Sweet Tortures

4 Near to You


Notas iniciais
heey nem acredito que consegui postar finalmente!
bom,o capficou mais longo do que eu queria, então tive de dividí-lo em duas partes,e ainda não consigo dar liga para a segunda parte.
MAS ESPERA,SEGURA ESSA PEDRA! eu não vou demorar tanto para postar o próx,prometo.
Bom,espero que gostem...

Bill POV

Estava fumando um cigarro no banco do jardim da casa, enquanto pensava no próximo passo. Tá, você sabe onde ela mora, sabe que está sozinha... e tem quase certeza que ela não faz idéia de quem você seja. Pensei, me lembrando da sua expressão de medo quando me viu naquele beco. Nenhuma faísca de reconhecimento. Não vou ficar surpreso se ela tiver me esquecido. Eu só fui mais um, de qualquer forma... Concluí, me lembrando sem querer do que o maldito do Chad tinha me dito uma vez. Na época eu não quis acreditar, mas aquilo agora fazia mais sentido.

Ela brincou comigo de um jeito... Me enrolou, enquanto dava para quem quisesse pelas minhas costas. E ainda conseguia me falar de amor. Trinquei os dentes, as informações que os amigos de Chad me diziam, e que com o tempo eu comecei a ver serem verdadeiras vindo à minha mente.

Várias fotos dela com outro garoto, às vezes até ela mesma indo à casa de Chad – onde eu estava preso – e se esgoelando de tanto gritar de prazer. Mesmo que eu não pudesse ver seu rosto, eu sabia que era Melissa. Mesmo que eu nunca tivesse ouvido seus gemidos antes, eu tinha certeza que era ela. Por quê? Por que Chad fazia questão de falar seu nome, cada vez que ela aparecia, para me torturar ainda mais. – Ela nunca te amou de verdade, Bill. Pelo menos não é isso o que ela demonstra quando eu a fodo. Acho que ela estava cansada de você, e eu só lhe fiz um favor. – Chad sussurrou no meu ouvido, depois de me surrar pela quinta vez no dia, e eu entendi que ela deveria achar que eu estou morto. Chad já teve sua vez. Só falta uma agora. Pensei, e minha imaginação voou livre de repente.

Quero que ela grite meu nome. Quero que implore para me fazer parar, que deseje mil vezes estar morta a continuar sentindo o que farei. Quero que ela me peça para morrer. Desejei, enquanto imaginava passar minhas mãos pelo seu corpo, até chegar no pescoço, e começar a apertar, até vê-la perder a cor. Não que eu fosse fazer isso com rapidez, longe de mim. Um sorriso carregado de malícia surgiu no meu rosto.

– Hey, que cara de psicopata a essa hora da manhã... – Tom falou perto de mim, e eu olhei para cima, encontrando meu irmão com a cara amassada e com um chupão gigantesco na base do pescoço.

– Noite divertida? – perguntei, indicando com o queixo para a marca, ignorando seu comentário anterior. Ele sorriu, se esticando um pouco, fazendo sua coluna estalar.

– Pois é, que pena que você perdeu essa, era para isso que eu estava te ligando. Mas me diz, como foi a noite de ontem? Pelo seu sorriso deve ter sido boa. – ele disse, dando um soquinho no meu ombro. Rolei os olhos. Eu não estava a fim de contar a ele sobre Melissa, já que ele iria me convencer para esquecê-la, por que isso iria nos dar problemas. E blá blá blá. Mas também se não fosse por ele eu acho que não estaria aqui agora.

– É, aquela foi bem divertida. Acho que ela não vai andar por um tempo, de qualquer forma. – levantei as sobrancelhas, e Tom deu uma risada alta.

– Cara, o Gus vai te matar se você continuar avariando as putas dele desse jeito. Isso é prejuízo, mano. – ele disse, e eu dei de ombros.

