Notas iniciais
então, aqui vem mais um capítulo com um pouco de enchimento de linguiça... mas enfim, finalmente um primeiro contato dos dois. Espero que gostem!
küsses!
PS: Danke a MilenaT que me deu a dica de ouvir música pra escrever. Passei a tarde toda escutando Humaniod City Live até acabar o cap...

Melissa POV

Fazia mais ou menos meia hora que estávamos na minha casa. Ele tinha me tirado discretamente do supermercado – tanto minhas compras quanto as dele ficaram por lá -, e até aquele momento não tinha dirigido a palavra a mim. Na verdade eu não fazia ideia de como ele sabia onde minha casa ficava, mas estava muito apavorada para pensar no assunto no momento.

Abracei as minhas pernas, sentada na cama, onde o homem tinha me jogado – com certa delicadeza por assim dizer – e tinha se sentado na minha frente, arrastando uma poltrona para a frente da minha cama, me observando silenciosamente.

- O que você quer de mim? – perguntei num fio de voz, fazendo-o sair de quase um transe. Suspirou, apoiando o queixo na mão, com uma sobrancelha levantada.

- Adivinha. – ele disse, e sua voz me arrepiou, seu jeito tão suave e calmo de falar. Ele era simplesmente assustador, mesmo não estando com aquela maquiagem pesada do dia em que o vi.

Mas mesmo assim tem uma beleza incomum. Percebi, franzindo o cenho em seguida com a minha pequena distração. A final, eu não sabia o que nós ainda estávamos fazendo ali.

- Meu dinheiro? – perguntei, e um sorriso se abriu em seu rosto. Deu uma risada baixa, me sobressaltando.

- Pedir resgate não vai adiantar, eu não tenho família. – eu disse, pensando na possibilidade de seqüestro. Mesmo assim, ele negou com a cabeça.

- Me... Matar? – perguntei novamente, hesitando um pouco com a possibilidade verdadeira. Ele cruzou as pernas, passando a mão no cabelo. Eu estava olhando para todos seus movimentos, todos suaves, descontraídos, parecia estar esperando o chá chegar, não cometendo um crime.

- Vamos Mel, você tem mais imaginação do que isso, suponho. – disse, e eu fiquei um pouco aliviada por essa opção ser quase absurda aos seus olhos.

Mas espera, ele me chamou de Mel? Como ele sabe meu nome?

- Como você sabe meu nome? – perguntei num impulso assustado, minha mente raciocinando rapidamente.

Tendo que o que eu vi ontem não foi um sonho, se me recordo bem ele disse que tinha “me encontrado finalmente”. Ele parecia me conhecer, parecia quase feliz de me ver. Claro que de um jeito estranho. Então quer dizer que ele...

- Você anda me seguindo? – a próxima pergunta saiu da minha boca com pressa, atropelando meus dentes. Ele pareceu se surpreender um pouco, sua boca se abriu levemente, medindo as palavras cautelosamente. Seu celular tocou.

- Mas que porra agora?! – ele estourou, pegando o aparelho do bolso da calça, irritado. Sua reação fez com que eu pressionasse as costas contra a cabeceira da minha cama. Por um segundo pensei que ele fosse jogar o objeto na minha cabeça.

— Alô? – ele respondeu duro ao aparelho, os cantos da sua boca crispados. Eu estava esperando para ver suas presas aparecerem, de tão assustada que estava. Ele se levantou, dando a volta na poltrona e se apoiando no encosto.

- Estou ocupado. Urgente? – ele sibilou junto ao aparelho, e eu percebi que ele poderia quebrar aquele objeto de o apertasse mais um pouco. Fiquei com medo do que pudesse acontecer comigo a seguir.

- É um assunto à parte do trabalho, Ge. – disse, levantando os olhos para os meus em seguida, ouvindo a resposta do to tal “Ge”. Suspirou pesado. – Ok, tchau. – se despediu, colocando o aparelho de volta no bolso, ainda com os olhos nos meus. Se aproximou da cama devagar, me fazendo baixar os olhos para o colchão. Só então percebi que tinha lágrimas nos olhos, quando elas turvaram minha visão.

