Sweet Tortures
10 Why So Similar?
Notas iniciais
bom, esse tá bem light, como vcs vão ver. Mas é só pra ir esquentando os próx capítulos.
ah, sobre o título, eu não tive outra ideia melhor, então saiu isso.
Mih_aulitz, aqui tá outro cap pra vc pirar! (ou se acalmar, ce que sabe, kk)
MilenaT, relaxa que eu adoro teus reviews do jeito que são, herz! E pode ter certeza que vou dar uma olhada nas suas fics!
Enjoy!
Bill POV
Eu não percebi quando adormeci, na mesma posição que tinha me recostado, e na qual acordei na manhã seguinte, com um desconforto no pescoço. Olhei para o lado, procurando por Melissa, havia muito silêncio no quarto. Mas só vi um amontoado de cobertas, nenhum sinal dela. Deve estar no banheiro. Pensei, mas mesmo assim fiquei um pouco preocupado. Me levantei devagar, caminhando até o banheiro. Ela não está em condições de fugir, pelo menos eu acho. Abri a porta do banheiro com cuidado. Olhei ao redor do grande aposento, sem encontrar sinal de Melissa, a não ser a tolha que ela tinha usado no noite passada. Minha respiração se acelerou, assim como meus batimentos.
- Melissa? – chamei, indo para o corredor da casa, olhando para o andar de baixo, e onde dava para ver a cozinha e a sala. Onde ela foi se meter? Me perguntei, à beira do desespero. Não sabia por que estava tão agitado, mas sabia que tinha que encontrar Melissa, e rápido. Pus uma camiseta, pronto para correr atrás dela pela rua.
Desci as escadas correndo, e Tom olhou para trás, do sofá da sala, com uma sobrancelha levantada.
- Bom dia? – disse, e eu assenti, olhando para ele rapidamente, e continuando a procurar.
- Hm... Bill? — Tom me chamou novamente, depois que eu fui até a biblioteca e voltei até a sala, ainda procurando Melissa.
- O que foi? – respondi, parando já irritado no meio da sala. Tom pigarreou, e eu imaginava que ele estava se perguntando por que eu estava tão desesperado. Eu preciso me acalmar antes que ele desconfie de algo. Tom não precisa saber de Melissa, não agora.
- Se você está procurando ela... Vai lá no jardim de trás, ela estava deitada na grama desde as sete. Parecia meio morta, mas eu não quis mexer nela. – ele disse, e eu assenti rapidamente, me virando na direção do jardim. Tom me chamou, querendo me perguntar algo, mas eu continuei andando, ele já tinha percebido que eu estava estranho.
Abri a porta de correr devagar, percebendo o vulto de roupas escuras e os cabelos castanhos claros de Melissa, deitada na grama. Silenciosamente caminhei até ela, percebendo que pelo menos morta ela não estava, já que respirava devagar. Me agachei acima dela, com um pé a cada lado do seu corpo. Em seu rosto era visível uma mancha meio vermelha na maçã do rosto, um machucado recente. O que será que essa louca estava fazendo? Pensei, pigarreando. Suas pálpebras tremeram, e ela deu um suspiro profundo. Abriu os olhos no segundo seguinte, demorando um pouco para focalizar meu rosto. Mas assim que o fez, sua expressão se tornou dura, e eu vi, em seus olhos verdes – agora brilhantes pelo sol – o ódio e o nojo predominando. Tive vontade de rir. Quantas vezes eu não vi isso no olhar de uma mulher?
- Bom dia. – cumprimentei, num tom um pouco sarcástico. Melissa fechou os olhos novamente. Rolei os olhos.
- Que educação, hein? – eu disse, cutucando a mancha vermelha com força.
- Ai! – ela reclamou, abrindo os olhos, levando a mão ao rosto. – Bom dia. – murmurou a seguir, olhando para o lado. Assenti, sentando ao seu lado e olhando pra o sol. Isso me lembrava um pouco as tardes em que ficávamos assim, no jardim de sua casa. Eu era tão ingênuo...
- Bem melhor. Então, já tomou café? – perguntei, e ela ficou em silêncio, negando com a cabeça quando olhei em sua direção.
- Vamos, aproveito de tomar também. – eu disse, me levantando. Pelo canto do olho vi Melissa negar com a cabeça novamente.
- Não estou com fome. – disse, e eu fechei os olhos, buscando paciência.
- Mas eu estou, e não estou nem um pouco a fim de te deixar sozinha. – expliquei, e a levantei pelos ombros. Ela se apoiou debilmente num pé, fazendo uma expressão de dor em seguida.
- Não tem nada na geladeira... – murmurou, mancando um passo na minha direção. – E seu irmão terminou o que havia na despensa. – continuou, e eu dei uma risada.
