Take on Me
37 The Witch is on the Loose
Notas iniciais

Sarah
Estava um silêncio desconfortante no ambiente. Eu, ao lado de Steve, Natasha e Sam na nossa frente. A expressão de derrota e as algemas usadas para segurar o Steve, quebrava meu coração. Queria tanto poder fazer algo, mas não podia.
Minha mente voltou para o Bucky. Todo esse tempo ele estava vivo e para piorar, foi o responsável do meu sequestro. Como eu não vi que ele era o melhor amigo do meu namorado? Será que eu sabia, e tentei fazer algo? Como eu queria que minha memória voltasse.
— Era ele — disse Steve, chamando a atenção de todos. — Ele olhou para mim como se não me conhecesse.
— Como é possível? — questionou Sam confuso. — Faz uns 70 anos.
— Zola — respondeu Steve. — Toda a unidade do Bucky foi capturada em 1943. Zola fez experiências com ele — lembrou-se. — O que ele fez, ajudou Bucky a sobreviver à queda. Devem tê-lo encontrado e…
— Nada disso é culpa sua, Steve — interrompeu Natasha.
— Não tinha como você saber que ele sobreviveu à queda — digo tentando minimizar sua culpa.
— Mesmo quando não tinha nada, eu tinha o Bucky.
Natasha soltou um gemido baixo e a encarei. Vi o sangue escorrer da sua ferida e não era pouco. Sam também notou e ficou mais preocupado ainda. A ruiva estava sangrando muito rápido e logo perderia a consciência.
— Precisamos de um médico — informou Sam à um dos agentes que nos vigiava. — Se não pressionarmos a ferida, ela vai morrer aqui mesmo.
Não pode continuar a falar, pois o agente mostrou o bastão de choque e o ligou. A resposta estava na ponta da minha língua, antes que pudesse soltar, esse mesmo agente atingiu o agente ao seu lado, o choque não foi o suficiente para desacordado. Logo depois, chutou a cabeça, o fazendo acertar a janela e cair desmaiado.
— Anna? — questiono tentando adivinhar a identidade da pessoa.
A pessoa não respondeu, resolveu tirar o capacete que escondia sua face e se revelar.
— Dessa vez sou eu — respondeu Hill antes de encarar a peça. — Essa coisa estava apertando meu cérebro. — Seus olhos vão para Sam. — Quem é o cara? — indagou Hill ao Steve.
Hill abriu a porta lateral do furgão, Steve desceu primeiro, ele esticou a mão e eu aceitei a ajuda, logo em seguida Natasha, com dificuldade; e Sam por último. Capitão ajudou a ruiva a andar, eu fiquei ao seu outro lado, para caso precisa de mais ajuda.
O lugar que fomos levados era deserto, parecia uma hidrelétrica abandonada. Hill destravou uma porta e entrou, fiz sinal para que Natasha e Steve fossem os primeiros. O corredor era extenso e amplo, era iluminado, mas não o suficiente para que eu não me sentisse mal. Escutamos passos e logo vimos um homem, de meia idade, correndo em nossa direção.
— Ferimento de bala — informou Hill. — Perdeu meio litro de sangue, pelo menos.
— Talvez mais — opinou Sam.
— Eu vou levá-la — disse o homem.
— Ela vai querer vê-lo antes.
Eu estranhei essas palavras, quem ela deveria ver? Resolvemos segui-la e descobrir a resposta. Fomos levados para um lugar mais aberto, tinha algumas cortinas plásticas que cobriam uma parte mais ao fundo. Era transparente, mas não dava para ver bem que estava ali. Hill puxou elas e revelou quem era. Nós quatro ficamos atônitos com quem víamos.
Nick Fury estava deitado e conectado a várias máquinas. Parecia estar dormindo, mas só parecia, já que abriu os olhos e nos encarou.
— Já estava na hora.
O homem que estava nos acompanhando, pegou uma cadeira e pediu para que a ruiva se sentasse. Aproximei-me assim que ela se sentou e ajudei a tirar o casaco, o ferimento não parecia tão feio, porém, a quantidade de sangue que tinha nas vestes mostrou que era grave. O mesmo homem,provavelmente um médico, começou a tratar da ferida.