– Ele me disse que era para fazer o necessário para fazê-la entrar nos eixos. Ele só não disse o que. – eu disse, e Tom deu um tapinha na minha cabeça, mas continuou rindo.

– Ele disse isso, mas vê se não abusa da boa vontade do cara. É ele que banca tudo isto aqui, de qualquer jeito. – disse, contornando o banco para depois ir em direção à casa novamente. É, Gustav realmente foi bom conosco, tenho de admitir.

– Hey, aonde vai? – perguntei, me virando para meu irmão de costas.

– Tem duas garotas destreinadas lá em cima me esperando. Gustav as quer em forma rápido, então não posso perder tempo. – ele virou a cabeça para mim, e eu vi seu piercing brilhando no meio sorriso que deu. Rolei os olhos novamente.

E você se pergunta, qual a nossa função, a final? Bom, meu irmão e eu somos os “treinadores”e “punidores” das “garotas”de Gustav, respectivamente. E sim, recebemos para isso. Mas só por que somos muito bons no que fazemos. O anjo e o demônio. Ainda me lembrava como Gustav nos apresentava para as meninas, e eu as via simplesmente tremer sob meu olhar. Acho que as histórias sobre mim naquele meio eram repassadas detalhadamente. Imagino que com alguns exageros, mas nada que não me seja possível de fazer. Concluí, jogando a bituca do cigarro em um canto.

Melissa POV

Me levantei, com a cabeça doendo de ter dormido tanto e de ter chorado enquanto isso. – Ele já era, Mel. Eu te fiz um favor, você só estava perdendo tempo com ele. Você merece coisa melhor. A frase de Chad ficou repetindo na minha mente por muito tempo. Ele já era. Isso queria dizer que ele estava morto? Não, eu me recuso a aceitar isso. Podem ter nos separado, mas pelo amor de deus, esteja vivo, Bill. Pedi mentalmente. Era o que eu sempre pedia quando pensava nessa hipótese. Meu celular tocou, me desligando dos pensamentos dolorosos.


– Alô? – eu disse, com a voz meio embargada.


– Mel? Você está bem? – Alice me perguntou do outro lado da linha. Ela devia estar me ligando para saber da casa.


– Oi, Liz. Eu estou bem, e você? – respondi, pigarreando para tirar o tom pesado da minha garganta.


– Estou bem, só estou ligando para saber se está tudo em ordem e se você quer alguma coisa daqui. – ela disse, e eu suspirei, rolando os olhos. Alice era uma garota que não era muito rica, mas com certeza muito generosa. Eu não podia ter escolhido um lugar melhor para me mudar.


– Alice, eu já disse que não quero nada, não precisa se preocupar. E não me venha com a história de que é um pagamento por cuidar da sua casa, que eu juro que te jogo pela janela. – eu disse, a última parte em tom brincalhão, fazendo-a soltar uma gargalhada.


–Ai Mel, você é tão chata... – Alice reclamou enquanto parava de rir.

– Obrigada Liz, também te amo. – brinquei, suspirando logo em seguida.

– Então, o que você vai fazer hoje? Algum encontro com algum gato da vizinhança? – Alice me perguntou, me fazendo rir. Fazia uns bons meses que eu não tinha um encontro feito gente normal, e o último não foi dos mais satisfatórios, relembrei muita coisa que eu não queria.

– Que nada, Liz. Quem sabe eu não vá comprar um gato no pet shop, por que no sentido figurado não tá dando muito certo. – brinquei, arrancando novas risadas de Alice.

– De novo aquela fase? – ela perguntou, me pegando se surpresa. Ela sabia da história de Bill, eu tinha contado a ela um dia, principalmente que eu tinha épocas que ficava revivendo minha fossa, e não queria saber de ninguém.

– Mais ou menos. Ontem à noite achei a foto da gente. Aquela que eu tinha te mostrado. – expliquei, e Alice bufou do outro lado da linha.

– Sei, aquela que eu tive tanto trabalho de esconder. – disse, e eu hesitei um instante.

