Take on Me

38 Castle of Glass


Notas iniciais
Hey o/ Primeiramente, peço mil desculpas pelo atraso, mas infelizmente, muitas coisas aconteceram e agora voltei a trabalhar e semana que vem volto ao curso, então vou tá como? Fodida! Mas isso não significa que irei desistir, longe disso, vou continuar escrevendo, porém, pode demorar um pouco mais atualizar. Peço paciência

Anna

Eu, juntamente, com o senhor Yen, apontávamos nossas armas para Pierce, para que não aprontasse, enquanto Natasha mexia no sistema. Na tela maior, que preenchia uma parte da parede, mostrava várias informações, muitas delas secretar que não devia ser do nível que a ruiva pertencia ou eu. Como um estalo, compreendi o que estava executando.

— O que está fazendo? — Questionou o conselheiro Rockwell, olhando para a mesma tela.

— Anulando os protocolos de segurança e vazando os segredos na internet — respondeu Pierce, dando alguns passos em direção à Romanoff.

— Pare. — Mandei.

Mesmo com a ordem, ele só parou ao ver que conseguiu a atenção da Nat. Pierce mostrou seus braços levantados, para que víssemos que não faria nada.

Ele só parou quando viu que chamou atenção da Nat. Pierce continuou os braços levantados, mostrando a nós que não faria nada.

— Incluindo os da HIDRA — Completou a russa antes de sorrir.

— E os da SHIELD — Pierce voltou a falar. — Se fizer isso, nada sobre você permanecerá escondido. — No mesmo instante, Natasha parou de digitar e sua expressão ficou séria. — Como também a agente Annabelle e seu grande segredo. — Ela me fitou — Tudo que Nick fez por ela, valeria por nada. — Assenti para que a ruiva soubesse que estava a apoiando no que ela escolhesse fazer. Já tinha me revelado hoje, estava preparada para o que viesse — Tem certeza que está pronta para contar ao mundo a verdade sobre você? Sobre a Annabelle?

— Você está? — Interrogou Natasha antes de sorrir.

Sarah

— Falcão? Status? — Perguntou Hill.

— Abordando.

— Sarah?

— Também abordando?

— Sarah! — Exclamou irritada.

— Só confia em mim. — Não era o que ela gostaria de ouvir, mas estava tentando não ser atingida — Friday, preciso de uma rota.

Sim, senhorita.

No momento que aguardava uma solução da minha AI, resolvi contra-atacar. Cheguei perto onde havia vários agentes, que estavam nos atacando, e acionei pequenos misseis em suas direções e os acertei. Depois apontei minha mão na direção dos lançadores de misseis e os destruí, porém, uma nave apareceu e atirou para me acertar. Só sai voando para evitar ser atingida, mas eles estavam mais preparados do que pensei.

— Friday?

— Consegui, senhorita.

Logo apareceu na tela e fechei a cara ao ver o local que teria de me meter. Único jeito de entrar é por baixo, na parte de vidro e que tenho certeza que deve ser a prova de tudo. Lado bom é que essa nave veio a calhar, lado ruim que pode dar errado essa ideia.

Tomei distância e desci, seguindo o trajeto que Friday me mostrou. A nave me seguiu, igual um cachorrinho, exatamente como eu queria. Voei o fazendo segui na direção que queria, lançou misseis e fiz o mesmo para que esses não me atingissem. Ao ver estar próxima do meu alvo, lancei fumaça para que o piloto perdesse a visão. Quando notei estar bem próxima do vidro, desliguei os motores e cai, no entanto, o motor não teve tempo para desviar e acertou a aeronave, destruindo o vidro. Liguei o jato e entrei pelo buraco que formou, pousei em frente ao painel e sai da armadura.

— Sarah?

— Estou dentro, Hill. — Respondi antes digitar no painel, fazendo com que uma das bandejas de processador descesse. Peguei o cartão e coloquei qual Fury tinha nos dados. — Alfa pronto.

— Está bem Sarah? — Questionou Steve.

— Sim. — Respirei fundo antes de entrar na armadura. — Pronta para a próxima.

Anna

— Desativar codificação é uma ordem expressa — Pierce a lembrou assim que o aviso de acesso restrito surgiu na tela. — Precisa de autorização de dois membros Nível Alfa.

— Não se preocupe — Expressei, com uma voz doce que até me surpreendeu. — Vamos ter uma ótima companhia.

O som das hélices do helicóptero chamou a atenção dos mais velhos, que encaravam a janela, procurando descobrir quem havia chegado. Eu e Natasha nos mantivermos no lugar, já que sabíamos quem era. Foi preciso mais alguns instantes para que Fury abrisse as portas, se revelando, como sempre numa entrada triunfal. Os conselheiros ficaram supresos, mas Pierce, por outro lado, parecia que esperava por aquilo.