— Lesão na coluna vertebral… Esterno fraturado… Clavícula quebrada… Fígado perfurado e uma dor de cabeça danada — Fury citou seus importunos.
— Não esqueça a falência pulmonar — lembrou o médico.
— Não podemos nos esquecer — concordou. — Fora isso, estou bem.
— Eles abriram você. Seu coração parou — disse a ruiva confusa.
— Tetrodotoxina B — explicou. — Diminui a pulsação a um batimento por minuto. Banner desenvolveu isso para estresse. Não funcionou muito bem nele, mas achamos uma utilidade.
— Por que todo o sigilo? Por que não nos contou?
— Qualquer atentado à vida do Diretor tinha que parecer bem-sucedido — contou Hill.
— Não podem matá-lo se você estiver morto — completou Fury. — Além disso, eu não sabia em quem confiar.
Notei que a Natasha se magoou com essas palavras e, confesso, que se fosse comigo também ficaria.
— Acho que você sabia muito bem em quem confiar — digo chamando a atenção de todos. — Entregou o pen drive para Steve, Hill e todo esse pessoal te ajudaram a fingir sua morte — apontei em volta. — Então não usa essa desculpa para não falar pra gente. Tem ideia do que Natasha e Anna sofreram? — Nesse momento lembrei da babá. — Caramba, Anna deve estar morta de preocupação.
— Precisamos conversar sobre isso, mas temos um problema mais grave. — Ele coçou seu cavanhaque, pensativo. — Hill, os acompanhe até a sala de reuniões. A conversa precisa ser num lugar mais confortável.
Estava sentada, ao lado da Natasha, e aguardava uma mensagem da Anna. Queria muito avisá-la que Fury estava vivo, mas não podia. Minha mensagem podia ser descoberta e trazer problemas, muitos problemas. Virei o rosto e vi Steve em pé, ao lado de Sam, ambos estavam em silêncio desde que entraram.
Coloquei meu braço na mesa e apoiei meu rosto. Nesse momento, Nick e Hill entraram e se sentaram na nossa frente. Enquanto Hill ligava um laptop, Fury tirou uma foto do seu bolso e a encarou.
— Este homem recusou o prêmio Nobel da Paz — declarou enquanto olhava uma foto. — Disse que a paz não era uma conquista, era uma responsabilidade — soltou a fotografia na mesa e pude ver que era Pierce. — É esse tipo de coisa que me deixa desconfiado.
— Temos que impedir o lançamento — disse a ruiva antes de fitar Steve.
— Precisamos de um bom plano — comentei. — Creio que ajuda também será necessária.
— Acho que o conselho não vai mais me atender. – Fury comentou antes de abrir a maleta à sua frente, revelando três chips.
— O que é isso? — Sam questionou.
— Quando os aero porta-aviões atingirem 900 metros, eles vão triangular com os satélites do Insight e suas armas estarão prontas. — Maria virou o laptop para nós, mostrando um mapa com uma simulação.
— Precisamos invadir os aero porta-aviões — continuou Fury, enquanto o programa mostrava o caminho até a central de controle das aeronaves por meio de suas plantas. — E trocar os chips de aquisição de alvos pelos nossos.
— Um ou dois não adianta — avisou Hill. — Temos que conectar todos os três para que dê certo. Porque se um deles continuar em operação, muita gente vai morrer.
— Vamos assumir que todos nos porta-aviões são da Hidra. Temos que passar por eles, inserir esses servidores e talvez, só talvez, a gente consiga recuperar o que restou. — Finalizou Fury com confiança.
— Não vamos recuperar nada — declarou Steve irritado. — Não vamos só destruir os aero porta-aviões. Vamos destruir a SHIELD.
— A SHIELD não teve nada a ver com isso.
— Como não? — questionei e ele me olhou feio. — SHIELD foi quem alimentou a Hidra, mesmo sem querer.
— Você me deu essa missão — continuou Steve. — É assim que termina. A SHIELD foi comprometida. Você mesmo disse. A Hidra cresceu debaixo do seu nariz e ninguém percebeu.
