Sweet Escape

5 Novo emprego


Notas iniciais
Oi meninas como viram não demorei muito. E prometo não demorar mais do que 10 dias para postar a outra parte. Isso se tiver comentários suficientes. Vi que tenho bastante visitas, mas comentários são muito poucos. Mas enfim, obrigada a todas que comentaram. Fiquei feliz. 😘 E vocês viram ganhei uma recomendação ❤️❤️❤️❤️ Muitíssimo obrigada . Espero que gostem desse capitulo, ele ficou um pouco extenso mas preferi não dividi-lo. Prometo fortes emoções. E espero muitíssimos comentários. Boa leitura.

Ana Steele Pov.

Minhas mãos estavam tremulas e meu coração parecia sair pela boca. Apertei o botão e atendi . Era meu pai :

– Princesa, estou te atrapalhando ? — Era Charlie no outro lado da linha.

– Não... Aconteceu algo com a Nessie ? — Indaguei apreensiva.

– Ela está bem, está aqui do lado. — Sua voz estava normal, não parecia estar nervoso ou preocupado. – Amanhã gostaria de ir pescar pela manhã e a bonequinha quer ir junto. Queria saber se posso levá-la... — Então Charlie esperava minha permissão . Era engraçado ver meu pai pedindo permissão a mim. — Você não vai ter voltado do novo serviço a hora que formos...- Eu podia jurar que a voz do meu pai era implorando para levá-la. Nessie ama pescar e diga-se de passagem ela é pé quente para pegar peixes. Ele vai bem pela manhã 6:30 por aí e meu expediente termina as 8:00.

– Com duas condições ? — Falei me preocupando. — Primeira, quero os dois de volta na hora do almoço . — Oklahoma é um lugar extremamente ensolarado e muito quente poderia causar queimaduras ou algo na pele mesmo com o protetor solar e os chapeis de pesca de Charlie. Meu pai concordou rapidamente . — Segunda, a Nessie deve usar coletes salva-vidas. — Acho que esse seria o problema, ela odiava colocar colete ... Mas era isso ou sem pesca. Ouvi meu pai repetindo as palavras para ela.

– Mamãe ? — Eu amava quando ela me chamava assim. — Eu não quero ter que colocar colete salva — vidas. Eles apertam e são feios. — Sua voz era manhosa.

– Renesmee, se você não colocar o colete não irei deixar você ir com seu avô e quero vocês dois na hora do almoço em casa . — Falei séria segurando a risada, pois lembrei daquele professor rabugento, ele foi a minha inspiração para dizer determinadas palavras. — Nem um minuto a mais ou a menos. Se não chegarem na hora do almoço vão ficar sem bolos e sorvetes por um mês. — Meu pai era pior que criança em relação a doces. Eu amo cozinhar e meus pratos favoritos de fazer são os bolos, sorvetes e doces em geral . Então seria um castigo cruel, caso desobedecem alguma dessas ordens.

– Acho que da para gente voltar na hora do almoço, né vô? — Provavelmente minha pequena estava olhando com seus lindos olhos cor de mel e fazendo um lindo bico para meu pai. — e vou colocar o colete. — Essa parte ela disse baixo, mas me deu total confiança de que ela o usaria.

– Ok, então pesquem bastante . E amanhã para o almoço farei torta de frango e de sobremesa folhados de chocolate com sorvete. — Comida favorita deles.

– Você é a melhor mamãe do mundo, te amo . — Minha menina parecia feliz e isso me deixava muito mais que feliz. Ouvi ela bocejar e lembrei-me que já está passado da hora dela dormir .

– Eu também te amo e muito. Durma bem, nos vemos amanhã na hora do almoço. — Awn, minha bonequinha faz a mamãe se derreter em poucas palavras. Esperei ela desligar e desliguei em seguida. Sorrindo.

Estava sentada na mureta em frente a livraria, por alguns minutos esqueci dos risos e da maldita palestra . Suspirei com toda vontade, não sabia o que fazer agora se voltava para o recinto ou não. Olhei no relógio do celular e já marcavam 22 hrs... Quase me desequilibrei da banquetinha quando vi que ele está em pé do meu lado. Antes não tinha reparado mas ele estava incrivelmente sexy em uma camisa social azul e calças jeans escura , seus olhos também azuis me encaravam mas dessa vez estavam diferentes era como se tivesse magoado ou algo do tipo.