— Recebeu as minhas flores? — Perguntou Alexander. A resposta que obteve foi o silêncio e um olhar de raiva. — Que bom que está aqui, Nick.

— Sério? — Se aproximou de Pierce. — Achei que você me queria morto.

— Conhece as regras do jogo.

— Por que me escolheu para chefiar a SHIELD? — indagou o moreno, curioso.

— Porque você era o melhor, a pessoa mais implacável que já conheci.

— Fiz o que fiz para proteger pessoas — Fury justificou, mostrando ser diferente do que Pierce insinuava.

— Nossos inimigos são seus inimigos, Nick — explicou. — Desordem. Guerra. É só uma questão de tempo até uma bomba explodir Moscou ou um pulso eletromagnético fritar Chicago. — Fez uma pequena pausa, antes de continuar. — Diplomacia? Uma ação paliativa, Nick. Um curativo. E você sabe onde aprendi isso? Em Bogotá. — A resposta aumentou a apreensão do moreno. — Você não perguntou. Só fez o que tinha que ser feito. Eu posso levar ordem às vidas de sete bilhões de pessoas, sacrificando 20 milhões. — Novamente, fez uma pausa, esperando uma resposta, que não obteve. — Esse é o próximo passo, Nick. Se tiver a coragem de dar.

— Não. Eu tenho a coragem de não dar. — O pegou pelo braço e o arrastou para a grande tela.

Assim que pararam, Natasha deu o comando ao sistema e eu me aproximei com a arma apontada

Análise de retina ativa — Avisou a inteligência artificial

Pierce se virou, a ruiva fez sinal para ele olhar para trás e ao notar minha arma apontada para sua cabeça, o fez rir.

— Acha que não apagamos sua autorização do sistema? — Tentou disfarçar o nervosismo ao se virar para Fury.

— Sei que apagou a minha senha. Provavelmente deletou meu scanner de retina, mas se quiser ficar sempre à minha frente, senhor Secretário… — Levantou o tapa olho, revelando seu olho ferido. — Precisa manter os dois olhos bem abertos.

Ambos se voltaram para a tela e olharam no local indicado.

Nível Alfa confirmado — o sistema afirmou. — Código de criptografia aceito. Salvaguardas removidas.

Sarah

— Bravo Pronto. — Informou Sam.

— Foram dois, falta um. — Contou Hill — Capitão?

— Um momento.

— Aeroporta-aviões Charlie está a 45 graus a bombordo. — Avisou Hill no ponto — Sei minutos.

— Preciso de uma mão. — Pediu Steve. Voei em sua direção e observei estar cercado de agentes. — Sarah, no meu sinal, lança os misseis. — Mandou pelo ponto ao me ver — Ei, Sam, me dá uma carona?

— Nada. — Falou

— Entendido, em avise quando estiver pronto. — Pediu se aproximando onde o meu namorado estava.

— Steve, que ideia é essa? Indaguei preocupada.

Quando vi ele pulando, parei de respirar no mesmo instante.

— Acabei de avisar! — Comunicou já no ar.

Voltei a si no momento e os atingi com precisão. Voei e aterrissei em cima da aeroporta-aviões, olhei para trás e no mesmo momento, Sam aparece, segurando Steve pela mão, e o solta ao meu lado. Dei um soco, de leve, no seu braço antes de segui-lo, juntamente com Sam, que pousou no outro lado.

— Não faz isso. — Briguei.

— Desculpa.

— Você é bem mais pesado do que parece.

— Caprichei no café da manhã. — Brincou Steve.

O Soldado apareceu e o empurrou, Capitão caiu em cima da grade de proteção, mas acabou derrubando a mesmo, o fazendo cair para fora da aeronave. Eu liguei os jatos, porém, senti algo atingindo minhas costas e acabei desligando a armadura.

— Friday!

— Reiniciando o sistema.

Vi Sam tentando ir atrás do Steve, entretanto, foi impedido pelo Bucky que o segurou com uma das asas, que abriu, e o puxou para trás. O moreno pegou a arma e atirou na direção do Soldado, tive de sair do caminho para não ser atingida, sei que balas comuns não me acertariam, mas foi instinto, puro instinto. Sam tentou voar, porém, o mais velho o puxou com um gancho, preso na asa, e aproveitei para me jogar em cima do Bucky.

Sistema reiniciado.

— Já estava na hora. — Voltei minha atenção para ele. — Acho que devia parar de lutar e me ouvir.

Mesmo o segurando, ele conseguiu prender o gancho no duto de ventilação, que estávamos perto, e me deu uma cotovelada com seu braço de metal, isso me fez solta-lo. Me acertou uma de direita no rosto, pena que não foi com a mão normal. Fui usar meu propulsor nele, porém, ele deu um soco forte no meu reator arc e logo depois outro, e mais outro, empurrando para dentro e o quebrando. Isso não só causou uma grande dor como falta de ar.

