Take on Me
15 These are Only the Details
Notas iniciais

— Então ela te beijou? – Perguntou Natasha batendo no saco de pancadas enquanto Steve o segurava.
— Sim, ela virou o rosto e me beijou.
— Não nega que é uma Stark. E o que sentiu?
— Me senti vivo. Gostei do beijo, mas não vai dar certo. – Ele deu um passo por causa do soco que a agente dera.
— Por que não daria? – Perguntou Natasha parando o que fazia.
— Eu tenho a idade pra ser o avô dela.
— Com corpinho de 20. – Comentou ao voltar a socar.
— Natasha, eu conheci seu avô e trabalhamos juntos, sou amigo do pai dela e trabalho com ele também.
— Não significa nada.
— Exato, Capitão a Nath tem razão. Está na hora de seguir em frente. Sarah combina com você. – Disse Clint se aproximando e segurando uma toalha em volta do pescoço.
— Ela tem dezessete anos! – Exclamou o Capitão tentando mostrar seu ponto.
— Cabeça de trinta anos. – Apontou a Vingadora.
— E mais madura e responsável que o próprio pai. – Completou o arqueiro.
— Não é tão simples assim.
Na noite anterior, quando chegara em casa, Steve pensou com mais clareza e viu que tinha sido um erro. Tudo que dissera aos amigos fora a conclusão que chegara. Decidiu-se que conversaria com a garota e colocaria limites entre os dois.
— Sarah está aqui? – Perguntou Annabelle quase aos gritos.
— Lugar errado. Deve estar no laboratório. – Respondeu Natasha.
Steve notou a apreensão de sua amiga e soltou o saco. Seus instintos diziam que tinha algo errado e que envolvia Sarah.
— Não, ela não está lá.
— Ela deve estar na parte de tecnologia. – Sugeriu Clint.
— Também não. Fury vai por minha cabeça a prêmio! Quando eu encontrar aquela filha de um cruz credo, ela me paga!
— Quando foi a última vez que a viu? – Indagou Steve.
— Ontem, quando voltou do encontro. Quando fui ao quarto para buscá-la, já não se encontrava e só deixou um bilhete avisando que veio mais cedo para cá. Mas não tem nenhum sinal que ela veio aqui.
— Melhor avisar o Fury. – Mandou Clint.
O celular da segurança da garota tocou e, ao ver a tela, soltou uns palavrões que surpreendeu os três.
— Aquela praga disse que teve de viajar para ajudar uma amiga e que não devo me preocupar que volta logo. E não avisar o Tony e a Pepper. Ela vai se ver comigo!
A agente saiu soltando fumaças de tão irritada que nem esperou os outros para encontrar o líder da Organização para dar relatório. Os três a seguiram e Steve só torceu que ela tivesse bem e longe de confusão, sendo que essa última parte sabia que seria difícil dela estar longe.
[...]
Sarah apertou os passos e empurrava as pessoas que dançavam e cantavam na rua. A garota xingou sua amiga por não avisar que estava tendo festivais de Jazz e que a cidade ficava uma loucura. Pegou o celular ao sentir vibrar e ao ver que era Annabelle ignorou e deixou cair na caixa postal. A garota se sentiu mal em mentir para ela, mas Melly pedira para que ninguém de autoridade soubesse.
Assim que pensou na amiga a viu exatamente onde esta indicara e se aproximou rapidamente. Melinda estava encostada no poste, com roupas escuras. Sua expressão era séria, porém deu um sorriso ao ver sua amiga.
Melinda era mais velha que Sarah e estudava história da arte. Altura da Stark, cabelos pretos lisos e da altura do ombro, olhos verdes, pele morena e muito bonita. Melly era uma garota corajosa, inteligente, mas tímida. Porém, desde que conhecera a mais jovem, vinha perdendo a timidez.
— Sarah, obrigada por vir. Não sei o que fazer.
— Amigas são para isso. Agora vamos sair daqui, porque tem gente nos vigiando. – Avisou a garota apontando discretamente com a cabeça para trás de si.
Melinda olhou para a direção e notou um homem alto e bonito, vestido todo de preto e, um pouco mais distante, outro na faixa dos quarenta anos, engravatado.
