Sweet Tortures

11 The Past Getting Stronger


Notas iniciais
mais um cap, genteee
bom, sei que demorei, mas depois de alguns problemas externos finalmente consegui.
O capitulo em si é mais romantico do que o resto da fic, já vou avisando. Mas tinha de ser assim, senão o Bill não é o Bill, nénão?
enfim gente, tá ai!

Bill POV

Depois do café – e do meu leve deslize quando fiz o pedido de Melissa – levei Melissa para a farmácia mais próxima – dessa vez ela foi andando, já que tinha achado um jeito de não se machucar mais ainda – para comprar alguns analgésicos e uma compressa gelada, como eu tinha prometido. Ela parecia bastante satisfeita, talvez um pouco mais corada depois de comer, e isso me deixou um pouquinho melhor, de algum jeito.

- Então, o que está precisando? – um senhor de idade me perguntou, quando chegamos à bancada no fundo da farmácia, que por um milagre estava vazia. Olhou de mim para Melissa, que ainda caminhava devagar em direção à mesa.

- O que aconteceu com você, Mel? – o senhor franziu o cenho, e eu fiquei um pouco preocupado. Eles se conhecem, e agora?

- Ela... – comecei, mas Melissa tocou em meu breço, me impedindo de continuar.

- Eu fui atropelada... Por uma bicicleta, no parque. Você sabe como sou distraída. – disse, e eu fiquei surpreso. Ela tinha usado a mesma desculpa que eu tinha sugerido, mas bastante melhorada.

- Minha nossa, Melissa. Você deveria tomar mais cuidado. E você, como namorado, não a carregou até aqui? – o senhor se virou para mim, com um sorriso brincalhão. Engoli em seco. Namorado? Melissa deu uma risada forçada.

- Não, Don. Ele é meu ami... – ela começou a dizer, mas decidi cortá-la. A idéia não é tão ruim a final.

- Pois é, mas ela é tão teimosa, insistiu que estava bem e caminhou até aqui. – eu disse, e senti o olhar de Melissa sobre mim. Eu acho que já estaria com o pescoço fora, se olhar tirasse pedaço. Sorri de canto.

- Mas minha querida, o cavalheirismo está tão raro nos dias de hoje que você não deveria recusar essas ações altruístas. – Don falou, passando a mão pelos cabelos de Melissa. Se ele não fosse um cara idoso, juro que dava um soco nele agora.

- Ai... – Melissa reclamou baixinho, quando Don passou os dedos perto da sua nuca. Ele franziu o cenho.

- Isso é um galo, Mel? Me deixe ver isso aí. – disse, e Melissa estremeceu um pouco, olhando de relance para mim. Prendi a respiração por dois segundos, quando ela abaixou a cabeça, e Don pôs os óculos, abrindo seu cabelo. Melissa reclamou um pouco.

- Minha nossa! – Don exclamou, e eu apertei os lábios.

Era uma mancha roxa grande no seu couro cabeludo, e dava para ver o galo que tinha se formado de quando bati sua cabeça contra a parede na noite passada.

- Isso já está há algum tempo para estar roxo assim. O que foi que aconteceu? – Don perguntou, e eu pigarreei um pouco, franzindo o cenho.

- Bom, isso aconteceu ontem... – comecei, e Melissa levantou a cabeça um pouco, olhando para mim. Sorri de canto, um pouco nervoso. Don olhou desconfiado para mim.

- Nós... Caímos da cama, sabe? – mordi o lábio, insinuando com o olhar. Don deu uma tossida, que depois se transformou numa risada. Melissa continuou olhando para o chão, mas eu sabia que ela estava vermelha, podia ver pelas suas orelhas.

- Ah, entendo. Então você caiu por cima dela, certo? – Don disse, limpando as lágrimas no canto dos olhos, depois de rir. Assenti, contendo uma risada. Melissa se levantou devagar, e ainda vermelha, olhou rapidamente para mim. Pisquei para ela estendendo a mão para seu queixo.

- Me desculpe por isso, está bem, Herz? – eu disse, e ela piscou devagar. Eu não deveria estar atiçando sua memória em público. Ah, quer saber? Quanto mais rápido ela descobrir que sou eu, melhor.

- Ah Will, você já pediu desculpa por isso várias vezes. Eu já disse que não foi nada. – Melissa rolou os olhos, sorrindo fracamente. Don pigarreou.

- Bom, tenho certeza que vocês vão tomar mais cuidado da próxima vez. – Don riu, e vi Melissa apertar as mandíbulas. – Mas vamos cuidar disso agora. Dê a volta, eu tenho um kit para cuidar disso. – disse, apontando por onde Melissa tinha de passar. Se virou para mim.

- Se quiser vir... — disse, e eu olhei para Melissa antes de responder. Como ela deu de ombros, eu fiz o mesmo, e dei a volta no balcão. Fomos até uma salinha, que eu imaginava ser o escritório de Don, e ele foi até uma parede onde havia uma caixa de metal com uma cruz vermelha grande na porta. Tirou umas bandagens e uns tubos de lá, e escolheu dois. Indicou uma cadeira para Melissa se sentar, e disse que sentasse com o peito para o encosto. Melissa obedeceu, abaixando a cabeça e apoiando as mãos na mesa.

