Take on Me
16 Am I Wrong?
Notas iniciais

Sarah
Desci do carro e segui o Coulson até o avião. Preto, típico! Se queriam ser discretos, estavam falhando, e ainda mais com o símbolo estampado. Vi então uma agente o esperando, e parecia emburrada. Qual era o problema daquela vez?
— Skye já está com os dados abertos. – Contou a agente olhando para mim.
— Ótimo. Sarah, essa é a agente May.
— Prazer, agente Mulan. – Comecei esticando a mão para cumprimentá-la
Ela apertou rapidamente e deu meia volta. Pelo visto não foi com minha cara. Poxa, Mulan era uma princesa da Disney legal... Olhei para o Highlander que deu os ombros. Ken e Michael seguiram a mesma direção da agente.
— Você se acostuma, ela é legal.
Super legal. Ao entrar notei um carro vermelho, muito lindo. Me aproximei para tocar o capô, mas o velho segurou minha mão.
— Não toque na Lola.
— Lola? Eu não sei se zoo o nome ou digo que combina. A questão é: por que não posso tocar?
— Porque não pode. Agora vamos para a sala de reunião.
— Posso dar uma volta quando tudo terminar? – Perguntei, o seguindo pela escada.
— Não.
— Qual é! Eu vou ter cuidado, mais que o Stark.
— A resposta é não.
— O homem de lata nunca me falou o quão chato você era.
Soltei um assobio ao ver o interior, bem melhor que muitos apartamentos. Caramba, tinha um bar, e parecia bem abastecido. Estava começando a pensar em virar agente mesmo. Chatony ia ter um treco, mas valia a pena pela vida boa que levavam.
Um casal vinha de uma porta conversando animadamente e me encarando. Só podia ser sobre mim. Por favor que não perguntassem nada sobre mim.
— Fitz e Simmons, essa é Sarah. – Apresentou o tiozão.
— Prazer em conhecê-la, senhorita Stark. – Disse o Fitz.
— Sim, é um prazer.
— Por favor, somente Sarah. – Pedi, seguindo o chefe com os dois na cola
— Você poderia contar algumas coisas sobre os heróis. A tecnologia da armadura...
— Que tipo de material é usado? O sistema utilizado...
Até chegarmos na sala, eles não paravam de perguntar sobre os equipamentos da equipe Scooby. Cientistas eram daquele jeito mesmo, eu podia me incomodar, mas não aconteceu. Chegamos na sala de reuniões onde já estavam todos.
— Só faltou conhecer a Skye, Sarah. – Disse o agente vovô apontando para a garota mexendo na mesa digital.
A morena me olhou com um grande sorriso e esticou a mão.
— É um prazer conhecer a filha de um herói.
— Tony? Herói? Acho que não.
Ela me olhou estranha, deu para notar o meu amor pelo Tony. Nossa relação cresceu, mas sabe como é. Dificil esquecer o passado.
— Me dêem informações. – Mandou Coulson.
A rata de computador nos contou que eles estavam na fronteira da cidade. Chegamos a conclusão de que estavam esperando alguém, provavelmente o comprador da arma. Tava na cara que eles iam passar para frente e ganhar muito dinheiro. Montamos os planos e fomos até lá, somente ficou para trás a Simons, Fritz e o Michael, já que ele estava machucado. Eu senti ciúme pela parte do nerd, como se Michael fosse agarrar a Bones, não né. Deu para notar a preocupação dele pela Melinda e o quanto queria ir, mas seria um peso morto.
Chegamos ao local que mostrava no celular. Era uma casa enorme e abandonada, lugar perfeito. O chefe mandou eu ficar grudada nele, enquanto a Skye com o Connor entravam pela frente e a Mulan sozinha por outra entrada. O casal de gênios me contou que o apelido dela era Cavalaria, o que começava a fazer todo sentido.
— Assim que acharmos sua amiga, vocês duas e a Skye vão vir diretamente pra cá e ficar no carro. – Mandou enquanto íamos em direção à casa.
Ele apontava a arma para todas as direções como se alguém fosse pular na nossa frente.
