Sweet Danger

3 Chapter Three


Notas iniciais
esse capítulo é dedicado a Raynara Marinho *-*
muito obrigada pela recomendação flor!
bom capítulo (:

Sara se arrumava para o jantar de abertura do congresso e estava em um impasse: vestido azul ou o vestido preto? O preto que delineava bem seus seios e realçava seu quadril e exibia suas pernas bem desenhadas, e o azul discreto sem decote nenhum, mas tipo tubinho, que marcava suas curvas... Precisava de uma opinião. Não perguntaria pra sua mãe, ela, com certeza, escolheria um verdinho sem graça que fizera Sara levar. Foi então que teve a ideia... Colocaria seu plano em prática. Com certeza ele estaria se arrumando para o jantar também, faltava pouco mais de uma hora pra cerimônia acontecer, mas pode ouvir quando entregaram o smoking direto da lavanderia. Vestiu suas roupas íntimas e por cima jogou um roupão. Abriu a porta do seu quarto e bateu na porta do quarto em frente.

Ele abriu a porta e ela se deparou com uma imagem tentadora. Grissom acabara de sair do banho, estava enrolado na toalha e pingos d’água escorriam dos cabelos para sua face. Sara piscou umas três vezes antes de ser abordada por ele.

- Hm, Sara... O que faz aqui? – perguntou sem jeito, pelo trajes que vestia.

- Estou precisando de sua ajuda! Não sei qual vestido usar no jantar! – sorriu tentadora.

Só então Grissom reparou nos trajes dela... Cabelos suspensos em um coque e um roupão entreaberto que deixava a mostra um pedaço de seu sutiã de renda preto. Aquela menina... Menina, mas com um corpo de mulher, pensou ele. Deixou seus pensamentos de lado.

- Porque eu conseguiria de ajudar? Peça pra sua mãe, ela entende mais disso do que eu! – disse desajeitado.

- Minha mãe e eu temos gostos diferentes, e eu preciso de uma opinião que não seja a dela... Não vou pedir pro meu pai né, ele me faria ir de burca! – riram.

- OK, deixe-me apenas vestir uma roupa adequada!

“Não precisa, pode ir assim mesmo”, Sara pensou. – Tudo bem! – foi o que ela respondeu.

Ele fechou a porta e ela ficou esperando do lado de fora. Ele deveria estar vestindo o smoking, porque demorou um pouco, então ela voltou pro seu quarto e deixou a porta aberta. Ele terminou de se aprontar e abriu a porta, não a encontrou lá, mas pode ver que ela deixara a porta aberta. Hesitou, iria entrar, mas achou melhor chamar por ela.

- Sara? – perguntou insinuando sua cabeça para dentro do quarto.

- Pode entrar! – ela voltava do banheiro, agora com os cabelos já soltos e a maquiagem pronta. Ele a olhou e viu uma mulher linda, e sensual, “mas não, ela é uma criança!”, ele brigou com seus pensamentos nada puros.

Ela não pode deixar de reparar o olhar nada discreto sobre ela e não disfarçou um sorriso.

- Então... – ela o tirou de seus pensamentos – Qual dos dois? – apontou para as duas peças de roupa em cima da cama.

- Hm... – ele passou a analisar as peças e a imaginar o corpo dela dentro de cada uma. O azul era muito bonito, mas o preto tinha todo o seu charme e ele não negaria, imaginou como seria tirar aquele vestido dela, lentamente, acariciando suas costas enquanto abria o zíper... – O preto, combina com a sua maquiagem! – ele não sabia o que estava dizendo, apenas faria tudo para vê-la naquele vestido.

Ela olhou bem pra ele, que sorriu.

- OK, irei com o preto! – sem que ele esperasse, ela retira o roupão, ficando apenas com suas roupas íntimas.

- Sara, o que é isso? – ele perguntou assustado, virando o rosto em direção oposta a ela.

- Tô trocando de roupa, ué! – respondeu o que era uma coisa óbvia, mas riu internamente, ao ver o desespero dele.

- Mas, na minha frente? Sou homem! – ele bravejava.

- Vai me dizer que nunca viu uma mulher de roupa íntima? – ela riu – E relaxe, você não é o primeiro homem que me vê assim... – ele ia responder mais ela continuou – E esse homem não é o meu pai! – disse maliciosamente. Colocou o vestido, mas precisava de ajudo para fechar o zíper. – Pode me ajudar aqui?

Ele ia virar, mas lembrou que ela poderia estar brincando com ele.

- Qual é? Já estou vestida! Só preciso de ajuda pra fechar o zíper, eu não alcanço. – viu que ele se virou e a encarou – Por favor?

Ele andou até ela e começou a subir o zíper. Pode olhar aquela pele branca e macia, mas conteve o desejo de tocá-la. Sara via sua feição por meio do espelho, disfarçou um sorriso. O viu fechar os olhos ao inalar o seu perfume. Percebendo que ele estava meio fora de si, o chamou.

- Pronto? – perguntou.

- Sim, claro. – tentou disfarçar o nervosismo na voz.

- Hm, obrigada! – olhou pra ele e sorriu e calçou suas sandálias.

“Parece uma criança quando recebe um doce”, pensou, tentando do convencer-se de que ela não era para o bico dele.

Sara reparou que ele não usava gravata, e isso era obrigatório.

- Onde está sua gravata? – disse, tocando o colarinho de sua camisa.

- Está aqui! – tirou do bolso e mostrou a ela – Não sei coloca-la! Estou esperando que alguém lá embaixo saiba e me ajude. – riu de si mesmo.

- Dê-me! – ele a olhou confuso – Eu sei dar nó, sempre arrumei meu pai. – sorriu pra ele, e ele entregou a gravata a ela.

Sara o conduziu até a frente do espelho e postou-se atrás dele, começou a dar o nó, que sabia fazer perfeitamente.

- Prontinho. – sussurrou no ouvido dele, de uma forma bem maliciosa. Pode vê-lo se arrepiar todo.

Grissom travou e lutou contra a ereção que poderia surgir, apertou os olhos e manteve o controle. Ao abri-los de novo, pode avistá-la já na porta.

- Quando sair, fecha a porta! – pediu e logo sorriu, com toda sua malícia.

- Isso vai ser um problema! – disse derrotado.

Notas finais
e aí? como estou indo?
beijão, Mari Sidle!