– Errr... — Tentei falar algo mas as palavras não saiam da minha boca. Mordi meus lábios e encarei o chão.

– Senhorita Steele,... — Sua voz era ríspida e mau humorada... Como sempre.

– Senhor Grey, antes de começar a falar gostaria de pedir desculpas. Sei que me atrasei é que meu carro... — Foi imediato as palavras saltaram da minha boca.

– Sabe o que é pior Senhorita Steele? — Perguntou encarando suas próprias mãos . — Eu já esperava essa atitude sua, sempre chegando atrasada e como os alunos dizem sempre " causando" . Senhorita Steele, não minta para mim, já sei exatamente o tipo de pessoa que você é e não precisa inventar mentiras. — Indagou agora mordendo seus lábios e se virou olhando diretamente em meus olhos. Me arrepiei, eles se perderam uns aos outros era intenso o azul de seus olhos .

– Não, o senhor não me conhece. — Sai andando em direção oposta a ele, em direção a Fluflu, que estava estacionada a três quarteirões dali. Eu iria embora, não ia aguentar mas nem um minuto de insultos.

– Espere. Não vá. — O tom de voz duro e insensato pareceu sumir. Eu parei de andar mas não voltei a olhar em sua direção . Porque ele me queria na palestra ? Depois de tudo que falou e como agiu la dentro mandando-me apressar. — Olha, me desculpe por... enfim... já que você veio poderia entrar e pelo menos fazer o exercício . — Indagou. Não era uma pergunta e realmente não tinha idéia de como agir.

– Repete ? — Falei ainda de costas. Precisava ouvir aquela palavra novamente.

– Já que você veio poderia entrar e fazer o exercício que passei. — Disse com a mesma voz macia porém forte e rouca.

– Não essa parte a outra. — Parece que surgiriam inúmeras borboletas em minha barriga.

– Senhorita Steele, imagino que deva marcar uma consulta... — E novamente sua voz ficou ríspida e insensata.

– Até mais Grey. — Falei e voltei a andar em direção a meu carro. Por algum motivo ou paranóia algo me dizia que aquele cuja a voz me disse para "não ir" realmente queria minha presença . Mas quando ele proferiu a última frase pareceu como se os insultos e o seu lado sombrio tivessem ressurgido.

– Me desculpa... — Disse alto... então me virei e para minha surpresa ele pareceu sorrir. Mas só pareceu, não que esse jumento saiba rir.

– Está desculpado. — Passei em seu lado e andei até a porta da livraria. Pensei que estaria bem atrás de mim, mas quando olhei ele estava parado no mesmo lugar apenas me encarando agora com as mãos no bolso. — Aconteceu alguma coisa? — Perguntei. Aí meu Deus, não me diga que uma coisa linda dessas é bipolar, sei que ele não é 100% mas assim de uma hora...

– Vamos entrar. — Disse calmamente caminhando em minha direção e abrindo a porta. Sugeriu com a cabeça como se as damas devessem ir primeiro. E entrei. Senhor Grey graciosamente apontou e puxou uma cadeira ao lado da sua. Era esse homem que me insultara minutos antes? Mas ao invés de se sentar ele continuou de pé e foi até o centro aonde teve a atenção de todos os alunos.

– Senhoras e Senhores, como combinado nossa palestra ficou de terminar as 22:00. Mas a partir de agora estão dispensados. Coloquem nome em seus desenhos e me entreguem, segunda — feira terminarei o exercício. Tenham um ótimo final de semana . — Sua voz foi clara e expressa. Fiquei desnorteada, era para eu ir embora, ele me fez entrar para me mandar embora ? Mordi os lábios incrédula. Esse cara só podia ser doido mesmo. — Exceto você senhorita Steele. — Olhou para mim e para minha surpresa todos os outros alunos também reservaram a atenção a mim.

Por fim, cada aluno começou a entregar sua folha e sair. Quando chegou a vez de Claire ela entregou seu desenho e ao invés de sair, veio em minha direção e me abraçou.

– Amanhã me conta tudo . — Sussurrou em meu ouvido. Fiquei com receio de aquela " coisa" que não tirava os olhos ter escutado.

– Bom final de semana também Claire. — Sorri e ela piscou andando em direção a porta e por fim ela se foi.

