Sympathy For The Devil 2
8 Pânico na meia - idade
Notas iniciais
OI OI OI MEUS RANGERS!
Mais rangers estão vindo para o lado negro da força para se tornarem LOLIS RANGERS!
Traduzindo: LEITORES NOVOS! EBA! KKKKKKK Sintam - se bem vindos! Todos!
E hoje como prometido, POV. DRAFFY!
Eu me diverti fazendo esse capitulo. Mesmo. Senti falta de escrever com a Draffy :)
Acho que vocês vão gostar. É.
Participações especiais da Anna, Rudolph e Brian!
A louca da Yás pediu (leia-se ME AMEAÇOU) para eu colocar o Brian em 1 capitulo.
Mas vou colocar os leitores participantes em mais participações :) Então não é só HOJE. É.
Enjoy o capitulo!
Ah, antes que eu esqueça. A frase, 'Vou furar os peitos da vadia' pertence a doce Nessa Poison e sua agressividade notável :)
É isso! Enjoy!
Eu não me considero uma esposa ruim. Na verdade, eu acho que sou legal até demais.
Cozinho, trabalho, tento dar uma educação adequada aos nossos filhos e não tenho problemas com libido. Não mesmo.
Mas, aparentemente, eu sou possessiva e ciumenta nas palavras do meu marido.
Se eu sou algum desses adjetivos, a Glister começa a usar bege.
- Qual o problema da mulher ser nossa vizinha, Draffy? Me diz.
- Claro que tem problema!
- Só por que saímos algumas vezes? Draffy, eu nem te conhecia nessa época!
- Defina sair.
Ele bufou e ergueu as mãos em sinal de rendição.
- Você é impossível, Draffy. Seria legal se você fosse menos possessiva.
- POSSESSIVA?
- É. Possessiva – ele cerrou os olhos – É isso que você é.
Abri minha boca indignada.
- Eu não sou possessiva! Aquela vadia estava dando em cima de você!
- O nome dela é Perla, Draffy.
Ah, ele devia estar de brincadeira comigo.
- Está defendendo ela? – perguntei num tom perigoso.
Ele me encarou desafiador.
- Estou. Você não a conhece e já julgou.
- Ah, eu conheço ela sim! – rebati – Esqueceu de onde eu vim? Eu sei exatamente quem ela é.
- Lá vem você de novo com esse assunto de futuro... – ele revirou os olhos.
- Não estou brincando, Slash! Essa mulher era para ser sua esposa!
Ele se virou para mim, com as sobrancelhas arqueadas e finalmente disse, cheio de desprezo:
- Bem, então ela deve ter sido uma esposa melhor que você.
Aquilo me acertou como um tapa na cara. Talvez, se ele tivesse acertado a guitarra dele na minha cabeça de uma vez por todas, eu não me sentisse tão mal.
- Como disse? – balbuciei horrorizada.
- Quer que eu repita? – ele zombou.
Engoli todos os palavrões que eu queria dizer para ele naquele momento. Todas as pragas que eu queria atirar nele e todas as ameaças a saúde física dele.
- Você é desprezível – falei cheia de ódio o empurrando da minha frente e saindo do quarto.
Desci as escadas furiosa. Mitchigan e James estavam discutindo pelo controle remoto na sala.
- Todos já foram embora? – perguntei os surpreendendo.
- Já. A tia Glister acabou de sair – Mitchigan informou.
- Ótimo – funguei pegando meu casaco no cabide perto da porta e as chaves do carro.
James esticou o pescoço e me olhou confuso.
- Aonde vai?
- Sair – respondi lacônica.
- Mas e o jantar? – Mitchigan perguntou cautelosamente.
- Peçam para a vizinha fazer. – retruquei antes de bater a porta e entrar no meu carro ruidosamente.
Abri o porta-luvas a procura do meu CD e da minha vodka. Eu guardava pequenas doses de whisky e vodka para situações de desespero. Eu sei que prometi nunca mais beber, mas ninguém é de ferro.
Dei um longo gole e fiz uma careta. A pus no banco do passageiro, como acompanhante muda e coloquei a musica para tocar.
Dei a partida no carro e sai pela rua.
Nikki Sixx berrava no rádio.
- You know I´m a dreamer! – cantei junto desafinada e depressiva.
‘I way, I way Home Sweet Home! Tonight! Tonight!’
