Sweet Tortures
13 Understand
Notas iniciais
mas então, eu tive alguns problemas pra postar, além da falta de inspiração, que foi o pior fator.
Mas é que agora que entrei de novo na escola, eu tenho que me dedicar mais aos estudos -além da minha mãe encher o saco até umas horas.
Então, eu gostei do cap, assim que consegui terminá-lo. as coisas vão começar a mudar.
Podem jogar as pedras agora!kkkkk
3a pessoa.
Melissa passou os dois dias seguintem em pleno estado de choque, mesmo que ela não tivesse a menor noção do tempo. Bill tinha viajado para algum lugar que ela não prestara atenção quando ele lhe disse, e desde então tinha ficado ali, sentada na cama, olhando para o nada. Sua cabeça queria explodir, mas mesmo assim ela não conseguia pensar em qualquer coisa, a sensação do relevo da cicatriz tão familiam em seus dedos ainda estava presente, como se ela tivesse se queimado. Cada vez que olhava para os dedos, sentia o coração apertar. Por que? Se perguntou incessantemente, sentindo os olhos arderem, ams sabia que não ia conseguir chorar. Suas lágrimas já tinham acabado há muito, e agora ela tentava encontrar uma explicação, vagarosamente.
Mas por que? Se perguntou novamente, após se lembrar de tudo que havia passado até aquele momento nas mãos de Will... Ou Bill. Ficava tentando achar um motivo para que ele a tivesse machucado daquele jeito, procurava entender como ele tinha se tornado a pessoa tão cruel que era... Mas não conseguia encontrar uma explicação. Sua cabeça rodava, ela tinha passado todo aquele tempo sem dormir, mas mesmo assim nãio se sentia nem um pouco cansada. Havia algo dentro de si que queria explodir.
- Melissa? — ouviu alguém do lado de fora, e se retraiu um pouco. Não queria vê-lo, não queria olhar em seu rosto. até que não entendesse a razão de tudo aquilo, não estaria pronta.
- Mel? — ouviu novamente alguém chamá-la. A porta estava destrancada, como Bill havia deixado, "caso ela quisesse ir emobra" como Bill tinha dito, a única coisa que ouviu antes que ele saísse. A porta se abriu, e uma cabeça com rastas olhou ao redor. Melissa soltou a respiração — que tinha prendido assim que ouviu seu nome -, sentindo-se aliviada por ser aquele irmão que Bill tinha mencionado antes. Que eu nunca soube que ele tinha, mas talvez eu saiba menos de Bill do que eu esperava. Concluiu tudo de uma vez, quando o ser de roupas um pouco largas demais entrava com um sorriso mínimo no rosto.
- Erm... Você está bem? — perguntou, com as mãos nos bolsos, perto da cama. Melissa não soube o que responder, só fitou-o demoradamente. Ele franziu o cenho. De algum jeito, ele é extremamente parecido com... Pensou, sem forças para sequer pensar seu nome.
- Você está aí a dois dias. Pensei que tivesse ido com Bill, mas acabei de chamálo para saber das coisas, e ele perguntou sobre você. Vim checar. — Tom disse, e Melissa engoliu em seco quando ouviu o nome do outro ser que a tanto tempo ela tinha esperado para vê-lo vivo. Continuou fitando-o sem expressão.
- Não quer comer alguma coisa? — Tom disse, ele era insistente. De alguma forma se preocupou com o estado da garota, já que o próprio irmão tinha perguntado tão preocupado se ela já tinha ido embora. Tom sabia que Bill não queria que ela fosse. Ele sabia que eu ia tentar impedi-lo de fazer qualquer coisa... Tudo bem que pelo que Bill falou, a culpa das atrocidades que fizeram a ele é de Melissa, mas eu não compro tanto essa ideia. Bem que podem ter feito uma lavagem cerebral nele... Refletiu, a final, já conhecia os meios. Tom já tinha sido uma daquelas pessoas que torturam os outros por puro prazer, por isso foi fácil tirar o irmão das garras de Chad.
Melissa sentiu o estômago roncar, mas ainda não conseguia se mover de verdade. Acenou levemente com a cabeça, indicando que queria sim comer. Tom sorriu de leve. Pelo menos ela não estava tentando se matar de fome.
- Beleza, vamos... Vou te levar para comer, já que cozinhar não é minha praia. — ele disse, dando uma pequena risada. Melissa piscou vagamente, dando um sorriso mínimo de canto.
Bill POV
Eu estava me preparando para finalmente atacar. Tinha tomado um banho quente para relaxar, e posto uma roupa completamente sóbria, já que minha última intenção era chamar a atenção naquela cidadezinha pequena. Será que Melissa foi embora? O pensamento me assaltou, e eu respirei fundo, irritado. Já era a quinta vez naquela hora que eu me fazia essa pergunta. Meu celular vibrou.
