medo de altura, mas engoli em seco ao notar o quão alto estávamos.

— Sarah, o que acha de um final de semana numa cabana? – Perguntou a ruiva – Longe de tudo e de todos?

— Diria perfeito, caso fosse com alguém.

— Sabia que concordaria comigo. – Senti um sorriso em sua voz. – É óbvio.

— Mas depende com quem você iria querer se isolar. – Comentei, desviando o olhar, já que vi que tinha dado certo – Caso de uma noite não é bom, Nat.

— Com o namorado, é.

Então compreendi o que ela estava me dizendo, depois de ter imaginado que seria era ela e algum cara. Steve desviou o olhar. Antes que pudesse fazer algum comentário, o grito de desespero do agente ao voltar chamou nossa atenção. Sam, usando suas asas, trouxera o agente de volta para o telhado e o jogara a alguns metros de distância de nós três. Quando ele pousou e andamos na direção em que estava, não pude deixar de admirar a invenção que o moreno usava. Eu precisava tocar e mexer naquelas asas, mas claro que ficaria para quando tudo acabasse.

Jasper, que estava no chão, ergueu a mão quando paramos em sua frente, temendo o que poderíamos fazer com ele.

— O algoritmo do Zola é um programa… – Parou por alguns segundos, pensando se tinha tomado a decisão certa de contar – para escolher os alvos do Insight.

— Que alvos? – Steve questionou.

— Vocês! – Ele evitava nos olhar, preferindo encarar o chão e aquilo me irritava. – Uma repórter de TV no Cairo, o subsecretário de Defesa, uma estudante de Iowa, Bruce Banner, Stephen Strange, Sarah Stark... – Segurei o braço de Steve, sabia que ele só dissera meu nome para me assustar – quem quer que seja uma ameaça para a Hidra. Agora, ou no futuro.

— No futuro? Como é possível saber?

A risada de Jasper me assustou, parecia que estava falando com crianças.

— Como não? – Como se tivesse reunido coragem, se levantou – O século XXI é um livro digital. Zola ensinou a Hidra a lê-lo. Extratos bancários, prontuários, padrão de votação, e-mails, telefonemas, sua nota da faculdade!

— Caramba. – Falei, entendendo o que ele estava dizendo.

— O algoritmo avalia as informações do passado das pessoas para prever o seu futuro.

— E depois? – O Capitão tornou a perguntar.

— Meu Deus. O Pierce vai me matar – murmurou.

— E depois? – Perguntou o Capitão mais irritado, me fazendo dar um pulo de susto. Steve aproximou-se de Jasper e esse tentou se afastar, mas Sam o segurou.

— Depois os porta-aviões aéreos do Insight neutralizam as pessoas da lista – Terminei, o impedindo de falar.

— A palavra certa é riscam. – Corrigiu-me. – Alguns milhões por vez.

Nós quatro ficamos nos encarando, pessoas estavam em perigo e tínhamos de fazer algo. Mas como faríamos? Eram só quatro e íamos lutar contra uma agência, não só num número maior, como também muito mais armada.

Steve estava com uma expressão pensativa, eu podia ver que sua mente estava bolando algo. Só torcia que fosse um plano que envolvesse não só impedir os porta-aviões, como acabar com a Hydra.

Eu olhava pela janela, todos preferiam o silêncio – inclusive Jasper, que estava sentando entre Natasha e eu, desesperado. Devia estar imaginando o que o Pierce faria com ele caso o pegasse. Peguei o celular e olhei a tela em que estavam as informações referentes ao Insight. Eu tinha invadido o sistema da SHIELD, porém, não consegui entrar no algoritmo, estava mais protegido do que nunca.

— A Hidra não gosta de vazamentos. – Disse o agente quebrando o silêncio.

— Que tal você enfiar uma rolha nisso? – Perguntou Sam com sarcasmo.

— O lançamento é em dezesseis horas. – Lembrou a ruiva – Temos pouco tempo.

— Eu sei. – Concordou Steve seriamente. – Vamos usá-lo para passar pelo controle de DNA e acessar os aeroporta-aviões. Sarah modifica o algoritmo e....

— O quê? – Interrompeu o agente, surpreso. – Está louco? É uma péssima ideia – avisou, mas um som alto no teto do carro os distraiu. Antes que pudesse ser dito ou feito algo, a janela do porta malas foi quebrada por um braço de metal que puxou Jasper para fora do veículo, o arremessando para a pista ao lado. Eu gritei de susto e mais ainda ao ver Japer acertar o caminhão que vinha da direção oposta.

— Vai para frente! – Mandou Romanoff pegando meu braço e já me impulsionando para o caminho desejado.