— O que fazemos? – Perguntou a garota mais velha.
— Vamos sair dessa multidão. – Mandou Sarah colocando a mão dentro da bolsa.
O homem mais novo começou a seguir as duas, ele tentou ver o rosto da garota que chegara, mas esta usava capuz o impedindo de fazê-lo. Fez questão de ficar a uma distância segura, olhou para o lado e viu seu chefe fazendo o mesmo. As duas viraram a esquina e saíram correndo, Sarah olhou pelo ombro e viu que os dois começaram a fazer o mesmo, seguindo-as.
— Me diz que tem um plano B!
— Você que me diga que tem algum lugar aqui pra despistar.
— Na outra rua está tendo outra apresentação. Está parecendo que estamos no carnaval.
As duas viram várias pessoas fantasiadas e se enfiaram no meio. A Stark pegou um chapéu e um lenço que estava sendo vendido, depois jogou o dinheiro para o cara. Deu o chapéu para a amiga e usou o lenço no cabelo. Os dois caras se separaram e olhavam para todos os lados, mas não encontravam nenhum sinal das duas. O mais jovem dos dois chutou o chão por não ter consigo achá-las.
— Senhor, eu não as vejo e você? – Perguntou o homem mais alto pelo ponto.
— Nem eu. Elas são mais espertas que pensamos. Elas vão aparecer novamente. Vamos voltar para o avião. – Mandou o homem mais baixo.
Sarah observou os dois se afastarem até sumirem de vista. Soltou um suspiro de cansaço. Virou para sua amiga que estava encostada na parede.
— Eles já foram? – Perguntou Melinda.
— Já. Se eles a encontraram, então eles estão a vigiando o hotel onde você está hospedada. – Explicou Sarah.
— Tudo bem, eu escondi a arma em outro lugar.
— Você não me disse nada sobre armas!
As duas andaram pelas ruas até chegarem numa casa antiga. Entraram em um anexo e Melly levou sua amiga até o porão.
— De quem é essa casa? – Indagou a Stark descendo as escadas.
— É de uma amiga, ninguém conhece esse lugar.
Melinda acendeu a luz e tinha uma caixa preta em cima de uma mesa. As duas se aproximaram e a garota mais velha abriu a caixa, fazendo Sarah ficar surpresa. Dentro se encontrava um tipo de arma alienígena de cor azulada. Tinha um buraco onde se colocava a mão que lembrava uma pistola, porém maior.
— Puta merda! Isso é uma arma chitauri!O que o idiota do seu namorado estava pensando?!
— Em dinheiro. Quando eu cheguei, ele só me falou que ia vender e me deixou sozinha. Foi quando recebi uma ligação de um cara falando que quer que eu entregue a arma. Não sei o que faço.
A Stark fechou a caixa e apoiou as mãos na mesma. Queria muito avisar Anna sobre o que estava acontecendo, aquilo era caso da S.H.I.E.L.D.
— Olha, não acho que deva entregar isso a esses caras. Melhor chamar...
— Eles disseram que o matam se chamarem as autoridades! – Interrompeu Melly quase chorando.
—Tá bom. Vamos dar um jeito, mas vai fazer tudo o que eu disser.
Melinda só acenou, concordando. Sarah levou a mão ao rosto, pensando em como fazer aquilo sem ajuda.
Sarah pegou o celular e viu que tinha dez ligações de pessoas diferentes, menos de seu pai e de Pepper, o que ela agradeceu imensamente, eles somente enviaram mensagens que ela respondera contando que estava na capital trabalhando para a agência e que em breve voltaria para a Torre. Sabia que o pessoal da S.H.I.E.L.D. devia estar tentando localizar sua posição, mas a garota conseguiu jogar o sinal em vários lugares.
Ela pegou o aparelho e resolveu mandar uma mensagem de voz.
