Take Me Home

38 Olhos de chocolate


Notas iniciais
Oi gente , nem demorei tanto né ?Aah , eu não estava sonambulando , ou se estava , teria feito o capítulo anterior exatamente como está . Eu juro , eu só tenho esse capítulo , e não estou brincando com os sentimentos de vocês , mas estou adorando ver que vcs estão no mesmo dilema que eu ,eu estou ainda mais indecisa pq eu tenho que dar um desfecho , com base nos sentimentos das personagens , com base em pesquisas bastante complexas e eu diria que até mesmo antiética no ponto de vista de alguém como eu , mas enfim , eu juro que darei um desfecho , e espero não decepcioná-los tanto.

Jane enfim adentrou ao departamento e ao passar pelo longo corredor que a levaria à sala de reuniões ela tentou deixar os problemas pessoais de lado e focar apenas nos problemas que aquelas crianças e adolescentes enfrentariam dali pra frente .
Após leves batidas na porta que trazia o nome de Sargento Vincent Korsack , ela apenas ouviu quando a voz do homem lhe dizia que a mesma estava aberta e que ela podia entrar ,Jane o fez , e com um sorriso cordial olhou a mulher que acompanhava Korsack em uma xícara de café.
—Com licença, estou atrasada ?
—Detetive Rizzoli .Entre , deixe-me apresentá-las .


