Sweet Escape
8 Blue Eyes
Notas iniciais
Ana Steele PoV.
Grey tinha me chamado para sair quer dizer pra sentar com ele, mas na minha época essa na qual eu vivo isso foi sim um convite para sair. E o que fiz ? hum... Eu recusei e sai correndo da mesa de volta para cozinha.
Os dois homens que faziam turno comigo olharam sem entender assim que passei de volta. Minha cabeça borbulhava de questões como : Volta lá e diz para ele que quer, volta e diz pra ele ser simpático, volta e diz pra ir com calma. Era tantas questões com " volta" que eu resolvi não voltar.
— Seu amigo já se foi e deixou uma bolada de título . — Me mostrou sua mão cheia dos mesmos. Talvez um dos motivos por eu não ter voltado foi o simples fato de estar achando que estou sendo comprada. Imagina! Com tantas mulheres lindas nesse mundo o que Christian Grey iria querer com você uma simples garçonete . — Chefe disse que por hoje o expediente acabou! — Sorriu cantarolando até o vestiário. É no contrato estava escrito que se todo trabalho fosse cumprido poderíamos sair mais cedo.
— Sei que nos conhecemos hoje — Sai correndo atrás dele no vestiário. Por questões de segundo ainda o pegava aberto. — Mas preciso de um favor... E é bem grande . — Comentei atrás da porta.
— Diz — Sua voz grossa ecoou.
— Sei que o senhor que acabou de sair daqui, o de terno lhe ofereceu uma enorme quantia em títulos. — Sim, estava me referindo a Grey. — Eu gostaria de devolver pra ele o dinheiro. — Mordi os lábios.
— Não — Gritou lá de dentro já destrancando a porta .
— Por favor. — Não queria que passa-se na cabeça de Christian que eu havia aceitado aquele dinheiro, mesmo que não fosse oferecido diretamente pra mim. — Não quero que ele pense coisas sobre mim, ele é meu professor e nossa relação é um pouco complicada. Não que tenhamos alguma coisa... Mais sério, Entende? — Não provavelmente o assistente de garçom e cozinheiro não entenderia o que eu estava tentando explicar . — Eu não estou nem dando pra ele então não tem porque Christian me dar dinheiro. — Bom acho que assim ele entendeu ... Hey, não foi isso que quis dizer. — Eu não sou puta é só o que quero explicar. Não quero que pense que pode me comprar. E se ele achar que fiquei com o dinheiro... Só deus sabe o que aquele louco vai pensar. — Eu não sabia explicar nadinha de nada o que estava sentindo e porque queria o dinheiro de volta.
— Menininha, você não tem cara de puta e nem age como uma. Você me convenceu... Toma aqui seu dinheiro. — Tirou do bolso de sua calça e deu na minha mão. Não é meu dinheiro, é dinheiro do Christian. Vou devolver pra ele.
— Paul, eu sei como é. Tenho uma filha também . Dinheiro não aparece tão fácil assim em nossas vidas, mas convenhamos que um cara que aparece no final do expediente dando uma fortuna dessas não bate bem com a cabeça . — Não batia mesmo.
— Eu acho que quem não bate bem da cabeça é você de deixar uma oportunidade dessas passar. O cara só falta babar por você Ana. — Voltou sorrindo para o vestiário .
Cheguei na conclusão de que Paul era feliz. Eu ainda tinha que retirar as " campainhas " das mesas. Apressei o passo e fui recolhendo uma por uma, até que passei na mesas que ele estava sentado minutos antes. Christian pagou pela bebida mas não a consumiu, doido mesmo, mas o que me chamou a atenção era que embaixo dela ele havia deixado um bilhete. " Adoraria que me ligasse 4655... . "
Guardei seu número no bolso em que estava sem nada. Precisava devolver o dinheiro dele, foi bom ter deixado o número... Também poderia ligar e ouvir sua voz. Finalmente terminei meus afazeres e o chefe fechou o bar. Fui até Fluflu que estava estacionada não muito longe .
Depois de tanto tempo saber que sou desejada por um homem daquele me deixava estonteante ... Não posso pensar nisso. Peguei seu telefone em meu jeans e comecei a discar, sem ao menos saber o que falar. Talvez quem tenha uma ficha a menos sou eu.
— GREY. — Atendeu na primeira tocada com sua voz rouca. Não fazia tanto tempo assim que ele havia saído do bar então presumi que não estaria dormindo.
— É a.... Hum... Anast... An...- Minha voz não saia . Então feito uma adolescente eu desliguei e a ligação foi cortada.
— Senhorita Steele. — Abriu a porta do meu carro e foi já se sentando no banco de passageiro. — Por favor não se assuste. — Estava tentando me acalmar só tentando, porque eu acabei chorando. — Porque você está chorando? Assusta-la não foi minha intenção pensei que estava tendo problemas com essa lata ve... Digo com o carro. — Não adiantava me acalmar chorava mais ainda e por mais doido que seja era por um trauma de infância. Meu primo uma vez passou Katchup no rosto e sentou no banco a meu lado. Naquela época fiquei com tanto medo que acabei fazendo até xixi na calça .
— Senhor Grey, o senhor estava me seguindo? — Falei quando me acalmei porém ainda chorando.
— Não . — Fez uma breve pausa. Estava sim. — Porém estava por perto. Mas agora me explique Senhorita Steele, porque está assim? — Christian devia estar me achando uma tola nesse momento. Mas sustos não é comigo... E também sei que essa não foi a sua intenção. Então o mais sensato a fazer era parar de chorar.
— Trauma de infância . — Fiz cara de como não queria ser questionada sobre o assunto.
— Uma hora você vai ter que contar a alguém... Talvez não nesse momento . — Pois bem não nesse momento. Consenti com a cabeça . Silêncio. Muitos Olhares. Parei de Chorar. Mais Olhares. Frio na Barriga . Grey limpou a garganta. — Porque me ligou? — Seu olhos azuis penetrantes questionaram a pergunta chave.
Fale com o autor