Take a chance
12 Hot n' Cold
Notas iniciais
e sim, o título do capítulo é o nome da música da Katy Perry, mas vai ter sentido, IUAHSIAUHSAIUSH.
beijos, e curtam =]
Jonathan
Tava tudo muito ótimo lá na casa da Nathi. Tudo exceto o clima entre eu e a baixinha. Ela não me olhara por um segundo ainda durante a noite, não pegara na minha mão, não me abraçara... Eu estava me sentindo sozinho ali. Quer dizer, ela era tão fofa, eu poderia até estar sentindo coisas diferentes por ela, coisas sérias, o que na real eu achava meio impossível, já que a última pessoa por quem me apaixonei foi Lancey, e a gente tinha terminado há quase um ano. Eu tinha ficado com outras desde lá, mas nunca parei pra conversar com elas...
Quando todos terminamos de comer, as tarefas foram divididas. Syn e Zacky tiravam a louça da mesa, Sophia e Lauren lavavam, eu e Matt secávamos e Nathi e Theodora guardavam. Fomos para a sala, e Nathi resolveu colocar um filme pra gente assistir. Não faço ideia do nome, porque passei o filme inteiro olhando para Lauren. Cheguei mais perto dela e perguntei em seu ouvido:
– Será que a gente pode ir conversar lá fora?
– Johnny, eu to olhando o filme agora. – disse ela, calmamente, olhando só para a TV.
– Por favor, não vai demorar. – insisti.
– Não tenho nada pra falar com você agora, e quero prestar atenção no filme. Pode ser? – agora ela me encarava, séria. Baixei a cabeça e me voltei para a televisão.
Eu não conseguia entender como alguém poderia ser tão amorosa e gentil em um dia, e no outro estar tão fria. Eu me senti ferido quando ela disse aquelas coisas. Me senti frustrado, sozinho. Essa história iria se resolver amanhã, com certeza. Ninguém dorme comigo, com sentimentos, e no dia seguinte não me da respostas.
Zachary
Porra, eu já tava cansando de olhar filme, mas vamos lá. Era Jogos Mortais: O Final, e era extremamente fantástico como aquela ruivinha tremia. Ela escondia o rosto em meu peito, e aquela cena me fazia rir. Eu já tinha olhado o filme algumas dezenas de vezes, portanto ele não me afetava, lógico que tomava alguns sustos as vezes, mas nada muito terrível. Aquele dia foi bom também, assim como a noite anterior.
Eu tinha me divertido pra valer enchendo a cara no cinema, agarrado a minha gata. Puta que o pariu, olha só, eu já to chamando ela de minha. O que eu to falando? A gente vai embora amanhã e eu provavelmente nunca mais vou ver ela... Merda, esse pensamento me deixou mal. Que que ta rolando comigo? Desde quando eu penso isso? Meu Deus, eu tinha que dar um jeito de ver aquela ruiva denovo.
Eu queria era possuí-la, mas ela insistia em continuar só com os beijos, e quando eu abusava um pouco mais com as mãos, Theo as tirava do local onde eu as mantinha e as segurava em suas mãos. Tudo bem, não precisava rolar agora, mas na próxima vez que a gente se encontrasse, eu ia fazer ela minha. E a gente iria se encontrar novamente, porque ela era uma das melhores amigas da Nathi, e como a Nathi fazia parte da banda agora, quando a ruiva fosse visita-la em NY, eu também viria ela.
A noite passou rápido, e quando vi, já estávamos dentro do carro da Nathi, indo para o hotel. As meninas tinham ficado no apartamento, e a morena nos deu a carona de volta. A “viagem” até o hotel foi uma bagunça só, e eu realmente me impressionei com o modo que Nathi dirigia. Com certeza ela era mas rápida que a maioria dos caras... Ao chegarmos no hotel, Johnny, Syn e eu entramos no hotel. Shadows ficou no carro para conversar (lê-se ficar) com a morena.
Nathália
Caralho, o que os homens tem contra mulheres na direção? Os quatro passaram o caminho todo falando que eu dirigia que nem um cara, e que eu bebia que nem um cara. Tenho quase certeza de que Synyster ou Zacky perguntaram se eu era transexual, mas eu ria tanto que fingi que não ouvi. Ai, esses caras me faziam sentir tão bem. A convivência com eles era tão boa e fácil, parecia que eu os conhecia há anos.
Matt ficou no carro depois que os outros três saíram.
– Me da um beijo de boa noite, morena? – ele perguntou, corando. Espera aí, Matthew Sanders me pediu um beijo, e ainda corou fazendo isso? Eu sorri pra ele e saí do carro, contornando-o pela frente. Do lado de fora, pude ver sua expressão confusa. Assim que cheguei ao lado direito do carro, abri sua porta e pedi que Matt saísse. Quando ele se pôs em pé, envolvi rapidamente meus braços em seu pescoço e roubei-lhe um beijo desesperado e apaixonado.
– Assim que se faz, Matthew. – disse, olhando-o nos olhos. – Não precisa pedir, não. É só fazer, mesmo.
– Ah, ta bom, então...
Ao dizer isso, ele me girou no ar, prensando-me contra a porta agora já fechada do carro. Eu ficava louca quando ele colava nossos corpos desse jeito. Já havia o feito ontem em seu camarim e hoje na minha cozinha. Ele deu um beijo leve em meu pescoço, que logo tornou-se um chupão violento. Eu sentia prazer com a dor. O vento da noite batia contra meu rosto, mas eu não conseguia sentir frio nenhum. Matt logo trouxe sua boca próxima a minha, selando nossos lábios em um beijo exageradamente demorado, o que tirou meu fôlego.
– Você vem amanhã, não vem? – perguntou Sanders, com o corpo ainda colado no meu, referindo-se a despedida no aeroporto.
– Claro que sim, seu bobo. Jura que eu ia deixar você ir sem um beijo de despedida? – disse, passando meu indicador na ponta de seu nariz. Ele fez uma careta.
– Ai, faz cosquinha. – nós rimos. Depois de um tempo ele tornou a falar, ainda hesitante. – Vai ser foda aguentar essa semana sem você, sabia? – o encarei, em silencio. – É que, sei lá, você mexeu comigo, Nathi, eu nem sei direito como explicar, mas tem umas coisas estranhas rolando comigo, umas coisas que eu só senti antes por uma única mulher, e você sabe quem é...
Valary.
– Matthew, eu também to me sentindo estranha. Tão feliz perto de ti, e tão triste quando penso que a gente vai ficar uma semana sem se falar! Parece exagero, até eu acho que isso é demais. Mas pensa, sete dias distante vão ser recompensados por alguns bons anos futuros juntos. – eu sorri, tentando confortá-lo. Ele também sorriu, deu-me mais um beijo e entrou no hotel.
Eu estava com aquele sorriso bobo na cara, como alguém que visitou o paraíso. Será possível que eu estava definitivamente apaixonada por Matt Shadows, o foda? Será possível que ele também estava apaixonado por mim? Esse pensamento fez com que eu não pregasse o olho por um minuto sequer durante a noite inteira.
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