— Friday... Libera... A armadura!

Quando senti abrir, cai para trás e a armadura se desfez, meu reator arc estava quebrado e eu vi que estava ferrada. Ele me encarou e se preparou para me acertar novamente e dessa vez ia doer e muito. Então lembrei que estava ainda com a luva e apontei, sem pensar duas vezes, o atingi, o lançando para longe de mim. Me arrastei até Sam, que estava tentando se soltar do gancho.

— Steve! — Chamei pelo ponto.

Eu estou bem, estou...

Acabei parando de prestar atenção no que ele falava, já que Bucky voltou e puxou o gancho, levando junto a asa, arrebentando o equipamento. Nós dois levantamos, prontos para lutar, mesmo sendo contra. Bucky foi mais rápido e me chutou para fora da aeronave, só consegui gritar e meu único pensamento era: sério que vou morrer assim?!

Ouvi alguém falando no ponto e outra pessoa gritando, mas estava tão nervosa e com medo que não consegui responder ou identificar quem eram. Senti alguém segurar minha mão e senti o tranco, levantei a cabeça e sorri ao avistar Sam.

— Sarah, vou te soltar. — Avisou quando notou estar aproximando do topo do prédio.

Sua mão se soltou da minha, tentei cair em pé, mas perdi o equilíbrio e dei uma cambalhota para não cair de cara. Contemplei a aeronave, tentando o vê-lo, mesmo sabendo que era impossível pela distância.

— Steve, cadê você?

— Capitão, responde. Você está bem? — Indagou Sam assim que pousou.

— Estou, eu estou aqui. — Pude escutar o falando com dificuldade. — Estou no aeroporta-aviões. — Ele parecia falar melhor. — Vocês estão aonde? Estão bem?

— Estamos no chão. — Respondeu o moreno me ajudando a levantar.

— Nossos trajes já era. — Contei antes de sentir meu corpo doer — Desculpa, Steve.

— Foi mal, Capitão.

Pode deixar. Eu cuido disso. — Escutei sua respiração agitada, como tivesse correndo — Sam, cuida da Sarah.

— Sim, Capitão. — Concordou colocando a mão no meu ombro.

— Tenha cuidado, Steve. — Ele não respondeu, mas sabia que escutou. — Friday, meu traje? Meu reator arc?

Infelizmente, não é aconselhável usar o reator arc, sofreu danos graves. — Explicou Friday. Observei o moreno tirar o que sobrou do traje dele. — Sua armadura fica inútil sem o reator.

— E a luva que estou usando?

— Só tem energia para usar mais uma vez.

— Então melhor guardar para o momento certo. — Notei que Sam falava com alguém. —Friday, protocolo Hulk.

— Sim, senhorita.

— Vamos, Sarah. — O moreno fez sinal para que eu o seguisse. — Temos que impedir o Rumlow e seus amigos de chegar no conselho.

— Ainda bem que estou com o presente que ganhei dos meus amigos gênios.

Anna

— Pronto — Comunicou Natasha assim que a transferência foi concluída. Pegou seu celular e mexeu um pouco. — E já estão comentando. Acho que entra no top dez dos assuntos mais comentados nas redes sociais.

— Como eu queria poder entrar nas redes sociais para curtir e compartilhar, quem sabe até opinar. — Brinquei com a situação.

Fury só acenou em concordância comigo, mas nossa atenção, e de todos presentes na sala, foram atraídas pelo barulho e clarão no lado direito do peito do conselheiro Singh, derretendo, logo em seguida, foi Rockwell e, por último, Yen. Natasha e Fury apontaram a arma para o Pierce, juntamente com a minha, e ele só mostrou celular, que segurava, mostrando como causara a morte dos conselheiros.

— Se não quiserem um buraco no da agente Romanoff , abaixem estas armas e nem tente usar seus poderes, Annabelle. — Ordenou Pierce, porém, nenhum de nós abaixou. — Isso foi ativado quando você colocou. — Mostrou o dedo em cima do botão.

Nos três no encaramos e soltamos as armas. Podia acabar com ele com meus poderes, mas a Natasha podia ir junto e não queria isso na minha consciência. Agora tínhamos que esperar uma brecha para derruba-lo e esperávamos que não demorasse.

Sarah

Quando chegamos no 41°, estava deserto o andar e conseguimos escutar a voz de Rumlow, conversando com alguém. Sam fez sinal para que eu ficasse em silêncio para o ataque surpresa, peguei a arma e apontei, pronta para derruba-los.

— Estou no 41°, subindo pela escadaria sudoeste. — Disse Rumlow entrando na sala.

Sam não esperou ele entrar completamente e o acertou um soco, e depois saíram na briga. Um outro cara veio atrás e, antes que pudesse me acertar, eu atirei e ele caiu desmaiado. Apontei para o outro para derruba-lo também, mas ele acertou minha mão com o bastão e derrubei a arma, logo depois me deu um chute e acabei caindo para trás.