— Eu podia ajudar. A minha querida babá me ensinou uns golpes de karate.
— Ficaria mais tranquilo com vocês em um lugar seguro. Sobre a bomba, ela vai funcionar?
— Claro. Assim que apertar o botão, vai destruir. Assim espero.
— Como 'assim espero'? – Perguntou, me olhando.
— Bem, eu fiz a bomba com o que tinha. Se o Homem de Lata conseguiu fazer uma armadura com sucata, óbvio que eu consigo fazer uma bomba com o que tinha.
— Quando não é um Stark é o outro. – Murmurou voltando a olhar para frente.
— Por favor, não me compare com o velhote, vovô. Eu sou uma Stark muito melhor, mesmo ainda não gostando muito do sobrenome.
Ok, eu gostava do sobrenome, por ter uma boa sonoridade quando o dizia por completo, mas aquilo ninguém precisava saber. Principalmente o Tony.
Ele foi para chutar a porta, mas eu segurei seu braço e fiz um sinal para que eu fizesse. Sempre quis fazer isso de tanto ver nos filmes e séries. Me afastei e dei um chute bem forte. Ainda bem que estava de bota sem salto. Ao entrarmos demos de cara com dois homens que foram derrubados rapidamente pela arma Boa Noite. Esperava que me emprestassem aquela arma para eu dar uma olhada, só precisava me lembrar de deixá-la bem longe do Steve, se não seriam mais setenta anos dormindo. Falando em Steve, com certeza estava bravo comigo, pelo jeito que eu havia saído. Torcia para que ele entendesse que tinha sido necessário, pela minha amiga e eu sabia que faria o mesmo por um amigo seu.
Escutamos no ponto que encontraram os caras e Melinda estava junto. Nos aproximamos da sala, os outros dois já estavam numa porta, mas nenhum sinal da Mulan. Entramos e tinham alguns capangas. Um deles veio na minha direção, eu desviei do soco e dei um chute em seu estômago, depois acertei-lhe um soco e o empurrei para a parede. Peguei o bastão e atingi no rosto outro que apareceu e o eletrocutei.
O bom que derrubamos bem fácil os capangas, mas quando viramos o homem segurava minha amiga, com uma arma apontada para sua cabeça.
— Que bom que vieram. Agora, soltem suas armas. – Todos nós jogamos nossas armas no chão — Sua amiga me contou que tem uma bomba na arma, seria interessante você desativá-la. Agora, senhorita Stark.
Ele apontou com a cabeça na direção da maleta, ela estava encostada na poltrona no chão. Fui em direção e me agachei, levantei a cabeça para encará-lo. Porém, pela janela, vi uma silhueta, especificamente a agente. Abri a maleta e vi a arma, precisava detonar aquilo.
— Preciso de um canivete. – Pedi o olhando.
— Pra que? – Questionou o vilão.
— Eu preciso desarmar a bomba. Não é só evitar apertar o botão, tenho de desarmar e tirar. Ou não vai conseguir usar a arma.
Eu olhei para os agentes e acenei discretamente para a janela, eles entenderam o recado silencioso. Precisava da oportunidade certa. O homem tirou uma faca e me entregou. Abri uma parte da arma, onde estava a bomba. Cortei um fio que não ia prejudicar o que pretendia fazer. Joguei tanto o fio quanto a faça no chão. Coloquei a parte no lugar e fechei a maleta.
— Pronto.
— Joga aos meus pés.
— Não, quer danificar a arma? Vou esticar a mão e você pega.
Ele esticou a mão e eu fiz o mesmo. Sem que ele percebesse, coloquei minha mão no bolso de trás da calça e apertei. Um barulho e uma fumaça saíram da mala, assustando-o e dando a oportunidade de a Mulan pular da janela e derrubar os dois. Corri até minha amiga e a puxei para ficar longe da luta entre eles.
— Você está bem? – Perguntei.
Ela me abraçou, chorando. Coitada, devia ter passado um sufoco. Melhor ela trocar de namorado ou eu de amiga. Do jeito que estava indo minha vida, ainda viriam mais problemas.
