Take Me Home

39 Um desastre chamado , ciúmes


Notas iniciais
Eu ainda pretendo trabalhar essa história , mas pra isso preciso de mais tempo ,recebam esse pequeno e singelo capítulo com amor , pq é na simplicidade das coisas que encontramos a verdadeira felicidade.. .

Após um banho , e apenas uma garrafa de cerveja , o que é raro se tratando de Jane , ela tomou um táxi, e voltou ao hospital a fim de passar a noite com Maura , aquela provavelmente seria a última noite dela no hospital , visto que na manhã seguinte Maura seria submetida a novas tomografias a fim de elucidar qualquer resquício do inchaço causado pelo coágulo que afetava sua memória até então.
Jane ficava feliz com a possibilidade de alta de Maura mas por outro lado , a vida de Thonny logo teria seu rumo decidido , precisamente em pouco mais de quarenta horas os aparelhos seriam desligados , e até onde elas sabiam Thonny só respirava por eles.
Jane levou como de costume um ramalhete de gardênias para sua amada.
Ao chegar ao hospital Jane esbarrou com Callie que logo a sondou sobre Thonny , e sua família , não se falava em outra coisa a anão ser a reunião sobre a ordem de não ressuscitar.
Após explicar tudo , e dar a excelente notícia de que Maura havia retomado a memória , ela despediu-se da amiga indo em direção ao terceiro andar onde se encontrava o leito comum porém sofisticado de Maura.
Jane bateu suavemente na porta , quando abriu estava diante de um notebook que rapidamente fechou ao perceber a chegada de Jane , levantando e indo ao seu encontro.
Maura a olhou com um sorriso no rosto , e sua cabeça se acomodou no peito de Jane que a manteve em seu abraço.
—Oi Maur
—Oi Jane , achei que você não viria.
—Meu amor , qual a parte do " eu não saio de perto de você a menos que você queira você não entendeu? '
Jane tentou desfazer o abraço para ver o rosto de Maura , mas a pequena a segurava como se a sua vida dependesse da dela.
—Maura ?
(...)
—Maura , está tudo bem ?
Jane tentava sem sucesso se desvencilhar de Maura
—Está
— Então porque você não me solta ?
—Porque eu não quero que você saia de perto de mim nunca mais.
—Amor , você sabe que não podemos ficar aqui grudadas para sempre não é ?
Jane não conteve o riso com a graciosidade do gesto de Maura, era tão bobo , mas ao mesmo tempo tão cheio de significados que por um instante Jane esqueceu da turbulência que havia em sua cabeça desde que soubera do desejo de Thonny que ela gerasse um bebê dele.
Amor , eu não vou sair , eu prometo , mas que tal ficarmos grudadinhas ali na cama , ou na poltrona ? Aliás a poltrona talvez seja a nossa única opção , tendo em vista esse monte de coisas em cima da sua cama .O que você estava fazendo , pretende se especializar em outra área ?
—Não amor , claro que não , eu , eu estava apenas ... pesquisando .
—Pesquisando ?
—É , mas não é nada de importante .
—Me conta como foi o seu dia ?
— Claro Maur
Vamos ...
Jane a beijou nos lábios e em seguida segurou sua mão puxando-a para a poltrona que as acomodara mais cedo naquele dia.
—Então , como foi no departamento ?
—Ah , foi um começo , sem dúvidas , Cami...
Jane foi interrompida pelo olhar fuzilante de Maura
—Que intimidade toda é essa Jane ? Eu nunca a vejo chamar ninguém pelo nome próprio , aliás, pelo que me lembro , nem mesmo a mim você chamava quando estávamos em horário de trabalho.
—Eu senti uma pontinha de ciúmes doutora ?
—Não .
Maura fez bico o que despertou uma gargalhada em Jane que não se conteve em segurar-lhe o rosto , beijando-a em seguida , Maura estava relutante ao beijo , mas estava louca de saudades e ela não resistia aos beijos de Jane,logo Maura abriu a guarda e Jane cuidadosamente delineou seus lábios com a língua para somente depois adentrar à boca quente de Maura encontrando a língua aveludada de Maura .
Após um longo e apaixonado beijo elas finalmente se separaram e Maura buscou respostas no olhar de Jane que logo sabia o que aqueles olhos fixos gritavam
—E então ?