— Olha só, a princesinha acha que é adulta para lutar. — Provocou o cara.

— Não preciso ser adulta pra te quebrar. — Expressei rindo.

Me levantei e ele tirou a jaqueta. Pensou que isso podia me assustar, deu vontade de dar mais risada.

— Você foi valiosa para nós, mas a Hidra não faz prisioneiros.

— Eu não quero repetir aquelas férias, o serviço foi péssimo. — Respondi soltando a luva, quero lutar sem precisar de ajuda de tecnologia.

— Está pronta princesinha? — Arqueei a sobrancelha — Não vou pegar leve, só trabalhamos com dor.

— Ótimo, eu também não vou pegar leve.

Anna

— Quanto tempo falta, Tenente? — Pierce perguntou pelo rádio.

Ele estava em frente ao computados, mas prestava a atenção em nós.

Sessenta e cinco segundos para a conexão do satélite. — Respondeu o outro — Rede de alvos iniciada. Baixando sistema de armas. Atingimos 900 metros. Iniciando conexão com satélite.

Na grande tela, víamos tudo que estava sendo conversado entre os agentes, que controlavam os porta-aviões, com esse cara. Segurei minha respiração, pois não sabia como estava a situação lá de cima, estava preocupada com eles. No momento que o agente mandou atirar, nada aconteceu, eu soltei todo o ar dos meus pulmões, tinha dado certo o plano. Para a surpresa do Pierce, os porta-aviões atiraram entre si e tivermos essa visão da janela, vimos a destruição acontecendo.

— Então, ainda duvida das chances do Rogers? — Provocou a ruiva.

— Achei que a experiencia que vocês tinham, saberiam que não tinham chance. — Exponho sorrindo.

— Hora de irmos, Conselheira, venha comigo. — Informou Pierce puxando a Natasha pelo braço. — Você vai me tirar daqui.

— Houve um tempo que eu levaria uma bala por você. — Comentou Fury.

— Você já levou. — Notei a ruiva pegando algo e ela me mostrou discretamente.

Ele se vira para trás, para olhar para nós e Natasha utilizou esse momento para ativar sua esfera eletromagnética. A ruiva caiu e usei meus poderes para tirar o celular das suas mãos e Fury, abaixou para pegar a arma do guarda caído e atirou duas vezes, o atingido e o fazendo atravessas e quebrar a vidraça.

Nós dois aproximamos da ruiva e nos agachamos ao seu lado, a chamamos já que estava desmaiada.

— Isso dói mesmo. — Resmungou abrindo os olhos lentamente.

— Agora sabe o que as pessoas que você taca isso sente. — Olhei em direção da porta, ver se mais alguém ia entrar. — Melhor irmos.

Levantei, deixando os dois e caminhei até onde o Pierce estava estirado. Ele respirava lentamente, o que me deixou irritada, achei que esse filho da mãe estava morto. Com esses dois tiros, também não seria por muito tempo. Ao me notar, ele me olhou e sorriu, como tivesse vencido.

— Eles não irão... Te aceitar... Logo o governo... Irá querer... te querer por numa... jaula.

— Duvido. — Respondi dando de ombros. — Divirta-se no inferno, Pierce.

Ao avistar os dois saindo, corri atrás deles. Podia ter acabado com ele, merecia, mas não fiz, eu sou melhor que ele, sou melhor que o monstro que aqueles loucos, que fizeram experimento em mim, acham que criaram. Sou melhor que eles.

— Nem pense nisso. — Brigou Fury ajudando a ruiva a entrar no helicóptero.

— Qual é? Qual o problema eu pilotar?

— Sabe muito bem o porquê. — Entrei e logo em seguida, ele entrou na parte do piloto. — Vamos ajudar os outros.

Sarah

Aquele filho da puta me acertou na lateral do corpo com um soco assim que o acertei, bem na cara. Por causa da dor, me curvei e acabei dando oportunidade para ele pegar meu cabelo, me virar e passar o braço pelo meu pescoço, tentando me sufocar. Eu coloquei minhas mãos em seu braço, tentando afasta-lo, porém, não estava tendo muito sucesso. Pensei pedir ajuda para Sam, mas ele estava pior que minha situação. Comecei a arranhar seu braço, o que não ajudou muito, só o fez apertar mais.

— Tem muito que aprender, pena que não estará viva para isso. — Sussurrou no meu ouvido.

Aquelas palavras me deram tanto ódio e que queria revidar, foi quando vi, em canto de olho, a lateral da aero-porto, e, por ter afrouxado o aperto, sei que ele também viu. Aproveitei e dei uma cotovelada no meio das suas pernas, isso não só o fez gemer de dor e me xingar, como também me soltar. Peguei a luva que estava perto de nós e sai correndo, gritei pelo Sam e logo apareceu ao meu lado. Me recusei a olhar para trás para ver se algum daqueles idiotas estava fazendo o mesmo que a gente.

