Sympathy For The Devil 2
3 Mágoas infantis
Notas iniciais
POSTANDO O CAPITULO HIPER MEGA RAPIDO E HIPER MEGA ATRASADA!
Estou cansada. Mesmo. Muita aula para pouca Lolis. É.
Mas isso não quer dizer que vão se livrar de mim TÃO CEDO!
Capitulo pequeno e surtante.
PRINCIPALMENTE PARA AS IZZETES!
Enjoy it!
- Eu não acredito que vão trazer ele de volta... – resmunguei encarando a cabeça recortada do Johnny Deep no teto do quarto de Cherrie.
Ela tinha uma coleção de cabeças de artistas cortadas e coladas no teto do quarto. Se ela não podia ter estrelas ou qualquer outra coisa do tipo? Não, ela era Cherrie, precisava ser única.
- E qual o problema? – ela questionou mastigando um grande pedaço de granola.
- Qual o problema? Quer mesmo saber qual o problema?
Ela deu os ombros.
- Foi uma pergunta retórica – ela bufou – Para de drama, Mitch. Damian é legal.
- Não comigo! – cruzei os braços embaixo da minha cabeça – Ele sempre foi um imbecil comigo!
- Por que você era chata com ele — ela arqueou a sobrancelha.
- Eu não sou chata!
Cherrie me encarou.
- Pelo menos não com quem não merece – revirei os olhos – Mas o que importa é que ele vai voltar por algum motivo obscuro.
- Mitchigan. É verão. Vai ver o tio Izzy quer que ele respire um pouco de ar salgado ou qualquer coisa do tipo.
- Isso é tudo uma conspiração! – conclui – Querem me ver morta!
Cherrie me olhou escandalizada.
- Você é inacreditável! – disse – Ninguém aqui quer te ver morta!
Me sentei na cama dela.
- Querem que eu morra de desgosto. Como assim trazem o garoto mais idiota do mundo para passar as férias no mesmo ambiente social que o meu?
Ela colocou seu prato de granola em cima da cômoda e se levantou.
- Aonde você vai? – perguntei.
Ela abriu o guarda – roupa e tirou de lá uma caixa emcapada com papel amarelo – ovo e escrita com caneta preta: MEMORIES.
- Quero lembrar você de alguns fatos – ela disse carrancuda tirando a tampa da caixa. Lá dentro, havia uma porção incrível de fotos antigas, bilhetes, flores secas, barbies carecas e outras coisas perturbadoras.
- Você ainda tem essas coisas? – fiz uma careta.
- Tenho. Algum problema? – ela perguntou irritada e tirou um montinho de fotos Polaroid com algumas datas e comentários escritos na face oposta.
- Tínhamos seis anos – ela disse – Dê uma olhada.
A primeira foto, mostrava quatro crianças sentadas lado a lado no antigo sofá da casa da Tia Glister. Todas mantinham caras feias e pareciam desconfortáveis, tanto que os sorrisos saíram forçados.
- Somos nós. E daí? – grunhi.
- Não notou mais alguém entre o nós? – ela brigou – Sabe, o garotinho de cabelos pretos que esta segurando sua mão...
Fiquei vermelha.
- Eu tinha quatro anos – cerrei os olhos – Não conta.
- Ah, conta sim! Vocês eram melhores amigos! E de repente ficaram de cara virada e agindo como idiotas!
- Ele começou! – me defendi.
- Eu gostaria de entender o que houve com vocês. Mesmo.
- Ele mentiu para mim.
- Não acredito que você ainda tem mágoa por causa daquela brincadeira estúpida!
- Hey! Não era estúpida, ok? Ele prometeu que se casaria comigo no parque!
- Mitchigan, isso foi estúpido até para a época!
- Ele deu meu anel para a Kimberly Clarkson! Foi traição!
- Ele tinha oito anos – Cherrie suspirou.
- Eu o odeio – afirmei solenemente
Cherrie pegou as fotos e jogou de volta na caixa.
- Eu desisto. Você é incompreensível.
Fiz uma careta.