– Oi? – perguntei, sem entender. – Como assim aquela que você escondeu? – indaguei, levantando a sobrancelha para o celular.

– É que... Bom, no dia que você me mostrou essa foto, e me contou a história dela, eu achei melhor escondê-la, já que você parece sofrer tudo de novo quando relembra essa história. Além do que, me desculpe te dizer isso, mas de verdade, Bill não chance de estar vivo. – Alice disse devagar, e meu coração se apertou um pouco ao processar as palavras. Não tem chance de estar vivo.

Respirei pesado, tentando inutilmente negar a verdade naquela frase. Eu já tinha me convencido uma vez de que aquilo não podia ser verdade, que havia uma chance. Mas nunca alguém tinha me dito o contrário, e isso meio que acabou com todas as minhas convicções.

– Mel? Você ainda está aí? – Alice me perguntou, quando eu fiquei vários segundos sem falar nada.

– Estou aqui, só estava pensando. Mas ele também pode estar vivo, e aí? – eu disse, aproveitando de descarregar todas as minhas dúvidas em Alice. Se ela queria me ajudar, iria ser uma boa se me respondesse algumas coisas que minha mente não sabia como.

– E aí... Você segue sua vida pra frente. Mel, eu sei que você ainda sente uma coisa super forte por ele, mas vamos ser realistas, se por algum milagre ele se livrou daquela gangue de skins, ele pode ter ido para qualquer lugar do mundo. Acho que seria impossível encontrá-lo, depois de três anos. – Alice me disse, e eu assenti silenciosamente. Eu não tinha pensado nisso .

– Mas você sabe, ainda tem o outro lado da moeda, que diz que ele pode estar... Morto,você sabe. – Alice continuou, e eu assenti novamente, franzindo o cenho e engolindo o nó que chegou entalando minha garganta.

–Eu espero que não, Alice. Eu prefiro que ele esteja vivo, mesmo que longe de mim. Pode até ter me esquecido, mas que esteja em paz. – eu disse, repetindo o que eu sempre peço na minha mente.

– Nossa, você realmente não esqueceu ele, não é mesmo? Mas você sabe que precisa, é o único jeito de avançar na sua vida. Me diz, de todos os encontros que você teve, quantos você se lembrou de Bill? – Alice me perguntou, e eu achei que ela estava me dando uma seção de psicologia pelo telefone novamente. Não consegue se desligar do trabalho.

– Bom, nestes três anos eu tive três encontros, um em cada ano... Então em três de três . – eu disse ironicamente, mas me sentindo um pouco mal no final. Eu tinha problemas em me relacionar afetivamente por que eu tinha medo de me envolver do jeito que me envolvi com Bill e acabar acontecendo tudo novamente. Eu sei que é meio impossível, mas eu não agüentaria reviver tudo de novo.

Engraçadinha. Mas se o negócio é sério mesmo, você deveria seriamente refazer a sua vida. – ela disse, suspirando. – E podia começar indo comprar aquela mandala linda que eu vi no shopping antes de vir para cá! – Alice continuou, num impulso, me fazendo rir. Ela sabia como mudar de um assunto sério para uma bobagem em segundos.

– Meu deus, Liz,você não tem jeito, é louca de pedra,de verdade. – eu disse, pondo a mão na testa.

– É sério, assim você mata dois coelhos de uma cajadada! Se distrai e ainda faz um favorzão para sua amiga querida...- ela disse, e eu imaginei sua expressão pedante. Rolei os olhos, uma garota de 23 anos – sim, três anos mais velha que eu- fazendo essas carinhas.

– Tá bom, mas só por que eu tenho mesmo que ir para o shopping comprar algumas coisas. – eu disse, impedindo-a de continuar repetindo “por favor” ao celular.

– Yes! Mas é sério, eu só estou te pedindo por que quando eu chegar não vai ter mais a que eu quero. – explicou, e eu assenti. Nem sei por que eu assinto com a cabeça, se ela não pode me ver de qualquer jeito.

