Sympathy For The Devil 2
15 Cherrie tem novidades
Notas iniciais
DEMOREI! AH! NÃO ME MATEM RANGERS! Mesmo eu não tendo um bom motivo agora :)
Ok, me matem sim. O motivo da demora foi pura e simples vadiagem.
E FACEBOOK.
Sério, quem não tem uma conta naquilo, NÃO FAÇA. É O DEMÔNIO. VICIA MAIS QUE COQUETÉIS DE CRACK E MACONHA. É.
Eu consegui passar mais de cinco horas online naquela coisa. Isso é PREOCUPANTE.
Enfim, mas o que importa é que eu VOLTEI :)
O capitulo não é o melhor, mas é a porta para a 2 fase da fic.
SURPRESA NIÑOS!HÁ!
Enjoy o capitulo!
Às vezes eu me pergunto, por que Cherrie sente tanto prazer em torturar todos ao seu redor? Quero dizer, todos sabemos que seus genes não ajudam em muita coisa, mas agir como uma total demente já é um pouquinho demais.
- Minha cabeça está doendo, caralho. Pode pegar um pouco de analgésico ou qualquer coisa que me tire essa enxaqueca, Mitch? – ela ordenou como uma rainha no seu trono.
- Sua mãe disse que é melhor você não tomar analgésicos. Que só piora a situação. – revirei os olhos explicando pela centésima vez o porquê de eu não entupi-la com remédios controlados.
Ela gemeu mal – humorada.
- Quem é minha mãe para dar conselhos sobre ressaca? – ela grunhiu – Cadê o Duff? Ele disse alguma coisa?
- Duff disse que o melhor remédio para um porre é tomar vários outros porres – repeti o belo conselho dado pelo tio Duff.
- Ótimo. Onde vamos encontrar cerveja a essa hora da manhã?
- Cherrie!
- Ok, ok... Eu paro! – ela retrucou extramente irritada afundando aquela cabeça laranja neon no travesseiro e gemendo mais.
Sorri solidária e tentei – desajeitadamente – conforta-la.
- O que diabos você está tentando fazer? – Cherrie perguntou cautelosa.
- Te consolar, oras – respondi grossa – Agora cale a boca e me abrace, cenourinha.
- Ah... Tanto faz.
A falta de emotividade da Cherrie me assusta.
- Meu corpo todo está dolorido. É como se eu tivesse levado uma surra no meio da rua – ela reclamou chorosa.
- Oh, sério? Que horrível!
Claro que eu não ia mencionar o incidente da escada para ela. Esse é o tipo de situação que fica apenas entre as testemunhas oculares, e ninguém mais.
- E o mais estranho, é que não é um sintoma típico da ressaca...
- Hum... Ahm... Escuta, Cherrie eu vou descer. Acho que ouvi sua mãe me chamar.
- Ah é? – ela me encarou descrente – Se for assim eu desço também. Ficar presa nesse quarto não vai me ajudar em nada.
- Mas você não estava dolorida?
- É, eu estava. Mas agora quero fazer alguma coisa. Nem que seja assistir um pouco de TV.
- Bom, se é assim, então vamos – a ajudei a se levantar. Ela estava patética naquele pijama pink de oncinha. O tom escuro do rosa deixava o seu cabelo mais chamativo ainda.
Ela enfiou as pantufas de patinhos dela e desceu a escada majestosamente, deixando a pantufa fazer um irritante ‘quack’ a cada passo dado.
Quack, quack, quack.
Ela parou em frente ao meu irmão, que ocupava todo o sofá, pôs as mãos na cintura e o encarou azedamente.
- Sai desse sofá agora, James Hudson – disse entre os dentes.
Meu irmão levantou os olhos e deve ter visto o brilho cruel dos olhos da Cherrie, já que pulou do sofá numa rapidez incrível, dando espaço para uma radiante ruiva se sentar.
- Cherrie, não muda, é a final do campeonato e... – James tentou argumentar puxando o controle remoto para junto do seu corpo.
- Grande coisa! Eu quero assistir! – Cherrie retrucou tirando o controle dele com um golpe rápido – Está passando matinê no TNT.
- Matinê TNT? Que droga, Cherrie! – ele reclamou.
Cherrie o ignorou, aumentando o volume de Uma Linda Mulher.
James bufou.
- Você tem sempre que ser tão chata?
- E você tem sempre que ficar me perguntando isso? James, minha casa, minhas regras. Apenas cale a boca e me obedeça.