- O que eu faço com você agora, me diz? – perguntou, mas eu não soube se estava sendo retórico ou não. O colchão se inclinou um pouco assim que ele se sentou na cama à minha frente, fazendo uma lágrima escorrer lentamente pela minha face abaixada. Seus dedos entraram no meu campo de visão, me fazendo gritar.

- Shh! Você quer nos matar? – ele disse, tapando minha boca com a mão, pressionando minha cabeça na cabeceira. Franziu o cenho ao olhar para meu rosto de perto.

- Por que está chorando? Eu não fiz nada ainda. – disse, e novamente um sorriso brincou no canto do seu lábio. O ar dos meus pulmões se foi, e eu fechei os olhos com força.

- Olhe para mim. – exigiu, e eu movi a cabeça para os lados devagar, ainda com sua mão firmemente colada à minha boca.

- OLHE. – disse, mais firme, apertando meu maxilar com os dedos longos, de um jeito doloroso. Abri os olhos em fenda, ainda marejados, para seu rosto que, na penumbra do meu quarto parecia a de um vampiro de Bran Stroker.

- Pensei que você fosse mais corajosa. – ele disse, me olhando de cima, liberando um pouco a pressão no meu maxilar. O que ele quer, meu deus? Que tipo de psicopata é esse? Por que ele não faz o que ele tem que fazer de uma vez e vai logo embora? Segurei os lençóis com mais força, e encontrei algo gelado e firme entre o colchão e a cabeceira. Ah maldita chave de fenda! Sabia que tinha te deixado em algum lugar por aqui. Pelo menos vai ser útil. Pensei, enquanto ele soltava minha boca devagar.

- Vou soltar sua boca, não faça nenhuma gracinha. – disse, mantendo seu olhar firme em meu rosto. Soltei um soluço, fazendo-o rolar os olhos.

- Vamos, se acalme. Não há necessidade de chorar agora. – continuou, quase debochando. Suas constantes insinuações de que algo muito pior do que aquela situação podia acontecer estavam me deixando cada vez mais nervosa.

- Por que está fazendo isso? – perguntei entre soluços, e o vi franzindo o cenho mais um pouco.

- Você não sabe quem eu sou, não é? – ele perguntou de volta, e eu também franzi o cenho, negando com a cabeça. Seu olhar ficou um pouco vago, sua boca se tornou uma linha reta.

- Você deve estar me confundindo com outra pessoa... Mas não tem problema, eu não vou falar para ninguém se você for embora agora...- eu murmurei, em tom de súplica. Ele saiu dos seus pensamentos, sorrindo quase abertamente para mim.

- Eu não estou te confundindo. Sei exatamente quem você é. Só falta você descobrir quem eu sou. – respondeu, e seu celular apitou em seguida, fazendo sua expressão mudar para uma carranca.

- Opa, eu tenho que ir. – disse, olhando para o visor. Eu não conseguia imaginar por que ele tinha um celular – último modelo por sinal – se aquele aparelho o incomodava tanto. Parecia sempre prestes a tocar fogo no pequeno objeto.

Ele simplesmente se levantou e começou a caminhar para fora do meu quarto a passos largos, desaparecendo do meu campo de visão, e depois descendo as escadas, como o barulho dos sapatos denunciou.

Eu fiquei ali sentada na cama, ainda com as costas pressionadas firmemente na cabeceira da cama, completamente em choque, esperando a porta bater ou eu acordar desse pesadelo. A chave de fenda ainda estava na minha mão, e eu a levantei devagar. Olhei para o objeto tão simples, imaginando como eu iria usá-lo caso aquele homem tivesse tentado fazer alguma coisa. Talvez eu terminasse enfiando isso no meu próprio estômago afinal. Concluí, ao notar que minhas mãos tremiam de forma descontrolada.

