Take on Me
14 Call it Anything but Love
Notas iniciais

Steve olhava pelo espelho pela quarta vez, ele não sabia o que usar para o encontro. Não estava acostumado a sair com mulheres, mesmo que para ele não fosse um encontro romântico e sim dois amigos conhecendo o lugar – era o que queria acreditar. Ao olhar para o espelho viu sua imagem e notou que não mudara nada desde a luta contra o Caveira Vermelha. Para ele haviam passado segundos ao invés de décadas. Tanta coisa mudara e ele ainda estava se adaptando, o mundo que conhecia era só um velho capítulo do livro do mundo.
Saiu do quarto e se aproximou da estante para pegar as chaves da moto e viu as fotos dos seus companheiros de guerra, infelizmente nenhum deles estava mais lá. Seus olhos passaram pelos rostos conhecidos até pararem no rosto da mulher a quem prometera uma dança, a única viva do seu passado. Sua saúde não era das melhores, fora diagnosticada com Alzheimer e vivia numa clínica. Sempre que estava de folga a visitava e passava um tempo ao seu lado, às vezes sua mente estava no presente, mas outras no passado e aquilo o machucava.
O vingador às vezes imaginava sua vida se não tivesse congelado e sobrevivido à queda. Sua mente formava imagem dele com a Peggy, terem lutado pelo seu país e então formado uma família e estaria velhinho ao seu lado. Aquilo era só um desejo de sua mente, porém tal desejo foi diminuindo a algum tempo e tudo começou quando conhecera Sarah. Por algum motivo Steve sentira um grande interesse pela moça e, quanto mais a conhecia, mais aquele interesse aumentava. Ela não era como outras garotas daquele tempo, e sua personalidade era tão forte que a destacava. Mesmo sendo quase idêntica a seu pai, que muitas vezes o irritava, ele não conseguia ter o mesmo sentimento por ela. Seus sentimentos pela moça eram profundos, mas não sabia ainda o quanto.
Olhou para o relógio e viu que estava na hora de ir, pegou o boné, olhou uma última vez para as fotos e saiu, pensando em aproveitar o dia.
[...]
Parou a moto em frente ao hotel, olhou para o pulso e viu que chegara na hora exata do encontro. E, como se soubesse, a herdeira Stark passou pela porta giratória e Steve segurou o ar com a beleza de Sarah. Ela olhou em volta como se estivesse procurando algo escondido e quando viu o vingador, um sorriso apareceu em sua face.
Sarah estava nervosa e ela odiava se sentir de tal modo, não queria admitir, mas ao vê-lo ali a esperando, fez tudo se multiplicar por mil. A jovem Stark se aproximou calmamente e não pode deixar de notar o quão bonito Steve estava. Usava um casaco azul escuro, com uma camisa branca por baixo, calça jeans, botas e um boné com a mesma cor do casaco. Passava a sensação de patriotismo, uma coisa que a garota aprendera a gostar, o amor pela sua pátria.
Steve engoliu em seco e se recuperou quando a jovem parou em sua frente. Ela usava um vestido amarelo de alça, um blazer preto por cima, tênis amarelos curtos e uma bolsa preta pequena. Somente usava um colar como jóia e um par de óculos enorme.
— Oi, Sarah. Você está muito bonita.
A jovem colocou uma mecha do seu cabelo cacheado atrás da orelha.
— Obrigada, você não está nada mal também. Só sei que até o final do dia, devo ter esse sentimento patriota pelo seu país, aposto que seu armário só tem as cores azuis, branco e vermelho. – Brincou Sarah.
—Não, mas confesso que a maioria.
— Combina com você as cores.
—Espero que não se incomode de ir de moto. – Disse mudando de assunto já que ficara envergonhado.
—Claro que não, Caps. Eu gosto de moto, posso não entender muito, mas isso eu posso estudar. É uma Harley? – Indagou Sarah olhando para a moto.
—Sim, Harley Street 750.
—Legal, muito bonita.
—Então vamos?
