Sweet Danger

13 Chapter Thirteen


Notas iniciais
olha eu aqui meus amores!!!
eu sei, eu sei... eu realmente tentei postar essas duas últimas semanas que passaram, mas não deu.
fiquei abarrotada de provas e trabalhos da faculdade pra fazer, minha última prova foi hoje :/
e mesmo com tanto estudo... acho que posso pegar DP i.i
sim, chorarei muito se eu ficar de alguma matéria...
bom, mas indo ao que interessa... tá aí o último capítulo do ano (eu acho) kkk
boa leitura!

E o último dia do congresso chegara. Sara estava no seu quarto, sozinha e quieta, lembrando-se da noite anterior. Talvez a última juntos. Ela tinha se apegado, tinha se apaixonado, apenas não podia admitir. Quem seria a favor de um romance entre uma garota de 15 anos e um homem de 30? Sem contar o surto que sua mãe teria, era capaz que morresse de uma taquicardia. E seu pai então? A deserdaria na hora e renegaria sua única filha. OK, sem dramas. Ela, na verdade, não saberia como levar essa relação à diante. Ela iria pra faculdade em alguns meses, e nem sabia para qual ainda. E ele tinha a mulher que queria a seus pés.

Pobre Sara, mal sabia que a única coisa que Grissom queria era poder assumi-la. Poder fazer coisas clichês como andar de mãos dadas e fazer piquenique no parque... Ele estava irrevogavelmente apaixonado, mas depois do que ela disse sobre estar apaixonado ser uma idiotice, ele começou a deixar esse sentimento de lado, ligando apenas para o sexo. O que chateava Sara, pois ela, por um momento, pensou que ele sentia o mesmo que ela.

Isso é no que da ser cabeça dura. Eles tinham um ao outro, e poderiam ter pra sempre, se não fosse o maldito medo de tentar.

Sara terminou de fechar as malas e as posicionou perto da porta, desceria para o encerramento e mais tarde voltaria para busca-las. Não queria encontrar Grissom, não queria dizer adeus, mas seria impossível evitar. Seu coração estava apertado, como se estivesse deixando para trás a única pessoa que ela permitiu se apaixonar, o dono de seu coração.

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O salão estava lotado, mas Sara tinha seu lugar reservado lá na frente. Seu pai receberia o prêmio esta tarde, por isso tinha que estar lá e colocar um sorriso no rosto, mesmo não tendo nenhum motivo para sorrir. Hipocrisia da parte dela. Seu maior ídolo estava ali para receber um dos maiores prêmios de ciência.

Viu seu pai subir ao palco, receber o prêmio, agradecer à família... Mas nada daquilo realmente lhe interessava. Seus pensamentos estavam perdidos entre aquelas orbes azuis. Ela não queria deixa-lo ir, mas era preciso. Ela só não entendia como podia sentir algo assim, tão forte. Eles estavam juntos há apenas duas semanas, mas era como se estivessem uma vida inteira. Uma vida inteira... O que ela sabia da vida? Tinha apenas 15 anos... Essa não era a hora pra se importar com idade, era hora de tentar escapar da despedida.

O resto da cerimônia foi tranquilo, e ao final Sara arrumou um jeito de sair correndo dali, pegar as malas e pegar um táxi. Tentativa frustrada. Grissom estava na porta dos quartos deles, esperando por ela. Sara respirou fundo e continuou andando até o local.

- Se não te conhecesse, acharia que você está tentando se esquivar de mim... – Grissom disse, olhando-a nos olhos.

- Não é isso, apenas tivemos desencontros... –

- Sara, Sara... Em duas semanas, e eu já te conheço como a palma da minha mão... – Grissom manejou a cabeça para os lados, como se estivesse se conformando.

- Conhece? – perguntou irônica.

- Você está evitando o adeus, Sara. Assim como eu. – desviou o olhar.

- Então porque estava me esperando? – irônica mais uma vez.

- Sem ironias. Não agora. – voltou a olha-la – Eu tenho que ter a certeza de que vai acabar, Sara. Seria horrível pra mim... Acordar amanhã sem saber se eu ainda tenho você, ou não. Não gosto de incertezas, e você já sabe disso, suponho. – ela assentiu com a cabeça – Então... Por mim, isso não acabaria nunca, mas temos vidas diferentes longe daqui. Você tem uma carreia a percorrer, família com a qual se preocupar... Eu sou apenas um professor de Entomologia, que tem uma mãe surda e mais ninguém na vida. –

Grissom segurou as mãos dela, firmemente.

- Só quero que saiba Sara, você é/foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. Todo o perigo que corremos, as noites que passamos juntos... São coisas que eu jamais esquecerei. E eu não poderia ir embora, ou deixar você ir, sem antes de confessar uma coisa. – Sara apertou mais as mãos dele, em forma de incentivo – Eu me encantei pela sua teimosia, ou perseverança, como queira. Você me quis, e não sossegou enquanto não me teve. Eu admiro isso em você. Você me mostrou que eu posso ser feliz, ter uma vida com outra pessoa. Você me mostrou que a paixão pode acontecer sim. -

- Grissom, eu... – ela estava sem palavras.

- Sem palavras? – ele riu.

- Não... É que eu nunca imaginei que você pudesse se abrir assim, você é tão reservado. –

- Você me ensinou que eu não preciso ter medo... –

- Medo de quê? – perguntou curiosa.

- De me apaixonar. Eu me apaixonei por você, e não foi apenas pela sua maneira incrível de fazer sexo... – eles riam – Eu prefiro acreditar que em todas as vezes fizemos amor. Eu amo você. –

Sara estava sem palavras. Como pode pensar que ele não sentia o mesmo?

- Eu também. –

- Também o quê? – perguntou divertido.

- Eu também amo você.

Beijaram-se e seguiram juntos até o saguão. Quando já estavam em seus táxis, despediram-se com uma aceno de mão. Eles não estavam preocupados. Aquela, com certeza, não seria a última vez que se veriam.

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Meses depois...

Notas finais
é isso minha gente, por esse ano é só!
volto dia 14/01 toda enérgica e com um monte de ideias :)
um bom natal pra todo mundo, e feliz 2013!!!
beijão, Mari Sidle! :)