[...]
Eu olhava para a arma Boa Noite, enquanto Fitz me explicava sobre ela. Achei fascinante como construiu, perguntei algumas coisas e ele me respondia animado. De canto de olho, notei Simons não gostando de perder a atenção. Calma, colega. O bofe ainda era seu.
— Então vocês constroem tudo para os agentes? – Questionei, colocando a arma em cima da mesa.
Depois da bagunça, voltamos para o avião e como tinha que entregar a arma e o bandido, nos deram uma carona. O casal de pombos estava em um dos "quartos", o Highlander e a guerreira da China em reunião e o Connor e Skynet em algum lugar. Eu preferi ficar com os crânios no laboratório e conhecer ambos.
— Sim, construímos e criamos, mas não só as armas. Tudo que precisarem. – Respondeu a nerd.
— Deve ser divertido ter várias missões e salvar o mundo. Me digam como foram parar no clube da luluzinha? Por acaso, aprontaram alguma?
— Clube da Luluzinha? Tá falando da SHIELD?
Só acenei afirmando. Melhor não usar tantos apelidos perto do rato de laboratório.
— Nós estudamos na academia e assim que nós formamos fomos trabalhar nos laboratórios. Quando surgiu a oportunidade, nos juntamos ao time. – Explicou a Pink.
— Academia? Existe um tipo de escola?
— Exato. Academia da SHIELD Divisão Ciência e Tecnologia. – Contou a Simmon orgulhosamente.
Interessante... E eu achando que eles pegavam as pessoas que já aprontaram e traziam para o lado bom da força. A Skye entrou na sala, segurando um tablet, seu companheiro de trabalho.
— O Ward está interrogando o prisioneiro para descobrir quem é o comprador.
— Não acho que vai demorar muito para contar. – Falei, pegando o celular. Notei uma chamada e uma mensagem do Tony. Respondi rapidamente informando que em breve ligaria já que estava em reunião. Ele ainda não tinha sido informado. – Então, você também frequentou a Academia?
— Não, posso dizer que não segui muito a margem da lei. Sou uma hacker, fazia parte do grupo de Hackvista.
— Uffa, estava achando que a agência era careta.
Eles me olharam sem entender, só balancei a mão para esquecerem.
— Quem te ensinou a lutar? Foi algum dos vingadores? – Perguntou a hacker.
— Foi a Agente Annabelle Petrov.
—A Bruxa? Nossa que demais! – Exclamou o Fritz.
— Bruxa?! Conte essa história! – Pedi, animada.
— A agente Petrov não é qualquer agente, Sarah. – Informou o Ward entrando no laboratório. – Ela é uma das melhores, está no nível do Agente Barton e Agente Romanoff.
— Para ser minha segurança, o pirata não escolheria qualquer agente. Agora, conte a história desse apelido.
— Ela ganhou esse apelido por conseguir hipnotizar os inimigos só com o olhar ou com sua voz. Eu tive só uma oportunidade de vê-la em ação e até eu entrei na onda. Eu não acho que ela tenha algum poder, mas sua beleza é impressionante e creio que seja por isso.
— Ward, deixa ela saber que você tem uma queda... Digo, um tombo por ela.
— Eu não tenho uma queda, só mostrei um fato.
— Já sei o que vou dar para ela de aniversário. Aquela vassoura que tem no prédio combina com ela.
Os três me olharam e riram.
— Você vai brincar com fogo. – Comentou o Ken.
— Eu já estou brincando, vamos incendiar de vez. Depois chamamos o Hulk para resolver o problema.
O tablet apitou e Skye ficou surpresa ao ver do que se tratava.
— Parece que Thor trouxe uma festa para Londres... – Comentou ela e deslizou o dedo no visor do tablet. As imagens apareceram na tela que tinha no laboratório.
Ai, minha Rainha! Ele destruiu Greenwich! E quem era aquela criatura feia? Cadê o povo para ajudá-lo? Cadê o Tony?
— Eu vou avisar o Coulson. – Falou Ward antes de sair.
