Só Pode Ter Alguma Coisa na água!
13 Capítulo 14
Notas iniciais
POV ROSE
Rose se xingou mentalmente ao lembrar das palavras escritas no papel que enviara, anonimamente, para Bella. Ainda não acreditava que tinha feito aquilo. Era contra seus princípios, ela julgava aquilo brega, ridículo.
– Se a Swan descobre que eu mandei uma pergunta para aquela coluna de quinta dela, eu estou acabada!
Bufou, inconformada com a própria atitude. Voltou a escrever sua própria matéria, sobre a dominância do tom rosa nas roupas das adolescentes americanas contemporâneas.
***
A semana passou se arrastando, mas o dia do primeiro jogo do campeonato finalmente havia chegado. Havia sido uma semana de bastante treino, e para alegria geral, as últimas aulas haviam sido canceladas devido ao jogo.
As arquibancadas estavam lotadas, e dava pra perceber claramente a rivalidade entre a torcida do time da "elite" e da "plebe".
Rose ajeitou o uniforme da torcida dos Spartans. Olhou seu reflexo em um pequeno espelho de mão. Ajeitou melhoro cabelo preso em um rabo-de-cavalo. Deu um pequeno sorriso, pensando em Emmett, que deveria estar se preparando no vestiário do Atenas.
Com um suspiro, sem nem olhar em volta, ela saiu do vestiário, contando com a sorte para tentar encontrá-lo antes do jogo. Queria desejar boa sorte.
Ed passou a mão pelos cabelos, já com o uniforme verde e prata, lançando um olhar para os colegas de time. Alguns conversavam entre si, outros estavam se aquecendo. Passou o olhar pelo vestiário e, de repente, se sentiu sufocado. Resolveu ir pra fora do vestiário, ver se encontrava Rose antes do jogo.
Suspirou, saindo do vestiário pelos fundos, sem chamar a atenção dos demais jogadores. A porta da frente dava para o campo e todas as arquibancadas, completamente diferente da porta dos fundos, que dava para uma parte menor do lago, e do outro lado, uma parte da floresta.
O rapaz olhou de um lado para o outro, enquanto alongava os braços, mas em vez de encontrar a irmã, abriu um sorriso torto ao avistar Bella.
Ela estava perto da entrada da cabana do antigo zelador da escola, que, pela lógica, já que o velho senhor morrera há um tempo, deveria estar vazia, e tinha uma estranha expressão de culpa estampada no rosto.
- Swan... O que está fazendo aqui? Achei que essa área estivesse restrita aos jogadores...
- Não é da sua conta, Cullen... – ela rolou os olhos, cruzando os braços, mas Ed pode perceber que ela estava estranha, como se tivesse escondendo algo.
Deu alguns passos para perto da menina, o sorriso conquistador preso nos lábios.
- Olha que falando assim, vou achar que estava fazendo coisa errada...
Ao perceber a proximidade dele, ela arregalou os olhos, o segurando pelos braços fortes, sentindo os músculos firmes sob seus dedos.
- Não!
Ele a olhou de modo estranho, e ela, ao perceber sua atitude, tirou as mãos de cima dele em um segundo.
- Quero dizer... É claro que não estou aprontando nada, Cullen, que idéia! Só vim desejar boa sorte pro meu irmão. Apesar de saber que ele não precisa. O Atenas ganha de vocês fácil...
- Isso a gente vai ver em campo, baixinha... Bella rolou os olhos, o empurrando para a porta do vestiário dos Spartans. — Agora vai, xô, xô! Volta pro ninho de cobras que o jogo já vai começar...
- Hey, calminha aí! Eu preciso encontrar a minha irmã.
- Eu tenho certeza que ela sabe o caminho pro vestiário, e ela não vai perder o jogo, se é isso que está pensando. A coitada pode não ser das mais inteligentes, mas tem amor a própria pele, e que amor! Pode deixar que ela vai estar lá na torcida, obedientemente.
Bella tinha razão, mas ele não pode deixar de torcer o nariz ao ouvi-la falar assim de sua irmã.
- E por que você não vai para a arquibancada? Os melhores lugares já devem estar ocupados. – ele desconfiou, mas ela fez um gesto de desinteresse com a mão.