—Amor , DOUTORA Morgado , é tão novinha , ela deve ter no máximo 25 anos , e ela me pareceu tão acessível de certa maneira que eu não consegui ser formal.
Você vai amá-la.
—Não tenho tanta certeza .
—Você vai amor , acredite .
—Ah e ela também sentiu ciúmes de mim , mas isso não vem ao caso agora
—Jane Clement
Maura parou quando notou que Jane não a interrompeu mesmo ela sabendo que Jane odiava ser chamada assim
—Você está tão encantada com ela que não se importa se eu te chamar de Jane Clementine Rizzoli ?
Maura cruzou os braços diante de seus seios arrancando risadas novamente de Jane .
—Não amor , é que eu queria ter certeza que você realmente lembrava de tudo ou pelo menos quase tudo.
Maura baixou a guarda com a explicação mas logo voltou a encarar Jane quando a mesma continuou a provocar ciúmes nela
—Amor , você precisa ver como a doutora Camila é linda , ela tem olhos tão .. tão ;
Jane buscava por palavras quando Maura bastante irritada levantou-se de seu colo indo em direção a cama e gritando no ar a palavra que possivelmente Jane buscava
—PENETRANTES Jane ?
—Isso , essa é a melhor definição , eles... er .. ah , eu não sei okay ? Eu não sei se a forma com que ela falava das crianças eram tão passional ao ponto de fazer isso ou ..
—Ou talvez você esteja encantada pelos olhos ... azuis? dela ?
—Quem disse que ela tem os olhos azuis ?
—Eu presumi
—Presumiu errado , eles são castanhos.
—Quanto narcisismo Jane , os seus são exatamente assim.
—Não Maura , o dela era .. diferente , eles tinham um brilho diferente principalmente quando falávamos de Cameron e Lauren
—Vejo que você reparou muito nela .
—Amor , eu não vou negar , ela é linda , mas nada se compara aos seus olhos esmeraldas e a essa covinha quando você sorri , a sua pele alva , e todo o resto que me fez amá-la desde o primeiro instante em que a vi.
Maura sentou-se na cama e fechou novamente o notebook e voltou a fitar Jane que se aproximava dela .E quando já estava perto o suficiente , Jane sentou -se por trás de Maura com as pernas ao redor da mulher , trazendo para seu peito .
— Amor eu quero te mostrar uma coisa
— Uma foto da tal Cam ..Camila seria o nome dela ?
—Sim amor , é esse o nome dela , mas eu quero mostrar uma coisa que me enviaram através dela.
Maura virou-se de fronte à Jane franzindo o cenho , e Jane logo buscou no bolso de seu terninho o pedaço de papel que Lauren havia lhe mandado
—O que é isso ?
—Um desenho ué
—Jane !
—Maur, desculpa , mas me pareceu óbvio.
Maura abriu o papel que estava dobrado em quatro e após alguns segundos conseguiu identificar a figura de três pessoas sobre o que parecia ser um gramado.
—Lauren pediu que a Doutora Camila me dissesse que esses são Cameron , ela e eu .
—awwwn ,
Maura levou a mão ao peito e sorriu vendo a imagem se formar em sua mente.
—Sabe do que eu senti falta nesse desenho?
—De Thonny ?
— Por incrível que pareça , não.
—Não ?
—Não !
—Então do que ?
—De você Maura , eu não consigo vê-los fora das nossas vidas , eu não faço ideia de como isso é possível , mas eu sinto , eu preciso deles , eu preciso de vocês
Maura tomou os braços de Jane ao redor de seu corpo envolvendo-se em um abraço
—Amor , eu preciso conhecê-los ;
—Eu sei que sim amor , mas enquanto você não tiver alta isso será impossível , e mesmo após a sua alta , Camila disse que terá que mexer uns pauzinhos para que possamos estar com eles.
—É , tenho que admitir ,ela parece legal.
—Ela é amor , você vai ver.
—Jane, você sabe que desde o momento em que você falou em Lauren e Cameron eu me apaixonei pela visão que tive deles através dos seus olhos certo ?
—Certo .
—Mas você sabe o quanto será difícil adotá-los , ainda mais se alguém reclamar a guarda deles.
—Eu sei amor , mas até agora , tudo o que sabemos é que mãe eles não tem , ela desapareceu , segundo as crianças disseram para a psicóloga.
—E pai, e avós ?
—Bom , ainda não reportaram nem mesmo o desaparecimento , o que me faz ter esperanças.
—Amor , mas mesmo assim é bastante complicado o processo de adoção , principalmente por casais que não tem o relacionamento reconhecido pela lei.
—Mas esse não seria o problema , a menos que você não queira se casar comigo.
—Isso é um desejo seu?
—Isso é um pedido Maura !


Maura abriu a boca sem acreditar que aquilo fosse verdade mas tão logo Jane pôs se de pé para em seguida abaixar-se apoiando-se em um joelho , e abrindo diante dela uma caixinha vermelha com uma pedra brilhante ,e só ai Maura teve a certeza de que ela realmente falava sério.


—Jane , eu . e. er
Maura tentava mas a muito custo apenas a palavra ' eu não sei o que dizer entre lágrimas ' foi deferida por ela
—Que tal ... EU ACEITO ?
Jane a olhou com um sorriso brincalhão e ao mesmo tempo receoso em seu rosto , até que Maura estendeu -lhe a mão direita ,e num beijo casto , ela disse com a boca selada a dela
''Eu aceito " , eu quero ser a senhora Rizzoli !
Jane se ergueu com a ajuda de Maura e encontrou seus lábios com um beijo apaixonado,e colocou o anel em seu dedo anelar , naquele momento elas fixaram a base da família que elas pretendiam construir dali pra frente.
Jane sabia que aquele momento não era o ideal , que Maura merecia um jantar suntuoso , e uma cerimônia intimista ao som de La Vie En Rose, mas ela sabia também que perderam muito tempo se amando em silêncio , e que a partir dali , o amor delas , se solidificaria cada vez mais.

Notas finais
Nos vemos ainda ?