Sweet Child O Mine
29 A mudança é Boa!
Notas iniciais
—OLHA O WAFFLE! — e lá se foi o pequeno gnomo pegar a comida que estava voando graças ao nosso querido Haner. Sim, ele jogou o waffle como um frisbi para que o Jojo pegasse no ar. Mas pelo menos o baixista foi esperto e levou o prato junto para servir de luva de beisebol. A inteligência desses energúmenos esta evoluindo. Tragam um Oscar que hoje tem premiação.
Estávamos sentados na mesa do restaurante do hotel tomando café as... Duas e quarenta da tarde. Quem pode, pode. Zacky tinha sumido com o Shadz para algum lugar que não notei qual era e eu estava comendo a típica, ou deveria dizer, o típico café da manhã americano: panquecas com xarope e bacon. Até que não era ruim, mas isso já era meu almoço.
—Kat ‘cê deveria fazer mais strips, sabia? – Jojo disse de repente. Me engasguei com o café com leite e quase cuspi tudo no chão. Arin, que estava sentando do meu lado, me deu uns dois tapas nas costas. Comecei a rir.
—Como assim? – perguntei tentando manter o bom humor para não ficar de mimimi depois. Brian sorriu para o baixinho que riu.
—Ontem na festa... ‘Cê subiu em uma mesa e começou a tirar a roupa... Claro que tu quase caiu umas duas vezes, mas te ajudaram a ficar lá. – Syn falou sorrindo maliciosamente. Arregalei os olhos. Nunca mais, NUNCA MAIS, vou beber.
—Eu... tirei tudo? – perguntei sentindo a cor subir para minhas bochechas. Até Arin fez um bico e me respondeu.
—Não, o Zacky te tirou de cima da mesa antes de tu querer tirar a calça... ou o sutiã. – ele riu, fazendo os outros dois rirem junto.
Suspirei. Fazer o que? Já está feito o estrago, agora é só cuidar para não acontecer novamente.
Terminei meu café da tarde ouvindo aqueles três brigarem e brincarem. Quase morri engasgada umas cinco vezes, mas nada grave.
~~x~~
Estávamos eu e a Val andando pela calçada de uma avenida movimentada da cidade atrás de um cabelereiro. Encontrei-a no elevador quando estava indo para meu quarto e falei da minha vontade de voltar a ter cabelo colorido. Pois é, meu cabelo já foi colorido. No final das contas, ela se disponibilizou a me ajudar a achar um cabelereiro bom na cidade pra fazer a descoloração e quem sabe pintar. Vamos ver no que vai dar.
Achamos um lugar e ele era bem... diferente.
Ficamos lá o resto da tarde. Val também aproveitou e foi fazer alguma coisa nos cabelos, ou não. Não lembro, acabei dormindo na cadeira do Dominic enquanto ele pintava meu cabelo.
—Porra! – foi exatamente isso que eu falei quando me vi no espelho com aquela cor. Val deu pulinhos entusiasmados e começou a rir. Eita. Olhei-a.
—Ficou bem diferente Katerina. – falou sorrindo pegando uma mecha do meu cabelo e enrolando no dedo. Dei uma mexida nele. Ficou diferente mesmo. E eu adorei!
Agradeci ao cabelereiro e fui pagar. Precinho salgado, mas valeu a pena.
Queria só ver a surpresa do povo. Principalmente do meu tio.
Chegamos ao hotel e tive que lembrar que não posso usar essa calça enquanto continuar com essa cor de cabelo. Ficou esquisito. Despedi-me da esposa do vocalista e subi até meu quarto para arrumar as malas – e trocar a calça – que nós iriamos para outra cidade agora.
Botei uma calça preta e resolvido o problema.
Terminado de arrumar as bagagens, aproveitei e fui olhar o resultado do tal concurso das bandas falsas. Eles haviam adiado por motivos técnicos – o sistema pifou durante três dias – e o resultado sairia hoje. Suspirei enquanto o site abria e fui procurar algo pra comer, quando não achei apenas liguei para a recepção pedindo uma janta qualquer. Espero que essa não venha com gosto de “bosta de cavalo”. Ri lembrando do episódio.