Ele esticou a mão e ajudou ela a sentar-se atrás dele. Sarah passou os braços em volta de sua cintura e apertou levemente, fazendo o Steve se arrepiar.
— Para onde, Caps? – Perguntou perto de seu ouvido.
Steve sorriu e olhou por cima do ombro, seus rostos ficaram próximos, ela sentiu vontade de beijá-lo, saber a maciez de seus lábios, mas afastou o rosto para não fazer algo, pelo menos ali.
— Tem algum lugar específico que queira conhecer primeiro?
A jovem balançou a cabeça em negação.
—Então eu sei onde começar.
O vingador ligou a moto e a saiu rapidamente, Sarah apertou mais a cintura dele com medo de cair. Ele colocou sua mão em cima da dela, para acalmá-la, o toque foi suave e o suficiente para fazer a moça querer mais daquilo.
—Rápido demais? – Indagou o capitão.
—Não, só não estou acostumada. – Respondeu um pouco alto para se fazer ouvir.
Ele tirou a mão e voltou a pilotar. A sensação dos braços dela, em volta de si, o fez sentir que estava certo e que devia continuar assim.
A viagem durou alguns minutos até pararem em frente ao primeiro local.
—Nada como começar pela casa do manda-chuva do país. Aposto que são amigos íntimos. – Disse descendo da moto.
—Na verdade não, eu não tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. – Respondeu Steve fazendo o mesmo.
Os dois pararam em frente a uma das mais famosas casas do mundo: Casa Branca. Passaram pelo portão e Steve se afastou para falar com a guia que se encontrava perto, Sarah pegou o celular e deu uma pesquisada no local.
—Já vai sair nossa turma, vamos? – Perguntou Steve se aproximando.
Os dois seguiram um pequeno grupo e entraram no edifício. A guia explicava sobre a história do lugar, enquanto passavam pelos cômodos.
—Steve, você sabia que para ter esse Tour por aqui tem que marcar com máximo de seis meses e no mínimo vinte e um dias de antecedência? E eu sei que você não fez esse pedido com antecedência.
— Não. – Respondeu olhando um dos quadros que enfeitavam o corredor.
— Usou sua influência de ... – Ela se aproximou mais do Capitão – Vingador ou de agente de uma organização chata para estarmos aqui?
—Não... Só pedi uns favores. – Sussurrou em resposta.
A jovem olhou por cima dos óculos e voltou a prestar atenção na mulher, mas não escondeu o sorriso ao saber que ele queria fazer um dia especial. Depois de quarenta minutos pararam no hall onde tinha algumas escadas, ali ela encerrou e pediu para o grupo acompanhar. Sarah ficou encarando a escada, então deus dois passos para passar a grade que separava, mas Steve a pegou pela cintura.
—Onde pensa que está indo?
—Ué, ver a sala Oval.
—Vamos, mocinha. – Mandou puxando-a.
—Mas é só uma espiada. Aproveitamos e conhecemos o presidente, ele vai gostar de conhecer o famoso você sabe quem e também eu.
—Não, fica para a próxima.
Sarah soltou um suspiro de aborrecimento e acompanhou o soldado até a saída. Ao chegarem do lado de fora, virou-se para admirar o edifício.
—Gostou? – Perguntou o capitão.
—Gostei sim, mas prefiro o Palácio de Buckingham. Você devia conhecer.
— Quando fui para a guerra, eu vi de longe.
—Então quando voltar, me avisa para ir com você e ai eu te mostro, não só o palácio, como os outros lugares de Londres.
Steve só balançou a cabeça. Sarah pegou o celular se virou para tirar uma foto com a Casa Branca no fundo, ela notou que o vingador se afastou.
—Steve, se aproxima. – Pediu tirando os óculos e colocando em cima da cabeça.
—Não quero atrapalhar a foto.
— Vem, quero tirar fotos com você para guardar de recordação desse dia. – Ela pegou seu braço e puxou grudando seus corpos, ao sentir a aproximação Steve ficou com o rosto vermelho de vergonha, não passando despercebido para a jovem Stark que somente sorriu. – Agora sorria.