- É culpa minha. Esqueci de mandar trazer as minhas compras do supermercado. – expliquei, mesmo sabendo que ela não estaria prestando mais atenção que o necessário.
Eu ia deixá-la se virar com o tornozelo machucado, ia mesmo. Mas eu estava começando a ficar impaciente novamente, ela estava me atrasando. Me virei, bufando, e peguei-a no colo, sem sentir nenhuma dificuldade de verdade. Melissa se remexeu um pouco, tentando descer.
- Fica quieta aí! – eu disse, apertando-a contra meu corpo. Ela estremeceu, talvez eu tivesse apertado em algum lugar machucado.
- Eu ainda consigo andar. – reclamou, espalmando as mãos em meu peito, fazendo força para se soltar.
- Se continuar, te solto no chão. Agora fica quieta aí, que eu quero chegar logo na lanchonete, antes que o horário de café termine. – eu disse, carregando-a em direção à porta. Melissa arregalou os olhos para mim.
- Você vai me arrastar lá para fora? No estado que eu estou? – disse, e eu assenti, como se não fosse óbvio.
- Vou. E não acho que alguém vá perguntar qualquer coisa. E se alguém por acaso questionar, você foi atropelada. – eu disse, e Melissa pareceu surpresa com minha sugestão. Mas ficou calada.
- Aonde está indo com ela? – Tom perguntou, quando eu passei ao lado do sofá indo para a porta.
- Tomar café aqui perto. Já que você deu o rapa na comida que restava! – eu disse, fazendo uma manobra para abrir a porta. Eu estava começando a me arrepender um pouco de ter de levar Melissa assim, ela tapava muito minha visão, e eu podia cair junto com ela. Coloquei ela no chão com certo cuidado, ouvindo-a reclamar baixinho.
- Sobe nas minhas costas. – pedi, e ela ficou me olhando, curiosa. – Sobe logo! Tá esperando o que? – exigi, e ela se movimentou em direção às minhas costas.
- Segura, não quero cair de cara no chão. – eu disse, e ela passou os braços pelo meu pescoço. Isso me causou um arrepio, e apertei inconscientemente suas coxas, fazendo-a sobressaltar-se.
Melissa POV
Quando Will estava me carregando, entrei num estado de nostalgia, lembrando de Bill sem querer. Lembro de ter feito isso com ele algumas vezes. Mas não era bem assim, na época era eu que o carregava... Refleti, me recriminando em seguida por estar me lembrando tanto de Bill quando Will estava por perto. Mas não entendo por que ele acaba me trazendo essas lembranças... Suspirei, encostando minha cabeça em sua nuca, enquanto esperávamos o sinal abrir.
- Tudo bem aí? – ouvi Will murmurar, e me sobressaltei um pouco. Asenti devagar, sabendo que ele iria entender o movimento de cabeça. Soltou um ‘Hm’, pondo-se a caminhar novamente.
A cada passo que ele dava eu conseguia sentir em meu crânio, que parecia um tambor do baterista do Aerosmith, latejando ritmadamente junto com as batidas do meu coração. A pancada que Will tinha me dado contra a parede fora bastante violenta a final. Sorte a minha que não aconteceu nada de pior. Pensei, mas lembrei de pensar que ia morrer quando fechei os olhos no corredor da casa, com Bill segurando meu pescoço. Will, não Bill. Não comece a falhar agora, cérebro. Reclamei, mas pensando bem, eu realmente tinha visto Bill milésimos antes de ficar inconsciente. Foi por isso que murmurei seu nome, por que pensei que ele fosse me salvar.
Uma brisa passou por nós, e eu aproveitei de respirar fundo, e até as pontadas nos meus pulmões pareceram agradáveis. Um cheiro familiar preencheu meu nariz quando virei a cabeça para o lado contrário. O que é esse cheiro mesmo? Ervas... Menta, alecrim. Madeira? Só lembro de uma pessoa que tinha esse cheiro... E lá estava eu lembrando novamente de Bill. E novamente, por culpa de Will.
Quem é você, a final? Por que uma pessoa como você está me trazendo lembranças de alguém tão diferente? Fitei sua nuca, vendo uma tatuagem que não fazia o menor sentido para mim. Will parou de caminhar.
- Chegamos, desce. – disse, e se abaixou, soltando minhas pernas devagar, para que eu pudesse me apoiar com segurança. Senti uma pontada no meu tornozelo, mas não estava mais doendo tanto. Ensaiei alguns passos, e descobri que se apoiasse a parte lateral do pé, conseguiria andar sem mancar muito.
- Depois vamos à farmácia para comprar alguns analgésicos e uma compressa. – Will disse, e só aí percebi que ele estava me observando. Agora ele se preocupa, seu brinquedinho está quebrando... Meu coração esquentou, com raiva. Abaixei a cabeça assentindo.
