Sweet Tortures
5 Take the Chance
Notas iniciais
Até achei que o cap ficou curto, mas vocês me digam!
então, to indo trabalhar no cap 5!
Bill POV.
Depois que eu desliguei o celular fui em direção à cozinha, ainda ouvindo os gemidos das garotas lá em cima, que pareciam estar se divertindo bastante. Bom, meu irmão deve ser bom no que faz. Dei de ombros, abrindo a geladeira para procurar uma cerveja, mas encontrando somente um vazio. Bufei, fechando a porta com força, fazendo um papel cair da porta, antes pregado com um imã. Franzi o cenho.
Lista de compras
- cerveja (8 latas)
- lasanha (daquela marca de sempre)
- sabão em pó
- morango e calda de chocolate
...
Rolei os olhos, era a lista de compras do mês, Tom tinha deixado ali para mim em algum momento. Nós alternávamos as vezes que tínhamos de ir para o mercado, e eu tentava ao máximo adiar aqueles momentos. Eu ficava muito impaciente nesse tipo de locais, não gostava de esperar para ter as coisas, muito menos de ter de fazer uma fila para isso.
Ps: Aquela caixinha preta que compramos acabou, até a sua. Tive que usá-la, a demanda de Gustav foi maior do que eu esperava. Também te amo, imbecil.
Li o recado final, rindo um pouco. Ele sabia que eu ia xingá-lo por ter mexido nas minhas coisas. Era incrível que, por mais que eu tivesse mudado ele continuava a me conhecer tão bem. Acho que esse negócio de uma alma dividida em duas realmente existe a final. Pensei, esmagando o pedaço de papel enquanto subia as escadas para buscar um casaco. O dia parecia meio nublado.
– PARA DE CHORAR, VADIA! – ouvi Tom gritar, e eu imaginava que ele já estivesse na parte mais “dolorosa”. Fosse comigo, acho que nem voz tinha, de tanta dor. Sorri sádico, enquanto abria devagarinho a porta para observar a cena. Havia um pote de lubrificante no criado mudo, e a garota estava ajoelhada na cama e Tom abria suas nádegas, para facilitar a penetração. Ele tinha colocado só a cabeça do falo nela, mas mesmo assim ela parecia estar sendo esfaqueada. Quanta paciência, meu deus. Balancei cabeça lentamente.
– Saindo... – eu disse, dando duas batidinhas na porta, fazendo a menina se distrair e Tom colocar tudo para dentro.
– Beleza! Vai pela sombra, mano. – ele disse, suspirando aliviado por ter conseguido tal proeza sem ouvir mais choros ou gritos.
Cheguei ao mercado uns cinco minutos depois – havia um que ficava perto da nossa casa e que tinha tudo que eu estava precisando no momento -, e por algum milagre, não havia muita gente. Vamos acabar logo com isso.
Peguei um carrinho e comecei a andar pelos corredores, indo direto aos produtos que estavam mais perto. Algumas pessoas ficavam me encarando estranho – geralmente os mais velhos -, talvez pelo meu modo extravagante de me vestir – por mais que eu estivesse com somente uma calça preta justa e um colete de couro -, mas outras também me encaravam com admiração. Modéstia à parte, eu era bonito e isso era inegável.
Uma garota passou por mim e me olhou de cima a baixo, mordendo os lábios discretamente, contendo um sorriso malicioso. Peguei o produto que necessitava, ainda percebendo seu olhar e sorri sarcástico. Ah, se ela soubesse.
Melissa POV
Depois de tomar um banho demorado – eu precisava tirar todas aquelas lembranças de Bill, pelo menos naquele momento – me vesti, colocando uma blusa de manga larga preta justa, um short jeans azul marinho e uma bota preta de cano baixo, algo bem descoberto mesmo sabendo que o dia iria ser frio. Prendi o cabelo, sem muita paciência para penteá-lo, e desci para a cozinha, a fim de comer alguma coisa antes de sair. Mas eu ainda não tinha feito as compras do mês, então só tinha umas barrinhas de cereais e duas bebidas energéticas, que engoli, com fome. Peguei minha bolsa e em seguida saí para o frio já presente da manhã.
- Nossa, acho que eu bebi demais ontem, estou tendo uma miragem! – ouvi um homem falar perto de mim enquanto esperava para atravessar a rua, e virei o rosto sem querer, para o sorriso malicioso de um cara com jeito de gangster, o mesmo jeito que Chad vivia usando. Meu estômago se contraiu, e eu fiz uma expressão enojada para o homem com duas garotas apoiadas nele.
São onze horas da manhã, meu deus. Que tipo de doente anda com prostitutas a esta hora da manhã? Ele deu uma risada baixa, parando ao lado do seu carro, que estava um pouco mais à minha direita.
– Rebelde, né? Bem o tipinho do meu irmão. – ele disse, olhando para cima como se estivesse fazendo uma nota mental. Os pêlos da minha nuca se arrepiaram com a possibilidade de ele estivesse falando sério. Bufei, para fazê-lo notar que eu estava incomodada. Ele levantou uma sobrancelha para mim, sorrindo ao entrar no carro.
Um tempo depois, já no mercado, eu já tinha comprado quase tudo o que precisava – que na verdade não era muito, já que eu vivia sozinha em casa desde que meus pais tinham morrido – e estava a caminho dos caixas, escutando música distraidamente. O mercado estava mais ou menos vazio, então eu imaginava que não havia fila.
Narrador POV
Bill e Melissa estavam distraídos andando pelos corredores – Bill estava preocupado em chegar rápido aos caixas, completamente impaciente depois de ficar cinco minutos parado na fila do pão -, sem nem imaginar o que estava prestes a acontecer. Viraram para o corredor dos artigos farmacêuticos um depois do outro, e Bill parou para pegar aquelas caixinhas pretas de camisinhas antes que esquecesse, e Melissa continuou andando sem perceber o ser na sua frente até que bateu sem querer no carrinho que ele usava, por estar olhando para um esmalte de unha que pretendia comprar.
- Ah me desculpe. – ela disse, levantando os olhos para o homem alto e esguio de costas para ela. Ele se virou devagar, pensando se havia alguém falando com ele realmente.
- Hm? – disse, olhando para a direção de onde vinha a voz. Encontrou dois olhos verdes familiares. Um sorriso brincou no canto dos seus lábios.
Melissa, por outro lado, quando viu aqueles olhos castanhos, que mesmo sem nenhuma maquiagem eram inconfundíveis. Prendeu a respiração, largando o esmalte no chão, suas mão de repente entorpecidas. Não foi um sonho... Pensou, lembrando da cena da noite anterior. Um grito teimou em subir pela sua garganta.
- Soco... – Melissa tentou gritar, mas Bill, percebendo seu intuito, abraçou-a, pressionando sua boca contra seu peito. Melissa se debateu, tentando se soltar, assustada com seu movimento.
- O que é isso, garota! Eu nem fiz nada com você ainda. – Bill sussurrou, olhando discretamente para os lados, checando se não havia alguém por perto. Puta merda, e agora? Se eu soltar ela, ela vai gritar. O que eu faço?
Sua mente ficou em branco um instante, fazendo seu coração acelerar ansioso como nunca tinha feito antes. Melissa tremia nos seus braços, ainda tentando soltar-se, empurrando inutilmente seu peito.
Se eu soltá-la agora, tenho certeza que ela vai fazer meu retrato na polícia. E eu não vou poder chegar perto dela de novo. Bom, acho que o jeito é improvisar.
Notas finais
küsses!
Fale com o autor