O barulho de tudo desmoronando, só me fez forçar mais ainda minhas pernas para aumentar a velocidade. Único jeito de escapar seria pular, mas isso me faria sobreviver? Não mesmo. A menos...

— Fala que o helicóptero está no ar! — Gritou Sam no ponto tendo a mesma ideia que eu. — Eu e Sarah precisamos agora!

— Onde vocês estão? — Questionou a ruiva.

— No 41° andar, no canto noroeste! — Berrei, vendo a janela ficar perto.

— Estamos chegando, fique onde estão! — Mandou a bruxa.

— Não temos escolha! — Exclamou o moreno.

O chão foi levantando, o que foi nos dificultando para correr. Apontei minha luva e atirei na janela, quebrando o vidro em vários pedaços, e pulamos. Não sei se foi sorte ou habilidade do pirata, mais caímos em direção do helicóptero, mas pela força, passamos direto, arrebentando a porta do outro lado e quase caímos, se não fosse por Anna e Natasha que foram rápidas para nos segurar. Nos puxaram para dentro e sorri em agradecimento.

— 41° andar! — Reclamou o moreno apontando para onde era o andar.

— Não colocam o número do andar na fachada do prédio. — Rebateu Fury.

— Cadê o Steve? — Perguntei ignorando os dois.

— Hill, sabe onde Rogers está? — Indagou Natasha.

Olhei para fora, os destroços e os porta-aviões caiam, não vi sinal de Steve. O chamei pelo ponto e nada, nem mesmo um ruído. Anna colocou a mão nas minhas costas para me acalmar, mas não me ajudou em nada.

— Ela tem alguma informação? — A ruiva viu que eu estava desesperada e acenou em negação. — Anna, não dá para usar seus poderes?

— Sinto muito, Sarah.

Eu queria chorar, podia perdeu meu namorado e não tinha nada que eu pudesse fazer.

— Friday, faça algo. — Mandei para minha IA — Procura ele, por favor.

— Verei o que posso fazer, senhorita.

— Vamos para o chão! — Mandou Fury — Vocês procuram por terra e eu pelo alto.

Fury desceu o helicóptero numa área não atingida. Descemos e o Fury disse para nos comunicarmos pelo ponto por qualquer sinal. Eu não tinha ideia por onde começar, muitos lugares, mas para minha sorte, Sam e Natasha decidiram quais direções casa um ia. Assim que falaram meu nome e para onde ir, sai correndo. Fui para perto do rio, procurando algum sinal, alguma luz ou qualquer coisa, porém, nada. Continuei procurando e o chamando pelo ponto, quem sabe estava preso e precisava de ajuda. Friday informou estar procurando por satélite e ainda estava sem resposta.

— Como eu queria estar com minha armadura.

Será que a minha serve? — Questionou uma voz conhecida.

— Pai? — Perguntei com dúvidas.

— Quem mais séria? — Ele riu. — Estou usando a visão termal para ajudar acha-lo.

— Obrigada, pai.

Não precisa agradecer. — Ele ficou mudo por alguns segundos — Achei Sarah! Vai uns 25 metros a sua direita e segue. Estou a caminho.

Comuniquei aos outros, enquanto corria em direção onde meu pai tinha falado. Minhas pernas doíam, mas não liguei. Vi meu pai agachado ao lado dele, estava sem a máscara e sua expressão era péssima, isso fez meu coração parar.

— Steve! — O chamei quando abaixei para ficar ao seu lado. Seu rosto estava inchado e vi sangue em sua roupa. Coloquei minha mão onde mais tinha sangue e senti o buraco de bala e que continuava saindo o liquido vermelho — Ele tá sangrando?!

— Já chamei a ambulância. — Avisou meu pai preocupado — Estão chegando.

Por favor, Steve, resista.

Eu estava sentada na marca, esperando Anna voltar com uma muda de roupa, já que meu uniforme estava sem condições de usar novamente. Ficar ali sem notícias de Steve e estava me deixando louca, mesmo sabendo que ainda estava sendo cuidado pelos médicos. A porta se abriu e apareceu meu pai, segurando uma sacola e me entregou. Saiu para que eu pudesse ter privacidade.

Me levante e senti meu corpo todo doer, depois que a adrenalina baixa no corpo, parece que você foi atropelado e só de respirar, você quer morrer. Com um pouco de dificuldade, consegui vestir o vestido e colocar o tênis. Agradeci mentalmente Anna ter escolhido a roupa, pois se de dependesse do meu pai, essa roupa seria a mais chamativa possível. Abri a porta e o encontrei encostado na parede.