— O Thor é mais bonito pessoalmente? – Perguntou Simmons.
— Sim. Eu o vi uma vez só, na reunião que Tony fez para me apresentar a todos.
Estava torcendo para que tudo tivesse dado certo e ele tivesse conseguido derrotar aquela coisa feia.
— E aqueles braços?! – Comentou Skye.
— Todos da equipe têm braços maravilhosos. Todos são tão bonitos que fica difícil falar qual é mais. — Lamentou a rata de laboratório.
Fitz deu uma leve tossida, mostrando que não estava gostando do assunto.
— E todos comprometidos.
— Até o Capitão Rogers? – Indagou a hacker.
— Sim.
Eu devia ter respondido a verdade, mas acabei mentindo. Era difícil ver outras mulheres se interessando.
Coulson entrou na sala e avisou que estávamos prestes a pousar. Sentamo-nos em nossos lugares e aguardamos até estarmos em terra firme. Fiquei triste por ter chegado ao fim. Eu tinha gostado deles, era a sensação de ajudar o mundo. O casal agradeceu e saíram acompanhados da Jade. Ela devia parecer mais seu tio Jackie Chan.
— Obrigada pela ajuda. Espero mantermos contato. – Falei para os três nerds.
— Claro. Vai ser ótimo conversar com mais alguém que entende essa loucura. –Respondeu Skye.
Acompanhei o vovô até a saída do avião e, ao pôr o pé para fora, vi o pirata acompanhado de Annabelle que não escondeu sua irritação. Do jeito que ela estava, com certeza criava jeitos diferentes de me matar na mente. Se fosse telepata eu estava ferrada.
— Oi, pirata e oi, melhor agente do mundo. Hoje você está muito bonita, Annabelle. Cortou o cabelo? Pintou? Tomou um sol?
— Não me venha com elogios. Você sumiu sem avisar e podia ter acontecido algo! Que você não tem amor a sua vida, eu até entendo, mas podia ter um pouco com a minha! – Gritou a agente, alterada.
— Não seja tão dramática, porque eu sei que não morre! Nem o próprio Hulk conseguiria. Sabe, você devia se acalmar e tomar algumas poções. Não queremos ver você usando magia.
— Nesse momento queria ter poderes para você entender a gravidade. Se não fosse o Coulson, você estaria numa encrenca.
Mas a culpa nem tinha sido minha! Fora que fui a salvadora do dia.
— Com já disse, tenho uma ótima professora. Estou inteira, com uns machucados, mas nada grave. Vou ter histórias para contar aos jornalistas. – Comentei, rindo.
E ao ver que só eu ria, parei rapidamente. A babá ainda estava muito brava. Aproximei-me e a abracei.
— Fiquei preocupada, sua praga.
— A praga que você ama. Sua vida perderia o sentido se não tivesse eu para proteger.
Afastei-me e a vi sorrir. Eles me amavam mesmo. Virei para os dois que encaravam a cena.
— Foi um prazer ser agente por um dia.
— Se quiser ser, pode entrar na Academia. Somente os melhores são convidados.
Eu? Agente? Agente Sarah Hamilton. Sim, usaria o sobrenome da minha mãe para verem que eu não precisava do Tony, mesmo que Agente Sarah Stark soasse bem.
— Tá louco? Essa menina vai piorar as missões. – Comentou Anna.
— Valeu pela confiança, babá. Agradeço o convite, mas não, pirata. Deixa para quando eu estiver mais velha e aí mato o velho de casa.
Ser agente não era fácil, você sacrificava muito de si e as coisas ao seu redor. Eu pude ver aquilo com os três agentes lá do prédio. Eu ia ter que arranjar outro jeito de ajudar o mundo.
— O convite está de pé. Agente Coulson, você e sua equipe irão para Londres limpar a bagunça do Thor.
— Sim, senhor. Foi um prazer conhecê-la, Sarah, e você é bem mais interessante que seu pai. Fury...Annabelle.