Christian suspirou e sorriu em minha direção quando Claire saiu, o que havia visto antes não era um sorriso...isso sim era um sorriso e que sorriso. Me peguei sorrindo para ele também, mas era só o que me faltava, felizmente me dei conta e parei de sorrir... Um pouco tarde demais mas o importante é que parei. Senhor Grey andou até seu lugar, que infelizmente era ao meu lado pegou sua maleta colocando os desenhos dos outros alunos e pegando uma sulfite em branco e um lápis de cor verde.

– Senhorita Steele, aqui está sua folha e seu lápis. — Entregou e se sentou ao meu lado. Seu perfume era excitante e te-lo sentado a meu lado me deixava sem jeito, nunca me senti intimidada por nenhum homem... Já por ele, eu sentia algo diferente . — Anastácia, o exercício é simples ... — Espera, ele me chamou de Anastácia ? Será que estou tendo uma miragem ou ele ...? Meu nome em sua boca soava extremamente sexy . — O objetivo é incentivar o artista a expor suas mais verdadeiras e profundas emoções e compreendê-las. Quando terminar irei ajuda-lá a entender . E verá como apenas alguns traços podem conter informações sobre sua vida inteira... Até segredos que você não queira revelar. — Fixou seu olhar e sua sobrancelha formou um "V" . — A senhorita está prestando atenção ? — Não, não pois enquanto ele explicava eu só prestava atenção em sua boca e como queria poder sentir seu beijo. Aí meus Deus, Anastácia.

– Pode me chamar de Ana. — Disse por fim mordendo meus lábios. Na minha frente estava uma folha e um lápis e eu não tinha a mínima idéia do que fazer. Porém, não podia demonstrar isso ao Christian. — Sim, entendi. Então o senhor irá ler meus desenhos assim como uma vidente lê a mão ? — Comecei a rir, mas não por achar algo engraçado mas sim da bobagem que acabará de falar.

– Está duvidando de minha capacidade? — Indagou raivoso. — Senhorita Steele, caso não tenha percebido, hoje é sexta — feira. — O olhei sem entender . — Comece o abstrato . — Concordei com a cabeça e foquei em meu abstrato.


Mr. Grey Pov's.

Estava sentado em sua frente vendo-a desenhar, eu a encarava, admirava seus olhos compenetrados e o leve movimento de sua mão enquanto ela fazia o abstrato.

– Acabei. — Mordeu seus lábios sedutoramente. Ah, imagina essa boca linda no meu pau esperando o agrado da noite. — Acabei ! — Desliguei-me de determinados pensamentos. Talvez esse não fosse o momento correto para te-los.

– Ok. — Peguei a folha rapidamente e admirei o desenho. Era muito bonito, mas não era nada satisfatório ao meu ver. O desenho continha muitas emoções, inúmeros sentimentos, muitas linhas. — Seu desenho ele... — Perdi as palavras . Senhorita Steele, não era uma garota para certas brincadeiras. Com isso leia-se " Mantenha-se longe, o mais longe possível " .

– O que tem meu desenho ? — Seus lindos olhos se dilataram, ela estava curiosa .

– Senhorita Steele, seu desenho contém linhas extensas na posição vertical, um relevo de baixa fixação e inúmeros desafinamentos. Olhando da direta para esquerda, no final de cada linha a uma pequena falha, totalizando doze desfoques e três entrelinhas . Suas linhas são densas e os traços leves . — Porra, isso não era bom. Em meus conhecimentos de psicologia e psiquiatria isso era péssimo . Só comprovava coisas que eu não queria.

– Traduz. — Começou a rir, não era de nervoso, Anastácia se divertia com a cena, provavelmente a cara que eu fizera . — Você disse que com um desenho, conseguiria saber meus segredos mais profundos... — Falou como se estivesse imitando minha voz. Eu quis rir, ela me fazia querer rir, o que é difícil pois nenhuma mulher mexe com meu humor . Exceto quando estou jogando minhas deliciosas brincadeiras . Aonde desperta o verdadeiro instinto animal, o lado cruel e masoquista presente na minha alma . — Até agora você só falou de linhas leves...- Errada. Eu disse linhas densas e traços leves. — Desculpe, senhor Grey. — Parou de rir, suas mãos se fecharam uma a outra. O clima tinha ficado tenso, estava nervoso e agora ela também estava . Se Anastácia fosse minha, ela iria sentir a dor de determinadas palavras por um mês . Nenhuma garota duvidara de mim antes, muito menos de meu trabalho.