O solo da guitarra só me deu mais vontade de enfiar a cara no volante. Por que tudo parecia tão mais fácil há uns anos atrás? Numa situação assim, eu simplesmente cheirava uma carreira de cocaína, ou me afundava na vodka e na morfina, e no outro dia acordava bem, sem me lembrar dos problemas e das brigas.
Enquanto eu pensava nisso, senti meu celular vibrar na bolsa.
- Ah, perfeito! – resmunguei. Se fosse o Slash ou os meninos, eu atiraria aquele merda para fora da janela do carro.
Encostei o carro na calçada, ironicamente, em frente ao Rainbow.
- Anna? – falei comigo mesma vendo a ligação. Atendi.
- Draffy? Ah, graças a Deus você atendeu!
- O que houve? – questionei. Já era tarde, mas infelizmente a revista ainda estava aberta. A semana de moda se aproximava e todos – isso inclui a mim – estavam sendo escravizados pelos estilistas.
- Estamos com problemas – ela disse histérica.
- Por favor, não diga que algum estilista quer mudar toda a coleção de ultima hora!
- Oh não. Os estilistas já definiram tudo semana passada.
- E o que é então?
- É que... Draffy? Por que diabos você está ouvindo Mötley Crüe nessa altura? Você está bem?
Abaixei o som rapidamente.
- Ah, estou ótima!
- Certo...
- É sério Anna. O que foi que aconteceu?
- As outras revistas estão aqui. Para entrevistar o Rudolph.
- Espere... o Rudolph? Ele não estava numa temporada bem longa na Sicília?
- Ele voltou seis meses antes para acompanhar nosso trabalho na semana de moda.
O acompanhar que Anna quis dizer é o mesmo que criticar e xeretar para Rudolph.
- Era tudo que a gente precisava... – resmunguei – Ele está ai?
- Esta sendo entrevistado pelas principais revistas do país. E ele disse que precisa da sua presença.
- Agora? – bufei.
- Agora. Ele quer te apresentar como fotógrafa principal e atuante.
Eu era tudo menos atuante.
- Ok, estou indo para aí.
- Vem logo que ele esta perdendo a paciência.
- Manda o Rudolph ir para...
- DRAFFY!
- Tudo bem. Desculpe. Estou a caminho.
- Então até logo.
E desligou. Definitivamente Rudolph estava pedindo por alguns chutes no traseiro.
...
...
...
Cheguei na sede da Vogue e fui logo recebida por uma multidão de jornalistas, paparazzis, estilistas, funcionários e repórteres.
- Ah, ela chegou! – Anna, presa no meio da multidão acenou. Deixei minha bolsa com a secretária e fui até ela.
- Perfeito! Você conseguiu vir! – ela sorria deslumbrada do alto dos seus Jimmy Choo prateados. Nunca a sede da revista havia ficado tão movimentada. Acho que ficou assim, só quando David Bowie resolveu aparecer do nada para convidar uma secretária para sair. Mas isso foi a anos atrás.
- Adivinha quem eu encontrei por aqui! – ela saltitava alegremente.
- Além do Rudolph? – falei azeda – Sei lá, a Madonna?
- Não, ela acabou de sair.
Arregalei meus olhos.
- Estou me referindo ao Brian, sua tolinha!
- O Brian? Brian Slade? – sorri inconscientemente – Onde ele está?
- Na bancada jornalística, na coletiva com o Rudolph.
Fazia pelo menos uns doze anos que eu não via Brian pessoalmente. Conversávamos apenas por cartas e telefonemas, já que ele estava constantemente viajando para divulgar o documentário e tudo mais.
- Podemos ir lá? – perguntei ansiosa.
- Devemos ir lá! Rudolph está a sua espera!
- Ah... Que droga.
Fui carregada até um auditório improvisado, com uma bancada rodeada de microfones e jornalistas berrando.
- Bem – vinda a coletiva de imprensa – uma funcionária nos saudou – Os nomes, por favor?
- Madson e Hudson – Anna informou. A mulher nos deu crachás e pudemos seguir pela multidão, furiosa e sedenta por informações.
- Skid Row é bem menos movimentada e menos barulhenta no dia de promoção do crack – comentei ironicamente.
Anna bufou.
- Sobe lá – me indicou a escada que levava a bancada, ocupada por uma figura de óculos quadrados e terno roxo púrpura – Vai!