— Prazer foi meu. E claro que eu seria. — Deixei-o dar alguns passos antes de falar. – Espere, Highlander. Michael Jordan, já sei o que vou querer pelo favor que pediu.
— O que seria?
— Quero dirigir a Lola.
Coulson arregalou os olhos.
— Quer dirigir meu carro?
— O carro não é da SHIELD? –Questionei.
— Não.
— Sarah, você não tem nem carteira e digo mais: Você é folgada demais.
— Eu posso tirar a carteira, minha querida, e sou nada folgada.
— Agente Coulson, o avião te aguarda.
— Retiro que disse sobre ser mais interessante.
O vovô seguiu as ordens e foi embora.
— Então, Fury?
— Eu vou falar com ele e assim que tiver um tempo livre, você anda no carro. E eu quero falar com você sobre o agente Coulson.
— Minha boca é um túmulo. Não vou contar, mas acho que eles deveriam saber. Pombo e aranha sabem?
— Não, não sabem. Agora vamos voltar para a Central. Têm algumas pessoas te aguardando.
Quando cheguei na Central, escutei tanto deles. Barton, Natasha e Steve falaram um monte, até a Louise ligou brigando. Graças a Deus Tony e Pepper não souberam, aí seria bem pior. Contar o que houve, não tinha sido tão difícil, só omiti sobre Coulson, o que me deixou mal.
Estava falando com a Pepper e ela estava contando sobre os lugares e presentes que comprou. Não adiantou nada eu falar que não queria, mas ela disse que tanto ela como o chato queriam me trazer algo. Ela também falou que o Tony quase voou até Londres, porém era um problema da Barbie e só ele podia resolver. Depois de falarmos por um tempo, desliguei o celular e me joguei na cama.
— Muito obrigada, Annabelle. Te devo uma.
— Me deve mesmo. – Concordou, sentada na poltrona.
Estávamos no quarto do hotel para descansar. Só voltaria pela manhã para SHIELD. Meu celular tocou novamente e chegou uma mensagem da Melinda avisando que haviam chegado bem em Nova York e agradecendo novamente.
— Espero não ter mais nenhuma aventura por uns meses.
— Stark é seu sobrenome e isso já atrai algo.
Alguém bateu na porta e a segurança foi atender. Fiquei surpresa por ser o Steve, ele estava meio estranho desde que eu tinha voltado.
— Podemos conversar?
— Claro. – Respondi para ele, me sentando.
Anna viu que era sua deixa.
— Deu vontade de beber algo forte... Vou até o bar lá embaixo, já que aqui não tem bebida alcoólica. Depois eu volto.
Ela fechou a porta, nos deixando a sós. Eu me levantei e dei alguns passos para ficar perto dele.
— Sarah, precisamos falar sobre o beijo.
— Certo...
Senti que não seriam boas coisas.
— Não devia ter acontecido. E não pode acontecer de novo.
— Por quê? Você não gostou? – Questionei, tentando segurar minhas emoções.
— É errado. Por isso peço que sejamos somente amigos.
— Se é isso que você quer... Tudo bem.
Tudo bem o cacete! Se ele estava esperando que eu desse um showzinho estava muito enganado, mesmo que eu estivesse muito brava naquela hora.
— Tudo bem mesmo?
— Minha cara responde.
Não tinha ideia se ele havia captado o recado, mas acenou em concordância.
— Sinto muito. – Disse, colocando as mãos nos bolsos da calça.
— Quem deveria dizer isso, sou eu já que eu que o beijei. Mas não irei dizer essas palavras. – Peguei meu tablet e me sentei na cama novamente. Ele continuou me olhando com uma expressão culpada. – Steve, é só isso que tinha para falar?
— Sim. Eu vou indo que tenho coisas para fazer. Te vejo amanhã na organização.
— Claro. – Murmurei, olhando para a tela.
Assim que escutei a porta se fechando, dei um soco na cama. Eu não gostava daquele sentimento de rejeição e, pior, ele nem tinha me falado o porquê. Eu podia dizer que seríamos amigos, mas, no fundo, sabíamos que aquilo não ia acontecer.
Fale com o autor