— O médico disse que você só está com algumas contusões e me deu a receita de remédios que irá precisar.

— Obrigada, pai. — Agradeci — Você veio rápido.

Meu pai foi o primeiro a andar e o segui.

— Assim que perdi o sinal da sua armadura, não consegui esperar muito, mas não me meti, até ver que era muito necessário.

— Onde está o Steve? — Perguntei tentando segurar meu nervosismo — E os outros?

— Anna e Natasha saíram, foram chamadas para conversar com o governo, e Sr. Wilson está conversando com os médicos a respeito do Steve. — Parou para tirar os óculos de sol e colocou no bolso do terno. — Rogers está no quarto e bem.

Tony nos levou até o elevador e apertou o botão o chamando, foi quando notei dois homens, bem armados, nos seguindo e isso me preocupou.

— O que é isso? — Indaguei apontando para trás.

— O governo mandou seguranças para vocês, principalmente para Steve — ­O elevador chegou e entramos, juntamente com os dois caras. — Eu disse que não era necessário, mas eles não me escutaram. — Apertou o andar e ao notar meu nervosismo, mexeu nos meus cabelos — O picolé Maravilha vai se recuperar e vai estar pronto para a próxima.

— Eu sei, só que é difícil não se preocupar.

— É o que o amor faz.

— Palavras sábias. — Digo surpresa.

— Eu sei falar coisas bonitas.

O elevador parou no andar e saímos, tinha mais seguranças vigiando o andar e isso estava me preocupando um pouco. Tony me levou até o quarto, acenou para os dois caras e abriu a porta. Sam estava sentado na poltrona, olhando para Steve e, ao nos notar, levantou-se e veio até minha direção.

— Como está, Garota de Ferro? — Perguntou me abraçando.

— Um pouco dolorida e você? — Questionei antes de me afastar.

— Bem, só tenho que ter cuidado em fazer movimentos brutos. — Deu um passo para o lado, abrindo caminho para que eu pudesse me aproximar da cama onde Steve estava deitado. — O médico disse que as balas não atingiram nenhum órgão e que está se curando bem. Sua recuperação será rápida graças ao soro.

Essa informação aliviou meu coração e passei a mão nos seu cabelo, de forma carinhosa.

— Nada o derruba. — Riu meu pai. — Vou pegar algo para você comer Sarah, precisa de força para ficar nesse quarto. Gostaria de algo também, senhor Wilson?

— Só Sam e vou te acompanhar.

Escutei a porta se fechando e fiquei feliz em nos deixar sozinhos, sentei na beirada da cama e o observei, seu rosto estava menos inchado, mas nem isso o deixaria menos feio. Peguei sua mão com as minhas duas e o beijei. O ver daquele jeito, me fez temer que não acordaria, mesmo parecendo impossível acontecer nessa época, não dava para afastar esse pequeno pensamento.

— Volta para mim, meu amor.

Escutei alguém me chamando, bem de longe, e resolvi ignorar, não queria acordar, mas a pessoa tocou no meu cabelo e foi de um modo tão carinhoso. Forcei meus olhos, mas rapidamente os fechei, levantei a cabeça e, com mais esforço, abri meus olhos e quando minha visão focou, abri um sorriso e me joguei em cima da pessoa.

— Você acordou! — Exclamei feliz.

— Claro que acordei, meu amor. — Disse me apertando. — E você também acordou.

Ele riu e me afastei, mas sem o soltar. Seu semblante estava melhor e não era só o sorriso que o entregava.

— Eu tentei ficar acordada, mas não consegui. — Contei passando as costas da minha mão em seu rosto.

— Enquanto descansava, Tony me contou como você estava e você merecia descansar. — Olhei em volta o procurando e também Sam, mas nenhum sinal de ambos. — Eles saíram para nos deixar a sós. — Steve se inclinou e roubou um beijo. — Estou aliviado em vê-la bem e a salvo.

— Precisa de mais para me derrubar.

— Não nega que é Stark. — Me puxou para deitar e apoiei meu rosto em seu peito. — Minha Stark predileta — Fiz um som de desaprovação sobre esse comentário — Ei, isso é bom.

— Óbvio que tenho de ser sua Stark predileta, afinal sou sua namorada.

— E a pessoa que mais amo nesse mundo.

Levantei a cabeça e sorri, estava prestar a dizer o quanto amo, mas fui impedida por meu pai que resolveu entrar nesse momento, sorrindo ao nos ver.

— É tão bom ver uma das minhas pessoas favoritas feliz. — Se aproximou e sentar na cadeira — E não é você picolé.

— Fico feliz em ver uma das minhas pessoas favoritas feliz. — Ele sentou na cadeira — E não é você picolé.

— Só podia estar falando sobre mim, pai. — Digo sorrindo.