Me apertei entre os jornalista e subi a escadinha secreta, sem antes tirar aqueles Channel idiotas que apertavam meus pés.
Puxei uma cadeira ao lado de Rudolph e me sentei.
- Olha! A mulher do guitarrista do Guns N´Roses! – uma jornalista apontou. Logo os flashs se viraram contra mim.
Tapei meus olhos com o braço.
- Parem com as fotos! – pedi em pânico – Agora!
- Diga alguma coisa, senhorita Hudson! – um cara pediu.
- É verdade que a senhorita dá drogas para seus filhos?
- O que? – perguntei perturbada.
- Qual sua opinião a respeito do uso de maquiagem anti – rugas?
- E da liberação da maconha?
- É verdade que seu casamento está em crise? – outro perguntou.
- Era você a morena misteriosa vista com o Brad Pitt semana retrasada?
- Ahm? Não! – eu respondia perdida.
Ouvimos o alarme de incêndio ser acionado. E em seguida o sistema anti – fogo foi ligado e começou a chover em todos nós.
- Todos para fora! Vamos lá! – a mulher da porta disse enérgica. Rudolph surtava ao meu lado.
- Meu cabelo! – gritava pondo uma folha em cima da cabeça.
Os jornalistas, protegendo suas câmeras, saiam aos montes, até apenas um cara de cabelos lisos e bagunçados propositalmente, com a barba por fazer e um sorriso debochado, sobrar perto do alarme de incêndio.
A água parou e ele veio até nós.
- Hey, Draffy, como vai? – cumprimentou.
- Brian? – sorri torcendo meu cabelo. Rudolph choramingava e fungava pelo estrago das suas roupas.
- Meu terno italiano! – lamentava-se. Anna levou uma toalha até ele e o ajudava a secar o cabelo pintado de loiro, com mechas platinadas.
- Quanto tempo, não? – ele riu – Quando eu descobri que você trabalhava aqui, não acreditei.
- A maioria não acredita mesmo – Anna disse por mim – Nem eu mesma acredito às vezes.
Rimos. Menos Rudolph que limpava as lentes do óculos no lençinho encharcado os bolso do paletó.
- Foi você que ligou o alarme, Brian? – perguntei sapeca.
Ele deu os ombros.
- Algo precisava ser feito – disse modestamente – Meus colegas tendem a serem muito anti – éticos de vez em quando.
- Você destruiu minha coletiva! – Rudolph acusou irado. Brian ignorou.
- Ah, como eu fui perder você de vista! – brinquei com ele – Obrigada, Brian por expulsar aqueles idiotas daqui.
- Não foi nada. Mesmo.
Anna suspirou.
- Bem, acho que vou no banheiro secar essa coisa com o ar – disse apontando Rudolph.
- Não me trate como uma coisa! – ameaçou histérico. Anna revirou os olhos e mexeu a mão na cara dele.
- Fale com minha mão, Ruph. Venha. Não se seca um terno assim de uma hora para outra.
Rudolph ergueu a cabeça e saiu solenemente em direção ao banheiro feminino, com Anna atrás.
- Bom, como vão as coisas? – Brian perguntou casualmente.
Bufei.
- Vão bem – resmunguei.
Ele arqueou as sobrancelhas.
- Vão... Sei.
O encarei.
- Se me pagar uns drinques, te conto por que quero cometer um assassinato. Topa?
- Topo – ele riu e me deu o braço. Saímos pela saída do fundo e fomos em direção ao estacionamento.
- Quer pegar seu carro? – ele perguntou.
Neguei.
- Amanhã eu vou voltar mesmo. O estacionamento é seguro.
- Você quem sabe. É um carro grande.
- Brian, apenas entre no carro e me leve para qualquer pub que sirva whisky puro, ok?
- Ok. Conheço um lugar dentro das suas exigências.
Me sentei no passageiro e ele no motorista.
- Maravilha – sorri pondo o cinto.
Ele dirigiu até um barzinho simpático poucas quadras dali. Mesas limpas, balcão com bebidas e nada de barmans semi – nus.
- Viemos ao local certo? – debochei.
- É legal aqui – ele falou deixando o casaco na portaria – É reservado.
Assenti. Beatles tocava ao fundo e a decoração era temática aos anos 60.