— Por que acha que estamos nesta caverna? Eu percebi.
— Quantos pagaram o preço antes que percebesse?
Notei que Fury ficou mexido com essas palavras que Steve disse. Ele deslizou seus olhos sobre mim, depois Natasha e por último a Hill, ficamos em silêncio, o que foi suficiente para ele entender que concordávamos com o Capitão.
— Olha, eu não sabia sobre o Barnes.
— Se soubesse, teria me contado? Ou teria compartimentalizado isso também? — questionou Steve. — SHIELD, Hidra.... Tudo será destruído.
Dava para notar que Fury estava indignado com isso.
— Ele está certo — concordou Hill, pegando não só ele de surpresa, como também à mim.
Ele olhou para Natasha e ela assentiu concordando com o plano de Steve. Depois olhou para mim.
— Você sabe que ele tem total razão. — digo seriamente.
Então encarou Sam e aguardou sua opinião.
— Não olhe para mim. Eu faço o que ele faz, só que mais devagar.
— Bem… — disse antes de virar para o mais velho. — Parece que você está no comando agora, Capitão.
Soltei um suspiro de alívio ao ver minha armadura. Estava preocupada se eles a tinham conseguido achar e tê-la pego. Agora que tinha tempo, vi alguns arranhões, nada muito grave. Meu reator arc estava em cima da mesa, junto com algumas ferramentas que me emprestaram, ele brilhava mostrando a energia que continha. Minha mão foi entre meus seios, onde tinha me machucado, precisava mexer para não acontecer novamente.
Encarei minha armadura e levei minhas mãos aos bolsos, porém, senti um objeto e ao tirar vi que era a máscara do James. Sentei na mesa e fiquei encarando o objeto. A imagem se repetia na minha mente, eu retirando de seu rosto, porém, logo lembrei de atirar nele. Por que eu tacaria o objeto dele? Será que eu tinha descoberto quem ele é?
Fechei meus olhos e podia escutar ele me chamando, da mesma palavra que aquele senhor disse no dia que conheci a Peggy. Era ele que me chamava daquele jeito. Confesso que nunca procurei o significado e o motivo: não sei. Acho que no fundo eu não queria saber.
Senti alguém me olhar e abri meus olhos, era Steve. Seus olhos deslizaram para minha mão, onde estava a máscara. Estiquei para que pegasse e ele aceitou. Não é necessário ler sua mente para saber o que ele estava pensando.
— Eu sinto muito.
— Pelo o quê? — indagou se aproximando. — Pelo Bucky?
Ele encostou na mesa, ao meu lado, seus olhos não estavam em mim, só no objeto.
— Por ter perdido minha memória — digo tristemente. — Eu posso ter descoberto enquanto estava em cativeiro e tentado ajudá-lo... Sei lá…
— Sarah, a culpa não é sua — disse colocando sua mão livre, sobre minha coxa. — Você era uma vítima, como ele foi. — Virou o rosto para mim e sorriu. — O importante agora é salvá-lo.
— Eu farei tudo que estiver no meu alcance para ajudá-lo. — prometi.
Minha armadura fez um barulho e o capacete acendeu.
— Friday?
— Chamada para a senhorita.
— De quem será? — questionei mais para mim do que para Friday.
Levantei e peguei o capacete da armadura. Coloquei e o sistema ligou. Abriu a tela e Tony apareceu, com cara de poucos amigos, o que me fez adivinhar o motivo do contato.
— Oi melhor pai do mundo.
— Olá melhor filha do mundo — ironizou. — Imagine minha surpresa e também de Pepper, enquanto estávamos na reunião, discutindo o futuro da empresa, minha filha aparecendo no jornal e eu pensando que era algo bom, mas na verdade era sendo presa. Você estava em rede nacional!
— Pai…
— Liguei para meus advogados e estava preste a ir te soltar, então descubro que você não só fugiu como está na lista dos mais procurados da SHIELD, juntamente com o queridinho da América e a dona aranha. — Ele respirou fundo e levou a mão no rosto. — Eu não fui onde você está, porque sei que devem estar me vigiando e não estou nem um pouco afim de brigar com o governo.