Entramos no estabelecimento e o cheiro de café preencheu meus sentidos. Meu estômago reclamou a falta de comida. Nos sentamos numa mesa afastada, perto da saída da cozinha, onde os cheiros eram mais fortes. Minha cabeça começou a doer, agora de fome. Will pegou o cardápio.
- Então, vai querer alguma coisa ou ainda está sem fome? – perguntou, e de repente eu não soube o que responder. Não queria lhe dar o gosto de me ver fraquejar, mas eu realmente estava com fome, já que não punha nada na boca desde a barrinha de cereais antes do supermercado. Bufou, um pouco impaciente com a minha demora para responder.
- Bom, independente do que você queira, vai ter que comer. Pára de ser teimosa, consigo ouvir seu estômago daqui. – disse, fechando o menu e chamando uma garçonete.
Fiquei calada, um pouco aliviada por ele me forçar a comer. A garçonete chegou deslizando em patins e mascando chiclete, e só aí fui perceber que estávamos naquela lanchonete retro perto da minha casa. E que eu nunca me lembrei de vir lanchar. Jeito estranho de ter a primeira vez.
- Então, eu vou querer uma porção de panquecas com calda de chocolate e um suco de laranja para mim... – Will começou a fazer o pedido, olhando rapidamente para mim em seguida. Eu não sabia o que pedir, mas ele não pareceu querer minha opinião de qualquer jeito.
- ...E uma porção de waffles com mel e um café com leite sem açúcar para ela. – disse, e eu fiquei surpresa ao ouvir algo parecido ao que eu pedia nas lanchonetes do lugar onde eu morava. Pisquei devagar.
- Como você sabia o que eu queria? – perguntei, quando a garçonete saiu e ele virou a cabeça para o lado, passando as mãos pelo cabelo. Só virou os olhos para mim, meio congelado.
- Você me disse. Mas me diz, o que estava fazendo deitada na grama? Eu fiquei louco te procurando de manhã. – ele mudou de assunto, e eu parei para pensar. Não lembro de ter falado nada sobre isso antes. De onde ele tirou isso?
- Hm não sei. Acho que eu estava com um pouco de frio. – eu disse. Na verdade não lembro bem de ter caminhado até o jardim, muito menos de me deitar na grama. Só lembrava de sentir o sol no rosto, e depois ver o rosto de Will a centímetros do meu. Imagina a minha decepção quando pensei que era Bill na minha frente. Mas por que Will me lembra tanto ele? Acho que estou enlouquecendo.
Will deu uma risada, voltando novamente os olhos para o nada. Passou o indicador por trás da orelha esquerda, sua expressão se tornando séria. Fiz o mesmo, quase inconscientemente. Encontrei o relevo da cicatriz, feita por uma corrente dentada. Essa foi uma marca que doeu. Mas que até hoje não me arrependi de fazê-la. ‘Derramei sangue por você, você fez o mesmo. Agora minha alma pertence a você, e vice versa.’ As palavras de Bill ecoaram na minha cabeça, do nosso segundo mês juntos. Ele era tão intenso comigo, que eu sentia que seus sentimentos eram palpáveis. Gostaria de ter me expressado do mesmo jeito que ele. Por que até hoje sinto que meus ‘te amo’ foram fracos perto do que ele falava para mim.
Fiquei tão perdida em meus pensamentos e lembranças que nem percebi quando a comida foi colocada à minha frente.
- Hey, vai esfriar. – Will tocou minha outra mão, que repousava na mesa. Levantei os olhos para ele, retirando a mão devagar.
- Ah, desculpe. Estava pensando. – respondi, dando um gole no café com leite sem adoçante. O sabor era mais agradável assim, pelo menos eu achava. E meu estômago parecia grato.
- Pensando em que? – Will perguntou, dando um gole no suco. Franzi um pouco o cenho. Agora ele quer seguir meus pensamentos também? Tenha dó!
- Nada de interessante. Nossa, isso está bom. – eu disse, mudando de assunto. Mas era verdade, os waffles com mel estavam muito bem feitos. Ou eu estava com fome demais. Will levantou a sobrancelha rapidamente, e assentiu.
- E isso por que você não estava com fome. – comentou, um canto de sua boca se levantando num meio sorriso. Corei de vergonha.
Notas finais
gente, gente quero aproveitar pra fazer a propaganda da minha outra fic, Meine Puppe, não sei se já falei dela. Não é similar à esta, é mais calminha. Mas ainda sim é diferente, que tal dar uma checada?
ah, sabia que eu fico mais animada pra escrever quando recebo review? kkkk küsses, meine herz.
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