— Exibida. — Cochou o cavanhaque — O médico quer conversar com você, Steve, então Sarah vamos deixar os dois conversarem em paz. — Ele esticou a mão para mim — Vamos, filha. Anna quer te ver também.

Coloquei minha mão sobre a sua e, antes de levantar, beijei o rosto do meu namorado, na parte não machucada. Saímos e cumprimentei o médico, segui meu pai, fomos conversando referente a vários assuntos até chegarmos na cantina. Vimos Anna sentada num canto e tomando café, ao nos avistar, acenou.

— A Bela Adormecida acordou. — Brincou quando sentei. — Foi necessário um beijo?

— Não, foi...

— Não vamos falar sobre isso. — Pediu Tony e pegou o copo da bruxa — Eu ainda estou me acostumando com alguns aspectos desse relacionamento. — Tomou um grande gole da bebida. — Isso está doce demais. — Voltou a beber mesmo assim.

— Como o fato da sua filha já estar sexualmente ativa?

Meu pai cuspiu o café e engasgou, encarei Anna, que somente riu com a situação.

— Eu sei disso, sua bruxa. — Voltou-se para mim — Está usando camisinha e outras coisas para impedir que eu vire avô?

— Pai podemos não falar sobre esse assunto agora.

— Claro, eu não quero falar sobre isso. — Olhou feio para a Anna — A culpa é dela! Estou até ficando arrependido da decisão que eu e os vingadores tomamos.

— Que decisão? — Questionei curiosa.

— A ideia era ter feito esse convite antes, mas tinha a questão da SHIELD e agora que essa organização já era, acho que não tem como ela dizer não. — Ao notar que o encarávamos sem entender, deu uma leve tossida — Sabe, Anna, fazer parte da família Vingadores.

— Anna vingadora?! — Nunca vi Anna chocada. Ela me olhou e eu estava muito feliz e não escondi essa emoção — Fala algo. — Cutuquei ela — Não fica muda.

— Então Anna? Aceita?

— Tem certeza? Eu não sou comum e...

— Existe alguém comum naquele grupo? Já tivermos essa conversa! — Digo já cortando alguma desculpa que possa arranjar para negar ser oficialmente uma heroína.

— Sarah tem razão. — Concordou meu pai — Não existe pessoas comuns nesse grupo. Se tivesse, seria um porre e eu já teria pedido para sair.

Dava pra notar meu pai ansioso e eu estava também.

— Tudo bem, eu aceito.

Eu a abracei de alegria por saber que essa bruxa ficaria no prédio e na minha vida.

Eu, Steve e Sam estávamos em frente ao tumulo de Fury, o que era muito estranho já que sabíamos que ele está vivo e mais estranho ainda era ter uma passagem da bíblia em sua lápide e o pirata não tinha cara de que seguia alguma religião. Estava mais fácil estar na minha, quando falecer, do que na dele.

— Então, já passou por isso antes? — Perguntou Fury, se aproximando de nós três.

— A gente se acostuma — Respondeu Steve.

— Estamos estudando os arquivos da HIDRA — Comentou ele para nós, encarando sua lápide. — Parece que muitos ratos não afundaram com o navio. Vou para a Europa hoje à noite. — Virou-se para nós. — Queria saber se vocês querem vir.

— Preciso fazer uma coisa antes — Explicou meu namorado.

Ele me olhou e dei de ombros.

— Desculpe, Fury, mas estou aposentada nesse lance de agente.

Se eu aceitasse, não só meu pai me matava como Steve, última coisa que ambos iriam querer era eu no meio dessa loucura.

— E você? Seria bom ter um cara com as suas habilidades.

— Eu sou mais soldado do que espião — Rejeitou Sam.

Fury estendeu a mão para o moreno mais novo e que aceitou no mesmo instante para o apertar a mão.

— Tudo bem, então. — Ele estendeu a mão para Steve que também aceitou. — Se perguntarem por mim, diga que podem me encontrar bem aqui — Disse antes de soltar a mão do mais velho.

Ele fez o mesmo comigo antes de ir embora.

— Sinta-se honrado — Expressou Natasha, surgindo, juntamente com Anna, e chamando nossa atenção — É o mais perto que ele chega de agradecer alguém.

— Ele ter me dito “Fez um bom trabalho”, conta como agradecimento? — Perguntou a bruxa.

— Não vão com ele? — Questionou o Capitão.

— Não.

— Não tenho o porquê ir, Steve.

— Nem vai ficar aqui?

— Não. — A ruiva parou e nos olhou.

— Foi difícil lá? — Indaguei a minha amiga.

— Natasha não me deixou falar. — Explicou a bruxa para mim — Ela segurou a barra sozinha e com classe.

— Se eu a tivesse deixado falar, Anna teria sido a versão feminina do Hulk. — Brincou russa — Eles não me assustam, Sarah. — Sorriu — Agora está na hora de um novo disfarce, depois do que houve.