Joguei-me para frente e Steve me puxou para seu corpo, escutei o barulho de tiro e vi que ele atirara aonde eu estava. A ruiva fez o mesmo ficando no meio, entre Steve e Sam, logo em seguida, empurrou os dois para frente e o moreno para o lado, impedindo que ambos fossem acertados. Num reflexo rápido, Steve engatou o ponto morto, fazendo o carro brecar bruscamente, lançando quem quer que fosse para alguns metros à frente do carro.

Minha boca abriu quando notei o braço metálico, era ele. Natasha pegou sua pistola e estava prestes a atirar, quando fomos surpreendidos pelo impacto. Um carro acertou a parte traseira do nosso e começou a nos empurrar para frente. Sam pisava no freio, mas era inútil, o carro não parava e ia em direção ao Soldado. Quando estava para atingi-lo, ele pulou, passando por cima do veículo e escutamos o barulho de seu corpo sobre a capota, prensando o vidro traseiro e o estraçalhando.

Vi a ruiva tateando o chão, devia ter derrubado a arma. Eu não sabia o que fazer além de abraçar meu namorado. Tentei não gritar, mas não consegui, ainda mais quando o braço de metal atravessou o para-brisas e arrancou o volante das mãos de Sam. Naquele momento – para meu alívio passageiro –, Natasha conseguiu pegar a arma e atirou em direção ao teto, o fazendo pular para o carro que estava nos empurrando. Sam pisava no freio e não parava o carro. Virei o rosto e vi o automóvel que nos empurrava se afastar e logo depois dar uma outra batida. O carro perdeu o controle e acabou batendo no guard rail algumas vezes.

— Se segurem! – Mandou Steve.

Notei que ele passou o braço pelas amarras do escudo e eu rapidamente passei os meus nele, enquanto via-o puxando Natasha e Sam para si. Ele chocou o corpo contra a porta e aquilo forçou-a a se soltar, só consegui fechar os olhos. Senti o peso do corpo dos dois em mim e senti falta de ar, mas me mantive segurando-o. Deslizamos pelo asfalto por alguns metros, logo senti os dois saírem de cima de mim. Quando paramos, me soltei e levantei, com ajuda de Steve. Notamos que o carro tinha parado na nossa frente e vimos um dos capangas dar uma arma grande para o Soldado. Sem pensar duas vezes, ele disparou uma pequena granada em nossa direção e Steve me empurrou para o lado. Eu corri para me proteger e quando olhei para trás, vi meu namorado voar com o impacto da granada no escudo. Natasha gritou para que eu fosse em sua direção e fomos para trás do carro. Eles vinham até nós atirando, não se preocupando com as pessoas inocentes.

Peguei meu ponto e coloquei no ouvido.

— Friday, preciso da armadura. – Mandei, tirando minha jaqueta. – Agora!

— Sua armadura está presa nos destroços do carro.

— Manda só as mãos!

Olhei para meu reator arc e suspirei aliviada de estar inteiro. O meu era uma versão diferente do meu pai, era móvel, então era só encaixar na roupa, com a ajuda de umas tiras. Olhei na direção em que estava o que restara do carro e pude ver o movimento da parte traseira, onde estava a armadura e também as asas.

— Sarah, vá para onde está o Sam. – Mandou Natasha atirando contra os caras.

Só corri e Sam me puxou para si, juntos corremos para outro carro, ele usou seu corpo como escudo para me proteger. Eu só xingava internamente, querendo muito minha armadura. Paramos atrás do automóvel e observamos a conversa entre eles. Não vi Natasha, mas não me preocupei muito, porque ela sabia se virar.

— Sam, temos que parar aqueles caras.

— Eu sei. – Concordou enquanto observávamos o que os capangas faziam. – Sabe lutar? Atirar?

— Óbvio, fui treinada – Respondi, irritada.

Quando vimos o Soldado pular da ponte, o moreno acenou com a cabeça para segui-lo. Eu o fiz e quando vi uma pequena faca em sua mão, tentei achar algo, mas não tinha nada. Mandei Friday dar um jeito para poder ter algo da armadura, porém, ainda estavam presos. Os caras colocaram ganchos no carro que estava encostado e alguns deles pularam. Nos aproximamos devagar dos dois que ficaram por último. Eles estavam prestes a pular quando Sam atacou o que estava mais perto. O que sobrou para mim se virou e eu acertei um soco bem no lado do rosto. Depois um no estômago e acertei novamente seu queixo, fazendo-o jogar a cabeça para trás. Friday informou que uma das luvas estava vindo e eu só abaixei no momento certo, deixando a luva acertá-lo, fazendo-o cair da ponte. Levantei a mão e deixei a luva se prender. Apoiei-me na beirada da estrada e apontei para o carro em que um dos capangas estava e atirava contra Steve. A energia saiu e foi direto no automóvel fazendo o cara voar junto. Sam atirava em direção ao outro que se escondia.