Se bem que isso também não seria um desfecho tão ruim a final. Terminaria com tudo isso.

- Esqueci que não posso deixar você sozi... — ele voltou, chamando minha atenção para aporta, onde ele olhava surpreso para mim, e para a chave de fenda na minha mão. Se aproximou devagar, estendendo a mão para objeto em seguida.

- Me dê isso aqui. – exigiu firme, e eu baixei os olhos movendo a ferramenta na direção da sua mão, devagar. Ele suspirou ao pegar a chave, e depois jogou-a em um canto desconhecido do meu quarto, fazendo um barulho metálico ao atingir outro objeto. Depois, com suavidade, passou os dedos pelo meu braço, apertando firmemente, do jeito que tinha feito para me arrastar até ali.

- Levanta, temos que ir. – disse, e me puxou para fora da cama, fazendo com que eu descesse aos tropeços. E mesmo que eu não estivesse mostrando resistência, ele quase me arrastou escada abaixo, já que descia de dois em dois degraus, pelas suas pernas longas. Sua expressão era fria enquanto pegava seu casaco – que ele tinha deixado no cabide ao lado da porta antes de me jogar no quarto – e o jogava no ombro, para depois pegar as chaves e abrir a porta.

Bill POV

Ela teve a chance de me matar. Não posso me descuidar desse jeito de novo. Pensei, relembrando o momento anterior em que vi Melissa empunhando uma chave de fenda, que eu não fazia ideia de onde ela tinha tirado aquilo.

Levei Melissa pelo braço até a minha casa, onde teria de deixá-la trancada no meu quarto para ir falar com Georg, ele tinha uma informação de última hora sobre Roxanne. Em todo o trajeto ela permaneceu calada, a não ser por um soluço ou outro que deu enquanto caminhávamos. Mesmo assim, comecei a perder a paciência com seu fungar, isso podia chamar a atenção de alguém. Eu já disse para ela se acalmar. Não sei por que tudo isso, se eu não fiz nada ainda. Nem mesmo as putas de Gustav choram dessa maneira, isso cientes do que eu posso fazer.

Entrei em casa, as luzes estavam todas apagadas, então imaginei que Tom tivesse saído para entregar as novas garotas. Mesmo assim não liguei nenhuma luz, puxei Melissa – que parecia uma boneca de pano, sem oferecer nenhuma resistência – escadas acima e depois para dentro do meu quarto. Ela ficou parada no meio do local, olhando discretamente ao redor.

- Você vai ficar aqui até eu voltar. Se você ouvir uma voz parecida com a minha, nem tente nada, é o meu irmão. E ele não vai te ajudar. – avisei, enquanto pegava o casaco de couro da minha moto – o que eu estava usando antes era muito fino para andar no frio que fazia para onde eu ia – e colocava. Melissa assentiu, olhando para o chão. Olhei bem para ela por uns segundos, a sua postura submissa estava me deixando louco, eu sentia falta de alguma resistência, alguma reação. Pensei que fazer isso ia ter mais graça.

- Volto logo. – eu disse, fechando e trancando a porta pelo lado de fora. Mentalmente revisei se havia algo que ela pudesse usar para tentar fugir ou me agredir quando eu chegasse. Acho que ela não vai nem se mover daquele canto. Nem parece a garota que conheci... A três anos. Pensei, bloqueando o e amei do pensamento antes de sair de casa.

Peguei minha moto – uma Kawasaki preta que eu adorava – e subi na garupa, colocando os óculos escuros, sem me importar em colocar capacete. Eu só iria andar pela estrada por uns cinco minutos antes de sair para o lugar onde Georg tinha dito para me encontrar.