Os dois olharam para a câmera e tiraram a foto. Ela abriu-a e mostrou a ele.
—Eu gostei e você? – Questionou a garota.
—Sim.
Ao ver a imagem só pensou em como ficaram bem juntos, quem olhasse a foto pensaria que eram um casal de namorados apaixonados. Apaixonados, a palavra ecoou na mente do vingador, fazendo seu coração bater mais rápido.
—Steve, tudo bem?
—Sim, estou. Notei que mudou o celular. – Disse mudando de assunto.
—Tony quebrou sem querer o meu. Quase o matei, ai me deu esse igual o dele. – Sarah encarou o aparelho e fez careta.
— Vamos, temos outros lugares para visitar.
Os dois visitaram vários outros lugares antes de pararem para almoçar. Steve escolheu um pequeno restaurante o qual ele ia quando ficava na capital. Os dois almoçaram rapidamente e foram ver os outros lugares, cada momento que passaram os dois ficavam mais próximos.
Logo após visitarem mais alguns lugares, foram para os museus Smithsonian. Fora difícil escolher quais museus visitar já que eram ao todo dezenove. Sarah queria começar por onde estava a exposição do Capitão América, mas o próprio insistiu para que deixassem para o final.
Os dois conversaram muito e ficaram mais próximos. Steve contava a história de como lutaram contra Loki e o exército de chitauri, a jovem não havia escutado a história da boca de algum dos heróis como realmente foi, só sabia pelo que vira na televisão e lera na internet na época.
—Esse doido não tem como voltar né? – Indagou Sarah, preocupada.
— Não, ele está numa prisão em Asgard e Thor garantiu que não tem como escapar.
—Eu sinto muito pelo Coulson... Tony só me falou uma vez sobre ele, quando pediu para entregarem flores no túmulo. Pois é, o velho tem coração.
— Agente Coulson foi um amigo do seu pai. Toda batalha tem perdas e muitas vezes, perda de pessoas próximas.
A jovem colocou a mão em seu ombro, mas antes que pudesse falar, uma voz feminina anunciou o fechamento do museu. Os dois seguiram até a saída, para a tristeza da garota.
—Não é hoje que vou ver sua exposição.
Os dois pararam em frente à moto, Steve não fez nenhum movimento de subir na mesma, o que a moça estranhou.
—Ta esperando o que, Caps? Se for outro alien, acho melhor ter trazido meu kit de sobrevivência.
—Tenho uma surpresa. Só teremos de esperar um pouco.
—Que tipo de surpresa? – Perguntou, cruzando os braços.
Um senhor de cabelos brancos e bigode da mesma cor e vestido de guarda de segurança se aproximou de ambos.
— É bom vê-lo, Sr.Rogers. – Disse esticando a mão.
—Digo o mesmo. – Disse apertando-a brevemente. – Sr. Lee, essa é Sarah, uma amiga.
O guarda encarou os dois e deu um sorriso de lado.
— É um prazer, conhecê-lo. – Cumprimentou Sarah esticando a mão também.
—Igualmente senhorita. –Retribuiu o gesto o senhor. – Agora entendo o pedido. É uma moça muito bonita.
—Obrigada, graças a Deus puxei minha mãe, tava frita se fosse pela aparência do meu pai.
Steve soltou uma risada, concordando.
—Novamente, muito obrigado. Espero que não tenha problema. – Disse o capitão um pouco preocupado.
—Problema nenhum. Não é todo dia que o Capitão América pede algo. Agora me sigam que irei apresentar a vocês o lugar.
Os dois seguiram o segurança para entrarem numa porta lateral.
—Quantos favores você pediu?
— Bem, não muitos. Eu quero que você veja a exposição, sem que alguém nos reconheça.
Ela tirou os óculos e guardou na bolsa e ele tirou seu boné. Sarah se aproximou e segurou seu braço. No primeiro instante o vingador ficou surpreso, mas logo gostou da sensação do toque e sua aproximação, seu coração batia rápido e forte. O tempo que passaram juntos, só colaborou para que ele quisesse mais ainda ao seu lado.