— Oi, Anna. Sei o quanto deve estar me xingando, entendo e te perdôo por isso. Espero muito que não tenha chamado o Chatony, e acho que não chamou, se não já tinha me achado. Desculpe mesmo por ter mentido, mas ela pediu minha ajuda. Vendo a situação agora, devia ter te trazido, a coisa é séria. Hoje vou por em prática tudo que me ensinou, quando digo tudo, são todos os ensinamentos de agente. Se em uma hora eu não mandar outra mensagem de voz, meu celular automaticamente vai enviar o sinal de onde eu realmente estou. Então até. E, por favor, me desculpa mesmo.
Guardou o celular e encarou sua amiga que a aguardava.
— Vamos? – Perguntou Melly.
— Vamos! – Respondeu, colocando o capuz.
As duas entraram no depósito e viram um total de seis homens as aguardando. Sarah abaixou a cabeça, para não a reconhecerem. Melinda parou mais à frente, enquanto a mais jovem ficou para trás.
— Trouxe o que pedi? – Perguntou um dos homens.
Melly somente entregou a mala e se afastou para o lado de Sarah. O homem abriu-a e viu a arma.
— Foi um prazer fazer negócio. Solte o rapaz.
Um rapaz com cabelos castanhos e olhos da mesma cor, alto e bonito surgiu amarrado e machucado, correndo em direção à namorada.
— Michael!
Ela o ajudou a se desamarrar e ambos se abraçaram, fazendo Sarah revirar os olhos e sorrir. Quando ela se virou para ir embora deu de cara com um homem apontando uma arma.
— Tinha esquecido de dizer. Sinto muito, mas não poderão ir embora.
Outro homem parou ao lado e cruzou os braços. Michael ficou em frente a sua namorada, protegendo-a. Sarah colocou a mão atrás das costas e tirou um bastão e bateu na arma, o derrubando e antes que o capanga pudesse fazer algo, enfiou no peito e eletrocutou-o, derrubando-o.
— Saiam daqui! – Mandou Sarah para os dois.
Ela pretendia acertá-lo com um chute, mas este a segurou e a derrubou no chão. Ele levantou a mão para golpeá-la, mas caiu duro no chão e ela olhou para a pessoa que atirara.
— Virou a casaca?! – Brincou, apontando seu bastão ao homem que a perseguira mais cedo.
— Eu sou do time dos bonzinhos e... Senhorita Stark?!
— Ai merda!
Sarah levantou o capuz e ergueu-se do chão. Ela viu o símbolo da agência no braço do cara.
— S.H.I.E.L.D?! Como me acharam tão rápido?!
Um dos homens começou a atirar e o agente ficou em frente à garota, devolvendo os tiros.
— Nós não estamos aqui por causa de você. E sim pela arma. Pega seus amigos e saiam daqui.
— Cara, relaxa. Eles não...
Outro apareceu ao seu lado e a jovem Stark lançou o bastão que, ao atingi-lo, o eletrocutou.
— Preciso pegar de volta, se não aquele agente feio vai reclamar. – Murmurou a garota lembrando que o agente Brock esqueceu na mesa quando foi no laboratório e ela resolvera guardar para devolver depois.
Ela se aproximou dos dois que estavam escondidos.
— Vão por aquela porta, nos encontramos na casa. Agora vão!
— Mas, Sarah, não pode ficar aqui.
— Melly, vai. Eu sei me defender.
Os dois saíram e Sarah notou que um homem se aproximou do parceiro do agente e pulou em cima, segurando-o por trás. O mais velho virou-se e deu um soco no estômago do capanga, acertando-lhe um soco. A garota o soltou e deu uma cotovelada atrás de seu pescoço, o fazendo desmaiar.
— Olá, vovô. E de nada. – Ele a olhou surpreso. – O que?
— O que... O que está fazendo aqui? Não devia estar em Nova York e com a agente Petrov?
— Hã? Que pergunta é essa? Sabe que eu... Espera, vocês não estão aqui por causa de mim? Por eu ter fugido? – Indagou a jovem tirando o capuz.
— Não,estamos pela arma. Senhor, eles fugiram e com a arma.
— Relaxa, em alguns segundos aquela arma será só um ferro velho. – Ela pegou o celular. – É só apertar o botão do meu celular e pronto, a arma explode.
— Espere, não aperte! – Mandou Michael aparecendo. – Eles levaram Melinda.