A quando saí da estrada do asfalto, parecia que eu estava no céu. Ainda estava um pouco nublado, mas não havia muito vento – me arrependi um pouco de ter trocado pelo casaco mais grosso — e nenhuma alma viva pelos arredores. Acelerei mais a moto, forçando-a a chegar a pelo menos 120 por hora, velocidade que eu quase nunca usava na cidade, e que me dava uma sensação de liberdade indescritível. Fechei os olhos por um momentos, aproveitando a estrada sempre reta, e podia dizer que estava voando. Um sonho de infância. Dei uma risada alta, respirando fundo em seguida. Era ridículo que àquele momento da vida eu ainda estivesse buscando realizar sonhos bobos de quando era garoto. Lembrei de Melissa trancada no meu quarto, e mordi o lábio. Bom, esse não é um sonho bobo afinal.

A casa onde Georg tinha dito que iria me encontrar era bem afastada da cidade, mas mesmo assim não me foi difícil acha-la. Era um casebre pequeno, parecia ter pelo menos dois cômodos, e era cercada por grama seca, então eu imaginava que estivesse abandonado há algum tempo. Desci da moto, deixando-a ao lado da escada – que parecia desabar a qualquer momento – e subi cuidadosamente os degraus, tomando cuidado para não afundar um pé naquela madeira podre.

- Pensei que fosse chegar mais tarde. – Georg disse de uma das poltronas dispostas no meio da sala, quando eu abri a porta com cuidado para não derrubá-la.

- Ah, é que eu me empolguei um pouco com a moto. Não tinha ninguém na estrada a final. – expliquei, sorrindo de canto. Me senti um garotinho fazendo algo proibido. Georg se levantou, dando uma risada baixa.

- Bom, melhor pecar por excesso que por falta nesse caso. – disse, enquanto me dava um abraço. Retribuí um pouco acanhado, já que Georg era uma pessoa discreta e solitária, e eu não o conhecia há muito tempo para ter esse tipo de tratamento. Na verdade, este era nosso terceiro encontro.

- Pois é. Então, o que tem de novo para mim? – eu disse, estralando os dedos ruidosamente quando Georg se sentou novamente, pegando uns papéis numa mesa de plástico amarelado – eu imaginava que antes era branco – ao lado das poltronas.

- Tenho algumas imagens recentes de Roxanne e a sua rotina mais recente na cidade onde está escondida. Sente-se. – ele disse, apontando para o outro assento à sua frente.

Peguei os papéis de sua mão, sentando-me onde tinha me indicado, franzindo o cenho para tentar decifrar a sua letra na leve penumbra do local. Meu deus, como uma pessoa pode ter a letra tão feia? De qualquer forma eu não deveria estar reclamando, a minha é tão ilegível quanto...

- Então quer dizer que ela passa a maior parte do tempo fora de casa... Cuidando de uma senhora idosa? – perguntei, assim que terminei de ler o relatório e Georg assentiu. Bati os papéis de leve na mesa, um pouco irritado.

- Como se supõe que vou agir então? Ela só passa em casa nas horas de dormir, e ainda sim mora num lugar onde tem muita gente por perto há essa hora! É quase impossível. – concluí, e Georg apoiou os cotovelos nos joelhos, e seu cabelo foi para a frente, dando-lhe um aspecto um pouco ameaçador. Seus olhos pareciam brilhar mais, e isso às vezes me fazia imaginar que ele era tão sádico quanto eu, mas talvez mais engenhoso.

- Mas é aí que a coisa fica interessante. Daqui a três dias vai haver um evento – uma festa de comemoração do aniversário da cidade – e Roxanne não vai participar, por que foi proibida pelo prefeito, que aparentemente não gosta dela, o que ajuda muito se por um acaso ela desaparecer misteriosamente. Então, o fato é que ela vai ficar em casa toda a noite, enquanto não vai haver ninguém por perto. E é aí que você entra. – Georg respirou, e eu fiquei um tempo encarando-o até absorver seu monólogo por completo.

Esse cara é um gênio, só pode. Pensei, assim que entendi tudo o que ele tinha me dito no momento. Mas havia algo que estava me intrigando.