Nos ajeitamos em banquetas altas, em frente ao balcão.
- O que vão querer? – o barman perguntou educadamente. Eu tinha que admitir, aquele bar era diferente de todos que eu já havia ido.
- Eu vou querer uma dose de whisky, sem gelo – Brian pediu.
- O mesmo para mim. Num copo maior, pode ser? – completei.
O cara anotou e foi pegar as bebidas.
- E então, quer começar? – Brian incentivou.
Eu descascava a madeira com as unhas.
- Acho que eu sou uma péssima esposa...
Ele pareceu surpreso.
- Por que diz isso?
E então eu contei. Tudo. Desde a vadia da Perla ter chego, até o que Slash me dissera.
Tudo isso, pausado para goles na bebida.
- Eu vou furar os peitos daquela vaca! – confessei psicoticamente, depois de quatro copos de Jack Daniel´s – Para ver todo aquele silicone escorrer na Ferrari dela!
Brian engasgou com seu drink. Rindo.
- Me desculpe. Furar os peitos de quem?
- Da vadia, Brian! – rolei os olhos – Ela tem peitos enormes, e eu sei que é silicone. Eu sinto o cheiro de silicone há distância!
Eu falava isso fazendo gestos de como os seios dela seriam.
Brian continuava rindo. Olhei feio para ele.
- Por que você está rindo?
- Estou imaginando você furar os peitos dela...
Bufei e dei mais um gole no whisky.
- Eu vou mesmo.
- Não acha que tem um jeito mais fácil de se lidar com a situação? – ele perguntou sugestivo.
- Matar ela de uma vez por todas? Eu poderia esconder o corpo dela na lavanderia. Ninguém vai lá para nada.
- Estou dizendo que você deveria se tornar interessante para o Slash.
- Quer dizer que eu não sou mais interessante? – funguei. – Só por que eu não tenho seios enormes? Isso foi machista, Brian.
- Eu não quis dizer nesse sentido. Digo para você fazer ciúmes para ele.
- Usar um cara para fazer ciúmes, depois jogar ele fora assim que alcançar meu objetivo?
- Acho que sim. As mulheres fazem isso, não fazem?
- Fazem – confirmei enchendo mais meu copo com vodka dessa vez – Mas como eu faço isso?
- Arruma um cara mais novo. Ou mais rico. E seduza ele.
- Todos os caras nesse perfil já estão sendo usados, Brian.
- Ah... Isso não é animador.
Concordei bebendo toda minha vodka de uma vez.
- Temos um plano B?
Ele pareceu pensar.
- Vou precisar de mais disso para ter idéias – ele pegou a minha garrafas e deu um longo gole.
- E aí? – incentivei.
Ele fez uma careta.
- Você poderia... Não sei, voltar a agir delinquentemente.
- Caso não tenha reparado, tenho dois filhos agora. Adolescentes.
- Nunca é tarde para se viver – ele disse soturno – Conquiste seu marido com a antiga Draffy.
- Impossível. A antiga Draffy toma anti – depressivos desde a ultima gravidez... – comentei ácida – E ela não cabe mais nos jeans velhos, ou nas calças de couro que usava antes.
- Você tem trinta e seis anos. Mas não está morta. E nem tão gorda como acha que está – Brian foi sincero – Se você quiser, você passa essa tal Perla assim! – estalou os dedos.
- Você acha?
- Tenho certeza.
- Certo... Acho que entendi o que você quis dizer.
- É!
- Obrigada Brian! – o abracei e dei um beijo na sua bochecha – Me liga, ok?
- Aham... Vai querer ficar com a vodka?
- Não, pode ficar para você.
- Legal.
Sai do bar, totalmente decidida a mudar. De novo.
Se eu precisasse voltar a ser a irresponsável que eu era antes para ter meu marido de volta, era isso que eu faria.
Notas finais
Se bem que 36 anos não é tão idoso assim. É.
Se vocês me ameaçarem com MUITO carinho, mais pra frente faço OUTRO PO. Draffy! Amei fazer esse *_____*
Rudolph diva, como sempre. BRILHA MEU AMOR, LIBERA SEU PAVÃO INTERIOR!
Tá, ignorem minha poesia acima. Mesmo.
Acho que é isso, Lolis Rangers! Fico a espera dos meus rewiens gatzos! É!
Kissus
Lolis
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