Demorou algum tempo para que Don fizesse o curativo na sua cabeça, mas depois que terminou, disse que com aquilo e um remédio para desfazer o coágulo, o inchaço diminuiria até o meio da tarde. Assenti, escutando com alguma atenção as instruções que Don me passava, sobre o remédio que tinha de ser administrado. Quando estávamos saindo da farmácia – depois de comprar aquela compressa gelada -, passei ao lado do setor de camisinhas e absorventes, e dei de cara com aquela caixinha preta de camisinhas que meu irmão tinha pedido. Hesitei ao lado da prateleira, pela primeira vez indeciso se comprava a caixa naquele momento. É um item indispensável, lembra que você e seu irmão trabalham com isso, Bill. Você tem que pegar.Pensei, me convencendo.

- Will, cadê você? – ouvi Melissa me chamar. Suspirei, pegando duas caixas. Cheguei perto de Don com as duas caixas, e com uma nota de 50.

- Don, embala isso, por favor? – falei em voz baixa. Melissa estava na porta, e eu não tinha certeza se ela estava vendo o que eu estava fazendo. Não sei por que, mas eu não estou a fim de que ela veja. Don deu uma risada.

- Ah, esse fogo dos jovens... Mas é correto da sua parte comprar bastante disso, sempre tenha à mão. – ele disse, e eu assenti, com os lábios apertados. Agora eu tinha certeza que Melissa sabia que o que eu estava comprando. Peguei a sacola, e fui em sua direção.

- Vamos? – eu disse, olhando rapidamente para Melissa. Por alguma razão eu estava me sentindo constrangido. Pelo canto do olho vi Melissa assentir.

Quando chegamos em casa, Tom estava dormindo no sofá, e eu joguei uma das caixas pretas em cima dele, fazendo-o acordar assustado.

- Mas que porra? – disse, olhando para os lados. Pegou a caixa, que tinha caído em seu estômago, olhando em seguida para mim.

- Ah, valeu. Mas não precisava acordar desse jeito né? – disse, e eu levantei uma sobrancelha para ele. Enquanto isso, Melissa subia as escadas, indo em direção a meu quarto.

- Mantenha-se longe de minhas coisas. – eu disse, e Tom bateu continência. Rolei os olhos, às vezes ele conseguia ser infantil.

- Você sai desse quarto hoje? Só pra já escolher onde eu vou comer. – perguntou, quando eu já estava nas escadas. Dei de ombros, sem olhar para trás. – Tá né. Vê se não brinca muito com a comida. – continuou, e eu mostrei o dedo para ele, fazendo-o rir alto. Tá vendo, é disso que estou falando.

Entrei no quarto, fechando a porta. Melissa estava deitada de bruços na cama, com a cabeça virada para a porta, onde eu estava. Tinha o olhar vago, então deveria estar pensando. Mas o que? Adoraria estar em seus pensamentos. Refleti, indo para o banheiro, tirando a roupa no caminho.

- Hey, eu estou aqui! – Melissa disse, e eu olhei em sua direção, chutando a calça para qualquer canto. Ela percorreu meu corpo com os olhos rapidamente, corando. Sorri de canto, narcisista como eu sou.

- Vem também, assim economiza água. – eu disse, mordendo o lábio para conter uma risada. Ela afundou o rosto no travesseiro, grunhindo. Não me contive, e soltei a gargalhada presa na garganta.

Tomei um banho demorado, a água quente sempre acabava me prendendo mais no chuveiro, e eu acabava entrando em um estado de meditação, de relaxamento. Parecia que só havia eu naquele momento, e que nada disso estava acontecendo.

Mas Bill, por que você não deixa esse seu passado idiota para trás? Você sabe que ainda sente algo por Melissa, lá no fundo. Admita! Minha mente tentou me convencer. Balancei a cabeça com força, tentando tirar esse pensamento da cabeça. Havia esse lado de mim, que queria que eu desistisse de tudo, só por que agora a tinha em minhas mãos. Mas não pode ser, é tarde demais. Ela já começou a pagar, não dá pra voltar atrás. Além do que, já desisti de matá-la, não é mesmo? Refleti, enquanto saía do banheiro, enrolando uma toalha na cintura. Melissa ainda estava deitada do mesmo jeito, mas dessa vez parecia estar dormindo. Senti um sorriso bobo surgir em meus lábios.

Mas você está feliz em vê-la novamente, nem que seja pelos motivos errados. Minha mente afirmou, e eu assenti inconscientemente. Melissa suspirou, encolhendo uma perna um pouco para cima. Seu short ficava bem justo às coxas torneadas – e fortes, diga-se de passagem, como comprovei quando a carreguei -, e também demarcava bem o resto das curvas.

Me sentei ao seu lado na cama, secando o cabelo. Às vezes eu me pergunto se tudo não passou de uma armação de Chad... Fiquei com essa dúvida na cabeça depois de acabar com ele. – Não sei por que até agora confiou em mim. Mas tente encontrá-la e talvez você saiba a verdade. Lembrei das palavras de Chad antes que eu lhe desse um tiro. Por mais que eu estivesse surtado naquele momento – depois de seis meses apanhando e sendo obrigado a ouvir as transas de Melissa com Chad, qualquer um no meu lugar – as palavras daquele bastardo não saíram da minha cabeça. E vez ou outra, eu ficava imaginando se eu estava enganado em odiá-la. Sempre tinha tirado essa ideia da cabeça, mas agora, ali, com ela, meu coração tinha ficado dividido.

Ainda resta amor neste meu coração errado. Resta saber se no dela o sentimento foi tão verdadeiro quanto pareceu.

Notas finais
e então? o que acharam?
Então, mais um cap pra a Mih_kaulitz pirar de ansiosidadeee!
(nossasloucuraspelomsn)
he galeroo quem quiser flar comigo, taí o msn:
gladys.carmen@hotmail.com
eu não mordo, juro.
küsses!