— Você sabe onde estou? Você colocou um rastreador na minha armadura?! Eles podem estar rastreando essa chamada.
— Você esqueceu quem sou eu? Óbvio que essa chamada está sendo protegida. — Ele bufou de raiva. — E coloquei um rastreador, porque não quero um bis do que houve. Agora desembucha tudo!
— Eu não posso contar agora, mas preciso que confie em mim.
Ele não gostou nem um pouco do que eu pedi.
— Sarah Elizabeth Hamilton-Stark fala o que está acontecendo.
— Sabe que falar meu nome todo não vai ajudar.
— Dane-se o governo, estou indo para aí.
— Não Tony, por favor. Lembra quando quis enfrentar o Mandarim sozinho? É a mesma coisa, não queremos você ou os outros se metendo.
— A situação era bem diferente.
— Tony, o presidente dos Estados Unidos foi sequestrado e isso era trabalho dos vingadores — digo irritada. — Por favor, confie em mim.
Pude ver que ele ficou em dúvida, mas ao ver que me mantive firme no pedido, meneou a cabeça.
— Tudo bem, vou ficar, mas vou acompanhar tudo daqui. Se eu ver algo que não gostei, vou até você e me meto. — Sorri agradecida. — Me resuma o que está acontecendo, por favor. — Contei bem resumidamente e ele só balançou a cabeça. — Me deixe falar com meu genro.
Tirei o capacete e Steve me encarou confuso. Somente entreguei a peça e indiquei para vestir. Ele se afastou para que eu não escutasse, mas tudo bem, eu ouço a gravação depois. A conversa durou pelo menos cinco minutos. Ele retirou o capacete e me entregou.
— Então? — perguntei.
— Vamos descansar. — Se afastou, em direção a saída. — Começaremos logo cedo.
— Tudo bem, mas o que você e Tony conversaram?
— Nada demais. — Parou na porta e virou-se para mim. — Nada que deva se preocupar.
Senti que não descansei, tudo por causa do nervosismo, não estou acostumada com esse peso de salvar o mundo nos ombros.
Steve tinha saído logo cedo, disse que tinha que resolver um assunto primeiro, porém, não explicou. Só esperava que nada acontecesse com ele.
Estava terminando de prender meu cabelo, quando bateram na porta. Abri e era Hill. Parecia com um humor melhor do que de ontem.
— Trouxe algo para você. — Me entregou um par de botas e uma roupa. — Pelo que a Romanoff me disse, vai servir.
— Obrigada.
Fechei a porta, assim que ela se afastou. Olhei para as peças nas minhas mãos, confesso que fiquei feliz, não queria usar a mesma roupa. Troquei rapidamente e ri quando vi que era o uniforme da SHIELD, parecido com que a Natasha usava, porém, sem os pesado braceletes de descarga eletromagnética.
Peguei o meu reator arc e coloquei em cima do uniforme. Sai da sala e fui me encontrar com os outros, escutei um assobio e me virei. Sam sorriu para mim e eu retribui.
— Garota de Ferro está parecendo uma agente.
Voltamos a andar.
— Não deixa meu pai ouvir isso. — Peguei meu ponto e coloquei no ouvido. — Está pronto?
— Nasci pronto. E você? Tem certeza que quer fazer isso?
— Não é a primeira vez que faço algo do tipo, não se preocupe. — Dei um soco de leve no seu ombro. — Eu te protejo.
Encontramos Hill encostada no carro.
— Onde está sua armadura?
— Ela foi na frente e pronta para a luta.
— Ótimo. — Ela tirou uma arma e munição, reconheci qual era. — Lembrancinha da Simmons e do Fitz. — Me entregou.
— Obrigada.
Eu preferia mil vezes a arma “Boa Noite” do que uma comum, não gostava de usar algo que tirava vidas. Guardei a arma e a munição, depois precisarei agradecer ambos. Entrei no carro e fomos em direção à SHIELD.
No caminho ficamos em silêncio, o que foi bom, pude focar no que estava para vir e enfrentar. Meus pensamentos foram para Bucky, se conseguiríamos salva-lo. Será que iríamos lutar contra ele? Será que não conseguiríamos fazê-lo lembrar de quem era? Tantas perguntas e as respostas eram diversas.