O agente mais jovem chutou o chão mostrando sua fúria.
— Calma, Ward. Vamos atrás deles. – Virou então para os dois e cruzou os braços. – Não se preocupe que vamos salvá-la. – Apontou para a garota. – E você, vou avisar ao Fury que está aqui e pedir para alguém vir buscá-la.
— Epa! O vovô acha que vou voltar e deixar minha amiga em perigo? Pode mandar o Ken para algum lugar seguro, mas eu vou junto.
— Não vai mesmo. Seu pai deve estar preocupado.
— Ele nem sabe que eu sumi. Se soubesse eu não estaria aqui, Homem de Lata já teria me achado. E eu não quero imaginar o que ele faria comigo.
— Está decidido. – Disse, finalizando a discussão e pegando o celular.
— Você vai mais atrapalhar o que ajudar. – Expressou Ward.
O agente se virou e aguardou alguém atender o telefone e seu subordinado encarava os dois jovens.
— Atrapalhar. E vocês vão achar eles como?
— Temos alguém capacitado na equipe que pode rastreá-lo rapidamente.
— Isso pode levar horas, mas eu posso fazer isso em menos de dois segundos.
Sarah mostrou o celular onde aparecia um mapa e um sinal, Ward olhou para seu superior que desligou o seu na hora. A jovem deu um sorriso arrogante e ficou satisfeita com o resultado que obteve. Ward esticou a mão para pegar o celular, mas ela puxou para si e fez sinal com o dedo em negação.
— Coulson, você não está pensando em considerar? Não somos babás. – Questionou o agente mais novo num tom baixo ao se aproximar de Phil.
— Acho que ela provou que não precisa de uma babá. – Respondeu em um sussurro.
— Mas ela vai saber que o senhor está vivo e pode contar aos Vingadores.
— Eu vou dar um voto de confiança nela. Se explicar, ela vai entender. Fury me contou que ela é igual ao pai, mas ao mesmo tempo diferente. Difícil de entender – Ele deu dois passos e parou em frente á moça. – Tudo bem, você vem comigo. Mas vai fazer exatamente o que eu disser.
— Acho que posso te obedecer por enquanto, agente...? – Questionou entregando o celular.
— Coulson. Agente Phil Coulson. – Respondeu ao notar que a arma já estava longe.
Ao escutar o nome, a Stark arregalou os olhos ao lembrar que era o mesmo nome do agente amigo de seu pai que falecera na batalha de Nova York.
— Você tem o mesmo nome do agente que o homem rena matou. Ou você é o Júnior ou você não morreu. Só se você tem algum amuleto ou objeto alienígena que revive pessoas.
— Eu morri por um minuto, porém conseguiram me recuperar. Taiti faz milagres. Agora vocês dois, me sigam.
Os quatros andaram em direção à saída e foram para o carro. Ao entrarem, Sarah ainda estava processando as informações dos últimos minutos. O carro deu partida em direção ao lugar onde o avião dos agentes se encontrava.
— Por que não voltou? Por que não contou aos Vingadores? Tony precisa saber disso!
— Senhorita Stark...
— Por favor, me chame de Sarah. Eu não sou fã desse sobrenome. – Pediu a garota interrompendo Coulson.
— Sarah, por favor, não avise ao Tony. Isso tem que se manter em segredo. – Disse Phil olhando pelo espelho retrovisor. – Minha morte teve um significado para a equipe e não quero que eles saibam que foi tudo uma mentira. Por isso, preciso que guarde esse segredo.
Ela notou as expressões sérias e viu que não ia adiantar nada se insistisse então apenas acenou, concordando.
— Melhor avisar que a garota está com a gente. – Sugeriu o agente Ward.
— Eu faço isso ou você?
— Você.
— Agente Petrov deve estar soltando fogo pela boca. Desejo sorte quando vê-la.
— Melhor ligar para o Brócolis e pedir para estar na Organização, assim o uso como escudo.
— Brócolis? – Perguntou o agente.
— É o Hulk, Ward. Por que diz isso, Sarah?
— Nós conhecemos bem a Anna e sabemos que só ele vai conseguir segurar a fera.
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