Sympathy For The Devil 2
16 Rumo ao Inferno
Notas iniciais
Nem demorei pessoinhas saltitativas e APALPOAVEÍS ( Os fortes entendem o apalpoaveis :) ) e venho com a primeira parte da 2 FASE.
HO HO HO, estou maquinando coisas cruéis ainda. Fiquem atentos aos próximos capítulos :)
É. Não tenho muito o que falar. Só que meu professor de filosofia está no hospital, já que algum louco arrancou a porta do carro dele. E A MELHOR PARTE: Não tivemos aula :)~
Sou má. Te amo professor.
Enjoy o capitulo!
Em primeiro lugar, eu nem queria estar no lugar que estou (que por acaso é uma espécie de van estilosa do tio Axl) ou indo para onde eu vou.
Ou aturando o que eu estou tendo de aturar.
Definitivamente, eu devo ter matado algum filhotinho de gato numa vida passada, por que não é justo com um ser humano passar por uma situação como essa.
- Pai, por favor, pode tirar essas calças de couro? Elas ficam horríveis em você.
- Por que Raio de Sol? Você sempre gostou delas – tio Axl se defendeu dando voltinhas seguidas naquela calça de couro velha e poeirenta.
- Eu gostava quando elas serviam em você – Cherrie retrucou seca – E você está me envergonhando, pai.
- Pare de reclamar, Cherrie. Seu pai não está envergonhando ninguém – tia Erin defendeu o marido.
Ou o amor é cego ou é retardado. Ainda não me decidi. Por que nem aqui e nem em saturno meu tio Axl seria estiloso naquela calça de 1980. Por dois motivos óbvios: A calça é velha. E roxa. E também o tio Axl é velho. E fica roxo com freqüência.
- Obrigado Erin. Viu Cherrie? Eu sou um pai legal e na moda. Acho que só você não enxerga isso.
James sufocou um riso e eu engoli seco.
- Não acham que eu sou um tio na moda, brothers?
Acho que ele está falando com a gente.
- É... – James disse incerto entre um soluço de riso e outro.
- Hum... – murmurei sem – jeito também.
Entendam, tio Axl já foi um cara muito bonito. E quando eu digo muito bonito, é por que ele era incrivelmente gostoso.
Por incrível que pareça. Para mim também foi uma informação difícil de processar, principalmente por que agora ele tem um bigode laranja no meio da cara e engordou uns quilinhos. Descobri isso há uns anos atrás, remexendo numa caixa de fotos dos meus pais. Lá tinha fotos da época que tio Steven tinha cabelo (ao que parece, melhor que o meu), tio Duff usava roupas punks (Bem, ele ainda usa...), meu pai gostava de andar por ai com os cabelos ao vento (Agora ele se limita a enfia-lo dentro daquela cartola) e o tio Izzy usava calças de leopardo e umas camisas abertas até o ultimo botão.
Minha conclusão sobre esse fato foi que os anos oitenta foi brega.
- Pegaram tudo, crianças? – minha mãe pos a cabeça para dentro da van, nos salvando daquele momento constrangedor.
- Pegamos – James confirmou mostrando sua mochila.
Minha mãe sorriu para ele, mas assim que seus olhos visualizaram o ciclone roxo ao lado, fez uma careta de puro e completo horror.
- Axl, francamente, de onde diabos você desenterrou essa coisa?!
- Ah, é minha – meu tio exibiu a calça – A achei perdida no armário. E acredita que mesmo depois de quinze anos encostada lá, ela entrou em mim?!
Tudo isso era dito por ele com um brilho emocionado nos olhos.
Já minha mãe não parecia tão emocionada. E sim, chocada.
- Axl, sem ofensas, mas isso é patético – minha mãe foi sincera.
Axl fechou a cara.
- A calça é minha. Eu visto ela quando eu quiser – ele fez birra. Minha mãe revirou os olhos.
- Tanto faz... – suspirou entrando de vez no ônibus. Ela e tio Axl que nos levariam até o show. Na realidade, seria apenas tio Axl, mas tia Glister ficou histérica com ele e como o acha irresponsável e não confiável, decidiu por minha mãe de babá junto.
Seria mais fácil deixar o Tio Steven nos levar. Até ele, mesmo sob o efeito da sua maconha medicinal, é mais responsável que esses dois juntos.
Às vezes tia Glister simplesmente não pensa.
- Vocês vão ficar bem? – tia Erin quis saber – Sabe, eu tenho um horário no Tony, e não posso perder.
- Se manda logo para seu cabelereiro, Erin – minha mãe a tranqüilizou – Vamos ficar todos bem.
- O pai não vem também? – perguntei.
- Seu pai ainda acha tudo isso o cúmulo do ridículo. E eu também, caso queiram saber – ela parecia um tanto invocada. Afinal, fora praticamente empurrada para isso tudo. Assim como eu.
- Você parece uma velha com um humor assim, Draffy – tio Axl zombou dela. Minha mãe mordeu a língua. Provavelmente ia falar algum palavrão bem barra – pesada, mas ai se lembrou que seus filhos estão com ela.
Isso me lembra as reuniões do colégio.
Enfim, tio Axl deu a partida naquela geringoça, e estava tudo indo muito bem, obrigado, até aquela coisa aparecer do nada.
- HEY! ME ESPEREM! HEY!
- O que é agora? – tio Axl bateu a mão no volante e parou de dar ré na van. Minha mãe olhou pela janela.
- Damian estava programado de ir conosco?
- NÃO! – James disse de modo perturbador. Minha mãe o encarou daquela maneira esquisita, como se lamentasse pelo desequilibro mental do garoto.
