Take Me Home

29 Últimas palavras


Notas iniciais
Oi gente , desculpem a demora , cara , tem sido realmente dificil encontrar tempo pra escrever , e eu estou escrevendo e postando , o que me oferece grandes riscos caso um novo bloqueio aconteça , enfim , eu espero que vocês se atentem que eu vou usar flash back nesse ,e estaremos em dois ambientes paralelamente .Ngm reclamou das músicas , então sugiro que ouçam essa durante a leitura :[Chasing cars , na versão do episódio musical de Grey's anatomy : https://www.youtube.com/watch?v=hjNtUZoidTo


No hospital , Maura lia seu diário que Jane havia lhe entregado no dia anterior .
Ela estava concentrada ,apesar de serem pouco mais de 4:30 am.
Maura teve sua atenção roubada por seu iphone que vibrava sobre a mesa ao seu lado , junto à um copo d'água.
O coração de Maura ,errou a batida ao lembrar-se que jane estava em uma missão .
Ela esticou-se para alcançar o aparelho, esquecendo-se das dores causadas pelas fraturas na costela.
—Alô !
Disse ela sem nem ao menos pensar em rejeitar a ligação que partia de um número restrito.
(...)
—Sim , aqui é a doutora Maura Isles .
(...)
—O que ?
Maura , não conseguia acreditar .
(...)
— Sim , eu estou , aqui , eu só não tenho certeza se ouvi direito .
(...)
—Okay , eu vou repetir .
—Você disse " que está atendendo ao dono desse celular que salvou meu número para contato de emergência? "
(...)
Não pode ser , esse não é o número de nenhum conhecido meu .Deve estar havendo um engano .
(...)
—Sen...
Maura foi interrompida quando ouviu através do celular as freiadas da ambulância , e pareceu tão nítido que ela poderia jurar que a ambulância havia entrado no mesmo hospital onde ela estava .
(...)
—Okay,me passe o endereço do hospital para onde levaram a vítima e eu tentarei sair do hospital onde estou internada também .
(...)
—Não pode ser !
Maura ficou em choque ao perceber que não havia sido apenas impressão , a ambulância havia mesmo chegado no mesmo hospital que ela se encontrava .
Maura , desceu da cama , vestiu um roupão e logo chamou Callie para que ela a acompanhasse até a emergência .
Toda a calma que Maura tinha minutos atrás por algum motivo se esvaiu , já não importava que ela não conhecia o número chamado , ela estava aflita e torcendo para não ter sido ela a escolhida como acompanhante de uma vítima baleada na cabeça.
Maura balançou a cabeça e tentou telefonar para Jane , mas sua ligação logo foi encaminhada para caixa postal, o que deixava Maura um pouco menos aflita , pois como se por uma peça pregada pelo destino , aquele era o número da morena , e não o que havia efetuado uma chamada ao telefone dela.
Maura foi tirada de suas conclusões quando Callie bateu à sua porta cerca de 10 minutos depois dela a ter chamado .
—Callie , o que aconteceu ? Por que você demorou tanto ?
—Eu , eu estava em um caso .
—Certo .Obrigada por vir ?
—Não se preocupe Maura.
— Você pode me levar para desfazer esse mal entendido ?
Callie a olhou e como se na demora dos passos que diminuia a distância que as afastava , fossem suficientes para acalmar Maura .
— Maura ?
Callie disse ao finalmente encontrar o corpo de Maura , segurando a na altura de seus ombros , tentando confortá-la .
—Sim ?
—Eu pedi que , seu médico a libere , porque , eu não sou capaz de diagnosticar o seu estado para tal ação.
Maura a olhou , ainda tentando entender a preocupação de Callie , afinal Maura tinha certeza que era um mal entendido.
—Maura , eu
Callie foi interrompida quando um clínico geral , que ela não conhecia , entrou em seu quarto, portando o que parecia ser seu prontuário.
—Maura , esse é Richard Webber , ele nos dirá se você pode ou não descer comigo até a sala de emergência.
Maura a fitou ainda sem entender , e logo seus olhos questionadores egora com as pupilas dilatadas em dúvida encontraram o médico à sua frente .
—Muito prazer doutora Isles, eu lamento que seja nessa situação , mas foi um prazer ouvir sobre a sua recuperação quase milagrosa nos corredores desse hospital.
O homem dizia gentilmente enquanto apertava a mão de Maura que se dividia entre ser cordial ao cumprimento e os olhares preocupados de Callie que parecia ensaiar algo...
—Callie?
—Maura , é só um procedimento normal , o seu sistema neurológico foi muito afetado com tudo o que você passou e sobretudo o emocional .
O médico pediu que Maura sentasse em sua cama , para que ele checasse sua pressão arterial e os batimentos cardíacos .
Callie olhou por cima do ombro do médico e viu que o coração de Maura batia acelerado demais , e toda a calma que parecia haver quando ela adentrou ao quarto , já não estava mais lá, o que preocupou-a.
—Maura ,eu preciso que você se acalme okay ?
—Callie , você está me assustando .Eu já disse que não há motivos para eu me preocupar, nenhum dos parceiros de Jane que eu tenho em minha agenda de contatos é o dono daquele número , e o paramédico me garantiu que falava do celular da vítima .
O médico viu a pressão arterial e os batimentos cardíacos darem uma estabilizada , e com um sinal de positivo , mas não antes de dar uma pílula que Maura não reconheceu apenas em olhá-la e que um tanto relutante a ingeriu , quando o médico lhe entregou um pequeno copo com água .
Enquanto Maura ingeria , Callie puxou o médico de canto para ter certeza de que ela estava fora de perigo caso sua ideia de que tudo não passava de um terrível engano , havia sido errada.
Quando o médico assentiu que Maura estaria bem , mas que era bom não descuidar , eles caminharam até a mulher que parecia perdida em meio a tudo aquilo.
—Então ?
Disse Maura encarando os doutores em seus jalecos alvos.
—A senhora está liberada ,para descer até o andar da emergência , mas qualquer alteração , você será imediatamente trazida de volta para cá .
—Okay , disse Maura buscando o olhar preocupado de Callie .
Callie encontrou os olhos verdes esmeraldas de Maura , respirou fundo e mais uma vez ,segurou firmemente em seu ombro , enquanto via Richard aproximar-se delas com uma cadeira de rodas.
—Callie, por favor .
—Maura , eu preciso que você mantenha a calma ,okay ?
—Callie , eu já disse que não conheço o telefone, logo não conheço o dono .
Callie a observou , como se buscasse registrar qualquer mudança em seu rosto, enquanto a ajeitava na cadeira de rodas .
—Maura ?
—Sim.
—Eu receio que não foi um engano .