- Que medo Cherrie, que medo... – ele zombou pegando o notebook na mesinha ao lado e ligando.
- Merda, peguei o filme no final – ela reclamou emburrando e mudando compulsivamente de canal.
- Pode por favor parar em um? – James pediu impaciente.
- Você nem está assistindo! – Cherrie devolveu.
- Estou sim!
- Querem parar de implicar um com o outro? – chamei a atenção deles – Parecem que são até casados! Droga!
Cherrie me mostrou o dedo do meio e deixou num comercial qualquer da MTV.
- Vai deixar ai mesmo? – James reclamou mais uma vez. Cherrie respirou e contou de dez para baixo baixinho.
- James, quieto.
- MTV está uma merda. Tira daí.
- Não. Eu quero ver os comerciais. Se sente incomodado?
- Muito.
- Vai a merda James.
- Oi? CALEM A PORRA DA BOCA?!
Os dois me encararam.
- É sério. Fechem a boca, caralho. Estão anunciando alguma coisa aqui em Los Angeles.
Pela primeira vez, depois do lançamento do mais novo álbum, a banda de punk rock, Green Day fará uma apresentação na cidade de Los Angeles. Depois dos comerciais, o vocalista e guitarrista da banda, Billie Joe Amstrong nos concederá uma entrevista exclusiva e...
Cherrie desligou a TV de repente e soltou o grito mais agudo e dilacerante que meus ouvidos já tiveram o prazer de escutar.
- AHHHHHHHHHHHHHHHHHH ELES ESTÃO VINDO PORRA! ELES ESTÃO VINDO!
Meu irmão, aterrorizado, assistia a cena sem compreender nada.
- AHHHH! QUE DEMAIS! ELES VÊEM!
- O QUE É ISSO? – Tio Duff se materializou na sala com um taco de baseball na mão – Ouvi Cherrie gritar e vim ver se estavam bem e... Por que diabos estou ouvindo um pato aqui? Nós temos um pato?
Quack Quack Quack.
O barulho da pantufa idiota de Cherrie batendo no chão a cada pulinho surtante que ela dava.
- São as pantufas da Cherrie, tio Duff – expliquei.
Ele franziu o cenho.
- Ela está legal? – perguntou apontando para a enteada saltitante.
- Não – James tomou a palavra – Ela estava vendo um comercial na TV e então começou a gritar! Ela quase nos matou do coração!
Tio Duff foi até Cherrie e a segurou a pondo de volta no sofá.
- Hey! Cherrie! Ruivinha! Se acalme e me conte, o que houve?
Cherrie chorava e soluçava e falava coisas sem sentido e ria. Louca.
- Que comercial era?
- Falando sobre um show do Green Day aqui em Los Angeles – falei.
- Ah, isso explica – ele concluiu – Isso Cherrie, respire lentamente. Isso...
- Duff! Eles estão na cidade! – ela falou com dificuldade – EU PRECISO IR NO SHOW DELES! EU PRECISO!
- Hã... Querida, você sabe que por mim tudo bem, mas isso você tem que ver com sua mãe e com o Axl, sabe...
- Eu vejo! – ela disse saindo como um raio em direção ao quintal onde a mãe estava. O barulho de pato ia diminuído.
Duff balançou a cabeça.
- Igualzinha a mãe – disse tristemente.
- E com o humor de cão do tio Axl. – meu irmão completou. Tio Duff concordou e depois nos encarou como se tentasse lembrar de algo.
- Ah, a Draffy veio buscar vocês.
- A mãe está ai? – meu irmão perguntou e depois me olhou de soslaio.
- Está – Duff confirmou – E parece com pressa. Glister está segurando ela, mas peguem logo as coisas.
Minha mãe vive com pressa.
- Minhas roupas já estão na mochila – dei os ombros. James levantou e correu para o quarto. Como sempre, suas coisas estavam espalhadas pelo quarto inteiro.
- NÃO! NÃO E NÃO!
- VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO COMIGO!
Duff olhou pela a janela a gritaria.
- O que houve?
- Cherrie e Glister. E vou ver.
- E vou com você – decidi.
Segui ele até a parte de trás da casa, onde minha mãe se encontrava lendo tranquilamente uma revista e observando de vez em quando a cena dramática por cima dos óculos escuros.
No meio do quintal, frente a frente, mãe e filha se enfrentavam na batalha do século. Eu jamais conseguiria dizer qual gritava mais.