Quando o domínio abriu, cliquei em alguns links até achar a classificação.
Arregalei os olhos sentindo o coração dar um pulo e quase parar.
PUTA. QUE EU. PARIU.
Classificação Geral – Projeto Make a Real Fake
Nº matrícula Nome Pontuação Geral
31-0056824 Katerina Knihs Boettner 804,65
31-9346272 Igor Desmont Blaver 804,60
31-8450238 Demeter Jazkvoch 799,98
—Eu ganhei. – sussurrei comigo mesma enquanto olhava a pontuação do restante da turma. Aquelas palavras foram tão... boas de pronunciar. – Eu ganhei. – pronunciei mais claramente.
—O que tu gan... KATERINA! – a voz do meu tio me despertou do meu momento “ice in hotel”. Olhei-o com um sorriso gigante no rosto, joguei o note para qualquer lado e corri até ele, pulando no seu pescoço e quase fazendo nós dois cairmos no chão enquanto eu gritava “eu ganhei, eu ganhei!”.
Ele começou a pular comigo pelo quarto, rindo e tenho certeza que ele não faz ideia do que eu ganhei. Ria mais ainda com isso.
Assim que o momento gazela feliz pulando no urso tio acabou, algum ser bateu na porta do meu quarto. Fui abrir e era minha janta. Meu estomago fez um barulho engraçado, levando o funcionário rir discretamente.
Fechei a porta e deixei a comida em cima da mesa onde antes estava o note. Acabei procurando por ele pelo quarto, achando-o em cima da cama. Que pontaria boa a minha.
—O que você ganhou Kat? – Mark perguntou enquanto enchia os pulmões de ar e soltava-o calma e pesadamente. Ele sorria.
—Meu projeto ganhou naquele curso tio! – só faltava eu sair pulando de novo com ele.
—Parabéns sobrinha. – ele sorriu e me abraçou bem apertado, levantando-me do chão e rodando-nos. Ria levemente.
Assim que voltou a me botar no chão, pegou uma mecha do meu cabelo, enrolando-o no dedo e sorrindo.
—Gostou da cor tio? – perguntei.
—Combinou contigo. – ele riu. – Ficou melhor que aquele verde. – fez uma careta de nojo. Lembrei-me da vez que pintei o cabelo de verde-vomito. Eca. O que eu tinha na cabeça pra pintar dessa cor?
Ficamos conversando enquanto eu jantava; botar as notícias em dia. Às vezes achava que meu tio em alguma vida passada foi mulher, por que... ô homem que fala e não cala a boca. Contou-me até da namorada que ele tentou manter, mas o trabalho não deixava.
Mark saiu do meu quarto quase 11 da noite. E mal fechei a porta que já estava entrando gente, mais especificamente: Jojo e Syn. Olhei-os confusa.
—O que vocês querem? – perguntei fechando a porta e cruzando os braços, arqueando as sobrancelhas. Brian sorriu safado – e quando ele não sorri assim? – e Johnny o acompanhou.
—Acho que o apelido Kat é perfeito gnomo, o que você acha? – Syn cruzou os braços enquanto perguntava ao Jojo. Ri. Ele apenas assentiu confirmando o que o amigo dissera.
—Anda, o que vocês querem? – pedi rindo e pegando uma água dentro do frigobar.
—Agente veio te chamar pra ir no bar do hotel. – Johnny disse sentando – se jogando – na minha cama. Syn apenas ficou em pé. Dei de ombros.
—Porque não? – falei sorrindo.
—Ótimo. – Brian se animou e só faltou sair batendo palminhas. Ri mais. – Vamos roxinha, têm alguém que está fulo da vida atrás de ti. – Enquanto um falava o outro me puxava para fora do quarto. Arregalei os olhos.
Eu sei quem está atrás de mim.
Me ferrei.
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