– Senhorita Steele, você sofreu uma perda drástica na sua adolescência, isso influenciou em seu comportamento. A rebeldia presente em sua adolescência está também presente nos dias de hoje. — Anastácia se manteve atenta, um bom sinal isso dizia que ela começava a acreditar na capacidade do exercício que aplicará . — Depois de sua perda, em alguns anos posteriores algo a decepcionou . — O que havia a decepcionado ? Eu queria saber, precisava saber. Ela havia se magoado feio, nas entrelinhas seu coração partiu-se ao meio . — Mas você se apegou a um novo alguém, o que fez seguir em frente . Você daria a vida por esse alguém. — O nervoso me fez apertar as unhas na palma da mão, provavelmente havia me auto mutilado. Não queria pensar nela gemendo e gritando o nome de outro alguém que não fosse eu. A dor fazia-me esquecer de meus sentimentos, porém parecia não resolver nesse momento . Eu a queria só para mim, eu queria Ana e iria te-la . Comprometo-me a educar e reduzir seus sentimentos e lhe ensinarei apreciar o prazer. — Anastácia, o amor é uma fraqueza do ser humano. Cedo ou tarde esse homem ira decepciona — la e ira acontecer o mesmo episódio que aconteceu anos antes. — Indaguei olhando para seu desenho e desejando corta-lo em mil pedaços .

– Que homem? — Sua voz saiu fraca, o que me fez olhar para seu rosto. Ela estava pálida .

– Não, se faça de ingênua senhorita Steele. O mesmo homem que você falava minutos antes no celular. — Assim que terminei de falar ela mordeu seus lábios e sua testa enrugou-se. Mas que diabos isso significava, o que essa cara que ela acabará de fazer significa? Pensei que ela mordesse os lábios quando ela ficava insegura de algo ou até mesmo constrangida. — " Te amo mais que tudo. Até amanhã na hora do almoço. " Caso não saiba frases pré constituídas no vocabulário, não significam absolutamente nada e infelizmente não demonstra nenhum sentimento. — Agora foi minha vez de imitá-la. Suas pupilas se dilataram e um "ooh" foi ironicamente proferido .

– Então o desenho diz que não amo meu noivo ? — Parecia ironicamente irritada. Ela estava NOIVA. Porra, que diabos... Meu chicote de cerdas holandesas reforçadas em alumínio cairiam muito bem em sua bunda nesse momento, Anastácia Steele. Só otários, para se prenderem a uma pessoa pro resto da vida .

– Se a senhorita fosse esperta não se casaria com alguém que não explora todo seu potencial. — Foi uma resposta seca.

– É realmente, não sou tão esperta. — Fez um bico novamente irônico. — Qual é o seu índice de acertos ? — Perguntou .

– Nunca erro em minha vida profissional, senhorita Steele. — Ríspido porém claro.

– Você errou. — Afirmou erguendo as mãos para cima. O QUÊ? Eu nunca erro.

– Tenho um livro publicado sobre esse assunto, " Terapia em Desenhos" fiz mais de quinhentos testes antes de escrevê-lo e mandar para editora . Já vendi 9 milhões de cópias em apenas duas semanas e a nota dele na BEA é 5/5 estrelas. Nunca errei. — Ser contestado por uma aluna, era só o que me faltava.

– Passar bem senhor Grey. — Pegou sua bolsa e se levantou da cadeira indo em direção a porta.

– Aonde pensa que vai ? — Me levantei elevando a voz.

– Pra casa. — Respondeu batendo a porta . Ninguém nunca me deixou no vácuo. Nada termina antes que tenha minha palavra de que acabou.


Ana Steele Pov.

Assim que sai da livraria aonde aconteceu a palestra, andei rapidamente até Fluflu, foi uma corrida e tanta. O que eu estava sentindo ? O que eu estava sentindo? Inúmeros sentimentos em pouquíssimo tempo. OMG! Era raiva, magoa, alegria e diversos outros. Primeiro, ele até estava indo bem em sua brincadeira patética de " desenhe e irei adivinhar a sua vida" , quando Christian disse que cedo ou tarde um homem iria me machucar pensei em Charlie, porém meu pai nunca me decepcionou antes, nem mesmo quando entrou em depressão. O homem que me magoou foi Sam, pai da minha filha Nessie, não tenho mais contato com ele e a última vez que nos falamos foi quando contei a ele que estava grávida. Depois disso nunca mais nos vimos, ele nem ao menos quis conhecer a minha filha, apenas deposita o dinheiro da pensão em minha conta . E a única pessoa para quem dou a vida e amo mais que qualquer coisa nesse mundo é minha filha e meu pai . E não um homem .