...............................................................................................................Antes disso


Na ambulância , procedimentos para conter a hemorragia eram tomados , e grandes chacoalhões eram sentidos durante o trajeto .
O lugar da emboscada ficava a 15 minutos de distância do hospital mais próximo , e pelo horário , não havia tráfego , e mesmo que houvesse, as sirenes gritantes eram suficientes para anunciar a gravidade dos casos.
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Flash back on
—Jane , eu a amo
—Tarde demais para perceber isso
—Você acredita em destino ?
—Às vezes.
—Talvez tenha sido esse o motivo de eu estar numa missão com você .
—O que você quer dizer ?
—Talvez a minha história com a Maura ainda não tenha acabado .
Flash back off
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Seriam essas as últimas palavras de Tonny ?
Estava Jane condenada a morte com essas palavras gritando em sua mente ?
—Não tente se levantar , okay ? Vai ficar tudo bem .
Dizia o paramédico impedindo que se levantasse
—Não , não vai , você sabe melhor do que qualquer um.
O paramédico abaixou os olhos tentando fixar novamente a máscara de oxigênio em seu rosto.
Por favor , eu não posso morrer sem dizer isso, e você sabe que eu tenho pouco mais de alguns minutos de vida .
Mais uma vez o paramédico desviou seu olhar , mas aliviou o corpo debilitado para que fizesse o que tanto precisava .
O paramédico assistiu à cena tentando não se emocionar com o esforço do paciente em e dizer o que provavelmente seriam suas últimas palavras ..
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No hospital Callie buscava manter Maura calma , com a notícia .
—Callie !
—Maura , eu preciso que você se acalme .Caso contrário não conseguiremos descer .
—Callie , você está me assustando .Porque você receia que eu não esteja errada , mesmo com todas as informações que eu passei ?
Maura fitou o vazio , e ao encontrar novamente com Callie , agora mais preocupada com a situação, pode notar que ao contrário do jaleco alvo de Richard , o de Callie , continha manchas consideravelmente grandes de sangue.
—Callie , pelo o amor de Deus, me diz o que está acontecendo ? De quem é esse sangue na sua roupa , quando você deveria já estar usufruindo da sua folga ?
—Maura , não foi um engano !
—O que ?

Maura , questionava não conseguindo conter as lágrimas que ela nem notou serem acumuladas.
—Você precisa ser forte , há pouco mais de trinta dias, você era a vítima , e hoje você é o contato imediato da vítima
Callie dizia , encaminhando Maura em sua cadeira de rodas até o elevador .
—Foi a Jane , Callie ?
Maura gritava sem nem ao menos perceber , o desespero tomando conta da mulher , que nem ao menos percebeu quando o elevador parou no térreo .
Foi a Jane Callie ?
Callie , não conseguiu dizer , ela apenas apertou o ombro de Maura e adentrou à sala de emergência , de onde ela pode ver a figura de Jane, coberta de sangue à sua frente .

Notas finais
Me xinguem , mas falem comigo pelo amor de Deus pq caso contrário não terei motivação .