A exposição do herói ficava dentro do museu de História Americana e o segurança explicava tudo sobre as outras exposições e muitas vezes fazendo ambos rirem. Ele parou em frente à um painel onde estava escrito “Bem-vindo de volta, Capitão”, e foto de uma bandeira americana.
-Essa é a ala do Capitão. Irei estar na sala do cinema, preparando tudo, tem um pequeno vídeo e caso queiram ver. Sem pressa para irem lá. Aproveitem!
O guarda saiu rapidamente, deixando os dois. Sarah entrou e parou em frente a um desenho enorme do herói fazendo continência e Sarah repetiu o mesmo movimento.
—Até sairmos daqui vou ter perdido meu sotaque britânico. E vou estar dizendo: Deus salve a América!
Ela pegou seu celular e tirou uma foto com a arte e depois virou o celular para Steve e tirou uma foto dele.
—Você já tirou muita foto minha.
— Não foram tantas. Tenho culpa se é fotogênico?
Os dois seguiram e Steve foi contando sobre como virara o primeiro vingador para a garota. Ela ficou surpresa com a coragem em ser uma cobaia. Ambas pararam numa projeção onde tinha uma imagem dele antes do experimento e mudava para depois. Sarah parou em frente e ficou admirando.
—Eu era mais alta que você. – A foto mudou. – E agora você é mais alto.
—Não tanto.
Ela foi no banner ao lado com informações do Steve.
—Caraca, quanta coisa você tinha: asma, bronquite... Por isso era magro e pequeno.
—Sim e isso atrapalhava.
—Mas tinha coragem de um gigante, agora entendo. Você é bonito, mas antes era mais.
—Você me prefere antes? – Perguntou o capitão sem entender.
—Claro, você tem o mesmo rosto, só era mais magro. Acha que sou tão fútil assim a ponto de me importar só com a aparência? – Indagou, encarando-o aborrecida.
—Não, você não é assim.
— Bom! Sua personalidade não mudou. Sinceramente, se alguma garota não te deu bola, foi burra. Perdeu um grande homem. – Ao ver que falara demais, foi logo mudando o assunto. – Agora, vamos continuar.
Os dois passaram por outros painéis e viram alguns vídeos de algumas batalhas do Capitão e sua equipe, e explicou que eles eram responsáveis por destruir a H.I.D.R.A.
—Eu li muito pouco sobre essa divisão científica. – Contou a garota franzindo a testa – Deveria ter mais informações disponíveis.
—Muitas coisas se mantêm em segredo, principalmente os tipos de experimentos.
— O Caveira Vermelha morreu realmente? – Questionou o puxando para ir na frente onde tinha manequins com os uniformes e no fundo imagens dos donos.
—Espero que sim. Sei que seu corpo sumiu e foi para algum lugar.
—Que uniforme é esse?! – Disse mudando de assunto.
—Desenhei o uniforme, mas foi seu avô que fez. – Explicou, rindo.
—Meu amado Albert Einstein! Esperava mais do meu avô. Ainda bem que mudaram. – Ela virou-se para ele. – Quero dizer, não que era ruim, mas eu prefiro o atual.
— A ideia veio da roupa que usei para propaganda que fiz.
—Eu vi uma foto, aquelas asinhas ao lado da cabeça, melhor pintadas como agora. – Seus olhos foram para os desenhos dos companheiros. – Eles tinham cara de maus e briguentos.
—Era uma boa equipe, se metiam em uma confusão ou outra.
— Os conhecia bem...
—Conheci quando os salvei, minha primeira missão. Porém, o Bucky...
Steve parou de falar e se afastou até parar num outro banner. Sarah o seguiu e o olhou, sua expressão era de tristeza, seus olhos seguiram o dele e olhou para a foto. Era o do homem do desenho que estava ao lado direito do Capitão. A jovem não pode deixar de admirar a beleza do homem e sua expressão séria.
—Bucky Barnes. – Leu o nome em voz alta. – Morreu em combate. Foi a ele que se referiu quando falou de perdas próximas?
