Sweet Escape

7 TGIF - Part 2


Christian Grey Pov.

Depois dos jogos com Elena, descemos até o restaurante do hotel me dei conta de que não tinha jantado e muito menos almoçado. O jantar foi bom, colocamos o papo em dia e por incrível que pareça só fui reparar no horário quando já eram três da manhã. Despedi-me de Elena e fui em direção a meu carro.

Olhei em meu rolex novamente agora os ponteiros marcavam 3:25, apesar da noite incrível e insana , meu dia foi muito cansativo.


– Anastácia . — Seu nome surgiu em meus pensamentos e formou-se um sussurro em meus lábios. Meu coração acelerou.Seus olhos, sua pele macia, seu sorriso tímido, sua boca...bati com a mão machucada no volante, por sorte em uma de nossas brincadeiras acabei cortando a mão e Elena improvisou um curativo pouco antes de sairmos para jantar. Se não fosse por isso teria quebrado minha mão.

Senhorita Steele, provavelmente estaria em seu emprego agora usando um uniforme que mostra suas pernas . Deve estar servindo vários homens cheirando a cigarro e bebida barata, bêbados, recebendo cantadas idiotas de caras imbecis que dariam tudo por uma noite com ela. Recordei do momento que ela disse que tinha um noivo, seus olhos ficaram mais fortes e pouco expressivos. PORRA. Ela não estava noiva, não iria se casar, ela mentiu pra mim. Mas sei que tem um homem em sua vida,infelizmente estava la quando Ana falava toda melosa no telefone.

INFERNO. Qual homem deixa sua mulher trabalhar como garçonete, só podia ser um idiota mesmo. Senhorita Steele é linda. Ela não deveria manter um emprego desse nível, a não ser que realmente precisasse. Francesco, o detetive, disse que as contas dela estavam em dia, então porque diabos mantinha dois empregos.

"Jared & Anthony Pubs" olhei o letreiro em verde néon aonde estava escrito entre , aquilo era uma espelunca caindo aos pedaços. Mas eu precisava vê-la de novo e deixar para segunda seria muito tempo. Algumas horas antes tivemos uma briga que como costumam dizer foi uma " briga boba". Admito que peguei pesado com ela, mas não queria que me deixasse falando sozinho. Sai do meu carro e entrei pela porta.

Estava vazio, não tinha ninguém porém as mesas pareciam ter sido ocupadas horas antes. Sentei em uma mesa perto da porta, pra mim era massacraste ter que vir nesse lugar. Eu Christian Grey, formado em medicina pela Harvard e psicólogo formado em Yale, não deveria freqüentar um lugar assim. Era inadmissível. Ouvi um barulho de portas e olhei, era ela, mas não demorou muito ela voltou para dentro.

Que diabos, ela estava linda naquele uniforme. Porque ela voltou pra dentro? Ela não viria me atender? Estava brava com a briga que tivemos ? Apareceu um homem alto e gordo, sua cara não era das melhores, ele estava bravo.

– O que vai querer ? — Sua voz era forte .

– Porque Ana não veio anotar meu pedido? — Firmei a voz no mesmo nível.

– Não tem ninguém aqui que se chama Ana senhor. — Me encarou. Então isso era um recado para me retirar do local.

– Ok. — Peguei minha carteira no bolso e tirei 200 pratas . Contei as notas em sua frente. — Agora, por gentileza chame a Ana. — Para ele as 200 pratas de gorjeta não fizera efeito.

– Não tem ninguém aqui que se chama Ana. — Repetiu. Tirei um título e peguei uma caneta. Todo mundo tem um preço alguns são caros e outros como esse nem tanto.

– Gorjeta de $2000 em título. Gostaria que Ana viesse atender meu pedido. — O grandão olhou admirado. Vi a aliança em seu dedo, é casado pela cara de cansado deve ter dois empregos e no mínimo 2 filhos. Essa grana faria diferença pra ele.

Ele não disse nada apenas entrou na porta da cozinha. Minutos depois ela saiu de lá, estava linda. Quantos homens não a paqueraram hoje, quantos não tiveram uma segunda intenção. Eu iria tirá-la dessa vida, ela ira ser apenas minha, minha Anastácia Steele.

– O que vai querer? — Disse emburrada jogando o cardápio em cima da mesa. Ela não olhou em meus olhos.

– Esse não é o lugar para uma moça trabalhar. — Estava nos nervos e precisava me acalmar se não teríamos outra briga ali mesmo.