— Vai! Deixa conosco! – Gritou o moreno para Steve que estava escondido atrás do carro, evitando ser acertado por outro capanga que atirava.

Ele olhou para mim e acenei, concordando. Observei-o correr na direção em que os dois tinham ido, torcendo que Natasha estivesse bem. Voltei para ação e conseguimos derrubar os outros que ficaram para trás.

— Foi bem treinada. – Comentou Sam olhando em volta.

— Eu disse, acha mesmo que não teria treinamento? Óbvio que fui treinada e pela melhor agente da SHIELD. – Rebati e sorri. – Vamos pegar nossas coisas. – Corremos até o que sobrou do carro, os restos se mexiam, devia ser por causa da armadura. – Friday, preciso de uma análise dos equipamentos e como podemos tirar sem causar danos.

Em poucos segundos minha Inteligência Artificial me passou todas as informações e juntos fomos fazendo o que ela mandava. Assim que abrimos espaço suficiente, as peças da minha armadura vieram em minha direção, se prendendo, a última foi a máscara, sorri ao ver a tela se ligando e estando online.

— Conectada.

— Valeu – Virei para Sam. – Pronto?

— Sim, Garota de Ferro. – Respondeu, ativando as asas.

— Na verdade é Coração de Ferro.

Ativei os jatos e levantei voo, segui na direção que eles tinham ido. Mandei Friday colocar na potência máxima, não podia perder tempo e Sam me alcançaria, bem, estava torcendo para alcançar. Logo avistei Steve encarando o soldado que estava de costas para mim. Avistei a arma em sua mão e não pensei duas vezes, usei as minhas para empurrá-lo para longe do meu namorado, nem ferrando ia atirar nele.

Parei ao lado de Steve, juntamente com Sam que chegou a tempo, e quando olhei na direção do cara, tive de manter a boca fechada. Não podia acreditar no que estava vendo na minha frente. Entendi o porquê de Steve estar parado, sem reação, só o olhando. Ele ainda estava com a arma e levantou para atirar em nossa direção, mas alguém foi rápido e atirou contra ele. Aquilo foi o suficiente para nos despertar, ainda mais com o estrondoso barulho que o disparo fez ao atingir a picape atrás do soldado. Olhei para trás e vi que tinha sido Natasha, que não aparentava estar bem. Aproximei-me do que sobrara da picape para ver algum sinal dele, mas a fumaça atrapalhava a visão.

— Friday?

— Sem sinal dele, senhorita.

Escutamos som de sirene e não era difícil saber quem era que estava chegando. Logo vários carros chegaram. Não podia deixar pegarem minha armadura.

— Friday, protocolo ligeirinho.

— Sim, senhorita.

A armadura se soltou de mim e aquilo me fez cair, deveria ter ativado o protocolo quando estivesse em terra firme. Notei algo perto de mim e vi que era a máscara, no mesmo instante, uma imagem veio em minha mente. Aquela mesma máscara no rosto do soldado e eu a retirando com cuidado, eu podia escutá-lo dizendo um nome.

— James? – Sussurrei.

O barulho de armas sendo destravadas e ordem dos agentes mandando colocar chamou minha atenção, então guardei aquela máscara no bolso da calça. Não sei porque fiz aquilo, mas tinha de fazer. Levantei as mãos e me ajoelhei. Um dos agentes da STRIKE se aproximou, juntamente com outros três homens, apontando uma arma em minha direção. Com violência, pegou meus braços e colocou atrás de mim, pude senti-los prendendo minhas mãos e mordi os lábios para não soltar um gemido de dor. Ele me forçou a levantar e me empurrava para andar. Vi levarem Sam em direção ao furgão em que sabia que eu também iria, virei o rosto e vi Steve, ajoelhado e sem reação. Minha vontade era me soltar e correr para ele, abraçá-lo, mas não podia.

Escutei o agente falando algo e levantei a cabeça.

— Merda. – Falei ao notar o helicóptero do jornal sobrevoando o local.

Lado bom, meu pai saberá e poderá ajudar a nos soltar. Lado ruim, ele vai ter um treco e me matar.

Notas finais
O que Tony fará? Será que irá matar Sarah? Será que ele vai deixa-la de castigo?E esse nome de heroina? Será que pega?E o mais importante: Sarah gritando ganha das minas dos filmes de terror? Essa ultima foi brincadeira, mas... Ela gritou demais! Eu peço novamente desculpa pela demora pela atualização e, também, peço paciencia comigo. Caso queiram falar comigo, só mandar mp. Me dizem o que acharam do capitulo Beijos