Notas iniciais
ain, amei os reviews do primeiro capítulo *-*
obrigada pro acompanharem (:
segundo capítulo!

Sara, após descansar um pouco, resolveu dar uma volta pelo hotel, afinal passaria as próximas duas semanas ali, teria que ter algo interessante pra fazer ali. Enquanto aguardava o elevador, pensou em como seria bom esbarrar em Gil... Achou melhor parar. Caminhou pelos fundos do hotel e pode ver algumas cocheiras. Ótimo, cavalos! Em São Francisco, quando seu pai tinha tempo, costumavam ir a um haras, ela simplesmente amava andar a cavalo. Passou por entre as cocheiras e analisou os cavalos. Escolheria o maior deles, era mais emocionante. Mas não montaria agora, iria vasculhar mais o local. Passou por entre as vacas, onde se podia beber leite tirado na hora. Avistou o galinheiro e lembrou-se de suas amigas, e riu por isso. Chegando perto do lago, pode ver alguns patos nadando e uns pedalinhos. Nunca havia andado num troço daqueles, mas andaria, só precisava de companhia. Sentou-se em um dos banquinhos que tinha perto do parquinho, logo ao lado do lago e passou a fitar o pôr-do-sol. Era uma das coisas que achava mais fascinante. A primeira era a Aurora Boreal, que teve a oportunidade de ver com os próprios olhos, presente do pai, quando ela completou 15 anos. Em meio as lembranças, sentiu alguém se aproximar.

- Admirando a natureza?

- Que forma mais brega de começar uma conversa. – ela riu, reconhecendo a voz.

- É mesmo. – riu também – Desculpe-me por ter saído meio que correndo aquela hora, precisava resolver algumas coisas sobre a minha palestra.

- Então é palestrante? – ela arqueou uma sobrancelha e fez um bico, que o fez viajar um pouco – Pensei que fosse algum aluno aspirante a gênio que foi convidado. – eles riam.

- Quantos anos acha que eu tenho? – foi a vez dele arquear a sobrancelha.

- Hm, uns 29, 30... Errei feio, né? – ela sorriu sincera.

- Não, tenho 30! – sorriu de volta – Você deve ser alguma aluna aspirante a gênio que foi convidada. – disse, imitando-a.

Ela deu uma gargalhada gostosa. – Aspirante a gênio eu sou – disse convencida e o fez soltar uma pequena gargalhada – Mas, não sou aluna convidada.

- Não? – ela fez um não com a cabeça – Então faz o que aqui?

- Meu pai... Ele é um grande Físico. – hesitou um pouco, mas resolveu contar – Ele é o homenageado do ano. – sorriu sem graça.

- Você é filha de Edgard Sidle? – ela riu com o entusiasmo dele – Admiro muito o seu pai, mesmo sendo de ramos diferentes.

- Qual o seu ramo?

- Entomologia. Sou doutor – ela olhou abismada, ele era novo demais – e sou perito criminal em Las Vegas, supervisor do turno da noite.

- Sempre quis ser perita, mas minha mãe acha muito macabro. – eles riram.

- Então, o que pretende fazer, ou faz?

- Física, tá no meu sangue. Mas, farei mestrado em Ciência Forense, mesmo contra a vontade da minha mãe. – eles sorriram.

- Não sabia que Edgard tinha uma filha nessa idade! Ele me parece jovem. – ele perguntava a idade dela de forma educada.

- Quantos anos acha que eu tenho, Sr. Grissom? – disse em um tom de brincadeira.

- Hm, uns 19, 20... Acertei, né? – a olhou divertido.

- Errou feio... tenho 15! – ela disse e ele a olhou surpreso, parecia decepcionado.

- Uma criança ainda... – disse mais pra si do que pra ela.

- Hm, acha que sou criança? – ela ficou meio irritada.

- Mas não é?

Ela sorriu cínica. – Essa criança faz coisas que você nem imagina. – foi ambígua, mas não o assustaria.

- Nossa. Que tipo de coisas?

- 13 anos e já estava no Ensino Médio. Tenho 15 e já me graduei. Durante 5 anos, devo ter participado, como pesquisadora, em mais pesquisas que você em toda sua carreira. Harvard, Stanford e Yale estão se matando pra ver quem vai me ter como aluna no próximo ano.

- Vai com calma, não precisa ficar brava! – ele disse em defensiva.

- Eu apenas me irrito quando me chamam de criança. Acham que minha idade corpórea é a mesma da minha idade mental.

- Eu sei o quão inteligente você é a começar por você ser filha de quem é... Mas, isso não muda o fato de você ser sim uma criança.

Ela o olhou com desgosto. – Ah é? Então eu vou te mostrar a criança.

Sara levantou-se e seguiu para dentro do hotel, deixando para trás um Grissom pensativo. Encontrou seus pais em uma sala de descontração, que a chamaram. Ela apenas disse que estava subindo, estava cansada.

Na verdade Sara estava irritada. Odiava quando a chamavam de criança. Já era bem madura, sempre fora. Quem ele pensava que era pra chama-la de criança? Coitado, cutucou a fera. Mas agora ela tinha uma ideia, sua mãe não lhe chamava de mente brilhante a toa. Provará pra Grissom que não é uma criança, nem que pra isso tenha que fazer algumas loucuras... Loucuras, as quais, ela adorava.

Notas finais
e aí, o que acharam? *-*
beijão, Mari Sidle!