– O que vai querer? — Ela estava brava e isso me deixava excitado. Sorri, quando notei que ela olhava para minha mão com curiosidade, sabia que ela estava louca para perguntar como a machuquei.

– Você. — Falei e ela mordeu os lábios. PORRA. Queria poder fuder ela nesse exato momento. Seu rosto corou, sua mão delicada tremeu. Eu tinha a assustado. Mal começo, mal começo. — hum... Você... Você... teria Ad'janamount ? — Provavelmente não, nessa espelunca não tem bebidas desse nível mas na hora foi o que saiu. Ela me deixava nervoso... minha mão suava.


– Claro. — Ela tinha ficado sem graça, não queria aborrece-la. — Vou...vou pegar. — Deu meia volta atrapalhada e passou pelo cara grandão com duas facas. Provavelmente ela nem sabia o que era essa bebida.

Estava demorando para ela voltar, já estava pensando na remota possibilidade dela ter ido embora. Será que ela seria capaz? Imagino o quão deselegante fui com ela, não era minha intenção. Quer dizer era...mas... Ah, como eu a queria.

– Desculpa, o que foi mesmo que pediu? — Sua voz surgiu em meio a meus pensamentos. Ela estava vindo em minha direção.

– Me traga a sua melhor bebida. — Não queria parecer metido, longe disso, mas sei que não teria nenhuma bebida que gostaria de provar nesse lugar. — Por favor . — Falei pausadamente tentando não parecer um idiota. Ana gostava de agradecimentos como o simples uso da palavra ' por favor' ou ' obrigado' sua visão sobre mim mudava e um sorriso gentil aparecia.

– Acho que está longe de ser o que precisa... — Falou quando retornou, colocou a bebida sobre a mesa. Ela não olhou em meus olhos, isso me deixou extremamente encabulado. — É a mais cara que temos. — Sua pulsação não parecia normal.

– Aconteceu alguma coisa ? — Perguntei.

– Porque a pergunta ? — Anastácia pareceu calma e me olhou por instantes mudando rapidamente a direção .

– Senhorita Steele, sinceramente não gosto quando pergunto algo e recebo como resposta outra pergunta . — Posso ter parecido irônico, senti minha não pulsar. — Agora, por favor me responda, está sentindo algo diferente ? Quando foi sua última refeição ? — Continuei olhando seus lindos olhos e recebi de volta sua atenção. Não respondeu, mas parecia pensar sobre minhas perguntas.

– Estou bem. — Essa foi sua ligeira resposta. — Se não se importa vou voltar... Caso precise de alguma coisa é só tocar a campainha . — Apontou para o receptor em cima dos guardanapos . Eu a apertei assim que seu corpo se esquivou . — Como posso ajudá-lo? — Bufou.

– No momento adoraria desfrutar de sua presença . — Anastácia franziu a testa por alguns segundos .

– Como é? — Indagou com espanto .

– Gostaria que se senta-se senhorita Steele. — Foquei meus olhos nos dela, queria causar determinado impacto e observar sua reação .

– Não posso. — Se virou em direção a cozinha novamente. Em primeiro lugar não iria deixá-la partir e segundo nunca fui rejeitado por mulher na minha vida.

– Senhorita Steele, sei que não está comprometida com outro homem. — Afirmei tentando manter o mesmo tom de voz. Francesco, me garantiu isso mesmo não falando claramente. Sou formado em psicologia e psiquiatria considerado o mais importante do pais por inúmeras vezes. — Eu vi o desfoque em seus olhos sei que estava contradizendo suas próprias palavras. — Deixei claro. Mas meu espanto maior foi que após essa última frase Anastácia apenas olhou para trás e afirmou um sinal positivo com a cabeça seguindo aquilo que havia planejado anteriormente... A cozinha.

Pensei em tocar no receptor em minha frente novamente mas resolvi não fazer. Nunca imaginei levar um "fora" de uma mulher mas como o velho ditadura popular diz : sempre há uma primeira vez . Sai do xilindró, ou melhor bar... se é que essa espelunca pode ser chamada desse jeito. Como prometido paguei a bebida, deixei uma gorjeta bem gorda e o número do meu celular.

Minha mente entrou em conflito assim que atravessei a porta: — Grey ela não vai te ligar. — Pensei alto. Chutei o pneu de meu carro com toda força contida em meu corpo . Anastácia Steele sedutoramente e " sem nenhum esforço " ganhou toda minha atenção nessa última semana, deixou-me intrigado e amedrontado com meus sentimentos. Agora mais do que tudo estava determinado a conquista-la.