korsack levou a mão ao ombro de Jane e a encaminhou em direção à mulher que se vestia impecavelmente.
A mulher prontamente levantou-se e esticou seu braço direito a fim de apertar a mão de Jane .
—Doutora Morgado , essa é a detetive Rizzoli .
Jane estendeu e segurou firmemente a mão da mulher não deixando de olhar quão bonitos eram seus olhos , eles não eram castanhos escuros como os dela que oscilava entre o castanho e o preto na hora da fúria ou de desejo, mas eram sem dúvidas muito bonitos , pareciam chocolates ,e clareava de acordo com seu humor , Jane se viu presa aquele olhar por algum motivo.Só saindo do devaneio quando a doutora finalmente se apresentou .
—É um prazer detetive ,pode me chamar de Camila.
—O prazer é meu doutora Morg...Camila .
Jane corrigiu ao ver o olhar de Camila reprovando a formalidade.
—Sente-se por favor .
Depois de você.
Jane meneou a cabeça e sentou-se sendo seguida por Camila.
Korsack sentou-se entre elas formando um triângulo na mesa.E após todos acomodados a doutora Morgado começou a explicar a atual situação das crianças e adolescentes, agora que todas haviam sido examinadas por médicos desde clínicos gerais à psiquiatras.
—Detetive , primeiramente , eu gostaria de de dizer que essas crianças tiveram muita sorte de terem sido encontradas e resgatadas por você e sua equipe, se vocês demorassem algumas horas a mais provavelmente Cameron e Lauren estariam agora em outro país .
Além de Júlia e Felipe , dois brasileiros , filhos de imigrantes ilegais que tiveram suas guardas tomadas pelo governo visto que seus pais não tinham condições de criá-los ,
Além de outras doze vítimas das mais variadas situações.
—Haviam brasileiros entre as vítimas?
—Sim , haviam , e por incrível que pareça , apenas dois , e sendo eles irmãos torna algo pouco provável, visto que a fiscalização federal nas fronteiras do Brasil não exigem nada , e quando exige sempre existe um ou outro que acabam facilitando a entrada ilegal desses imigrantes ilegais no país .O tráfico de pessoas no Brasil , infelizmente é alarmante , termos apenas dois entre pouco mais de uma dezena dos recuperados em cativeiro é algo bom, esse número poderia ser bem maior.
—Okay e quanto a Julia , Felipe , Lauren, Cameron e todas as outras , aonde elas estão agora ? elas estão todas bem ?
—Sim , fique tranquila , estão todos bem , sob custódia federal,aliás eu estive pessoalmente com todos , para avaliar o lugar e a situação deles , desde acomodação a resultados de exames médicos ,e um rapazinho não parava de perguntar por uma detetive durona de voz ....
Camila sorriu e gesticulou com os dedos fazendo sinais de aspas
" a detetive durona de voz de homem , que cuidou dele e da irmã ''
Jane sorriu com a observação do garoto e logo soube que era de Cameron que ela falava .
—Ele está bem ? E Lauren , como está?
—Sim detetive , eles estão bem , e aliás quando souberam que eu estaria com você , Lauren fez questão de mandar entregar-lhes isso.
Camila revirou a pasta preta sob olhares atentos e curiosos de Jane, e assim que encontrou entregou a Jane um quadrado branco , que Jane assim que o teve em mão o abriu .Era um desenho onde na inocência da criança , ela estava retratada , entre ela e seu irmão , e no fundo rabiscado de verde lembrava um gramado bem cuidado.
Jane não conteve a emoção ao ver o pequeno papel e com lágrimas nos olhos agradeceu à Camila por entregá-lo a ela.
—Todas as vítimas são muito gratas à você Jane , mas nenhum deles criou laços tão inquebráveis como esses dois, eu receio que você terá grande importância ou pelo menos deveria cogitar a possibilidade de ajudar a encontrar os pais deles , porque segundo eles , eles não tem pais , sua mãe desapareceu e não sabemos nada sobre seu pai biológico , e eles aparentemente não tem ninguém e é nossa obrigação encontrar um lar seguro para eles ,conto com vocês ?
—Claro que sim , não sossegarei até encontrarmos um lar para cada um deles .
—Ótimo.
—Doutora ?
—Sim detetive ?
—No caso deles não terem ninguém , eu poderia tentar ...
—Você pretende adotar um deles detetive ?
—Não.
—Oh , desculpe eu achei que.. desculpe me precipitei.
—Eu não pretendo, adotar um , eu pretendo adotar os dois
Jane sorri e Camila sorri largamente não contendo a vontade de abraçá-las .
—Okay , nós sabemos que é muito difícil e existe muita burocracia , vamos com calma , e além disso eu precisarei de um excelente advogado caso exista algum parente próximo que reivindique suas custódias.
Camila sentiu-se envergonhada pelo abraço inesperado que dera em Jane, e após desculpar-se por seu descuido , ela se recompôs .
—Detetive ,você terá grandes chances de encontrar parentes deles caso existam , e mesmo que encontrem , não só você como o órgão de assistência social e apoio à criança e adolescente estrá nessa busca também e todos checaremos as reais intenções de quem reivindicá-los.
—Porque eles estavam no orfanato de fachada ?
—É isso que precisamos descobrir .
—Eu agradeceria se você pedisse que o laboratório de vocês cruzassem os dados genéticos de cada vítima , com toda e qualquer pessoa que teve acesso direto à elas , desde o orfanato até o cativeiro , e se possível eu agradeceria que amostras de sangue de seu parceiro ferido e suas fossem comparadas também para não haver risco de contaminação do DNA, tudo bem , você poderia fazer isso por mim , por eles?
—Claro que sim ,normalmente eu pediria que as amostras fossem estudadas pela minha futura esposa , mas no momento ela está afastada , por motivos de saúde.
—Eu sinto muito detetive .
—Tudo bem , o pior já passou.
—Graças à Deus. E quanto ao seu parceiro ferido , como ele está?
—Infelizmente temos pouco mais de 50 horas para que os aparelhos que o mantém vivos permaneçam ligados , esse é o tempo que ele tem para reagir ou entregar os pontos .
—Se Deus quiser tudo ficará bem, mas se não ficar , cada uma dessas crianças e adolescentes deverão suas vidas à ele e sua equipe.
Jane sorri sem mostrar os dentes.
—Sargento , detetive ? Eu preciso ir.
—Okay , foi um prazer , e assim que tiver em minhas mãos as amostras de DNA entro em contato com você , tudo bem ?
—Claro , será um prazer , eu ficarei esperando , e olhe , tome meu cartão.Qualquer dúvida ou qualquer informação de ficha criminal ou algo suspeito na ficha de quem os reivindicar , trate de me informar por favor ?
—Claro .
—Ah , sobre seu possível desejo de adotar Cameron e Lauren , eu sei quem pode ajudar nisso.
—Ah é ?
—Sim , ela é a melhor advogada da vara da família aqui em Bostom.
—Você tem o nome dela ai , eu posso anotar ?
—Eu tenho o nome dela no meu !
Jane olhou sem entender muito bem , e com a testa franzida , buscou o olhar de Camila.
—Jane , eu me Chamo Camila Cabello -Jauregui Morgado.
—Não !
—Sim, eu sou casada com uma mulher .
—-Wow , mas não é isso , é que eu conheço a sua esposa , e com todo respeito , além dos belos e bem embasados argumentos que ela usa em juízo , a beleza dela também ajuda bastante a prender a nossa atenção.
Camila sorri com o comentário.
—Eu tenho que concordar que sou uma mulher de sorte , ela é mesmo linda , e que coincidência não , o nome dela ser Lauren como o da sua futura filha se tudo der certo ?
—Sim , sim ,até no nome dela há beleza .
—Okay , vou começar a ficar enciumada detetive .
—Oh , não , por favor , minha Maura também é absolutamente linda .E eu amo mais que tudo nessa vida , mas é impossível não mencionar a beleza dela, você me entende não é ?
—Claro Jane, eu só estava brincando , Lauren é mesmo linda e eu já estou acostumada com comentários assim .
—Meu Deus , os honorários dela devem ser mais do que eu ganho em meses .
—Olha , não vou negar que o nome e o talento dela lhe rende grandes lucros , mas ela não se importará em fazer um desconto se não pegar seu caso de graça .Lauren é alguém muito engajada , sempre que pode contribuir para o bem de alguém ela usa seus talentos .
—Eu faço questão de pagar , afinal , não há dinheiro no mundo que compense o sorriso daqueles dois .Eu os quero e farei de tudo para tê-los .