Hill parou o carro e saiu. Fiz o mesmo e sorri ao ver Steve, usando seu antigo uniforme. Ele cumprimentou os dois e depois aproximou-se de mim.
— Ana está pronta?
— Está nos aguardando no portão secundário.
— Eu mostro o caminho — disse Hill já se afastando.
— Uniforme da SHIELD? — questionou arqueando a sobrancelha.
— Era o que tinha — dei de ombro — Retiro o que disse sobre esse uniforme — comentei para meu namorado, o seguindo.
— Não o acha mais feio? — perguntou me provocando.
— Nunca disse feio, mas vendo usando pessoalmente, devo dizer que fica muito bem em você.
— Mas prefere o outro. — Acenei concordando. — Sabe, você fala tanto do meu uniforme, poderia fazer uma atualização.
— Sério? Com maior prazer — bati palmas levemente, mostrando minha animação. — Tem preferência de algo?
— Que me deixe irresistível — Abri e fechei a boca, surpresa com o que escutei. — Deixei uma Stark sem fala.
Eu realmente sou uma péssima influencia a ele.
Chegamos por nossa entrada no prédio, não havia ninguém, o que já esperávamos. Todos estavam focados no lançamento dos porta-aviões, perfeito para entrarmos sem sermos vistos. Quando Hill foi abrir para entrarmos, a porta se abriu sozinha e me joguei em cima da pessoa.
— Se não te conhecesse, diria que está com saudades de mim, pirralha.
A soltei e rir.
— Quando eu tiver saudades de você, saberá.
Ela saiu do caminho para que todos pudessem entrar.
— Quem é ele? — Questionou apontando para Sam. — Cadê a Nat?
— Esse é Sam e a Nat está cumprindo a outra parte do plano — explicou Steve antes de se afastar. — Atualize a situação.
— A segurança foi reforçada, porém, o foco está voltado para a área dos porta-aviões e para o andar da presidência, onde o Pierce e os membros do conselho estão. — Contou enquanto andávamos pelo corredor.
— Como ele não te descobriu? — questionou Sam.
— Nada como um pouco de mágica.
O que ela quis dizer foi o usou de seu poder. Entendo ela não querer revelar na presença do Sam, já que ela não o conhece.
— Anna, ainda não é hora de revelar o lado que está. — Ele colocou a mão sobre o ombro da babá. — Tem como ir para onde está Pierce e o conselho?
— Tem. — Entreguei um comunicador para conversarmos. — Quer que eu vá para lá?
— Sim, no momento certo, quero que invada a sala. Consegue?
— Capitão, isso é como roubar doce de criança.
Ela seguiu uma direção e seguimos outra. Andamos por alguns minutos até chegarmos em frente a porta da sala de controle. Steve deu a ordem e interferi na comunicação. Eles sacaram suas armas, menos eu e Steve, e apontaram para a porta. O agente abriu e se assustou com nossa presença.
— Com licença. — Pediu Steve antes de entrar.
Entramos e os agentes foram se afastando dos painéis, Hill mexeu e vi meu namorado se aproximar do microfone. Ela deu o sinal e ele começou seu discurso. Sem pensar duas vezes, Steve revelou tudo e, do seu modo, pediu ajuda para os verdadeiros agentes da SHIELD. Ao finalizar, ficou encarando sua frente, me aproximei e fiquei ao seu lado, para mostrar meu apoio.
— Escreveu isso antes ou foi improviso? — indagou Sam chamando sua atenção.
Corríamos pelos corredores, podíamos escutar tiros e barulhos de brigas. Pelo visto o discurso do Steve deu resultado. Confesso, estava nervosa, tinha medo de descobrir quem era da Hydra. Eu conheci vários agentes e fiz amizades com eles, agora podiam estar no lado errado e teria de lutar contra eles.
— Estão iniciando a decolagem — avisou Hill.
— A armadura já está pronta? — questionou Steve.
— Sim, Capitão.
Ele empurrou a porta e passamos, avistamos os porta-aviões. Vi minha armadura se aproximando.
