Notas iniciais
Não me matem! Eu comecei a escrever uma UchihaCest e aí me emocionei. q
Espero que gostem ~
Bora ler! Kissus.

– Que é?

Disse assim mesmo, daquele jeito gentil que todo mundo é quando acorda com o celular tocando no último volume próximo ao ouvido ÀS 3H DA MANHÃ! Eu tava com sono, muito sono, sono atrasado, sono perdido, sono precisado. Sono, sono, sono, sono! Entenda eu não durmo bem há muitos dias, minha mãe andava doente, a avó de Chiharu estava nos hospital, isso mesmo, por isso naquela terça-feira ela não apareceu. Parada cardíaca. Isso me deixou muito preocupado, por isso eu não dormia direito e nem comia direito. Aquela senhora praticamente cuidou de mim quando cheguei em Tókio. Eu não queria que ela se fosse, eu não queria, ela não podia me deixar aqui sozinho...


Certo, eu to fazendo birra.

Chega! Nunca mais quero ouvir música do X Japan (mentira, quero sim).

"I'll Kill You", sabe?

Esse era a música que eu usava pro celular do serviço.

E 'aquela' risada assim que eu atendi me arquear uma das sobrancelhas.

— Como vai a minha encomenda?


— Que papo é esse?


– Minha encomenda Reita, os doces lembra? Você trabalha em uma doceria e eu quero uma encomenda...

– Ah! Eu parei de fazer. — Menti descaradamente.

– VOCÊ O QUE? — Berrou do outro lado da linha, juro que mordi o travesseiro pra não rir da cara dele. Eu já podia ver o rosto todo vermelho e uma xicara de chá sendo arremessada na parede, os olhos arregalados, bufando e uma fumaça saindo pelas suas narinas. Por que chá? Uma suposição.

– A culpa é tua, disse que nunca tinha ido lá! — Falei calmamente ligando o abajur ao meu lado e sentando sobre a cama. Eu não sabia o porquê dele ter me ligado a esse hora da manhã.

– Inoue-san não podia saber! — Praguejou. E eu?


Ri. Ri muito. Ninguém mandou mentir para mim, achei que estava me fazendo de trouxa no começo, só fui perceber o motivo depois. Sim, eu sou um pouco devagar, não é só o Yuu que não entende de primeira. Eu sou loiro! (Beijos aos loiros de plantão). O ouvi resmungar um “não desliga” e o barulho do telefone saracotear sobre alguma coisa, até uma voz irritante fazer-se presente, de modo abafado, mas irritante.

Eu fiquei ali, falando sozinho, chamando ele, berrando no telefone e nada!


Quando ele voltou eu estava vendo LOST, e nem tava mais a fim de papo.


Eu vejo LOST!


“See you another life, brotha!”


Quinta temporada.


– Tá fazendo ainda?


– O que?


– Tricô. — Resmungou baixinho. — Quero uma polaina-- OS DOCES!


– Estressado? — Ri. — Não esquenta, eu to fazendo, e aproposito, Inoue-san?


Inoue-san?


– Ficando surdo também? Inoue-CHAN. — Fez questão de destacar bem o sufixo de tratamento e emendou um leve riso. — Vou desligar, e prepare algo para me esperar amanhã na doceria.


– Vai sonhan-- — E desligou


NA MINHA CARA!


Naquele mesmo dia, eu recebi uma visita muito interessante.


Eu tinha acabado de sair do banho, eram cerca de 9 h quando a campainha tocou, anunciando o elevador. Por ser um condomínio reservado achei que fosse o sindico, ou qualquer outra pessoa que trabalha no prédio. Deixe-me explicar, meu prédio tinha 20 andares, na recepção havia os números dos apartamentos e nome de quem morava em cada um, por exemplo, no meu estava “15º andar, Sr. Suzuki”. Assim que se saia do elevador já se podia entrar no apartamento. Por isso a campainha.


Eu sei.


Perigoso.


– Pois não? – Foi coisa de um segundo, não demorou e logo eu já estava atirado no chão com o empurrão recebido. Não tinha sido forte eu só não esperava por isso. Quem esperaria hein?


– Escuta aqui... – Ameaçou aquela maldita voz de taquara rachada, sim, ela mesma, Inoue-san. – Quem te da o direito de ligar para o meu namorado às 3 da manhã? Acha que eu não reparei o jeito estranho com o qual você olhou para ele ontem?


– Espera aí, quem te deu o direito de invadir a minha casa? – Retruquei ao me levantar e segurar a toalha na cintura. Sabe-se lá, vai que ela tenta me estuprar.


