Take a chance
11 Eat it, Eat it!
Notas iniciais
Nathália
É, to tomando vodca denovo. Sim, ela é bem forte. Sim, eu to do lado do Matt. Lógico que eu to afim de pegar ele mais uma vez. Eu sei que ele é lindo. É, eu quero ele sem camisa. Sim, ele provavelmente ta pensando que a bebida não me afeta. Verdade, é muito tolo. Eu sei que eu devo ta amando ele. O Syn também é gatinho. É, eu to dando mais um gole. Acho que eu ainda não to bêbada. Não, eu não to bêbada.
Eu não podia ficar bêbada, quem iria dirigir depois? As responsáveis eram eu e a Theo. Já fazia anos que Lauren não dirigia aqui no Brasil, ela estava acostumada com os carros europeus, com a direção do lado esquerdo, e Sophia estava caindo de tão bêbada. Devolvi a garrafa para Matthew, que olhava concentradamente para a tela, tentando entender a moral da cena que estava passando. Ele tomou mais um gole.
O filme logo acabou e fomos todos para o carro. Pude ver Matt colocando apressadamente o cinto e dando uma olhada rápida para o painel. Airbags ou gasolina. Eu sei que assustei ele um pouco, antes, mas eu amava essa velocidade toda. Lógico que ainda assim eu dirigia com prudência, não deixava nenhum fato passar sem que eu percebesse, afinal eu já tinha minha carteira de motorista há seis anos.
Não demorou pra que a gente tivesse de volta para o meu apartamento. O relógio já beirava as 20h30, e eu não tinha ideia do que cozinhar. Fiquei com um pouco de medo do que eles poderiam achar da minha casa, mas parece que gostaram, porque assim que abri a porta, Syn atirou-se no sofá, sendo acompanhado pelos outros caras.
– Curti o apê, Nathi. – disse Brian, já deitado em meu sofá branco.
– Synyster, você nem se quer olhou pro meu apartamento, só se atirou no sofá.
– Mas essa é que é a parte importante. – praguejou ele, esboçando um bocejo e fechando lentamente os olhos.
As meninas já estavam na cozinha, com exceção de Sophia, que havia ido deitar um pouco em minha cama, para curar a ressaca. Dei um selinho no Matt, pedindo que ele ficasse a vontade ali, e fui lá para a cozinha ver o que elas tanto faziam. Nada, essa era a resposta.
– Cara, porque vocês estão escoradas aqui ao invés de estarem lá na sala com os meninos? – indaguei.
– A gente tava só pensando no que fazer para a janta... Queremos te ajudar, Nathi, sério mesmo. – respondeu Lauren, com a voz calma.
– O que vocês acham da gente ir lá e perguntar pros caras o que eles querem? – todas nós sabíamos que essa era a melhor solução pra nosso tão grande problema.
Quando voltamos para a sala, vi que Synyster já não estava mais lá, provavelmente tinha ido ao meu quarto para “ver como Sophia estava”. Os meninos disseram que também não tinha ideia do que fazer para comer, o que acabou na Theodora tendo a brilhante ideia de fazer a mesma massa com molho que eu havia feito no dia anterior.
Synyster
Onde estava aquela loira safada? Ah, sim, no quarto, porque ela estava chapadona. Fui lá, quem sabe eu não me dava bem denovo? É, pois é, além de um pouco machista, eu sou viciado em sexo.
Ao entrar no quarto, vi aquela figura deitada na cama, de bruços. O cabelo estava bagunçado, as roupas estavam tortas e desarrumadas, a pele clara estava em contraste com um edredom preto. Me deitei ao seu lado, acordando-a com um beijo na testa. Ela olhou-me com expressão séria.
– Brian Elwin Jr., não me olha assim que eu não vou te comer denovo. – disse ela, fechando os olhos e deitando-se sobre meu peito.
– Eu não preciso disso agora. Só vim ver se você estava bem...– ela levantou a cabeça e me encarou, com um olhar duvidoso.
– Ta virando viado, Synyster? – ela riu depois dessa, assim como eu.
– Então agora um homem vira viado se ele se preocupa com uma gata?
– Bom, saiba que a gata aqui ficou feliz por saber que você ta preocupado comigo. – ela me deu um selinho leve, que pra variar virou um beijão, e quando vi ela já estava em cima de mim.
Não rolou sexo, mas a pegação já contava.
Matthew
As outras meninas ficaram na sala com os putos, e eu acompanhei Nathi até a cozinha. Gostei do lugar, era pequeno e convidativo, assim como o resto do apartamento. Tinha uma mesa redonda de vidro com exatamente oito lugares, as paredes eram brancas com desenhos pretos em algumas partes, e os móveis eram todos brancos. Era um ambiente limpo e agradável. Nathi pegou todos os ingredientes e os colocou em cima de uma bancada.
– Quer ajuda? – perguntei, tentando me fazer útil.
– Pode sim. Enche essa panela de água pra mim até um pouco mais da metade? – pediu minha morena, com a voz doce.
– Claro. – respondi, já colocando a panela sob a torneira e enchendo-a. enquanto isso, Nathi foi abrindo um pacote de macarrão e ligando o fogão. Coloquei a panela em cima da boca que estava acesa e ela largou cuidadosamente a massa ali dentro.
Ela ficou parada na frente da panela, observando a mesma, enquanto a água fervia e o macarrão ficava mole. A abracei por trás, envolvendo meus braços em sua cintura, e apoiei meu queixo em seu ombro. Ela segurou minhas mãos por sobre sua barriga. Dei beijos leves em seu ombro, que subiam lentamente para o pescoço e então desciam para a nuca. Eu sentia que ela já estava ofegante, assim como eu. Eu a desejava, a queria para mim, só para mim.
Tampei a panela e virei a morena com muita delicadeza, ainda mantendo meus lábios sobre seu pescoço. As mãos dela estavam apoiadas em meu peito. Meus beijos mudaram de direção, subiam pelo seu pescoço até o queixo, a bochecha, a ponta do nariz, a boca. Sua respiração contrastava com a minha, e pude sentir um leve cheiro de vodca. Sempre me atrai por mulheres que conseguem beber litros e ainda ficar firmes, quase normais. Nathi apoiou a mão direita em minha nuca, a esquerda continuava em meu peito. Lhe dei mais um beijo, novamente ofegante e cheio de desejo. Passei minhas mãos por sua coxa, pegando-a no colo, e a coloquei em cima da bancada de pedra. Ela era leve como uma pluma, para mim. Os beijos foram esquentando cada vez mais, e os toques dela me faziam ficar maluco.
De repente ouvi um barulho de água derramando, e quebrei o beijo. Era a panela, ela transbordava. Peguei um pano que estava do lado do fogão e o usei para girar a chave que desligava o mesmo. Me voltei para Nathi, e ela começou a rir, sendo acompanhada por mim.
– Você é perigo, Matthew Sanders. – eu ficava maluco quando ela falava meu nome inteiro. A morena me deu um selinho e pegou a panela com uma luva térmica. Pediu que eu segurasse o escorredor e então virou a massa, tirando toda a água.
Depois de já ter colocado a massa numa travessa de vidro, Nathi voltou a me beijar. Agora não tinha perigo nenhum, né. Quando me largou, ela colocou vários cremes e molhos dentro de uma panelinha e pediu que eu mexesse. Assim que ficou pronto, a morena derramou aquela mistura estranha em cima do macarrão, me roubou mais um beijo, e então arrumamos a mesa e servimos a comida. Eu fui para a sala chamar os quatro que estavam lá e Nathi foi chamar Synyster e Sophia.
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