— Vai demorar. — Avisou Steve.

— Estou contando com isso. Aquilo que você pediu. — Entregou uma pasta com escritas em russo na capa. — Eu cobrei uns favores em Kiev. Agora, você me faz um favor? — Ele me olhou rapidamente — Visita aquele lugar que comentei para você.

— Que lugar? — Perguntei, mas levei uma cotovelada da minha amiga e soltei um gemido de dor — Sabe que ainda estou dolorida, né?

— Sei e fiz isso de propósito. — Revirei os olhos — Que indelicada.

— Eu fiquei curiosa.

Quando dei por mim, os dois encerraram a conversa e já estavam se despedindo. Graças a minha ex babá, não descobri o local que ela sugeriu para ele ir. A ruiva beijou o rosto de Steve e voltou-se para nós, fazendo o mesmo. Se afastou alguns passos e parou.

— Se cuida, Steve. — Virou-se e fitou para meu namorado. — Você não sabe onde está se metendo.

A ruiva se foi e Steve abriu a pasta. Aproximei e notei alguns documentos em russo, mas o que mais chamou minha atenção foi a foto de Bucky, dormindo na câmara de hibernação, em baixo uma foto menor dele, na época da 2°Guerra Mundial, igual a qual vi no museu.

Senti algo dentro de mim, como tivesse falhado com Steve, não fiz o suficiente para descobri sobre a identidade do Soldado. Não importa quanto meu namorado tenha dito que a culpa minha, sei que tenho responsabilidade nesse assunto.

— Você vai atrás dele. — Afirmou Sam se aproximando

— Não precisam vir comigo — Anunciou meu namorado para nós

— Eu sei.

— Estou com a agenda livre, Steve. — Informou Anna, mostrando que queria ajudar.

Coloquei minha mão em seu braço e apoiei meu queixo em seu ombro. Ele me olhou e sorriu, sabia que não podia argumentar contra mim.

— Quando começamos, meu Capitão?

Katerina

Eu não aguentava mais olhar essas paredes cinzas ou os cientistas, que adoravam me vigiar. Sei que era necessário, depois da experiência, me observar e tudo mais, mas estava me enchendo.

Ouvi barulho de batida na parede, de novo, o que me irritou mais ainda. Minha vontade era de gritar para esse cara para que ele parasse de correr de um lado para o outro, não vai adiantar em nada, só encher o saco de todos, principalmente, o meu. Por que não fica quieto, como a irmã doida? Deixar o silêncio reinar no ambiente?

Levanto os braços aos céus, agradecendo que mais nenhuma cobaia sobreviveu, além de nós. Aquela garota, a filha do Stark, serviu para algo. Mostrou que o problema não era só a máquina, mas também a pessoa. Eu podia ter mostrado isso, porém, o chefão, que cuidava do meu setor, disse que minha mente não era tão equilibrada para participar desse projeto. O que na verdade o cara me chamou foi de louca. Duvido que minha mente é mais instavel que a da Wanda, aquela sim merece ficar internada.

— Kat, minha querida. — Chamou-me o Barão, atrás do vidro. — Eu depositei todas minhas fichas em você e ganhei. Eu disse...

— Quando sairei daqui? — O interrompo, não tenho paciência para esse falatório. — Tenho que por meus planos em prática. — Virei-me para encara-lo.

— Logo, Kat, isso eu te garanto. — Aproximou mais do vidro e resolvi fazer o mesmo, levantei me e parei em frente a ele. — Nosso líder quer vê-la assim que os cientistas liberarem.

— Esses incompetentes me liberarem? Por favor, assim cansa minha beleza. — Falei e apoiei minhas mãos no vidro. — Não preciso deles, eu mesma posso me liberar. Sei controlar melhor meus poderes do que aqueles dois irmãos idiotas. — Em um segundo, minhas mãos ficam cobertas pelo tom prateado e, com meu comando, o vidro virou pó. Pulei e notei todos me encaram de boca aberta, — Precisa de mais alguma coisa, Barão?

Notas finais
Terminamos a parte do filme Soldado Invernal e bem, o que acharam? Gostaram essa participação do Tony? Eu sei que ele não aparece no filme, mas estamos falando de Tony, o pai coruja que depois do sequestro não ia deixar a filha fazer tudo sozinha e ter risco de ser levada novamente. Confesso que foi bem difícil de coloca-lo com sentido e isso me deixou satisfeita. E sei que devem estar se perguntando quem é Katerina?! Então, é segredo por enquanto, mas iremos ver um pouco dela ao long da história até o momento certo, já que a Kat é uma personagem importante da ultima parte de Take on Me. Só para informar, Kat já foi mencionada, mas não pelo nome, mas sim por sua característica, seus cabelos ruivos. Eu imagino ela como a Holland Roden. Vejo vocês nos comentários Beijos