- Acho que Izzy deve ter comentado com ele. Abre aí. Não o quero tocando na Grenda com aquelas mãos imundas de criança.
Grenda é a van.
E Damian, a criança.
Nunca pensei que diria isso, mas o tio Axl diz coisas certas de vez em quando.
- Ótimo, mais gente para tomar conta – minha mãe bufou abrindo a porta – Entre logo Damian, antes que Axl passe com a Grenda em cima de você.
- Que diabos é Grenda? – ele perguntou animadamente.
- É a van. Entre logo!
Damian saltitou para dentro da van.
- Oi tio Axl, tia Draffy... Hum... Filhos da tia Draffy... Ruivinha...
Ah, que lindo. O olhar mortal do James funciona, por que Damian decidiu que seria legal se sentar bem longe de mim.
- Eu trouxe coisas comigo – ele anunciou.
O olhamos como animais selvagens.
- Comida de verdade? – Cherrie questionou com um brilho maníaco nos olhos.
- Se salgadinhos, barras de cereais, doces e suco industrializado for comida de verdade, então, sim, eu tenho comida de verdade – ele nos mostrou um saco contendo uma enorme quantidade de tudo que é mais gorduroso e calórico.
- Deus existe! – Cherrie ergueu as mãos para cima e pulou para o banco de Damian – Comida!
- Não acho que tenha nada de origem 100% vegetal aqui, ruiva... – Damian observou.
- Não ligo. Dane-se os animais fedorentos e suas carnes macias e suculentas. Pode me passar as tirinhas de bacon? Minha mãe nem me mandou comida de verdade.
- Frutas não são comidas de verdade? – tio Axl ralhou de seu lugar de motorista.
- Não são pai. E ela nem me mandou os salgadinhos vegetarianos e os sanduíches de tofu. Apenas frutas idiotas e frescas. Isso aqui é presunto ou peito de peru, Damian?
- Glister é louca – minha mãe ponderou tirando pacotes de bolacha da bolsa e atirando para nós – A de gotas de chocolate é minha.
- Mãe, a Mitchigan pegou a de coco. Eu quero a de coco! – meu irmão choramingou.
- Eu odeio sabor morango, James! – protestei.
- Mas a de coco é minha!
- Vocês não conseguem calar a boca não? – minha mãe brigou conosco com a boca cheia de bolacha de chocolate – Dividam essa porcaria antes que eu a atire da janela!
- Alguém está com TPM por aqui... – Axl comentou desnecessariamente, levando uma torrente de palavrões feios como resposta.
- Cherrie, pare de comer isso. Tem muita açúcar! – Damian dizia horrorizado. Cherrie o ignorou.
- Tem energéticos?
- Tenho, mas não vou te dar.
- ME DÁ!
- Ok, aqui está, não grite comigo! – Damian parecia a ponto de chorar.
Uma pequena informação: Cherrie é intolerante a glúten e não tem permissão de ingerir muitos açúcares. É complicado. Resumindo, quando ela come coisas relacionadas a açúcar ou glúten, sua glicose aumenta e ela tem surtos de energia que já assustaram muita gente.
- Damian, me dê esse saco de coisas – minha mãe pediu. Damian lhe entregou – E Cherrie, tem certeza que sua mãe gostaria que você estivesse tomando essa coisa?!
- Não sei, tia. Mas estou me lixando. Isso é tão bom! Não acredito que minha mãe me privou tanto tempo de provar os prazeres gastronômicos da vida como uma adolescente normal e estabilizada mentalmente. E que mal há em ingerir esse energético divino? É como o néctar do Olimpo que escorre pela minha humilde garganta, é como o hidromel que o grande deus Thor tomava de barrils, é como se eu estivesse bebendo nuvens, cara! Já viram a composição disso? Tem taurina. O que é taurina?
Eu avisei.
- Taurina é esperma de boi, Cherrie – meu irmão esclareceu secamente. Cherrie riu escandalosamente.
- Isso não é fascinante? Aposto como as vacas bebem isso o tempo todo!
- Cherrie! – tio Axl, eu, James e Damian falamos ao mesmo tempo. Minha mãe estava ocupada gargalhando.
- Isso foi hilário! – ela ria e limpava lágrimas – O que as vacas bebem, Cherrie?
- Taurina, tia Draffy!
Mais risos.
- É mais divertido que truques ao um cãozinho! Vamos lá, Cherrie, de novo, o que as vacas bebem?
- Taurina! – Cherrie disse em alto e bom tom, provavelmente se sentindo muito engraçada.
- E como elas tiram a taurina do boi?
- Elas pegam e chupam o...
- CHERRIE! – Tio Axl gritou escandalizado.
- Uh! Ninguém nunca tirou sua taurina, pai?
OH.MEU.DEUS.CHERRIE.FUMOU.MACONHA.
- Tinha o que nessa coisa? CRACK? – perguntei para Damian.
- É um energético francês que não vende nos Estados Unidos – ele explicou.
- Nossa, e por que será não vendem? – meu irmão perguntou de maneira irônica.
- Por que o governo proibiu – Damian esclareceu, olhando Cherrie.
- Provavelmente por que corrói o cérebro de quem toma. – conclui
- Bela conclusão – ele me elogiou.
- Obrigada.
Notas finais
TAURINA.
Eu gosto de energéticos. Sinto pena dos bois por isso.
Mentira, não sinto. IBAMA, me processe.
Vou tentar não atrasar raios de sol, rangers coloridos e coisas apalpoaveis.
É isso Lolis Rangers.
Fui-me :)
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