Queria provar ao Mr. Grey que ele estava errado, mas ele foi tão ignorante e arrogante que entrei no clima e inventei um NOIVO. Dei uma enorme risada quando dava marcha no Fusca, se ele falasse que eu era louca por rir sozinha, iria ter que concordar. Não me relaciono com ninguém desde Sam, ou seja, não me relaciono com um homem faz oito anos. Novamente, Christian era grotesco, metido e...e... havia algo nele que me despertava uma imensa curiosidade. Pelo visto tenho uma enorme capacidade por me sentir atraída por caras como Christian Grey. Unf 😡 ! Ele não acreditava no amor ? O amor é para fracos? Incrivelmente já ouvi isso antes, a oito anos atrás.

Dirigi até o bar aonde iria trabalhar, cheguei uma hora antes. Estava lotado, mas não era igual na Califórnia, aqui as pessoas saiam em famílias, bebiam e se divertiam. Quando deu 4horas da manhã já não havia mais ninguém, apenas uma enorme bagunça para arrumar. Ainda tinha quatro longas horas de expediente, comecei pela louça.

– Ana, cliente . — Paul que limpava a grelha fez cara feita. Realmente o bar estava praticamente fechado já. — Já vou. — Respondi para Jared, um dos donos do bar. Terminei de enxaguar um prato e sequei as mãos.

– Se for querer algo para comer, diga que temos apenas lanches frios. — Paul disse baixo para que Jared não escutasse. Eu ri.

Peguei o menu e o bloco de pedidos e sai da cozinha. Assim que as portas se fecharam atrás de mim, eu o vi. O que ele estava fazendo aqui? Esse não parecia o lugar, que ele freqüentava. Me deu um calafrio e borboletas ou melhor pássaros gigantes começaram a agitar-se em minha barriga. Voltei para dentro, espero que ele não tenha me visto.

– Aconteceu alguma coisa? — Paul perguntou.

– Será que poderia atender o cliente para mim? — O olhei quase implorando.

– Encrenca ? — Disse largando o que estava fazendo e pegando o menu e o bloco de notas.

– Digamos que sim. — Mordi os lábios.

Paul foi lá e eu fiquei mordendo as unhas. Ele estava demorando para voltar com o pedido, será que o indivíduo tinha sido rude com Paul também ?

– Ele me deu $200, para que você atendesse ele. — Me olhou incrédulo.

– E você ? — Pisquei. Ele queria me ver, como sabia que iria trabalhar aqui essa noite? Será que me seguiu quando sai da livraria ?

– Não aceitei. Mas então ele me ofereceu $2000, em dinheiro... Ele me mostrou. — Fiquei de boca aberta, provavelmente até tenha caído um pouco de baba.

– E você ? — Repeti.

– Eu não aceitei, mas preciso dessa grana Ana e você também, então fico de olho em você com as facas na mão...- Pegou duas facas enormes. — enquanto você vai la é anota o pedido dele. — Fiquei nervosa, mas não com Paul. É difícil pra gente conseguir tamanha grana e o que de ruim poderia acontecer comigo. — Vou dividir com você. — Eu não queria dinheiro.

– Não vou pelo dinheiro. — Peguei novamente o menu e o bloco de pedidos.


Dessa vez quando sai da cozinha não olhei para trás, Jared que estava contando o estoque de bebidas me olhos admirado e levantou uma de suas sobrancelhas. Ouvi as portas da cozinha se abrirem e baterem provavelmente era Paul com as facas, apressar de mal conhecê-lo sabia que ele era capaz de fazer o que prometia .

– O que vai querer? — Joguei o menu por entre suas mãos e não olhei nem em seus olhos. Percebi que ele tinha machucado uma de suas mãos.

– Esse não é um lugar para uma moça trabalhar. — Sua voz estava espessa e arrogante.

– O que vai querer? — Repeti e me atrevi a olhar para sua boca . Ele estava sorrindo, era muito bonito seu sorriso, mas

– Você . — Respondeu com astúcia. O sorriso em sua face duplicou de tamanha se tornando mais bonito e atraente . E eu? Só queria sumir dali.

Notas finais
Para quem falou que quem estava no telefone era a filha da Ana acertou 👍 Espero que tenham gostado, comentem e vejo vocês em breve. 💋