– Bonitinho. – Disse outra voz, essa mais doce e gentil, a figura da outra mulher se fez em minha frente, a passos calmos enquanto retirava os óculos escuros. Loira, olhos castanhos e é claro, uma pequena menina a acompanhava tímida – Podia fazer um ménage com ele Ino-chan.


– Nem pensar Mel. – Bufou indignada e sentou-se na MINHA poltrona.


– “Mel”? – Olhei para de cima a baixo, sim, eu sou antipático quando eu quero e nem um pouco convencional, onde já se viu entrar assim na casa dos outros e ainda dizer que eu sirvo pra um “ménage”.


ESPERA AÍ.


O que fez essa criatura achar que eu sirvo pra ménage? Eu tenho cara de gay? Bissexual? Transexual? POR ACASO EU APARENTAVA ADORAR UM HOMEM? E quem é essa maldita “Mel” que chega na minha casa na maior cara dura com uma criança ranhenta e babona, que mentira, a menina até era bonitinha e muito engraçadinha, mas quase depenou O KEIJI-CHAN!


– Melody. – Curvou-se brevemente enquanto a menina tentava se desprender de sua mão. Ela estava de olho nas minhas calopsitas, Keiji e Oscar, eu os deixava soltos então estavam pendurados no lustre da sala. – Sou colega de trabalho da Ino-chan.


– A conheceu aonde? Em um cafezinho de esquina? – Eu não podia perder a oportunidade, repararam que apesar desse “climão” parecíamos gente civilizada? Ela sentadinha na poltrona, eu no sofá (seminu) e a tal da Melody segurando a menina enquanto a mostrava os passarinhos.


– Sabe com quem esta falando? – Levantou o tom de voz e eu apenas sorri, marotamente.


– Se nem você sabe, como é que eu vou saber?


– Escuta aqui seu... – Começou já se levantando do sofá, e eu, mais rápido que o Flash, me levantei também, quase deixando a toalha cair. — Eu não sei quem você é, mas fique longe do meu noivo! Não chegue perto dele, não ligue para ele!


– Mas eu não... Espera aí, como sabe que...


– Eu sou uma modelo muito importante, acha mesmo que eu não dezenas de escutas em todos os telefones daquela casa? Eu sei todos os passos que o Takanori dá, o dia todo.


Sera que ela trabalha meio período disfarçada no FBI?


Aqui esta o grande motivo de vários dos meus relacionamentos não terem dado certo, da maioria ter terminado em briga envolvendo ambas as famílias, minha e de minhas namoradas. “Aonde você está?”, “com quem você está?”, “que horas você chega”... Blá, blá, blá. Sério, isso é um SACO! Eu nunca fiz nada de errado, sou um cara atencioso e romântico, tenho meus defeitos. Não posso dizer que todos os homens são assim, sempre tem aqueles cafajestes (isso foi pra você Yuu ), mas tem as exceções. O que eu quis dizer é, que as minhas namoradas queriam saber até quantas vezes eu respirei ao dia!


Isso foi um desabafo.


–Ino-chan, calma, pode prejudicar o …


– Não me diga como me sentir Mel! Não me diga. — Pegou a bolsa de cima da poltrona, e virou-se para a amiga, fazendo um sinal para que ela fosse para o elevador. Quanto a mim? Eu fiquei olhando, morrendo de curiosidade pra saber o que podia ser prejudicado, mas nem fiz questão de perguntar.


Quanto a “Mel” desceu a pequena de seu colo e foi até o elevador, apertando o botão e arrumando os cabelos negros da menina em um chiquinha. Ela me observava com aqueles pequenos olhinhos negros e levemente puxados, honestamente eu não sabia o que ela tinha visto na minha toalha, e ao que ela apontou pude ver o desenho de vários patinhos na borda da toalha. MALDITA TOALHA! ERA A DO KOU!


Ele dorme as vezes lá em casa, ainda.


Agora, imaginem vocês, uma criatura cheia de pose, com o nariz empinado e ainda por cima usando um salto de 15 centímetros. Imaginou? Ótimo, por que essa criatura esnobe caiu de quatro no chão assim que tropeçou em um degrauzinho entre a sala e o hall de entrada. EU NUNCA RI TANTO NA MINHA VIDA. Ela ficou ali atirada enquanto eu me atirava de costas no sofá e gargalhava.


Até ouviu ela grunhir e levar uma das mãos a barriga.


– Kami, o bebe.


– O BEBE! — Saltou a dita cuja “Mel”.


– O BEBE? — Berrei arregalando os olhos.



MEU DEUS, UM BEBE.

Notas finais
Huhuhun . . . UM BEBE!