– Tá, anota aí como ela é... – Alice começou a ditar, mas eu já sabia de cor como era aquela coisa, já que ela tinha me falado mil vezes daquele objeto antes de ir para a França, onde estava dando uma palestra sobre obsessão. Que ironia,ela dando conselhos sobre obsessão enquanto está obcecada por uma mandala. Sorri, ouvindo-a tagarelar.

Bill POV

Meu celular começou a tocar, quando eu estava vendo um programa na TV, era interessante mas eu não conseguia prestar atenção, já que ouvia os gemidos de Tom e das meninas no quarto de cima. Nem me incomodava, já estava super acostumado com aquele tipo de ruído. Era Tom que não conseguia ficar quando eu estava “trabalhando”. Dizia que era brochante, não sabia como eu conseguia ficar excitado com aquilo. Questão de gosto é igual a rabo, cada um tem o seu. Era o que eu sempre dizia.

Maldito celular, continuou tocando incessantemente. Peguei o aparelho a ponto de estourá-lo na parede. – Alô? – quase rugi no telefone.

– Pavio curto hoje, Bill? Exatamente do que eu preciso. – a voz de Gustav do outro lado era calma. Levantei uma sobrancelha, imaginando por que ele estava me ligando, já que preferia tratar de assuntos relacionados à “agência”pessoalmente. A não ser que...

– Então, tenho um assunto de urgência para você. Georg ligou. – ele disse, e eu rolei os olhos. É,acho que acharam Roxanne.

– Hum. — eu disse, me levantando do sofá para desligar a TV. Aquele era um trabalho complicado, Roxanne era uma rebelde, e havia dois anos e meio que Gustav estava procurando-a. E eu estava a dois anos designado por Gustav para o trabalho.

– Georg está numa cidade ao sul do país, onde Roxanne está instalada. As coordenadas estão no seu celular agora,mandei uma mensagem. Georg me pediu que você fosse para lá,daqui a dois dias,quando ele terminar de baixar a ficha dela por lá. – Gustav continuou, e eu respirei fundo. Isso atrapalha um pouco as coisas para meu lado. Eu tenho um trabalho particular para começar.

– Certo. E até agora, o que se sabe?- perguntei, tentando agilizar o processo, mesmo que não adiantasse muito.

– Que ela tem mais duas com ela por lá, e que está protegida por alguém por lá, um cara, acho. O resto Georg te passa. – ele disse, e eu rolei os olhos. Garota esperta. Mas não que eu vá me intimidar.­­– Ah, mais uma coisa, parece que nós temos uma informante entre nós. Ela preveu muito bem sobre a emboscada no ano passado. – continuou, eu assenti silenciosamente.

– E ela já sabe da minha existência? – perguntei, já que até agora eu era uma incógnita na operação. Mas se havia uma informante...

–Não, pelo menos é o que eu acho. Mas isso não é o problema. Acho que ela está se preparando para ir à Interpol. – Gustav respondeu rapidamente. Acho que esse era seu maior medo no momento. Sorri um pouco, gostaria de ver sua expressão preocupada uma vez na vida.Pagaria por isso,se fosse necessário.Precisa ser muito para mexer com esse Buda.

–Tá,agora uma última pergunta: alguma restrição?- perguntei, e Gustav hesitou um momento, mas depois entendeu o que eu queria dizer.

– Ela é toda sua, Bill. Aproveita de servir como aviso. – ele disse, e eu fiquei um pouco animado,ia servir como um aquecimento. Às vezes eu acho que Chad e seus amigos bateram muito na minha cabeça.


Notas finais
e então? acho que voicês também acharam chatinho como eu achei,mas juro que melhora a segunda parte.
reviews? Uma pedra na minha direção? Let me know!
küsses!
ps: @dixkoka pra quem quiser saber as atualizações das minhas fics!