- Alô? — falei baixo, já que era perto da meia noite, e a casa onde eu estava supostamente deveria estar desocupada.
- Bill? Já está tudo pronto? — Georg perguntou do outro lado da linha. Eu tinha falado com ele mais cedo e, graças aos céus não havia nenhuma outra surpresa que pudesse complicar ainda mais o plano.
- Tudo, já estou indo para a casa. Roxanne tem feito algum movimento? — perguntei sem necessidade, Georg já tinha me dito que não havia possibilidade que ela saísse de casa naquele dia de festival. Na verdade havia gente mandada pelo prefeito pronta para atacá-la caso ela saísse de casa naquele dia. Mas isso era um segredo. Inconscientemente eles estão me fazendo um grande favor.
- Nada ainda. Mas o que eu não tenho certeza é se as pessoas que estão rondando a casa dela vão fazer algo caso ela for atacada... Mas acho que não, já que isso os pouparia de sujar as mãos... — Georg disse, parecendo caminhar enquanto falava. Assenti para o celular. Eu não estava realmente prestando atenção, minha cabeça estava em outra coisa.Ou em alguém. Novamente respirei forte ao pensamento. Georg percebeu.
- Não parece concentrado hoje, Bill. Tem algo te incomodando? Ou alguém? — perguntou, e eu fiquei imaginando se ele conseguia ler a minha mente às vezes. Dei uma risada baixa.
- Estou um pouco sem paciência, só isso. Então, acho que vou indo. Mais alguma recomendação? — perguntei, ajeitando o gorro preto na minha cabeça. Era um estilo um diferente do meu próprio, bem mais clean. Mas eu tinha gostado.
- Não, só te desejo boa sorte. Ah, está levando a seringa que te entreguei? — perguntou, e após minha confirmação, desligou. Simples assim. Então que seja. Algo de distração para meus problemas.
Andei calmamente pelas ruas daquela cidadezinha, sentindo um leve clima de nostalgia. A praça central estava iluminada, uma roda de pessoas assistia o prefeito da cidade fazer seu discurso, aplaudindo nas horas certas. Parei um instante para observar a multidão.
-Nesses meus dois anos de governo honesto, não tivemos nenhum registro de violência na nossa querida cidade, meu povo!- o prefeito dizia exaltado, e eu sorri, abaixando a cabeça e continuando a caminhar. Aham... Espera até amanhã que você vai engolir suas palavras. Pensei, enquanto ia até uma das ruas adjacentes à principal, mas mal iluminada — quase escura — e um pouco macabra. Eu me sentia no meu ambiente, por assim dizer.
Sem fazer barulho — o mínimo que conseguia com meus coturnos de sola grossa — andei pela rua de paralelepípedo até a última casa, supostamente onde estava a casa de Roxanne. Não parecia ter vigilância, pelo menos eu não tinha visto. Mas mesmo assim tomei cuidado, dobrando na esquina da casa anterior, para tentar entrar pela parte de trás da casa.
Assim que saí para a esquina, vi dois armários com nada menos que uma pistola brilhante parados na frente do portão traseiro da casa, e rolei os olhos. Será que se eu disser que vou matar Roxanne, eles me deixam entrar? Fiquei me perguntando, e dei uma risada baixa.
- Sabe, acho que essa garota não vai mais sair dessa casa... Eu acho que vou embora. — ouvi um dos guardas falar para o parceiro, e o outro suspirou.
- Bom, eu também quero ir para casa, mas não podemos sair daqui... Ela pode sair a qualquer momento. — o outro disse, e eu imaginei que teria de tomar cuidado com aquele. Ele pensava.
- Ah, mas ela deve estar dormindo! Além do mais, não acho que ela vá se arriscar a sair, tendo em mente que a maioria das pessoas a quer morta na cidade... — o de cabelos escuros falou, e eu vi o mais sensato balançar a cabeça, cogitando. Realmente era um bom argumento, mas se fosse eu não seria suficiente. Conhecendo Roxanne, eu sei que ela vai contra tudo e todos, arriscando até a última chance.
Parei de ouví-los, prestando atenção nos ruídos da casa ao meu lado. Eu estava acocorado debaixo da janela do quarto da casa — eu tinha me movimentado devagar até lá, enquanto ouvia a conversa dos dois -, e estava ouvindo um ressonar, possivelmente o de Roxanne. Como assim ela está dormindo? O que será que ela está planejando? Fiquei me perguntando, enquanto ouvia os passos dos dois armários se distanciarem, rindo de algo que eu não entendi. Então, acho que é hora de agir.
Notas finais
küsses!
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