- Porque você não me deixa em paz! Volte para o vestiário que eu volto para a arquibancada. Eu já to indo... – e deu as costas pra ele, dando alguns passos. – Viu só? To indo!
Ed segurou o riso. Aquela baixinha era mesmo uma graça... E quando deu por si, a estava puxando pelo braço, colando os corpos e a fazendo prender a respiração.
- O que você está fazendo, Cullen? – ela sussurrou, parecendo tonta com a proximidade.
- Eu também quero que você me deseje sorte, baixinha...
- Boa. Boa sorte.
- Não desse jeito.
No segundo seguinte, ele grudou seus lábios aos dela, roubando-lhe um beijo. Quando a soltou, apenas deu um sorriso convencido pelo estado que a deixara.
- Bem melhor... – andando de costas, sem tirar os olhos dos de Bella, ele voltou para o vestiário, sentindo-se muito mais encorajado a ganhar.
POV EMMETT
Emmett estava muito nervoso. Não que fosse a primeira vez que jogasse contra os Spartans. Mas é que era a primeira vez que sua atenção estaria dividida entre o jogo e Rose em um uniforme sumário de lider de torcida. E ainda havia o nervosismo pelo desaparecimento de Alice e a demora em encontrar a garota.
Seus pensamentos voltaram de novo para Rose. Na semana que se passara, tiveram pouquíssimo tempo para ficarem juntos.
- Emmett?
Ele virou-se e viu a irmã na porta de trás do vestiário, acenando. — O que vc está fazendo aqui? Já devia estar na arquibancada!
- Oi, Bella... — disseram alguns rapazes do time, ao que Emm fez uma carranca. — Olá rapazes! Detonem os Spartans hoje, hein?
- Você manda e a gente obedece!
- Vcs não tem nada melhor a fazer não, é? Vamos tratando de circular e tirar o olho da minha irmã! — e virando-se para Bella — E vc podia ser menos simpática, não acha?
- Eu? Nunca fui mal-educada, irmãozinho... é feio deixar as pessoas falando sozinhas, sabia?
- Humpf... já que vc está aqui, vc bem podia me fazer um favor, não é?
- O que vc quer?
- Preciso que vc...
POV BELLA
- O QUÊ?! — Bella praticamente gritou, chamando a atenção dos demais. E falando mais baixo — Vc quer que eu, euzinha, vá catar a Cullen e a chame pra se encontrar com vc?
- É isso aí.
- Emmett, vc está enfiando a mão em vespeiro, eu já te disse...
- Ah, irmãzinha, faz isso por mim, vai... vc, que gosta tanto de ler esses romances açucarados, vai estar ajudando um casal apaixonado!
- Emmett. Se fosse o contrário, imagine que eu estivesse namorando o Cullen, o que não é verdade, eu duvido que vc estaria disposto a ser tão a favor de ajudar algum casal apaixonado!
- Vai Bella, por favor...
- Hum... vc vai me emprestar a sua moto pra ir no próximo passeio na cidade.
- Como?!
- Vai me emprestar e vai deixar eu pilotar!
- Vc não vai aguentar o peso!
- Vou sim, eu até já peguei ela escond... — e colocou as duas mãos na boca, arregalando os olhos, sabendo que falara demais.
- Você o que?! — ele vociferou.
- Eu, meio que, sabe... foram só cinco minutinhos!
- Não vou discutir isso com vc agora! Agora vai lá e faz o que eu te pedi.
- E o meu passeio?
- Se vc não fizer isso, vc vai ver é o passeio que o papai vai te dar por pilotar sendo menor de idade!
- Humpf... eu já ia mesmo, tá ok? Uma pessoa romântica como eu nasceu pra ajudar os casais apaixonados, mesmo que um deles seja formado por um brucutu e por uma esnobe! *** Bella estava perto da porta do vestiário da torcida dos Spartans, torcendo para que ninguém a visse ali, principalmente o irmão de Rosalie. Aquele convencido podia até achar que ela estava circulando perto dos vestiários pra vê-lo.
Espiando por uma fresta, viu que Rose estava bem perto da entrada, o que a fez estender o braço e puxar a garota pra fora.
A loira massageou o pulso e olhou feio para ela.
- Isso tudo é vontade de me arrebentar, é?
Mas Bella somente a pegou pela mão, correndo com ela para a cabana do guarda-caças, abandonada.