— Ei Capitão, como diferenciamos os bonzinhos dos vilões? — indagou Sam.
— Se atirarem em você, são vilões.
Ele fez movimento com os braços e suas asas abriram, nós três pulamos e nesse momento, minha armadura se prendeu em mim. Ativei os jatos e fui em direção do porta-aviões mais perto. O plano era fácil: cada um ficou com um chip e precisávamos trocar no sistema. Porém, eles não deixariam isso fácil. No momento que cheguei perto do porta-aviões, atiraram na minha direção.
— Capitão! Encontrei os vilões que você estava falando.
— Descobriu do jeito mais difícil? — perguntei desviando dos tiros.
Não sei se fico feliz pela minha armadura ser resistente ou preocupada que eles podem me surpreender em armamento.
— Tudo bem com você? Sarah?
— Ainda não estou morto.
— Acho que já estive melhor — digo me jogando para baixo, evitando ser atingida. — Por que aceitei melhorar as placas do alvo?!
— Você é a responsável por estar sendo quase atingido?!
— Veja o lado bom: está sendo quase, significa que eu falhei.
Ele soltou uma risada nervosa e fiz o mesmo, mas não era por isso, era pensando em como entraria no porta aviões.
Anna
A porta do elevador se abriu, o andar tinha um número considerável de agentes, alguns eram da equipe de STRIKE e, mesmo sendo considerados um dos melhores grupos da agência, eu dava conta.
— Agente Petrov, o que faz aqui? — perguntou, me interrompendo.
— Vim ver se estava tudo certo.
Nesse momento Steve começou seu discurso, eles olhavam para cima e prestavam atenção, aproveitei o momento e peguei minha arma e a destravei. Assim que ele terminou de falar, levantei e apontei para o agente a minha frente, o impedindo de sacar a sua. No entanto, não impediu os outros de apontarem para mim.
— Agente Petrov, está em menor número — disse me encarando. — Melhor abaixar a arma.
— Tem razão, estou em menor número — concordei soltando a arma e dando meu sorriso irônico. — Mas se eu desistisse tão fácil, não seria quem sou. Afinal, a bruxa está solta na SHIELD.
Usei meus poderes para derrubar o agente, os outros ficaram em choque. Agora todos saberiam quem sou. Aproveitei o momento e usei meus poderes nos outros também, eu desviava dos tiros e ia os derrubando, até que no final não sobrou ninguém.
Respirei fundo algumas vezes para me acalmar, não podia perder o controle. Peguei minha pistola e verifiquei se estava tudo bem. Segui o caminho e estranhei estar vazio, por precaução andava com a arma pronta para atirar. Escutei vozes vindo da sala e com cuidado me aproximei para ouvir melhor, já que tinha uma parede de vidro.
Vi o restante da equipe STRIKE na sala, com as armas apontadas aos conselheiros e Pierce fazia seu discurso. Precisava pensar e agir com calma, não podia arriscar a vida das pessoas do conselho. Preferi esperar o momento certo e fiquei observando, também estava em alerta no que acontecia à minha volta, podia aparecer alguém e me atacar.
Escutei a conversa entre eles e, confesso, que fiquei feliz em ver que o conselho não apoiava Pierce e a Hydra, porém, isso não ajudava muito. Quando Pierce pegou a arma do agente, fiz o mesmo com a minha e me aproximei, no entanto fui surpreendida com a senhora Hawley que derrubou, sozinha, os agentes e rendeu Pierce.
— Desculpe-me — sua voz saiu com certa interferência e compreendi que era um disfarce. Retirou o apetrecho e a peruca loira, revelando seus cabelos ruivos. — Eu interrompi seu discurso?
Adentrei na sala apontando minha arma. A expressão de surpresa para alívio surgiu na face do Pierce.
— Interrompeu, mas por pouco tempo. – Apontando em minha direção. – Não é mesmo Anna?
Natasha não se mexeu, pois sabia de que lado eu estava.
— Não, eu estava ficando cansada do seu falatório — andei até parar ao lado da ruiva. — Deixa que eu faço as honras, Nat.
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