Notas iniciais
cap meio curto, mas é o que eu tinha escrito.
eu acho que ficou meio vago.
Só uma pequena explicação, não sei se botei nas notas, mas a banda não existe, mas a ocupação dos meninos eu vou explicar no decorrer da fic.
Enjoy!

Mmm estou tão confortável... Será que isso é o paraíso? Me perguntei, e senti uma risada surgir na minha garganta. Eu não era uma pessoa muito crente nessas coisas, mas quem sabe eu não estava errada? Respirei fundo, sentindo um cheiro familiar ao meu redor.

Onde estou? Me perguntei, atrevendo abrir um pouco os olhos. Dei de cara com o teto da minha casa. Estou em casa? Minha mente processou devagar, enquanto eu apertava o amontoado de tecido abaixo de mim. Levantei a mão ainda segurando os tecidos, e reconheci automaticamente os meus lençóis. Uma gargalhada subiu pela minha mente. Eu não morri... Então tudo foi um sonho? Me perguntei, quase não acreditando nos meus olhos. Eu estava deitada na minha cama, no meu quarto, na minha casa. Me levantei, respirando fundo novamente, e uma coisa caiu de cima de mim, me fazendo olhar para o chão.

– Meu Ipod! – eu disse, pegando minha preciosidade do chão. A tela se acendeu, mostrando a música pausada. Bring me to Life, de Evanescence. Eu deveria estar ouvindo a minha playlist quando tive o pesadelo.

Fui até o banheiro, ainda estava de noite, pela janela a lua estava grande no céu, e meu relógio de cabeceira dizia que era perto da uma da manhã. Coisa estranha, não me lembro de ter chegado em casa e dormido. Mas do jeito que eu sou distraída e estava cansada, vai saber se eu não prestei atenção no resto do caminho.

Acendi a luz, e dei de cara com o espelho grande. Eu ainda estava com a mesma roupa, o que me confirmava mais ainda que eu estava realmente cansada e distraída. Suspirei, tirando a roupa, já que tinha suado um pouco com o pesadelo. Entrei debaixo do chuveiro, respirando aliviada com a água fria escorrendo pelo meu couro cabeludo. Fechei os olhos.

Bill POV

Eu estava na janela observando Melissa dormir. Havia muito que eu não a via, uns cinco anos mais ou menos. Mas eu nunca tinha esquecido aqueles olhos verdes.

Olhos que me fizeram me tornar o que eu sou agora. Lembrei de sua expressão há poucas horas naquele beco, e sorri um pouco maldoso.

É culpa dela de qualquer forma. Não precisava estar caminhando àquela hora na rua. O que ela foi fazer ali, a final? Me perguntei, sentando-me na varanda de fora do seu quarto. Fazia frio ali fora e eu ainda estava sem camisa, mas estava tão perdido nos meus pensamentos e na imagem de Melissa adormecida a poucos passos que não me importei.

Eu tinha ficado realmente surpreso ao vê-la ali. Vamos dizer que não foi como eu tinha planejado o nosso encontro, mas também serviu. Ela desmaiou, acho que de medo, então parte do meu plano já começou. Sorri, vendo Melissa se mexer, estava começando a acordar.

O seu pesadelo, minha querida, vai começar. Pensei, saltando da varanda para o primeiro andar de sua casa. Hora de explorar o território.

Entrei pela porta da frente – que eu tinha deixado aberta, já que eu havia levado-a para sua casa depois que ela desmaiou – e caminhei pela sala. A casa estava vazia, e não havia mais vestígios de pessoas ali além dos próprios de Melissa. – Então ela mora sozinha... Isso facilita. – pensei alto, passando a mão pelas estantes de livros já no corredor. A casa era enorme, pelo menos para uma garota que mora sozinha. Bom, pelo que eu sei, ela adorava locais grandes e antigos... Lembrei, levantando uma sobrancelha para uma foto dela com a família. Era da época em que eu a conheci, aos 17 anos.

Eu te amo. Lembrei de sua frase, e cerrei os dentes com força, sentindo a raiva preencher meu coração novamente. E você mostrou bem isso, vadia. Bufei, baixando a foto sorridente antes que eu a jogasse por uma janela. Mantenha a calma, você não chegou até aqui para morrer na praia. Meu celular tocou.

– Alô? – sussurrei sem olhar para o visor. Já tinha uma leve ideia de quem era.

– Bill, onde merda você se meteu? – meu irmão, Tom, gritou do outro lado da linha. Rolei os olhos.

– Estou ocupado agora, você me precisa para alguma coisa? – perguntei, um pouco irritado.

– Precisava, mas você não está onde disse que ia estar. Aliás, onde foi que você deixou a... – ele perguntou, mas eu o cortei antes que terminasse, impaciente.

– Num lugar seguro, Tom. Agora vou desligar, estou ocupado. Mais tarde eu volto para casa, ok? – eu disse, e desliguei o aparelho.

Tom me dava nos nervos com sua preocupação. Eu podia ser dez minutos mais novo, mas sabia me cuidar tão bem quanto ele.

Catch me as I fall / Say you're here and it's all over now / Speaking to the atmosphere / No one's here and I fall into myself – ouvi Melissa cantarolar, e sorri reconhecendo a música. Ela não parecia ter mudado muito desde os 17. E faziam três anos que eu não a via.

A sua voz soou mais perto, e eu entrei na porta mais perto de mim, e deixei uma brecha para observá-la. Ela estava seminua, só com roupa íntima. Opa, nada narcisista, Mel. Pensei, até um pouco surpreso. Ela sempre foi uma garota cheia de pudores, até com a própria família, se me recordo claramente.

Melissa foi até a mesa da sala, onde havia uma pilha de roupas. Eu a observava detalhadamente. Peraí, ela mudou sim, e como mudou. Ela cresceu bastante. Reparei, enquanto ela escolhia uma roupa, de costas para mim. Tinha belas curvas agora, não a suave silhueta de uma adolescente ainda em desenvolvimento. Seu cabelo tinha crescido bastante, chegava até a metade de suas costas, e seus seios – eu percebi quando ela se virou de frente – tinham aumentado pelo menos uns dois números. Mordi os lábios, sorrindo de canto. Eu vou me divertir bastante com ela.

Agora você me pergunta por que eu tenho todo esse ódio, toda essa mágoa com essa garota, a quem eu não via há tanto tempo? Eu te conto o resumo da minha história.

Melissa é a culpada de tudo que sou hoje, do monstro que me tornei. Foi a quebra da sua promessa, sem nenhum tipo de arrependimento, que fez com que eu fosse para um caminho sem volta e sem saída. E agora é a vez dela de pagar pelo que me fez.

Assim que Melissa subiu novamente para o quarto – talvez com o intuito de dormir – eu me dirigi silenciosamente para a saída, já com o caminho decorado. Virei em breve, não me espere. Pensei, ao ler o Obrigada pela visita na parte de trás da porta.

Notas finais
e então, e então? o que acharam? sugestões? reclamações? elogios?
reviews, estou curiosa para saber suas opiniões!