- O que é que a gente tá fazendo aqui? — a outra falou, tentando se acostumar à escuridão.
- Pergunta menos e aproveita mais. Tá entregue, Emmett! Eu estou tomando conta lá fora pra ninguém se aproximar.
Ela ainda viu a outra se jogar nos braços de Emmett, e, mesmo achando aquilo esquisito, deu um sorriso leve, sem poder se conter, e foi ficar lá na frente da cabana.
Não deu nem cinco minutos, ela sentiu o sangue gelar.
Edward Cullen estava a uns 15 metros dela, lindo, ela tinha de admitir, no uniforme dos Spartans, e estava se aproximando, perigosamente.
E agora? O que fazia? Não gostava da idéia de jogar charme pra enrolar... era capaz do feitiço virar contra o feiticeiro, e não queria acabar perdendo o controle novamente, se não por ela, pelo irmão que estava tão perto.
- Swan... O que está fazendo aqui? Achei que essa área estivesse restrita aos jogadores... — disse ele.
- Não é da sua conta, Cullen... – ela rolou os olhos, cruzando os braços, Viu que ele ficou meio desconfiado da sua atitude.
Ele deu alguns passos para perto dela, e sorriu daquele jeito que a deixava com os nervos à flor da pele.
- Olha que falando assim, vou achar que estava fazendo coisa errada...
Ao ver que ele estava muito perto, instintivamente, ela arregalou os olhos, e o segurou pelos braços sentindo a musculatura forte dele. Que Deus a ajudasse..
- Não!
Ele a olhou surpreso, afinal, ela sempre evitava tocá-lo. Tirou as mãos de cima dele em um segundo. — Quero dizer... É claro que não estou aprontando nada, Cullen, que idéia! Só vim desejar boa sorte pro meu irmão. Apesar de saber que ele não precisa. O Atenas ganha de vocês fácil... Isso pq o artilheiro do Spartans era uma bela porcaria, pq Edward era ótimo goleiro, ela tinha de admitir. Aliás, ele agarrava tudo muito bem... dizia uma vozinha dentro dela que ela fez questão de calar logo.
- Isso a gente vai ver em campo, baixinha...
Ela rolou os olhos, o empurrando em direção ao vestiário dele, antes que os outros dois se separassem e Edward visse tudo.
- Agora vai, xô, xô! Volta pro ninho de cobras que o jogo já vai começar...
- Hey, calminha aí! Eu preciso encontrar a minha irmã. "Ai pai... espero que ela não resolva sair de lá logo agora..."
- Eu tenho certeza que ela sabe o caminho pro vestiário. A coitada pode não ser das mais inteligentes, mas tem amor a própria pele, e que amor!
Sabia que ele não gostaria de ouvir aquilo da irmã, mas melhor ouvir aquilo e voltar pro vestiário logo.
- E por que você não vai para a arquibancada? Os melhores lugares já devem estar ocupados. – ele disse, desconfiado, mas ela fez um gesto de desinteresse com a mão.
- Porque você não me deixa em paz! Volte para o vestiário que eu volto para a arquibancada. Eu já to indo... – e deu as costas pra ele, dando alguns passos. – Viu só? To indo!
Mas, quando ela menos esperava, ele a puxou para si, e ela sentiu cada pedacinho de seu corpo grudado ao dele. A respiração dela falhou um segundo, e o coração bateu, em antecipação.
- O que você está fazendo, Cullen? – ela sussurrou, zonza.
- Eu também quero que você me deseje sorte, baixinha...
- Boa. Boa sorte. — ela diria qualquer coisa para que ele a soltasse e ela pudesse sair correndo dali.
- Não desse jeito. — ele disse, chegando o rosto perto do dela.
No segundo seguinte, ele grudou seus lábios aos dela, roubando-lhe um beijo. E, por uns instantes, ela esqueceu de tudo. Esqueceu da vida, do irmão ali na cabana quase ao lado com a irmã de Edward. Quando se separaram, ela ainda estava zonza.
- Bem melhor... – ele disse, andando de costas, os olhos ainda presos nos dela, entrando no vestiário.
E, assim que voltou a si, ela saiu correndo até a cabana.
- Romeu! Manda a Julieta de volta, que o irmão da Capuleto daqui a pouco aparece, e se encontrar vcs juntos... não vai ser com veneno que vcs vão morrer não!
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