—Okay Jane, como quiser , mas aqui está o cartão da minha esposa

Ela o entrega a Jane

Lauren M.M.Juregui-Cabello.

Jane lia o nome no cartão em voz alta.
—Muito obrigada doutora , assim que estiver tudo se encaminhando entrarei em contato junto à minha futura esposa , aliás , ela está ansiosa para conhecê-los , seria possível?
—Jane , isso é um pouquinho complicado , mas farei o possível para que esse encontro aconteça.Prometo.
—Muito obrigada doutora .
—Não há de quê Detetive , foi um prazer .
O prazer foi meu.
—Sargento , Detetive , com licença , tenham um bom fim de tarde ,e mande meus cumprimentos à sua futura esposa .
—Eu farei isso , e por favor faça o mesmo com a Doutora Jauregui-Cabello.Há muito tempo não a vejo em tribunais.
—O farei , ela ficará feliz em receber seus cumprimentos.
Após um abraço cordial , ambas se afastam e Korsack gentilmente a leva à saída , onde se despede com um aperto de mão, voltando em seguida para onde Jane estava pensativa e agora mais calma.
—Jane ?
—Sim Sargento
—Eu não sabia do seu interesse em ser mãe.
—Nem eu até ter as mãozinhas de Lauren entre as minhas.
—E o que Maura acha disso ?
— Acho que ela verbalizou o interesse em adotá-los antes mesmo de eu dizer a ela , somente pela forma com a quela os descrevi.
—Fico muito feliz por vocês.
—Muito obrigada sargento , mas sabemos que adoção é algo bastante burocrático.
—Sim , mas parece que você encontrou uma excelente aliada.Aliás , aliadas .
—Deus te ouça Korsack , Deus te ouça .
—Vamos , temos muitas fichas pra checar , muitos DNA's para cruzar e muitas crianças para devolvermos aos seus devidos lares , ou mandá-los para lares de verdade.
E assim a tarde chegou ao fim , a noite tomou seu lugar e Jane estava exausta, ela havia entrevistado três parentes de três vítimas que haviam reportado seus desaparecimentos e agora que checara todas as fichas dos requerentes , envio-as para o e-mail da doutora Morgado , que provavelmente visitaria esses parentes e o lar que ofereceriam às crianças caso nada de anormal aparecesse na ficha deles , ou mesmo as crianças demonstrassem relutância.
Já passavam das 20 horas , quando Jane , deixou o departamento , ela estava cansada , e morrendo de saudades de sua amada .
A detetive dirigiu-se ao estacionamento e cantou pneu ao sair de lá em direção ao seu apartamento , ela precisava de um banho ,antes de ir visitar Maura.

Notas finais
Eu acho que nunca misturei tantos fandons em uma única história não é ? Mas enfim , espero saber dar um desfecho correto a eles .Te vejo por ai ?