- VOCÊ NÃO VAI! EU SEI O QUE TEM NESSES TIPOS DE SHOWS!
- AH É? COMO VOCÊ SABE?
- POR QUE EU JÁ TIVE SUA IDADE!
- Se você soubesse metade das coisas que a sua mãe fazia na sua idade Cherrie... – minha mãe comentou sarcásticamente.
- DRAFFY, NÃO SE META! – Tia Glister parecia a ponto de explodir – VOCÊ MESMA NÃO ERA NENHUMA SANTA!
- Pelo menos isso eu nunca escondi – minha mãe deu os ombros voltando sua atenção para a revista.
Glister lançou um olhar gelado para minha mãe e em seguida para a própria filha, que se mantinha parada e desafiadora.
- Você não vai. E ponto final.
- Eu vou pedir para o meu pai. Ele é melhor que você. – Cherrie deu o golpe final saindo logo em seguida.
Tia Glister permaneceu imóvel e num estado catatônico por bons cinco segundos.
- O que... O que ela disse? – falou por fim tremendo.
- Ela fez o qualquer adolescente fruto de pais separados faria. Chantagem – minha mãe explicou calmamente.
- Eu vou ligar para o Axl – minha tia se decidiu – Para ele não deixa-la ir.
- Mas o que há demais em ela ir? – tio Duff arriscou a pergunta.
Tia Glister o olhou indignada.
- O que há demais? Michael, francamente, eu como groupie aposentada sei mais do que ninguém o que acontece em shows! E eu não quero que minha bebezinha fique exposta a esses rockeiros malvados e viciados.
- Hey! – Tio Duff e minha mãe falaram ao mesmo tempo.
- Eu sou um rockeiro! – ele protestou.
- E eu fui uma viciada! – ela reclamou.
- Você foi mamãe? – arregalei os olhos. O pensamento da minha mãe cheirando carreiras de cocaína parecia mais real agora.
- Fui. E não me orgulho disso. Agora pare de pentelhar e vai chamar o lento do seu irmão.
Amor materno. Disso minha mãe entende. Ou não.
- Tanto faz. Não quero a Cherrie dando para caras de maquiagem e voz fina. Da ultima vez que eu fiz isso acabei com uma barriga enorme e vinte quilos a mais em dois meses.
- É verdade – minha mãe concordou.
- Viu? – Glister arqueou as sobrancelhas incrivelmente delineadas a laser e discou o numero da casa dos Rose – Axl? A Cherrie está ai?
Silêncio. Tia Glister assentiu.
- Certo, ela não falou nada de um show, falou? Por que se falou não é para você deixar ela e... O que?! VOCÊ DEIXOU SEU ANIMAL?! QUAL O SEU PROBLEMA, IMBECIL?!
Minha mãe ria junto com Duff da carranca que se formava em Glister.
- SÓ SE VOCÊ FOR JUNTO! SOZINHA ELA NÃO VAI! COMO ASSIM ELA JÁ TEM DEZOITO ANOS? E DAÍ? ELA É MINHA BEBÊ!
- Quando sua mãe tinha dezoito anos ela fumava de seis a oito baseado por dia e conseguia umas três garrafas de vodka – meu tio contou.
- Ele não mencionou as de whisky também – minha mãe riu.
- Eu recomendo que você assista essa fita qualquer dia – Duff ainda rindo pegou uma fita cassete de dentro do armário e me entregou – Podíamos assistir todos para ver se a Glister se lembra se quem ela era...
- Que fita é essa? – perguntei confusa.
- É da turnê de 1988 – ele explicou.
- Vai dar isso para minha filha assistir, Duff? – minha mãe brigou.
- Seu passado te condena, Draffy? – ele fez piada.
- Muito – ela retrucou.
- Eu quero assistir – sorri perversa.
Minha mãe me olhou com as sobrancelhas arqueadas.
- Tudo bem. Mas não a perca. É uma original essa.
- Certo. – sorri mais largamente ainda. A idéia de ver minha mãe com mais ou menos minha idade, fumando e bebendo me animava.
Notas finais
ANYWAY...
Os próximos capítulos, serão da 2 fase da fic. Tipo Symphaty I, com Fase 1, fase 2 e fase 3. É.
Vou tentar não demorar e ficar menos tempo no facebook u_u
KISSUS NAS BUNDINHAS MULTICOLORIDAS LOLIS RANGERS!
Nhac!
Lolis Ranger Azulzinha :)
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