- Então quer dizer que o prefeito não gosta dela... Imagino se o desentendimento que eles tem não tem alguma relação conosco... – cogitei, e Georg assentiu novamente, tirando uma mecha do cabelo do rosto. Nós dois estávamos suando ali, já que as portas e janelas estavam fechadas. O que não dizer da quantidade de pó que eu respirava em todo e qualquer movimento que eu fizesse.

- Bem colocado, e é isso que eu fiquei curioso por saber. No tempo em que eu estive observando-a, perguntei a algumas pessoas se havia alguém que se desentendesse com o prefeito da cidade, e elas me disseram que tudo corre numa tranquilidade impressionante na superfície, mas quando eu me aprofundei mais nas pesquisas, acabei descobrindo por uma prima do prefeito que Roxanne não era uma das pessoas preferidas do prefeito. Mas só isso, os motivos do desentendimento ela não quis me dizer e eu não quis forçar, sabe como é, para não levantar suspeitas. – ele explicou, e eu piquei um segundo. Sorri de canto.

- Uma prima do prefeito, huh? Como você obteve todas essas informações tão importantes nessa facilidade? – meu sorriso malicioso aumentou, enquanto ele soltou uma gargalhada baixa.

- Pois é, é bem fácil conseguir informações quando você dá algo realmente bom em troca. – disse abrindo um sorriso tão malicioso quanto o meu. Segurei uma gargalhada alta, me lembrando de que mesmo que estivéssemos num local afastado, tínhamos de manter a discrição.

- Enfim, até agora é isso o que eu tenho para você. Eu tenho de voltar para aquela cidade novamente, para ver qualquer coisa que aconteça. Qualquer coisa que aconteça, te aviso quando você chegar por lá. – disse, se levantando em seguida, esfregando os braços para tirar o pó das roupas. Não consegui evitar espirrar, e ele sorriu.

- Desculpe o lugar horrível, mas foi algo bem de última hora. Mas a casa de Roxanne é bem melhor do que isto, pode ter certeza. – se desculpou, e eu ri, esfrgando o nariz ao me levantar.

- Sem problemas, Ge. Não pretendo passar muito tempo por lá a final. Só vou fazer o que tenho de fazer e volto para casa, para meus assuntos. – eu disse, respirando fundo. Por um momento fiquei imaginando o que Melissa estaria fazendo no momento.

- É, Gustav me contou que você tinha uns assuntos pessoais para resolver, e foi por isso que pensei que você fosse demorar. – ele disse, jogando a alça da mochila por sobre o ombro e tateando pelas chaves – da moto, eu imaginava — no bolso do jeans. Fiquei um pouco tenso, não queria dar detalhes sobre o que eu tinha de fazer, e eu sabia o quanto Georg era uma criatura curiosa. Talvez por isso ele fosse um espião tão eficiente.

- Bom, não são coisas urgentes, mas mesmo assim não quero adiar muito... – eu disse vagamente, sem encará-lo no rosto. Ouvi-o murmurar um vago ‘hm’, e depois se virar em direção à porta traseira, por onde deve ter entrado. Me virei também, indo em direção à porta podre por onde eu tinha entrado antes que ele pudesse me perguntar alguma coisa sobre aquele assunto tão delicado para mim.

- Ah, só uma coisa, Bill. – disse, se virando na minha direção com a mão na maçaneta. Estaquei, a uns dois passos da porta, sem me virar.

- Jogue bem esse jogo, mostre quem você é, mas não deixe que ela entre demais no seu mundo. – disse, e meu coração acelerou um instante, e eu arregalei os olhos. Como ele tinha percebido uma coisa dessas?! Eu nunca disse que era uma garota, disse? Assenti levemente. Ele riu, girando a maçaneta e saindo porta afora. Segundos depois, ouvi o ronco do motor da sua moto se distanciar com rapidez.

Notas finais
e então? eu acho que eu superei um pouco minha meta, escrevi um pouquinho demais da conta, mas gostei de como ficou. E vocês?