—Sim.
—Como foi? Quero dizer, se quiser me contar...
— Foi numa missão, ele caiu de um trem e não consegui salvá-lo.
Ela pegou sua mão e entrelaçou seus dedos. Os olhos do Vingador foram para a cena e depois voltaram para o rosto da moça.
—Eu estava lá, fui lento! Eu devia ter morrido em seu lugar.
—Não fala isso nem brincando! – Brigou a jovem Stark, ao ver que aumentou o tom de voz, soltou um suspiro. –Steve, tem coisas que não podemos controlar. A culpa não foi sua sobre o que aconteceu. Seu amigo sabia dos riscos e foi para a luta, lutou pelo que acreditava. Ele deve estar orgulhoso de você.
—Obrigado.
—Além disso, se você tivesse morrido, não teria me conhecido. Olha que triste isso.
—Verdade.
Os dois voltaram a andar pela exposição de mãos dadas. Ao ver sua história Steve não sentiu uma grande tristeza como toda vez que ia à exposição, somente uma saudade. Com Sarah ao seu lado começara a pensar numa vida em que não fosse apenas Vingador e agente.
[...]
A moto parou em frente ao hotel. O vingador ajudou Sarah a descer e desceu logo em seguida. Ele segurou sua mão, para sentir novamente seu toque.
—Obrigada pelo dia. Adorei. – Agradeceu a jovem Stark.
—Pena que não vimos tudo.
—Bem, temos outros dias. Devo ficar essa semana, podemos ir antes que eu volte para Nova York.
—Você quer sair de novo comigo? – Perguntou Steve, surpreso.
—Claro, por que não? Você não é tão chato assim. – Disse dando um sorriso travesso.
O celular de Sarah tocou novamente, ela pegou e viu que era sua amiga. Ligando pela quarta vez, algo que Sarah estranhou, mas desligou. Decidiu ligar mais tarde.
—Seu pai?
—Não, uma amiga. Deve estar querendo falar do namorado. – Respondeu, guardando o celular. – Melhor eu entrar. Te vejo amanhã?
—Sim.
Steve se curvou para beijar a bochecha da jovem, mas no último instante ela virou o rosto e seus lábios se encontraram com os dele. O beijo foi sem pressa, carinhoso e gentil, mesmo Sarah querendo aprofundar, sabia que não era a hora. Suas mãos estavam no pescoço do herói que inconscientemente colocou as suas na cintura da garota. O vingador sentiu seu coração quase pular do peito e seu estômago dava voltas, não lembrava daqueles sentimentos. Quando ela se afastou, sorriu ao ver Steve envergonhado.
—Tchau.
Capitão acompanhou pelo olhar a filha de Tony se afastando e entrando no hotel. Ele se apoiou na moto e não acreditou no que acabara de acontecer. Ainda sentia a maciez daqueles lábios inocentes.
Seus sentimentos eram confusos em relação à Sarah e, naquele momento, sentiu medo de que fossem mais profundos do que pensara. Uma palavra passou por sua mente e ele resolveu empurrar para o fundo dela, mesmo não podendo deixar de desejar que, naquele exato momento, pudesse ter outro beijo.
[...]
Sarah apoiou-se na parede do elevador com os dedos nos lábios. Fora impulsiva, mas não se importou na hora, sabia que ele não daria o primeiro passo naquele momento. Os lábios dele simplesmente a tentaram e, na primeira oportunidade, não desperdiçou. E quando o beijou soube que gostava e muito do vingador e queria descobrir mais sobre aquilo.
A única coisa que ela sabia era que queria que o próximo dia chegasse logo para ver sua reação ao vê-la. Torceu para que fosse boa, não saberia reagir se fosse oposta.
O telefone tocou novamente e ela atendeu já sabendo quem era.
—Oi, Melly! O que houve para você me ligar tanto?
— Sarah, preciso da sua ajuda. É urgente! –Começou a amiga, nervosa.
— Melinda, o que aconteceu?
— Estou com problemas e só você pode me ajudar.
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