- O cara vem da França, é o filho do tio Izzy e é uma pessoa super legal. Se eu fosse você tentava conversar civilizadamente pelo menos.
- Não adianta. Ele me detesta também – sorri vitoriosa.
- Você é teimosa demais – ela rolou os olhos – Faça o que quiser.
- Você vai no aeroporto com minha mãe? – questionei.
- Vou – ela disse – Diferente de você, eu sou amiga do Damian.
- Vai lá então! – reclamei.
- Não quer mesmo ir? – ela perguntou pela quinta vez naquele dia.
Suspirei.
- Tudo bem. Eu vou... – falei ranzinza.
- Então vem logo. Eles já devem ter chego.
- Ainda não acredito que estou fazendo isso... – murmurei irritada seguindo aquele vulto ruivo e apressado.
Minha mãe nos esperava do lado de fora da garagem já, impaciente.
- Ela resolveu vir – Cherrie anunciou. Minha mãe bufou.
- Entrem logo. Estou com pressa.
...
...
...
Se você já andou de carro com minha mãe, sabe o que é adrenalina.
Ela ignorava sinais, ultrapassava a velocidade, e fazia as próprias regras no fluxo de Los Angeles.
Tudo isso com Kiss berrando no rádio.
Chegamos ao aeroporto vivas, mas terrivelmente traumatizadas. Principalmente Cherrie, que parecia lívida e aliviada ao mesmo tempo, por descer em frente ao aeroporto.
Minha mãe, munida com seus óculos escuros e com uma careta de quem não tem paciência para nada, tentava avistar o casal Stradlin e Damian.
Não foi difícil, já que tia Evie nos avistou primeiro e veio atropelando turistas alemães com o carrinho de bagagem.
- DRAFFY! – Ela acenou. Minha mãe abriu um largo sorriso e começou a acenar também.
Tio Izzy vinha carregando o resto da bagagem e tentando fumar ao mesmo tempo. Damian, ao seu lado, andava pomposamente metido num casaco de couro longo.
- Draffy! Que saudades! – tia Evie a abraçou deixando o carrinho escapar e bater num táxi próximo.
- Como foi a temporada? – minha mãe perguntou.
- Fantástica! – ela disse empolgada – Conclui meu mestrado e...
Tio Izzy largou as malas no chão e jogou seu filtro de cigarro.
- Evie, o carrinho destruiu aquele táxi, querida – ele apontou com descaso para o motorista que xingava furiosamente.
Evie olhou de soslaio e mordeu o lábio.
- Será que viram que fui eu?
Minha mãe riu.
- E aí, Izzy? – ela cumprimentou alegremente – Tudo bem?
- Tudo – ele sorriu – Como vão as coisas por aqui?
- Na mesma – ela deu os ombros.
Meu tio acentiu.
- Eu sentia falta dessa confusão. Os franceses são tão educados! – ele disse como se fosse algo péssimo.
Damian se mantinha entediado, olhando para o céu, as pessoas, o movimento.
- Olha, entrem logo no carro que a Glister está esperando vocês ansiosa – minha mãe instruiu.
- Ah! Eu estou com saudades da Glister! – tia Evie disse entrando no carro.
- Quer que eu dirija, Draffy? – meu tio se ofereceu.
- SIM! – Cherrie disse de repente, mas ao olhar assustado da minha mãe se calou.
- É... Pode ser... – Minha mãe entregou a chave do carro receosa e se sentou no banco do passageiro.
Cherrie, suspirando e agradecendo tio Izzy mentalmente entrou ao lado de tia Evie. Entrei em seguida.
- Tem lugar para mim? – uma voz rouca, com um leve sotaque perguntou perto de mim, e me empurrando a fim de se sentar.
- Não – o fuzilei. Ele sorriu.
- É bom te ver novamente, Mitchigan.
Notas finais
Gente, ele é francês. É tudo de bom.
Se a Mitch não quer ele, eu QUERO SIM! KKKKKKKK
Tá, parei. Mesmo.
Capitulo de amanhã maior. Prometo :)
Bjs, da Lolis com sono
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